Pensão alimentícia: como pedir, como calcular e o que acontece se não pagar

Apesar de regras claras e previsão legal detalhada, a pensão alimentícia, ou ação de alimentos, segue entre os temas que mais geram conflitos familiares e ações judiciais no país. E a maior procura nas portas da Defensoria. É comum, nos núcleos de petição inicial, a presença de mulheres acompanhadas de crianças, muitas vezes bebês, em busca da garantia do direito básico à subsistência.

A jovem D.A, 23 anos, estava na manhã desta segunda, 19, na porta do Núcleo de Petição Inicial no bairro Luciano Cavalcante. Miguel, de apenas 3 meses, nos braços. “Vim assim que consegui, não tenho nem como deixar ele em casa. Ele é muito pequeno, mas eu preciso garantir que os direitos dele sejam reconhecidos desde agora”, disse.

A obrigação de pagar, a disputa por valores, os atrasos no pagamento e os desacordos sobre responsabilidades revelam que, mais do que um direito formal, a pensão ainda é atravessada por tensões relacionadas a cuidado, renda e poder dentro das relações familiares, que, recaem, quase que invariavelmente, à maternidade

O Código Civil de 2002, nos artigos 1694 a 1710, regulamenta o pagamento da pensão alimentícia, independentemente de estrutura familiar específica. A obrigação engloba não só os alimentos propriamente ditos, mas o acesso à saúde, à educação, à moradia, entre outras necessidades básicas, garantindo o direito fundamental à subsistência daqueles que, por si só, não conseguiriam se manter. Na prática, isso significa reconhecer que a pensão não é nem favor, nem punição, é corresponsabilidade familiar.

Dos casos que chegam à Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), o mais comum é o pedido de pensão para os filhos menores, uma vez que existe a presunção de que crianças e adolescentes não têm recursos para se sustentar. No entanto, maiores de 18 anos que estejam cursando o ensino médio, técnico ou superior, ou que não tenham capacidade civil plena, continuam recebendo, com idade média de 24 anos.

A legislação assegura ainda, em decorrência do dever de solidariedade familiar e mútua assistência, que o pai ou a mãe possa requerer alimentos aos filhos, como no caso de pais idosos ou enfermos. A obrigação existe também entre outros parentes, de maior ou menor grau. Em todos os casos, contudo, é necessário comprovação de dependência financeira.

Ex-cônjuges e ex-companheiros podem solicitar. Porém, na maioria das vezes, os alimentos entre ex-cônjuges são excepcionais e temporários, permitindo o auxílio até que estes consigam se manter sozinhos.

Já as mulheres grávidas, estas têm direito aos “Alimentos Gravídicos”, benefício semelhante à pensão alimentícia. O valor é determinado pela Justiça e pago pelo pai da criança para custear despesas com alimentos, consultas, enxoval e, até mesmo, o parto. Após o nascimento, a pensão é convertida para o filho.

Definição de valores

Mesmo com essas previsões, a definição do valor da pensão costuma ser um dos pontos de maior divergência entre as partes. A defensora pública Ramylle Maria de Almeida, titular da Vara da Infância e Juventude da DPCE, explica que a lei não estabelece um valor ou percentual fixo para os alimentos. “O Código Civil diz que os alimentos devem ser fixados de acordo com a necessidade de quem pede e as possibilidades daquele que presta a obrigação. Assim, a Justiça vai analisar o valor adequado, considerando as condições daquele que está solicitando. Por exemplo, um filho enfermo, quase sempre, tem mais despesas que um filho saudável. E também vai avaliar as possibilidades de quem paga, de modo que seja um valor que este possa suportar”, explica.

Nas ações de alimentos, por se tratarem de valores necessários para a sobrevivência e o sustento de quem pede, o juiz, ao receber o pedido, fixa de imediato um valor provisório de pensão alimentícia, antes mesmo de ouvir a outra parte, baseando-se no que é informado e nos documentos apresentados. No entanto, a quantia inicial pode ser modificada a qualquer momento dentro do processo.

Os alimentos serão considerados definitivos quando fixados na sentença, depois de ouvir tanto a parte que pede quanto a que vai pagar. Ou quando as partes chegam a um acordo. Entretanto, mesmo depois de fixados, se houver uma situação que represente alteração de renda ou despesas, a pensão poderá ser revista. Para isso, uma das partes precisa entrar com uma ação revisional de alimentos (para aumento ou diminuição) ou exoneração de alimentos (no caso de extinção), conforme o caso.

Essa possibilidade de revisão reflete o entendimento de que a pensão acompanha a realidade financeira e as necessidades ao longo do tempo.

Guarda compartilhada e pagamento

A confusão entre guarda e obrigação financeira está entre os equívocos mais comuns que chegam à Defensoria. É importante ressaltar que a guarda compartilhada não retira a obrigação do pagamento da pensão, como explica a defensora pública Hilda Cela, titular da Vara de Família da DPCE. “Existem situações em que o filho passa os finais de semana com o pai e o restante dos dias com a mãe. Nesses casos, provavelmente uma das partes vai ter mais despesas. A não ser que os pais consigam dividir na prática os gastos com a criança. Mas na maioria das vezes os alimentos são devidos mesmo com a guarda compartilhada”.

Em relação à forma de pagamento da pensão, se o responsável tiver emprego formal ou for servidor público, o magistrado poderá determinar que o desconto seja feito em folha de pagamento. Essa medida busca evitar possíveis atrasos e conflitos, pois o dinheiro é depositado diretamente na conta do beneficiário ou de seu representante legal. Contudo, se o devedor não tiver emprego formal ou for autônomo, é obrigação dele pagar a pensão no valor e até a data estipulada.

Assim, todo atraso ou a falta de pagamento compromete diretamente a rotina de quem depende da pensão, especialmente crianças e adolescentes. Caso isso ocorra, a parte pode procurar um Núcleo de Atendimento Inicial da Defensoria Pública para informar sobre o atraso e solicitar o ingresso em uma nova ação cobrando efetivamente os valores.

“Quando existe uma obrigação de alimentos judicialmente formalizada, se não houver pagamento, é possível entrar com cumprimento de sentença ou de decisão interlocutória que fixou os alimentos provisórios ou definitivos”, pontua a defensora pública Hilda Cela.

A depender da situação, a Justiça pode adotar diferentes medidas para garantir o pagamento. Entre elas, estão a penhora de bens, o bloqueio de valores em conta bancária, o desconto direto em folha de pagamento, quando houver vínculo formal, e a inscrição do nome do devedor em cadastros de inadimplentes.

Nos casos mais graves, a legislação também autoriza a decretação da prisão civil do devedor, por prazo determinado. É uma medida excepcional, aplicada quando outras tentativas de cobrança não surtiram efeito. A orientação é sempre buscar a Defensoria para avaliar a situação concreta e definir a medida mais adequada.

Como solicitar

Para dar entrada no pedido de pensão, é preciso comparecer a um Núcleo de Atendimento Inicial da Defensoria, nos casos dos assistidos pela instituição, apresentando documentos como identidade, CPF, certidão de nascimento do beneficiário, comprovante de residência. Se for uma criança ou adolescente, os documentos do representante legal são necessários.

Devem ser apresentados ainda comprovantes das despesas que demonstrem a necessidade, como gastos com escola, plano de saúde, alimentação, moradia e atendimento médico. Caso a parte tenha informações sobre a condição financeira de quem deverá pagar a pensão, esses dados também devem ser levados, contribuindo para uma fixação mais adequada do valor.

Mais do que cálculos ou percentuais, a pensão alimentícia expressa escolhas, responsabilidades e prioridades dentro das relações familiares. Embora a legislação ofereça caminhos claros, a efetivação desse direito depende de informação, acesso à Justiça e reconhecimento de que garantir alimentos é garantir dignidade. Ao orientar a população, a Defensoria Pública atua para transformar direitos em cuidado concreto, especialmente para crianças e adolescentes.

SERVIÇO

NÚCLEO DE ATENDIMENTO E PETIÇÃO INICIAL – NAPI
Endereço: Av. Pinto Bandeira, 1111 – Eng. Luciano Cavalcante, 60811-170
Celular: (85) 98895-5513
E-mail: napi@defensoria.ce.def.br

 NÚCLEO DESCENTRALIZADO DO MUCURIPE
Endereço: Av. Vicente de Castro, 5740 – Cais do Porto
Telefone:(85) 3101.1079 – 8h às 12h e das 13h às 17h
Celular: (85) 98902-3847 – 8h às 12h
Celular: (85) 98982-6572 – 13h às 17h
E-mail: nucleomucuripe@defensoria.ce.def.br

 NÚCLEO DESCENTRALIZADO JOÃO XXIII
Endereço: R. Araguaiana, 78 – Bonsucesso, 60520-500
Celular: (85) 98889-2140 / (85) 98889-0856
E-mail: nucleojoao23@defensoria.ce.def.br

 NÚCLEO DESCENTRALIZADO DO BOM JARDIM
Av. Gen. Osório de Paiva, nº 5623 – Canindezinho (Sede do Centro de Defesa da Vida Hebert de Sousa) – 13h às 17h
Telefone:(85) 3194-5081 (ligação) – 8h às 12h
Celular: (85) 98976-5059 – 8h às 12h
E-mail: nucleo.bom jardim@defensoria.ce.def.br

Podem ser acionados ainda os Núcleos de Prática Jurídica, de Soluções Extrajudiciais e a Defensoria no Interior: https://www.defensoria.ce.def.br/contatos-defensoria/

Sesc Ceará realiza 33ª edição do Festival de Humor Cearense em Tauá

Entre os dias 04 e 07 de fevereiro, o Ceará reafirma sua vocação para o riso com a realização de mais uma edição do Festival de Humor Cearense (FHC). Promovido pelo Sesc Ceará, o Festival chega à sua 33ª edição, em 2026, celebrando mais de duas décadas dedicadas à valorização do humor como expressão essencial da identidade cultural cearense.

A programação acontece na cidade de Tauá, no Sertão dos Inhamuns, ampliando o alcance das ações culturais do Sesc no interior do Ceará. As apresentações serão realizadas no auditório do Cine Teatro Maria Carmem, no Parque da Cidade, reunindo grandes nomes do humor regional em uma programação que alia entretenimento, cultura e o compromisso social que norteia as ações do Sesc.

A agenda artística tem início na quarta-feira (04/02), com apresentações de Cumpade Cabaça, Titela e Pescocinho. Na quinta-feira (05/02), o público confere o humor de Manguaça e Jota Marcelo. A sexta-feira (06/02) será marcada pela irreverência de Dona Fransquinha e Ery Soares. Encerrando o Festival, no sábado (07/02), Mateus Cidrão e Anderson Justus sobem ao palco, promovendo o encontro de diferentes estilos, gerações e linguagens do humor cearense.

Idealizado pelo escritor, humorista e diretor da Fecomércio, Giovani de Oliveira, o FHC conta com ingresso solidário. O acesso ao festival acontece mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao programa Sesc Mesa Brasil, o maior banco de alimentos do País.

A iniciativa reforça o caráter social do evento, contribuindo para a redução do desperdício e o enfrentamento da insegurança alimentar de crianças, jovens, adultos e idosos, ao mesmo tempo em que valoriza artistas locais e fortalece a tradição oral do Ceará, marcada por seus “causos”, estórias e personagens típicos.

Programação:
Quarta-feira (04/02)
19h – Cumpade Cabaça / Titela / Pescocinho
Quinta-feira (05/02)
19h – Manguaça / Jota Marcelo
Sexta-feira (06/02)
19h – Dona Fransquinha / Ery Soares
Sábado (07/02)
19h – Mateus Cidrão / Anderson Justus

Serviço:
XXXIII Festival de Humor Cearense – Tauá
Datas: 04 a 07 de fevereiro de 2026
Local: Auditório do Cine Teatro Maria Carmem, Parque da Cidade – Tauá/CE
Horário: 19h
Entrada: 1 kg de alimento não perecível – doações para o Mesa Brasil Sesc

Carnaval Ideal 2026 aposta em programação voltada para pais e filhos

Evento acontece no dia 31 de janeiro, no Salão Nobre Edson Queiroz, com atrações musicais e atividades infantis

O Ideal Clube abre a programação carnavalesca de 2026 com uma proposta que valoriza a convivência familiar e o encontro entre gerações. No dia 31 de janeiro (sábado), das 18h às 23h, o tradicional Salão Nobre Edson Queiroz recebe o Carnaval Ideal 2026 – Pais e Filhos na Folia.

A animação da noite ficará por conta da Banda Sassaricando e de Armando Telles e convidados, que prometem um repertório marcado por marchinhas, clássicos do carnaval e música brasileira, criando um ambiente seguro e acolhedor para toda a família.

Com atenção especial ao público infantil, a programação inclui pipoca e algodão-doce, reforçando o clima lúdico e descontraído da festa. Crianças de até 12 anos têm entrada gratuita, incentivando a participação conjunta de pais e filhos em um momento de lazer compartilhado.

Os ingressos custam R$ 50, e as informações sobre vendas podem ser obtidas pelo telefone (85) 99914-0242.

Serviço:
Carnaval Ideal 2026 – Pais e Filhos na Folia
Data: 31 de janeiro (sábado)
Horário: 18h às 23h
Local: Salão Nobre Edson Queiroz – Ideal Clube
Valor: R$ 50 (crianças de até 12 anos têm entrada gratuita)
Informações: (85) 99914-0242

Fecomércio-CE aponta que consumidor de Fortaleza inicia 2026 com confiança em alta

O ano de 2026 começa com sinais positivos para o comércio e para as finanças das famílias em Fortaleza. Segundo as pesquisas divulgadas pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), da Fecomércio-CE, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu seu melhor nível desde maio de 2023, enquanto o endividamento total apresentou uma redução de 2,0 pontos percentuais em relação a dezembro.

Confiança e intenção de compra

O ICC de Fortaleza alcançou 126,0 pontos em janeiro, uma alta de 0,4% frente ao mês anterior. O otimismo é impulsionado principalmente pelas Expectativas Futuras (IEF), que subiram 1,2%, atingindo 131,1 pontos. Com relação à situação financeira, 75,2% dos fortalezenses sentem que sua situação financeira atual é superior à de um ano atrás, e 86,6% acreditam em uma melhora ainda maior para o futuro.

Com relação à intenção de compra, principalmente nessa época de liquidações no comércio, também houve crescimento entre os consumidores de Fortaleza. O desejo de consumir cresceu, passando de 43,3% para 45,5% neste mês de janeiro. O valor médio de gasto planejado é de R$ 619,98. Os itens mais desejados são vestuário (38,9%), calçados (26,3%) e móveis/decoração (14,7%).

Endividamento em queda e melhor gestão orçamentária

No campo das dívidas, a Pesquisa do Endividamento do Consumidor em Fortaleza, referente a janeiro de 2026, mostra que 67,6% dos consumidores da capital possuem algum tipo de dívida (contas a pagar). A pesquisa aponta uma redução de 2,0 pontos percentuais com relação ao índice de dezembro (69,6%), mantendo a tendência de queda com relação ao ano passado, que começou com índice de 74,4%, indicando o início de uma leve tendência de reversão do indicador.

O cartão de crédito continua sendo o principal instrumento utilizado por 72,5% dos entrevistados. Com relação ao comprometimento da renda, em média, o fortalezense destina 34,5% de sua renda familiar para o pagamento de dívidas, com um valor médio de débito de R$ 1.749.

Apesar da queda no endividamento global, houve um leve aumento de 0,4 pontos percentuais nas contas em atraso (19,6%). A inadimplência potencial (aqueles que declaram que não conseguirão pagar) está em 9,7%. Um dado relevante é o amadurecimento financeiro: 79,3% dos consumidores afirmam realizar orçamento mensal e acompanhamento eficaz de seus gastos.

Análise

A diretora institucional da Fecomércio-Ce, Cláudia Brilhante, destaca que a pesquisa mostra um consumidor mais cauteloso e mais organizado financeiramente. “Isso cria uma perspectiva de que o ano de 2026 pode ser mais regular, onde as pessoas estão priorizando pagar as suas dívidas, comprar à vista e não ficar com tantas prestações altas”, aponta.

Pontos importantes destacados pela diretora institucional como entraves é o uso indiscriminado do cartão de crédito e a não execução do planejamento financeiro. “Alertamos que ainda temos uma quantidade muito grande de pessoas comprando no cartão de crédito e não conseguindo pagar. Então, aproveitamos o momento para orientar o consumidor: não adianta fazer a lista das suas despesas e não cumprir. A pesquisa nos mostra que a lista está feita, mas não está sendo cumprida, e isso não resolve financeiramente o orçamento”, destaca.

O momento é propício para o varejo, especialmente em períodos promocionais e liquidações, desde que a concessão de crédito continue sendo feita de forma responsável, respeitando a capacidade de pagamento das famílias.

Sobre o IPDC

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) é o braço de inteligência da Fecomércio Ceará, fornecendo dados precisos sobre o comportamento do consumidor e tendências de mercado.

Acompanha áudio + foto da diretora institucional da Fecomércio-Ce, Cláudia Brilhante
Crédito: Divulgação/Fecomércio-CE

Dia Nacional do Farmacêutico: pesquisa da Unifor cria gel à base de romã para aliviar dor orofacial

O ofício de preparar, conservar e orientar sobre o uso de substâncias medicinais foi se consolidando como profissão ao longo de milênios, com registros em civilizações antigas, como Mesopotâmia e Egito, até chegar a marcos educacionais que, na modernidade, fortaleceram uma formação mais institucionalizada. No Brasil, a Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF) foi fundada em 20 de janeiro de 1916, data que inspirou a celebração do Dia Nacional do Farmacêutico.

Em alusão à data, a Universidade de Fortaleza — instituição vinculada à Fundação Edson Queiroz — apresenta uma pesquisa desenvolvida no curso de Farmácia da instituição, que pode abrir caminhos para o tratamento da dor orofacial, condição que afeta estruturas como lábios, língua, bochechas, mandíbula e pescoço. O estudo resultou no desenvolvimento de uma formulação em gel à base de romã (Punica granatum), a partir do extrato da fruta e de uma base que garante consistência e estabilidade, além de ingredientes que auxiliam na conservação. O produto é descrito como uniforme, estável e seguro para uso, com destaque pela boa eficácia em comparação com outras terapias.

A pesquisa foi conduzida pela professora Regina Dourado, coordenadora do curso de Farmácia da Unifor. “A fruta sempre atraiu o interesse da população, considerando a beleza do fruto, cor, aroma e sabor, assim também pela comunidade científica em razão da rica composição química e por ser uma fonte promissora de compostos bioativos. Sendo assim, esperamos que o gel de romã seja validado em diferentes aplicações”, comenta a docente.

A romã, matéria-prima da composição, integra o Programa Farmácia Viva, iniciativa mantida pelo curso da Universidade, por meio de convênio com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Fortaleza, o que conecta o desenvolvimento científico à valorização de recursos naturais com potencial terapêutico.

Além de mostrar como a pesquisa se traduz em inovação, o caso evidencia a estrutura acadêmica que sustenta esse tipo de resultado. Com duração de cinco anos, o curso de Farmácia da Unifor oferece módulos teórico-práticos, experiências em cenários reais e oportunidades de iniciação científica, contribuindo para a formação de profissionais preparados para atuar em áreas como farmácia clínica, cosmetologia, farmácia veterinária, desenvolvimento de medicamentos e imunobiológicos e análises laboratoriais.

Para a professora Regina Dourado, “o Curso de Farmácia oferta módulos teórico-práticos, garantindo o desenvolvimento de competências que integram a aplicação prática de conhecimentos, habilidades e atitudes, além do treinamento profissional em ambientes e cenários de prática que proporcionam experiências reais”.

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Foto: Ares Soares

A estrutura de formação inclui práticas na Farmácia e no Laboratório de Análises Clínicas do Núcleo de Atenção Médica Integrada, além de pesquisas no Nubex (Núcleo de Biologia Experimental), com possibilidade de obtenção de patentes e acesso a bolsas de Iniciação Científica. “Os alunos também têm acesso a bolsas de Iniciação Científica e realizam pesquisa no Nubex (Núcleo de Biologia Experimental), com a possibilidade de obtenção de patentes de novos produtos ou ensaios, além do ingresso na pós-graduação pela Renorbio (Rede Nordeste de Biotecnologia)”, revela.

Pesquisas como essa fortalecem a graduação desde o primeiro semestre, estimulando a cultura científica e a criação de soluções com impacto social. “Nossos alunos e pesquisadores estão sempre interessados no desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos e estudos que promovam o aproveitamento dos recursos naturais, que tragam inovação em manipulação e na indústria farmacêutica nas principais áreas, especialmente em biotecnologia. Assim, estão sempre preparados para novos desafios”, finaliza a professora Regina.

Com investimento de R$ 5 milhões, Grupo Hiperferro inaugura loja em Horizonte

Atualmente, a empresa opera nos estados do Ceará e da Bahia, somando oito megalojas, um Centro de Distribuição e duas plantas industriais

O Grupo Hiperferro, referência na distribuição de ferro e aço para construção civil, indústria e serralharia, acaba de inaugurar a primeira unidade em Horizonte, no Ceará, com investimento de R$ 5 milhões. A chegada ao município amplia a atuação do Grupo Hiperferro no Ceará e fortalece sua presença regional. Atualmente, a empresa opera nos estados do Ceará e da Bahia, somando oito megalojas, um Centro de Distribuição e duas plantas industriais, estrutura que permite maior eficiência logística e agilidade no atendimento aos clientes.

Localizada na BR-116 ao lado da Vulcabrás, a loja conta com 3.000 m² de área construída e um portfólio com mais de mil produtos a pronta entrega, com acesso a um canal de vendas que abrange mais de três mil itens.

Para Eduardo Pacheco, diretor executivo do grupo, a nova unidade reforça a abertura de unidades estratégicas para atuar com mais eficiência. “A inauguração de mais esta megaloja faz parte da nossa estratégia de estar cada vez mais próximos dos clientes, garantindo agilidade no atendimento e eficiência na distribuição para nossos clientes de Pacajus, Horizonte, Chorozinho e região”, explica.

Atuando há mais de 45 anos no mercado, o Grupo Hiperferro é formado pelas empresas Hiperferro, com estrutura de lojas e Centro de Distribuição; Hiperferro Soluções, focada em corte e dobra de chapas e projetos sob medida; e a Hiperfusos, para atender às demandas dos profissionais da construção, com ampla linha de ferramentas, EPIs e produtos de parceiros como a Starrett, da qual é distribuidora oficial.


Sobre o Grupo Hiperferro

Com mais de 45 anos de atuação na distribuição de aço e metais para construção civil, indústria e serralharia, o Grupo Hiperferro, fundado pelo empresário José Pereira, é formado pelas empresas Hiperferro, Hiperferro Soluções e Hiperfusos. Presente na Bahia e no Ceará, o grupo conta com nove megalojas, um moderno centro de distribuição em Simões Filho (BA), e duas plantas industriais, atendendo engenheiros, arquitetos e serralheiros com qualidade, agilidade e soluções sob medida.

Nova linha de crédito do BNDES facilita compra de caminhões modernos com juros reduzidos

O BNDES iniciou a operação de um programa de R$ 10 bilhões destinado à renovação da frota de caminhões no Brasil, oferecendo condições mais acessíveis para motoristas autônomos, frotistas e cooperativas. Com taxas de juros estabelecidas entre 13% e 14% ao ano, a iniciativa permite o financiamento de veículos novos e seminovos fabricados a partir de 2012, com prazos de pagamento que chegam a 60 meses e carência de até meio ano para o início das parcelas.

A medida foca na modernização do transporte rodoviário, que hoje representa a maior parte da matriz logística nacional, incentivando a troca de veículos antigos por modelos mais eficientes e menos poluentes. O programa reserva R$ 1 bilhão exclusivamente para pessoas físicas e pequenos transportadores, buscando democratizar o acesso a tecnologias que reduzam o custo operacional e aumentem a segurança nas estradas.

Para especialistas do setor, o crédito facilita a aquisição de veículos que entregam maior rentabilidade. Segundo André Ribeiro, CEO do Grupo Fornecedora, o programa permite que o transportador invista em modelos de alta performance que garantem economia de combustível e menor tempo de parada para manutenção. O executivo ressalta que a tecnologia dos caminhões DAF está alinhada às exigências do banco, sendo uma solução estratégica para quem deseja transformar o incentivo do BNDES em produtividade real.

O acesso aos recursos já está disponível por meio das instituições financeiras parceiras do BNDES. Além de estimular a indústria nacional, a expectativa é que a renovação da frota contribua diretamente para a redução de acidentes e para o cumprimento de metas ambientais, consolidando um ciclo de modernização para o transporte de cargas no país.

Janeiro Seco: Um mês sem álcool e os efeitos para a saúde

O médico Dr. Dantas Júnior explica que a experiência de ficar um mês sem álcool permite que o corpo retome processos fisiológicos que ficam continuamente interrompidos nos consumidores frequentes

Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que cerca de 49% dos adultos brasileiros consomem bebidas alcoólicas e que 20% o fazem semanalmente. De acordo com o clínico geral e docente do Instituto de Educação Médica, Dr. Dantas Júnior, a pesquisa evidencia a presença do álcool no cotidiano nacional e a importância de existirem campanhas como o Janeiro Seco, principalmente após um período intenso de festividades de final de ano. “Vivemos em um país onde o consumo de álcool é culturalmente valorizado, naturalizado e incentivado. Qualquer ocasião é motivo para o primeiro gole”, destaca.

A campanha, que tem origem em países da Europa e nos Estados Unidos, tem como objetivo a abstenção de álcool ao longo dos 31 primeiros dias do ano. Para o médico Dantas Júnior, uma oportunidade positiva para desintoxicar o corpo e perceber melhorias na saúde. “Ficar um mês sem álcool permite que o corpo retome processos fisiológicos que ficam continuamente interrompidos nos consumidores frequentes. São melhorias que podem ser evidenciadas no sono, no humor, no peso, na função hepática e na pressão arterial”, relata.

Repensar hábitos

A campanha Janeiro Seco também existe com a intenção de fazer o participante repensar seus hábitos. Isto é, quem se propõe a participar verdadeiramente da campanha, ao final, acaba por perceber o quanto a bebida estava presente em sua rotina. Além disso, consegue identificar com mais clareza os gatilhos de consumo e descobre que o prazer e o relaxamento também existem para além do copo. “Para muitas pessoas, funciona como um primeiro alerta de dependência e a oportunidade de sair dela”, destaca o médico.

Para aqueles que desejam reduzir o consumo ou buscar ajuda para interromper o álcool, existem opções gratuitas como o CAPS AD (Álcool e Drogas) que oferece atendimento multidisciplinar pelo SUS e o Alcoólicos Anônimos, que ajuda pessoas que têm problemas com álcool a parar de beber e manter a sobriedade com tratamento baseado no apoio mútuo e em um programa estruturado em 12 passos.

Jóias para o verão: leveza, conforto e sofisticação orientam escolhas da estação

Alta joalheria aposta em materiais nobres, design funcional e versatilidade para atender às demandas dos dias quentes sem abrir mão da elegância

Com a elevação das temperaturas, o uso de jóias passa a exigir critérios que vão além da estética. Conforto térmico, leveza estrutural, desejo por peças sustentáveis e versatilidade tornaram-se fatores determinantes para quem busca sofisticação durante o verão. Atenta a essas demandas, a Sandra Pinheiro Joias reforça seu olhar para criações que aliam funcionalidade e elegância atemporal.

Na alta joalheria, a escolha dos materiais é estratégica. Ouro em tons mais claros, pedras preciosas lapidadas de forma precisa e estruturas delicadas contribuem para uma experiência mais confortável ao longo do dia. 

Segundo Sandra Pinheiro, designer e fundadora da marca Sandra Pinheiro Joias, o desafio está em equilibrar presença estética e leveza. “No verão, a joia precisa ser pensada quase como uma segunda pele. Ela deve manter o brilho e a sofisticação que caracterizam uma peça de alta joalheria. Cada detalhe, da escolha do metal à lapidação da pedra, influencia diretamente nessa experiência”, afirma.

O design das peças também desempenha papel central na adaptação à estação. Linhas mais limpas, volumes bem distribuídos e acabamentos precisos resultam em joias visualmente leves e versáteis. Essas características permitem que as peças acompanhem diferentes momentos do dia, do ambiente profissional a compromissos sociais noturnos. 

“Pensamos em joias que não ficam restritas a um único horário. São peças que funcionam durante o dia, com produções mais leves, e que ganham força à noite com pequenas mudanças no styling, sem perder identidade ou elegância”, destaca a designer.

Outro ponto observado é a preferência crescente por sofisticação sem excessos. Em vez de peças muito robustas ou ostensivas, o foco recai sobre criações que valorizam o visual de maneira equilibrada. Para Sandra Pinheiro, essa escolha reflete um novo entendimento de luxo. 

“Hoje, o luxo está muito mais ligado à precisão do design e à qualidade dos materiais do que ao excesso. Uma joia bem desenhada se destaca pelo equilíbrio, pela harmonia e pela forma como dialoga com quem a usa, e não pelo exagero”, ressalta Sandra.

Ao unir conforto, versatilidade e design autoral, a Sandra Pinheiro Joias reafirma seu posicionamento na alta joalheria brasileira, apresentando peças que respondem às exigências do verão com sofisticação e funcionalidade. Criações desenvolvidas para atravessar a estação mais quente do ano com leveza, elegância e permanência.

Saiba mais sobre Sandra Pinheiro 

Sandra Pinheiro é designer de joias com mais de 20 anos de experiência, sendo uma referência no mercado de Fortaleza e São Paulo. Com foco em prata 980 e ouro 18k, ela se destaca pela criação de peças com design contemporâneo e apuro técnico. Seu trabalho é marcado pela combinação de materiais de alta qualidade e uma abordagem criativa, resultando em joias sofisticadas e exclusivas. Ao longo de sua carreira, Sandra construiu uma trajetória sólida, conquistando reconhecimento pela sua habilidade em criar peças que aliam elegância e inovação.

Resolução do Contran provoca demissões e incerteza no setor com possíveis autônomos

Mudanças no processo de formação de condutores já resultaram em mais de 2.500 demissões, segundo sindicato

A publicação da Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), no fim de 2025, tem gerado impactos significativos no setor de educação para o trânsito no Ceará, provocando demissões e ampliando o clima de insegurança entre trabalhadores e empresas do segmento. Desde o anúncio, pelo Ministério dos Transportes, de mudanças no processo de formação de condutores, autoescolas e profissionais passaram a conviver com um cenário de instabilidade regulatória.

De acordo com o Sindicato das Autoescolas do Ceará (SINDCFCS/CE), mais de 2.500 trabalhadores formais já foram demitidos em todo o Estado, restando ainda 4 mil a serem desligados. Os profissionais desligados atuavam com carteira assinada e tinham acesso a direitos trabalhistas como férias, 13º salário, FGTS, INSS, reajustes salariais, seguro de vida e outros benefícios previstos em lei.

Atualmente, o setor ainda mantém cerca de 9 mil empregos formais diretos nas autoescolas cearenses. No entanto, a entidade sindical alerta para a possibilidade de novos desligamentos nos próximos meses, caso permaneça o atual cenário de incerteza em relação às regras que irão nortear o funcionamento do setor.

Para o presidente do Sindicato das Autoescolas do Ceará, Eliardo Martins, o modelo tradicional de formação garante segurança e responsabilidade ao processo. “Quando o cidadão procura uma autoescola para tirar a CNH, ele não contrata apenas um instrutor, mas uma empresa estruturada, com sede física, veículos regularizados, instrutores qualificados e acompanhamento completo durante todas as etapas. Esse modelo oferece proteção ao aluno e à sociedade”, afirma.

Outro ponto de preocupação envolve a responsabilidade em casos de sinistros ocorridos durante as aulas práticas. Em situações como colisões ou danos materiais, a autoescola responde juridicamente, contando com seguros, respaldo financeiro e estrutura legal, o que evita que o aluno fique desamparado.

Entidades representativas do setor demonstram apreensão com o novo modelo defendido pelo Governo Federal, que prevê a atuação de instrutores autônomos. Segundo essas entidades, há cursos de formação ofertados integralmente na modalidade a distância (EAD), com cargas horárias consideradas insuficientes para uma atividade classificada como de alto risco.

Especialistas alertam que a instrução veicular envolve situações que podem resultar em acidentes graves e até mortes no trânsito, e que a atuação de profissionais sem formação técnica adequada pode colocar em risco não apenas os alunos, mas todos os usuários das vias.

Diante desse contexto, o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) tem adotado uma postura cautelosa. O órgão avalia critérios técnicos e jurídicos, além de promover adaptações em seus sistemas, antes de autorizar qualquer credenciamento de instrutores autônomos.

Municípios como Fortaleza e outras cidades do Estado já registram ocorrências de sinistros de trânsito envolvendo pessoas em processo de aprendizagem sem acompanhamento técnico adequado, situação que, segundo especialistas, não encontra amparo claro no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Para representantes das autoescolas, o debate vai além dos impactos econômicos e alcança uma dimensão social. A substituição de empregos formais, qualificados e protegidos por relações de trabalho mais precárias ameaça milhares de famílias cearenses, fragiliza a formação de condutores e pode contribuir para o aumento da violência no trânsito.

Historicamente reconhecido pela formação responsável de condutores, o Ceará corre o risco, segundo o setor, de comprometer um modelo baseado em segurança, experiência e responsabilidade, com possíveis reflexos diretos na preservação de vidas.