Novo modelo tributário exigirá atenção estratégica das empresas de eventos a partir de 2026

Especialista orienta empresários sobre impactos práticos e estratégias de adaptação durante encontro do Sindieventos

Empresários e representantes do setor de eventos participaram de um encontro promovido pelo Sindieventos Ceará para discutir os impactos da reforma tributária e as mudanças que entrarão em vigor a partir de 2026. A palestra foi conduzida pelo advogado Alexandre Linhares, da HCLB Advogados e especialista em consultoria tributária, e contou com a presença da presidente do Sindieventos, Stella Pavan, além de membros da diretoria e empresários do segmento.

Durante o encontro, Alexandre apresentou os principais impactos do novo modelo tributário para o setor de eventos, destacando a redução de 60% da alíquota para determinadas atividades e a importância de as empresas analisarem suas operações e faturamento para verificar o enquadramento no benefício e evitar impactos negativos.

“A reforma tributária traz uma redução significativa da carga para parte do setor, mas não contempla todas as atividades. As empresas que se enquadrarem terão um cenário mais favorável, enquanto aquelas fora desse benefício poderão sofrer impactos relevantes, o que exige planejamento estratégico desde já”, explicou.

O especialista também destacou que a adaptação ao novo sistema exigirá atenção de diferentes áreas internas, especialmente Recursos Humanos e financeiro. “O novo modelo amplia a importância da gestão de créditos tributários. Benefícios concedidos aos colaboradores podem gerar créditos e reduzir o débito fiscal, enquanto a análise da regularidade dos fornecedores se torna essencial, já que o aproveitamento desses créditos depende do correto recolhimento dos tributos”, ressaltou.

O encontro proporcionou orientação prática aos empresários, reforçando a importância de iniciar desde já a revisão de processos e estratégias para garantir conformidade e aproveitar as oportunidades da reforma tributária. A iniciativa integra a agenda do Sindieventos Ceará de ampliar o acesso à informação qualificada e apoiar o setor diante das mudanças no ambiente de negócios.

Imóveis irregulares impedem emissão de alvarás de funcionamento

Falta de regularização imobiliária compromete abertura de empresas, reformas e obtenção de licenças obrigatórias

A emissão de licenças e alvarás de funcionamento está diretamente ligada à regularidade documental do imóvel onde a atividade será exercida. Quando há pendências na matrícula, divergências na área construída ou irregularidades perante o município, o processo de obtenção dessas autorizações pode ser interrompido, impedindo o início ou a continuidade de atividades comerciais.

A relação entre regularização imobiliária e alvará de funcionamento costuma se tornar evidente principalmente no momento em que o imóvel passa a ser ocupado para a instalação de uma atividade econômica. Em muitos casos, é necessário realizar reformas ou adequações do espaço para atender às exigências do negócio. No entanto, se o imóvel estiver irregular, não é possível emitir licenças de obra, o que inviabiliza, em efeito cascata, a concessão do alvará de funcionamento.

De acordo com Lara Praça, CEO da Readi, empresa especializada em regularização de documentação de imóveis, essa é uma situação mais comum do que se imagina. “Muitas empresas planejam iniciar suas atividades rapidamente, mas acabam descobrindo que o imóvel não está regularizado junto aos órgãos competentes. Sem essa regularização prévia, as licenças necessárias não são liberadas e o funcionamento do negócio pode sofrer atrasos significativos”, explica.

Além de impedir o funcionamento da atividade, a irregularidade pode gerar notificações, multas e até interdição do estabelecimento. Em alguns casos, mesmo empresas já em operação podem enfrentar dificuldades para renovar o alvará se forem identificadas inconsistências na documentação do imóvel.

Segundo Lara, a regularização imobiliária deve ser vista como etapa estratégica para qualquer atividade econômica. “O alvará de funcionamento não depende apenas da empresa, mas também das condições legais do imóvel. Quando ele está regular, o processo de licenciamento flui com mais segurança e previsibilidade. Caso contrário, o empreendedor fica exposto a riscos que podem comprometer investimentos, contratos e cronogramas”, afirma.

Para proprietários e empresas que destinam imóveis ao uso comercial, manter a documentação atualizada é também uma forma de agregar valor ao patrimônio. “Um imóvel regularizado amplia as possibilidades de ocupação, reduz entraves burocráticos e garante que o espaço esteja apto a receber atividades compatíveis com sua destinação. A gestão organizada das licenças e documentos imobiliários é fundamental para evitar prejuízos”, destaca Lara Praça.


Sobre a Readi

A Readi é uma plataforma digital cearense focada na regularização documental de imóveis e emissão de certidões. Criada para simplificar toda a cadeia de regularização imobiliária e tornar mais acessível a formalização da propriedade, a empresa atua com tecnologia para facilitar o acesso à documentação essencial de imóveis em todo o país.

A empresa tem como foco enfrentar o desafio da descentralização no setor, oferecendo soluções digitais para pessoas físicas e jurídicas interessadas em regularizar imóveis ou obter certidões de forma mais eficiente.

Colégio 7 de Setembro inicia nova etapa institucional com foco em inovação e fortalecimento pedagógico

Com 90 anos de atividade, o Colégio 7 de Setembro inicia uma nova etapa institucional, reafirmando sua trajetória na educação cearense e projetando os próximos passos de sua atuação pedagógica. O movimento integra um plano estruturado de modernização, alinhado às transformações do setor educacional e às demandas contemporâneas de alunos e famílias, mantendo como pilares os valores humanos, cristãos e o compromisso com a formação integral dos estudantes.

A nova fase contempla avanços em inovação pedagógica, atualização estrutural e aprimoramento da experiência da comunidade escolar. “Nos últimos 30 anos trabalhando no colégio, me formei educador vendo de perto o pioneirismo do 7 de Setembro. Como ter sido a primeira escola da região a trazer internet para sala de aula, conectando nossos alunos ao mundo quando isso ainda parecia distante, sendo percursor no Sistema de Tempo Integral, do Ensino Bilíngue, e mais recente quando nos tornamos a primeira e única escola IB (International Baccalaureate) do Ceará”, destaca o diretor de marca do Colégio 7 de Setembro, Carlos Eduardo Pontes.

Entre as iniciativas, estão investimentos na infraestrutura das escolas; o lançamento de um novo alojamento voltado aos alunos das turmas ITA/IME; a implantação do Museu C7S na Educação do Ceará, que contará com acervo histórico de bens que narram a trajetória do colégio e da educação no Estado; além da criação das turmas Mil, Olímpicas e de Alto Desempenho, voltadas ao desenvolvimento acadêmico orientado a resultados, e do lançamento do Go Global, um serviço de mentoria para alunos que desejam estudar fora do país, entre outras ações.

Nesse contexto, o clássico e tradicional Brasão da escola continua fundamental para a construção dos próximos 90 anos: é preservado como símbolo permanente da identidade, da história e dos valores que conectam diferentes gerações de alunos e famílias. “Trabalhamos com muito amor para perpetuar nossa escola por muitos anos. A criação do selo com o nosso brasão e o museu do 7 na educação do Ceará são os marcos de um compromisso que une nosso passado com o futuro”, destaca Juarez Lima, coordenador do Ensino Médio do Colégio 7 de Setembro.

Cimento Apodi reconhece voluntários e celebra impacto positivo do ciclo 2024/2025

Evento realizado na sede da Edisca reuniu colaboradores e destacou os resultados do Programa de Voluntariado Corporativo da Apodi, que impactou mais de 2.700 pessoas somente na última edição
A Cimento Apodi promoveu um evento especial de reconhecimento aos participantes do Programa de Voluntariado da companhia, marcando o encerramento do ciclo 2024/2025.

O encontro foi realizado no último dia 20, na sede da Edisca, uma das instituições beneficiadas pelo Programa, e reuniu colaboradores voluntários em um momento de celebração, troca de experiências e valorização do impacto gerado ao longo do período.

Durante o ciclo, o Programa de Voluntariado Apodi mobilizou 129 voluntários, que atuaram em iniciativas voltadas principalmente para educação e empreendedorismo. Ao todo, mais de 2.700 pessoas foram impactadas pelas ações desenvolvidas, reforçando o compromisso da empresa com o desenvolvimento das comunidades onde está presente, especialmente Fortaleza, Pecém e Quixeré.

O Programa de Voluntariado Corporativo da Cimento Apodi tem três objetivos principais: fortalecer o propósito da empresa de transformar o futuro da construção com soluções sustentáveis para o desenvolvimento da sociedade; promover o desenvolvimento de competências profissionais dos colaboradores voluntários; e contribuir para a licença social para operar por meio de ações de impacto nas comunidades e instituições sociais do entorno das unidades.

Para dar suporte a esses objetivos, a empresa dispõe de uma política que permite a dedicação de duas horas semanais ao voluntariado, oferece ajuda de custo para a execução dos projetos e garante capacitação, além de assessoria para o registro e o monitoramento dos resultados e impactos gerados.

Além de celebrar os resultados, o evento também marcou a abertura das inscrições para que colaboradores se voluntariem no próximo ciclo 2026/2027 do programa, ampliando o alcance das ações sociais da Cimento Apodi.

“Mais do que números, o voluntariado nos aproxima das pessoas e nos ajuda a entender de perto as necessidades das comunidades. É uma oportunidade de aprendizado mútuo e de construção de soluções que fazem sentido para quem está ao nosso redor. Por isso, abrimos as inscrições para o novo ciclo já nesse encontro, convidando outros colaboradores a viver essa experiência transformadora”, destaca Sergio Maurício, CEO da Cimento Apodi.

Sobre a Cimento Apodi

Idealizada no ano de 2008, a Cimento Apodi é uma joint venture multinacional formada pela participação societária da família Dias Branco e do Grupo Titan, produtor de cimento e materiais de construção, que tem mais de 110 anos de experiência na área industrial, com sede na Grécia.

Presente de forma estratégica no Norte e Nordeste do país, a Cimento Apodi possui duas unidades industriais – sendo um parque industrial de três mil hectares de área em Quixeré/CE, mesorregião do Vale do Jaguaribe, e uma moagem de processamento no Complexo Industrial e Portuário do Pecém/CE.

Juntas, as duas unidades têm capacidade para produzir mais de dois milhões de toneladas de cimento ao ano.

A Companhia conta ainda com quatro centrais de concreto, três laboratórios (sendo um de serviços técnicos e dois de cimento), um centro tecnológico (Apodi Expert) e dez Centros de Distribuição posicionados de forma estratégica nas diferentes regiões do país para melhor atender seus clientes. A companhia produz com alto rigor de qualidade uma ampla linha de produtos, o que permite a empresa atender às diferentes necessidades do mercado da construção civil brasileira, com eficiência e responsabilidade socioambiental.

Entre Amigos inaugura unidade em Fortaleza no Shopping RioMar Papicu

Cardápio reúne sabores regionais e experiências para diferentes públicos

O restaurante Entre Amigos inaugura oficialmente sua unidade em Fortaleza, a primeira fora de Pernambuco, no dia 11 de março, no Shopping RioMar Papicu. A abertura marca a chegada da marca ao mercado cearense, apresentando ao público local um espaço que reúne gastronomia regional nordestina, estrutura ampla e um cardápio que transita do sertão ao litoral.

Com investimento estimado em R$ 6 milhões, a nova unidade ocupa uma área de 1.600 m² e tem capacidade para receber cerca de 400 pessoas. O restaurante foi projetado para atender diferentes perfis de público, com ambientes voltados para eventos corporativos, refeições em família, encontros entre amigos e momentos de lazer, além de brinquedoteca.

Reconhecido pela valorização da culinária regional, o Entre Amigos tem como identidade um cardápio que reúne pratos afetivos da cozinha nordestina, frutos do mar frescos e opções contemporâneas. Em Fortaleza, o menu apresenta uma curadoria dos principais itens das quatro casas do grupo em Recife, incluindo a unidade do RioMar Recife, além do tradicional rodízio de sushi, característica já consolidada da marca.

Entre os pratos apresentados ao público cearense está a peixada pernambucana, que combina arroz de coco, pirão de peixe e farofa de banana da terra. A receita simboliza o conceito “do sertão ao litoral”, adotado pelo restaurante, que valoriza ingredientes e sabores característicos da cultura nordestina, dialogando com diferentes paladares.

“O início das operações em Fortaleza representa um momento importante para o grupo. É a consolidação de um projeto pensado para oferecer ao público uma experiência completa, unindo boa comida, conforto e acolhimento”, afirma Raimundo Dantas, sócio-fundador do Entre Amigos.

O projeto arquitetônico da unidade combina elementos da cultura nordestina com soluções contemporâneas de design, adequadas ao ambiente de shopping. Segundo Eduardo Farias, sócio do grupo, o espaço foi pensado para refletir a identidade da marca, mantendo suas raízes e acompanhando as novas dinâmicas de consumo. “Criamos um restaurante que preserva nossa essência, mas dialoga com um público diverso e com o contexto urbano de Fortaleza”, destaca.


Sobre o Entre Amigos

Com mais de 30 anos de história consolidada em Recife (PE), o Entre Amigos é um patrimônio da gastronomia regional que nasceu de um sonho simples: uma antiga banca de revistas que reunia amigos transformada em referência no sabor nordestino.

Fundado em 1994  por Raimundo Dantas, Roberto Farias e suas respectivas esposas, Najara Dantas e Joana Farias, conquistou espaço ao apostar na carne de carneiro e de bode como sua identidade central, sem abrir mão de pratos afetivos da culinária pernambucana, frutos do mar frescos, sabores contemporâneos e atenção irrestrita à qualidade e ao acolhimento.

Ao longo de sua trajetória, o Grupo Entre Amigos cresceu com solidez e atualmente opera três unidades em Recife: a histórica matriz em Boa Viagem, a elegante casa do Espinheiro e o sofisticado Entre Amigos Praia à beira-mar.

Agora, em 2025, expande sua trajetória ao se preparar para abrir sua primeira unidade fora de Pernambuco, levando a tradição, regionalidade e excelência gastronômica ao público do Ceará — reforçando seu compromisso com o sabor autêntico, o atendimento caloroso e o orgulho das raízes nordestinas.

Gestão de riscos nas empresas expõem fragilidades técnicas e operacionais

Por Sylvio Sobreira Vieira, CEO & Head Consulting da SVX Consultoria

Nunca a complexidade digital e a sofisticação das ameaças cibernéticas foram tão altas quanto atualmente. Só no ano passado, o país registrou 315 bilhões de tentativas de ataque cibernético – 84% de todas as investidas na América Latina. Mesmo assim, muitos negócios ainda se apoiam em modelos de gestão de riscos que pararam no tempo, completamente desalinhados da evolução dessas ameaças.

Essa defasagem entre um cenário de risco cada vez mais complexo e práticas antiquadas de gerenciamento não é mera teoria; de acordo com especialistas, o nível de exposição digital das empresas cresce em velocidade superior à capacidade de resposta da maioria das organizações. Isso se traduz em vulnerabilidades concretas no dia a dia das organizações. Tecnologicamente, sistemas críticos permanecem expostos por falta de atualização e vigilância; operacionalmente, episódios recentes evidenciaram que as defesas corporativas evoluem em ritmo bem mais lento do que as táticas dos atacantes.

Prova disso é que, embora 79% das empresas brasileiras reconheçam estar mais expostas a ataques cibernéticos, somente 44% das altas administrações estão diretamente envolvidas no tema. Ou seja, a liderança muitas vezes não assume para si a questão, mantendo um descompasso entre a percepção do risco e a ação estratégica sobre ele. O resultado é uma gestão calcificada em práticas ultrapassadas – auditorias anuais protocolares, matrizes de risco estáticas e checklists de conformidade – incapaz de reagir a um cenário onde as ameaças evoluem dia após dia.

Pontos cegos na infraestrutura

Um dos pontos críticos é a falta de visibilidade real em ambientes híbridos cada vez mais complexos. Hoje, infraestrutura local convive com múltiplas nuvens públicas, aplicações SaaS e uma infinidade de integrações via APIs – um ecossistema fragmentado em que muitas organizações não conseguem enxergar todos os seus pontos de vulnerabilidade. A principal dificuldade nesses ambientes híbridos é justamente a ausência de visibilidade e controle unificado.

Cada novo serviço em nuvem ou conexão externa adiciona camadas de complexidade e potenciais brechas de segurança. Segundo o relatório State of API Security 2025, 91% das empresas admitiram não ter plena visibilidade das integrações e APIs conectadas ao seu ambiente – e mais de 60% sofreram incidentes envolvendo APIs no último ano.

Há “pontos cegos” na rede corporativa que passam despercebidos pela segurança até que se convertam em incidentes. Quando a TI opera às escuras, torna-se impossível gerir riscos de forma eficaz. Ambientes multi-nuvem e híbridos exigem monitoramento constante e ferramentas que consolidem alertas, mas muitas empresas ainda não evoluíram suas práticas para atingir esse nível de vigilância abrangente.

Somando-se a isso, vemos decisões de TI sendo tomadas sem a devida análise de impacto no negócio. Seja ao adotar uma nova tecnologia, migrar sistemas críticos para a nuvem ou mesmo ao cortar custos em infraestrutura, empresas têm cometido o erro de não envolver as áreas de negócio e de risco no processo. O resultado são surpresas desagradáveis: dependências ocultas que são descobertas apenas quando um sistema cai, planos de contingência inexistentes e perda de receita por indisponibilidade de serviços que ninguém previu.

Cortes ou mudanças “a olho” na TI, sem critério estratégico, costumam gerar efeitos colaterais graves: perda de produtividade, aumento de falhas operacionais, brechas de segurança e até interrupções completas do negócio. Em outras palavras, quando a TI opera isolada, o risco de decisões tecnológicas mal calibradas ricochetearem na operação é altíssimo.

Muitas empresas ainda tratam projetos de tecnologia como algo apartado – e percebem tarde demais que aquela “simples atualização de software” podia, na verdade, parar uma linha de produção ou deixar um serviço indisponível nacionalmente.

Todos esses fatores apontam para uma desconexão entre o risco mapeado no papel e o risco real correndo solto no dia a dia. Muitas empresas podem exibir orgulhosamente suas matrizes de riscos coloridas e relatórios anuais de auditoria, mas na prática não estão capturando o que realmente pode derrubá-las. Há um fosso entre o risco “oficial”, documentado, e o risco vivo, emergente nos ambientes digitais.

Enquanto o mapa de riscos permanece quase inalterado de um ano para o outro, o cenário tecnológico ao redor se transforma em alta velocidade – novas ameaças, novos ativos, novas interdependências. Protocolos formais e checklists não capturam a dinâmica caótica atual, em que um incidente pode se originar em qualquer ponto obscuro: uma API esquecida, um fornecedor negligenciado, uma decisão tomada sem consulta.

Superar essas fragilidades exige uma mudança de postura imediata. Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que riscos tecnológicos e operacionais são, hoje, riscos estratégicos do negócio. A cibersegurança e a continuidade digital deixaram de ser assuntos restritos à equipe de TI – tornaram-se temas centrais de planejamento estratégico, governança corporativa e até de responsabilidade do Conselho de Administração.

Órgãos reguladores já sinalizam essa expectativa: no final de 2025, o Banco Central atualizou normas (Resolução CMN 5.274) exigindo que instituições financeiras tratem risco cibernético como risco operacional relevante, atrelado à estabilidade do negócio, e cobrou envolvimento direto da alta administração na supervisão desse risco.

Isso significa que o risco digital entrou de vez na pauta de conselhos e comitês executivos. Perguntas como “qual nosso nível real de exposição?” ou “nossa dependência de terceiros está sob controle?” devem guiar discussões de alto nível.

Em conclusão, a transformação digital trouxe oportunidades enormes, mas também revelou que velhos métodos de controle já não bastam para domar os novos perigos. As empresas que não revisarem sua abordagem de risco – incorporando visibilidade total dos ambientes híbridos, monitoramento contínuo de fornecedores, governança proativa de TI e revisão constante dos cenários de ameaça – continuarão expostas a choques inesperados e perdas potencialmente devastadoras.

Sobre a SVX Consultoria

A SVX é uma consultoria especializada em tecnologia, governança de Inteligência Artificial e compliance regulatório. Atuando com foco na implementação estratégica de soluções tecnológicas avançadas, a SVX auxilia empresas de diversos setores a alcançar resultados mais assertivos, seguros e éticos com o uso da IA. Com uma equipe técnica multidisciplinar altamente qualificada, a SVX oferece auditorias detalhadas, treinamentos especializados e estratégias personalizadas, garantindo que seus clientes estejam preparados para enfrentar desafios regulatórios, éticos e tecnológicos em um cenário digital cada vez mais complexo.

Para mais informações, acesse: https://svxconsultoria.com.br

Portaria do MTE sobre trabalho em feriados entra em vigor em 1º de março

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) prorrogou para 1º de março a entrada em vigor da Portaria MTE nº 3.665/2023, que trata das regras para o trabalho em feriados no setor do comércio. A medida foi anunciada após sucessivos adiamentos e está vinculada ao entendimento de que, para o comércio em feriados, é necessária autorização prevista em convenção coletiva, além da observância da legislação municipal aplicável.

Publicada originalmente em novembro de 2023, a portaria revoga a autorização ampla que havia sido dada a determinadas atividades por norma anterior e retoma o parâmetro previsto na Lei nº 10.101/2000, alterada pela Lei nº 11.603/2007, segundo o qual o funcionamento do comércio em feriados depende de negociação coletiva e regras locais.

No caso da alimentação fora do lar, contudo, a mudança não altera o funcionamento de bares, restaurantes, cafés, confeitarias, sorveterias e similares, que seguem autorizados a operar aos domingos e feriados sem necessidade de convenção coletiva ou autorização municipal específica nos termos já previstos. A autorização permanente para essas atividades permanece contemplada na regulamentação vigente.

“A manutenção da permissão para bares e restaurantes operarem aos domingos e feriados, sem a necessidade de convenção coletiva ou autorização municipal específica, assegura previsibilidade para o planejamento dos negócios e preserva a continuidade operacional do setor”, afirma Luiz Henrique do Amaral, advogado e consultor jurídico da Abrasel.

Mesmo sem alteração para o segmento, a entrada em vigor da norma em 1º de março de 2026 mantém o tema em acompanhamento por empresas e entidades setoriais, especialmente no que diz respeito às regras trabalhistas aplicáveis a jornadas em domingos e feriados, como pagamento em dobro ou folga compensatória, conforme a legislação vigente.

Suplementos e produtos proteicos consolidam nutrição esportiva nas prateleiras dos supermercados

Crescimento acelerado do consumo de alimentos funcionais no Ceará reflete mudança de hábitos e amplia a presença desta categoria no varejo alimentar

A busca por um estilo de vida mais ativo e saudável no Ceará tem se refletido nas prateleiras dos supermercados do estado, com uma expansão visível na oferta de produtos “fitness”, como suplementos alimentares, barras proteicas e itens com proteína adicionada. O movimento acompanha uma tendência nacional de crescimento no setor de nutrição esportiva e especialidades alimentares.

Estudos de mercado apontam que supermercados e hipermercados já representam uma das principais vias de distribuição de produtos desta categoria na América do Sul, com cerca de 35% da participação em 2025, sendo o Brasil responsável por mais de 80% desse mercado na região.

Segundo a consultoria Close-Up International, a venda de suplementos em farmácias, canal próximo ao varejo alimentar, cresceu de R$187 milhões em 2021 para R$723 milhões em 2025, quase quatro vezes mais em quatro anos. A alta foi especialmente acentuada nos últimos dois anos, com 49,4% de crescimento de 2023 para 2024 e 66,6% de 2024 para 2025, impulsionada por produtos como creatina, proteínas e barras energéticas, que representaram cerca de 93% das vendas no período mais recente analisado.

No varejo tradicional, redes de supermercados no Ceará têm ampliado seus corredores de produtos funcionais, incluindo itens com maior valor agregado e apelo esportivo, com destaque para pré-treinos, colágenos, suplementos de proteína e opções de lanches rápidos focados em performance física.

“Nos últimos dois anos percebemos um salto enorme na procura por produtos com proteína adicionada, pré-treinos e suplementos diversos. Hoje, além de whey protein e creatina, nossos clientes buscam snacks proteicos, bebidas funcionais e opções de alimentos que auxiliam na recuperação pós-treino. Isso mudou a forma como montamos nossas gôndolas e as categorias que priorizamos”, afirma Fátima Pinheiro, diretora administrativa das lojas Baratão Supermercado, localizadas em Fortaleza.

Segundo especialistas do varejo, esse movimento vai além do público tradicional de atletas e frequentadores de academias. Consumidores que adotaram hábitos saudáveis, como treino funcional, corrida e yoga, também estão migrando para supermercados na hora de buscar soluções práticas para sua nutrição, o que aumenta a demanda por produtos com apelo funcional diretamente nas lojas de bairro.

Para Léa Porto, vice-presidente da associação supermercadista Rede Uniforça, a expansão da oferta nesses pontos de venda tem reflexo em uma atmosfera de mercado mais diversificada, onde suplementos alimentares e alimentos voltados à performance convivem com as linhas tradicionais de produtos.

“Com esse cenário, os supermercados não apenas acompanham a tendência nacional, mas também fomentam um ambiente de consumo que estimula escolhas alimentares mais alinhadas ao estilo de vida ativo, um sinal indiscutível de que os hábitos de consumo estão evoluindo de forma consistente no nosso estado”, afirma a dirigente.

Obrigatoriedade de câmeras em condomínios entra em debate no Congresso

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê a obrigatoriedade da instalação de câmeras de monitoramento em áreas comuns de condomínios urbanos. Embora a proposta ainda esteja em tramitação e ainda não seja uma lei, a medida já provoca reflexos no debate sobre segurança, privacidade e até planejamento financeiro nos condomínios brasileiros.

Hoje, o uso de sistemas de segurança eletrônica já é uma realidade em grande parte do país. Segundo levantamento da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), cerca de 12 milhões de imóveis no Brasil, o que inclui casas, empresas e condomínios, contam com algum tipo de monitoramento eletrônico, o que mostra o crescimento na demanda por soluções voltadas à segurança e ao controle de acesso em imóveis. 

No caso dos condomínios, a discussão vai além da segurança em si. A proposta em tramitação prevê critérios técnicos para instalação, regras de armazenamento de imagens, acesso restrito aos registros e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso exige não apenas investimento financeiro, mas também organização administrativa e decisões bem fundamentadas em assembleia.

Raphael Fontoura, CEO da MyBlue e especialista na área condominial, destaca que iniciativas como a implantação ou modernização de câmeras de monitoramento são ótimas melhorias estruturais e de segurança, mas precisam ser feitas com cautela visando a saúde monetária. “Esse tipo de investimento exige planejamento financeiro para que a instalação seja viabilizada sem comprometer o caixa ou gerar aumento de taxas. Quando bem planejadas, essas melhorias não apenas elevam o nível de segurança, mas também contribuem diretamente para a valorização do patrimônio e para uma gestão mais eficaz ao longo do tempo”, afirma.

Enquanto a proposta segue em análise no Congresso, a discussão já serve de alerta para síndicos e condôminos sobre a importância de antecipar decisões relacionadas à segurança coletiva. Em um cenário de ampliação do uso de tecnologias de monitoramento, compreender regras, custos e responsabilidades envolvidas torna-se parte essencial do planejamento dos condomínios, independentemente do avanço ou não do projeto de lei.

Patrimônio seguro em tempos de incerteza

A recorrência de episódios que colocam em xeque a solidez de determinadas instituições financeiras reacende um debate que nunca deveria sair do radar dos investidores: onde, de fato, está a segurança patrimonial no longo prazo?

Em contextos como esse, é natural observar uma migração de atenção e capital para ativos menos expostos a decisões corporativas, riscos de gestão ou oscilações abruptas de confiança. Nesse cenário, o imóvel volta a ocupar um papel central nas estratégias de proteção e preservação patrimonial.

Diferentemente de produtos financeiros que dependem diretamente da reputação de uma instituição ou de variáveis macroeconômicas altamente voláteis, o imóvel é um ativo real, finito e intrinsecamente ligado à dinâmica urbana. Ele não desaparece, não sofre bloqueios operacionais e não está sujeito a eventos que comprometam sua existência jurídica ou física. Por isso, ao longo da história, o patrimônio imobiliário sempre refletiu não apenas a riqueza individual, mas também o nível de desenvolvimento e prosperidade de uma nação.

Mais do que uma lógica tradicional de rentabilidade, o imóvel exerce um papel essencial de proteção patrimonial. Mesmo em períodos de ajuste econômico, empreendimentos bem localizados, inseridos em regiões com infraestrutura consolidada e potencial de crescimento, tendem a preservar valor e, muitas vezes, a se valorizar justamente quando o capital busca segurança.

Outro aspecto frequentemente subestimado é a relativa independência do imóvel em relação a decisões externas. Enquanto investimentos financeiros podem ser impactados por mudanças regulatórias, políticas internas ou impasses de governança, o patrimônio imobiliário responde sobretudo a fatores estruturais: crescimento populacional, desenvolvimento urbano, mobilidade, oferta de serviços e qualidade de vida. São fundamentos construídos ao longo do tempo, e não resultados de movimentos especulativos de curto prazo.

Isso não significa ignorar riscos, mas compreendê-los. A segurança patrimonial no setor imobiliário está diretamente associada à escolha criteriosa do ativo — projetos com qualidade construtiva, conceito bem definido, localização estratégica e alinhamento às novas demandas urbanas. É essa análise técnica, aliada a uma visão de longo prazo, que sustenta a capacidade do imóvel de atravessar ciclos econômicos com consistência.

É nesse contexto que grupos empresariais sólidos, com histórico, governança e atuação responsável, tornam-se ainda mais relevantes. A Brasal, com décadas de atuação e presença consistente no desenvolvimento urbano, representa essa segurança em um momento em que investidores e famílias buscam ativos reais, confiáveis e alinhados ao futuro das cidades.

Em cenários de incerteza, o imóvel reafirma seu papel histórico: ser um instrumento de preservação, diversificação e continuidade patrimonial. Mais do que uma decisão emocional, investir em imóveis é uma escolha racional, ancorada em ativos reais, duráveis e diretamente conectados à geração de riqueza e estabilidade ao longo do tempo.