Prazo para apoiar projetos culturais do transporte brasileiro se encerra em 31 de dezembro

O dia 31 de dezembro marca o encerramento definitivo do prazo para que pessoas físicas e empresas direcionem parte do Imposto de Renda devido a projetos culturais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, que registrou números históricos no ano de 2025. Dados do Ministério da Cultura mostram que, de janeiro a outubro, mais de 22,5 mil propostas culturais foram submetidas, número recorde da série histórica, e que os projetos vinculados à legislação captaram mais de R$ 1,59 bilhão, valor 20,6% superior ao registrado no mesmo período de 2024.

A Fundação Memória do Transporte (FuMTran) reforça a importância da destinação do Imposto de Renda para seus projetos culturais aprovados na Lei de Incentivo. Antonio Luiz Leite, presidente da FuMTran, reforça que os recursos são essenciais para assegurar a continuidade das ações da instituição, que hoje mantém um acervo com mais de 17 mil objetos, entre documentos, imagens, mapas, registros e itens históricos do transporte. “A preservação da memória do transporte brasileiro é um ativo estratégico para o país, porque registra decisões, soluções logísticas e trajetórias empresariais que moldaram o desenvolvimento nacional. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, empresas tributadas pelo lucro real podem direcionar até 4% do Imposto de Renda devido a projetos como o da FuMTran, assegurando a continuidade de um trabalho técnico, reconhecido e de interesse público”, disse o executivo.

Ao longo de 2025, a FuMTran ampliou de forma consistente suas frentes de atuação em pesquisa, difusão e educação patrimonial. A Fundação registrou crescimento expressivo na indexação de novos itens ao acervo digital, ampliou sua presença em eventos e fortaleceu ações editoriais e audiovisuais, incluindo a produção de documentários institucionais e projetos comemorativos ligados à história de empresas e entidades do setor. 

Entre os projetos em desenvolvimento e com continuidade prevista para 2026, destacam-se iniciativas editoriais e de registro histórico. Um dos destaques é o livro “A História do Transporte na Amazônia”, que resgata os desafios logísticos e as soluções criativas responsáveis pela integração da região Norte ao restante do país. Outro projeto é “A Era das Máquinas: História dos Guindastes no Brasil”, que revisita a evolução tecnológica e operacional desses equipamentos fundamentais para a infraestrutura e a construção pesada. Complementando essas iniciativas, o projeto FuMTran Perspectiva seguirá ativo em 2026, com o propósito de registrar depoimentos de autoridades e lideranças do setor, fortalecer o diálogo institucional e valorizar a contribuição dos diversos modais para a memória e o futuro do transporte brasileiro.

No campo institucional, a FuMTran também avançou em articulações estratégicas. Em São Paulo, a Fundação realizou uma reunião no Memorial da América Latina para discutir a construção de uma parceria voltada ao fortalecimento das ações culturais de preservação, difusão e valorização da memória do transporte brasileiro e de sua conexão com a América Latina. Em Brasília, representantes da Fundação participaram de encontros com lideranças do Sistema Transporte, incluindo a Confederação Nacional do Transporte – CNT, o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SEST SENAT e o Instituto de Transporte e Logística – ITL, agendas que integraram a programação do projeto FuMTran Perspectiva.

Para o presidente da FuMTran, a proximidade do prazo final reforça o caráter estratégico da decisão. “Destinar parte do Imposto de Renda até 31 de dezembro é uma escolha consciente que transforma obrigação fiscal em investimento cultural. Esse direcionamento permite preservar registros, trajetórias e decisões que ajudaram a estruturar o transporte brasileiro ao longo das décadas. Ao apoiar a FuMTran, empresas contribuem para a valorização da memória do setor e ajudam a deixar um legado histórico consistente para as próximas gerações”, conclui Antonio Luiz Leite.

Sobre a FuMTran – Fundação Memória do Transporte

A FuMTran – Fundação Memória do Transporte nasceu em março de 1996, instituída pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), com a missão de preservar e divulgar a memória, a história e a cultura do transporte brasileiro em todas as modalidades. A entidade atua na conservação e difusão do patrimônio histórico-cultural do transporte nacional, abrangendo os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário – de cargas e passageiros – além da infraestrutura e logística.

Ceará registra alta de 7,6% em energia solar e tem 5º maior crescimento do país em 2025

Ceará registra alta de 7,6% em energia solar e tem 5º maior crescimento do país em 2025

Dados da ANEEL mostram avanço na geração residencial no ano, impulsionado por crédito facilitado e redução dos custos

O Ceará segue ampliando sua presença na matriz elétrica nacional e registrou, entre janeiro e novembro de 2025, um aumento de 7,6% na potência instalada de energia solar por meio da geração distribuída em comparação com igual período de 2024, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O desempenho coloca o estado como o quinto maior crescimento do país nesse indicador. Já são 28.075 sistemas solares residenciais e comerciais ativos no Ceará. A expansão confirma que o uso de energia solar em telhados continua avançando de forma consistente, impulsionado pela maior oferta de linhas de financiamento voltadas ao setor.

Esse avanço reflete a rápida adoção de sistemas fotovoltaicos em residências e pequenos negócios, que utilizam a energia produzida para reduzir os gastos na conta de luz. A potência instalada, que representa a capacidade total de geração desses equipamentos, alcançou 345.554,81 kW em 2025 no Ceará, reforçando o papel da geração distribuída como motor da transição energética no estado.

O acesso facilitado ao crédito tem sido um dos principais vetores desse movimento. O Sicredi, por exemplo, registrou a marca de R$ 69 milhões em financiamentos ativos na carteira de crédito voltada à energia solar. O número demonstra que mais consumidores têm encontrado nas linhas de crédito da instituição uma forma de viabilizar seus projetos solares.

De acordo com Ana Paula Medeiros Vieira, Coordenadora de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, a procura por financiamento permanece em trajetória ascendente. “Observamos que cada vez mais famílias e empresas conseguem viabilizar seus projetos graças a condições atrativas, como taxas competitivas, análise simplificada e a possibilidade de financiar até 100% do investimento. Esses fatores reduzem barreiras históricas e tornam a adoção da tecnologia muito mais acessível”, afirma.

A linha de financiamento do Sicredi contempla tanto consumidores residenciais quanto empresas que desejam produzir a própria energia e reduzir a dependência do fornecimento convencional. Segundo Ana Paula, o crescimento da demanda está ligado não apenas ao ganho econômico, mas também à percepção de que a energia solar é um investimento de longo prazo.

“O aumento das solicitações mostra que os associados buscam soluções sustentáveis que tragam economia imediata e maior proteção diante dos reajustes da conta de luz. A energia solar cumpre exatamente esse papel”, reforça.

Além da economia mensal gerada pela compensação de créditos, os sistemas fotovoltaicos oferecem benefícios adicionais, como previsibilidade de gastos, valorização do imóvel e maior autonomia energética. No Ceará, onde a incidência solar se mantém elevada ao longo de todo o ano, o investimento tende a apresentar excelente desempenho e retorno rápido.

“A equipe de especialistas do Sicredi tem acompanhado os associados na elaboração dos projetos e na escolha das soluções mais adequadas para cada perfil de consumo, garantindo que o investimento seja seguro, eficiente e ajustado à realidade de cada família ou negócio”, conclui a Coordenadora.

Natal Solidário da Sicredi Veredas apoia projeto musical em comunidade de Pindoretama

Durante o mês de dezembro, a Sicredi Veredas realiza mais uma edição da campanha Natal Solidário, iniciativa que mobiliza associados para a arrecadação de doações destinadas a projetos de caráter social. Em 2025, a ação beneficia um projeto de ensino de música voltado a crianças em situação de vulnerabilidade social da comunidade Capim da Roça, no município de Pindoretama, no Ceará.

Até o momento, a campanha arrecadou mais de R$ 4 mil, valor integralmente destinado à aquisição de instrumentos musicais para as atividades do projeto. Com os recursos, já foram comprados uma bateria, um teclado e um banjo. A iniciativa também recebeu a doação voluntária de uma associada, que contribuiu com um violão, um violino e um órgão musical, ampliando o conjunto de instrumentos disponíveis para as aulas.

O projeto utiliza a música como ferramenta de inclusão social e desenvolvimento humano, promovendo aprendizado, disciplina e estímulo à convivência coletiva entre as crianças atendidas. O acervo de instrumentos vai possibilitar o retorno das atividades pedagógicas e a ampliação do atendimento na comunidade.

A campanha Natal Solidário integra o conjunto de ações de responsabilidade social da Sicredi Veredas e reforça o compromisso da cooperativa com o desenvolvimento das comunidades onde atua, ao incentivar o engajamento dos associados em iniciativas de impacto social estruturado e contínuo.

Serviço
Campanha Natal Solidário – Projeto Musical Capim da Roça
Doações via PIX: 10942070000112
Qualquer valor pode ser doado para contribuir com a aquisição de instrumentos musicais e a continuidade das atividades do projeto.

Grupo MRH anuncia novos MBAs da FGV para 2026

Formações em áreas estratégicas atendem às demandas atuais do mercado e reforçam a qualificação executiva no Nordeste

O Grupo MRH anuncia a abertura das turmas dos novos MBAs da Fundação Getulio Vargas para 2026, ampliando seu portfólio de educação executiva com foco em setores estratégicos da economia. As formações serão ofertadas nos polos de Fortaleza, Natal, Teresina e João Pessoa e contemplam os MBAs em Incorporação e Construção Imobiliária, Logística e Supply Chain, Transformação Digital e Comércio Exterior e Negócios Internacionais.

Os cursos foram estruturados para atender profissionais que buscam atualização técnica, visão estratégica e capacidade de tomada de decisão em ambientes cada vez mais complexos e competitivos. Com uma metodologia que integra teoria e prática, os MBAs da FGV combinam aulas presenciais e remotas, estudos de caso e discussões aplicadas à realidade das organizações.

As novas turmas acompanham movimentos relevantes do mercado, como o avanço da transformação digital nas empresas, o crescimento do setor imobiliário, a importância da logística integrada e a expansão das operações internacionais. O objetivo é preparar lideranças capazes de atuar de forma estratégica, inovadora e alinhada às exigências globais.

“A proposta dos novos MBAs é oferecer uma formação conectada aos desafios reais do mercado, desenvolvendo competências que vão além do conhecimento técnico e fortalecem a capacidade de liderança e gestão”, destaca André Limeira, coordenador de MBAs da FGV.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site mrhgestao.com.br. Para a matrícula, é necessária a apresentação de documentos como diploma de graduação, histórico acadêmico, currículo atualizado e documento de identificação. Informações adicionais também podem ser obtidas pelo e-mail jessica.santos@mrhgestao.com.br. Ao final do curso, os participantes recebem certificado oficial da Fundação Getulio Vargas, reforçando o valor acadêmico e profissional da formação.

Serviço

MBAs FGV – Grupo MRH | Turmas 2026

Cursos: Incorporação e Construção Imobiliária; Logística e Supply Chain; Transformação Digital; Comércio Exterior e Negócios Internacionais

Polos: Fortaleza, Natal, Teresina e João Pessoa

Inscrições: mrhgestao.com.br

Novo Marco Legal dos Seguros moderniza o setor e fortalece segurança jurídica

A nova legislação institui um microssistema próprio, substituindo as regras anteriormente dispersas no Código Civil

Entrou em vigor a Lei nº 15.040/2024, conhecida como Novo Marco Legal dos Seguros, que representa a maior atualização já feita no regime jurídico dos contratos de seguro no Brasil. A nova legislação institui um microssistema próprio, substituindo as regras anteriormente dispersas no Código Civil. O objetivo é tornar o ambiente mais claro, transparente e equilibrado para seguradoras, corretores e segurados.

Entre as principais mudanças, estão a definição de prazos, o fortalecimento do dever de comunicação entre as partes, a proibição da extinção unilateral do contrato em certas situações e a exigência de cláusulas contratuais com linguagem acessível. A nova norma também determina que, em caso de dúvida na interpretação do contrato, deve prevalecer o entendimento mais favorável ao segurado.

Phillipe Brandão, Diretor de Negócios da Camed Corretora de Seguros, destaca a relevância da mudança: “Com a entrada em vigor desse novo marco regulatório, o setor de seguros brasileiro ganha uma fundação mais sólida e moderna para atuar. É uma mudança que exige preparação, mas que abre caminho para maior profissionalização, transparência e crescimento do mercado”, frisa.

No aspecto prático, a nova lei altera o processo de regulação e liquidação de sinistros. A seguradora terá até 30 dias para se manifestar sobre a cobertura, a partir da entrega da documentação necessária, salvo nos casos de sinistros mais complexos. Outro ponto importante é que, em caso de conflito entre normas infralegais (emitidas pela SUSEP ou CNSP) e a nova lei, prevalece o texto legal.

Vale ressaltar que as novas regras serão aplicadas apenas aos contratos firmados após a data de entrada em vigor, conforme entendimento predominante no setor.

A importância do novo marco vai além da atualização normativa. Ele oferece uma base legal mais robusta e previsível, essencial para um setor cada vez mais demandado diante de riscos complexos — como os climáticos, tecnológicos e ligados ao agronegócio. Essa modernização impulsiona a criação de produtos mais sofisticados, estimula a concorrência, melhora a eficiência dos serviços e aumenta a confiança dos consumidores.

Para corretores e seguradoras, o período exige agilidade: a transição demanda revisões contratuais, ajustes jurídicos, reestruturações operacionais e atualizações em sistemas e governança, fundamentais para alinhar as operações ao novo cenário legal.

WKoerich aplica tecnologia de ponta em grande concretagem

O uso da metodologia visa limitar os picos de calor de hidratação, impedindo a expansão volumétrica e assegurando a vida útil da estrutura.

A WKoerich, construtora com mais de 70 anos de existência em Santa Catarina, com sede em Florianópolis, realizou uma das etapas mais complexas da construção de novos edifícios: a concretagem dos grandes blocos de fundação do futuro lançamento da construtora. O processo se destaca pelo uso de tecnologias avançadas para garantir a integridade estrutural e a longevidade do empreendimento.

A concretagem de elementos com volumes expressivos e alturas superiores a 1,50 metros impõe desafios técnicos significativos, principalmente relacionados ao controle de temperatura. O calor gerado pela reação química do cimento (hidratação) pode elevar as temperaturas internas a níveis críticos, resultando em tensões térmicas e riscos estruturais.

De acordo com Guilherme Salgado, engenheiro da WKoerich, o objetivo principal é manter a temperatura interna do concreto abaixo de 65°C. “Esse controle rigoroso é essencial para prevenir a formação da etringita tardia, um composto químico que pode causar expansão volumétrica e levar ao surgimento de microfissuras ou até mesmo ao seccionamento dos blocos de concreto”, explica. Ao todo, foram 230m³ de concreto distribuídos em dois dias de concretagem.

Inovações e soluções técnicas

Para mitigar os riscos térmicos, a WKoerich adotou um conjunto de medidas preventivas e inovadoras, como o uso de gelo na mistura: a substituição parcial da água por gelo é fundamental para reduzir a temperatura inicial do concreto e controlar os picos térmicos durante a cura.

Outro ponto de destaque é o uso de cimento de baixo calor de hidratação, o CP-IV, especificamente desenvolvido para minimizar a geração de calor. Essa concretagem ainda faz uso de aditivos superplastificantes e sílica ativa, que garante uma mistura mais eficiente e resistente.

Eficiência logística

A operação exige uma logística impecável. A concretagem mobilizou dezenas de caminhões betoneira em um fluxo contínuo para assegurar que o material seja lançado de forma homogênea e sem interrupções, otimizando o tempo de execução e a qualidade final da estrutura. “Todo o nosso trabalho é preventivo. Utilizamos o que há de mais moderno em engenharia de materiais para garantir que esse empreendimento não apenas atenda, mas supere os padrões de segurança e durabilidade, marcas já registradas da WKoerich”, afirma Guilherme.

A concretagem foi realizada nas obras do novo empreendimento da construtora, localizado no Centro de Florianópolis, que possui previsão de lançamento para março de 2026.

AJE Fortaleza reúne associados e parceiros em confraternização que celebra conquistas de 2025

A AJE Fortaleza realizou, na última quinta-feira, 18, uma confraternização que marcou o encerramento das atividades de 2025, reunindo associados e parceiros que participaram ativamente da trajetória da associação ao longo do ano. O encontro aconteceu no 5 Elementos Pub e simbolizou um momento de celebração, integração e reconhecimento pelas conquistas alcançadas pela comunidade empreendedora jovem da capital cearense.

O evento foi pensado como um espaço para valorizar os resultados construídos ao longo de 2025, ano que ficou marcado por ações estratégicas, fortalecimento institucional e ampliação da atuação da AJE Fortaleza junto ao ecossistema empresarial local. A presença de associados e parceiros reforçou o espírito colaborativo que norteou as iniciativas desenvolvidas pela entidade ao longo do período.

Para o coordenador geral da AJE Fortaleza, Tiago Guimarães, o momento foi de balanço positivo e de projeção para o futuro. Encerrar 2025 ao lado dos nossos associados e parceiros é a confirmação de um ano de muito trabalho, crescimento e entregas relevantes. Foi um período de amadurecimento da AJE Fortaleza, que nos prepara para um 2026 ainda mais desafiador, maior e com novas oportunidades de impacto para os jovens empresários da cidade”.

A confraternização encerrou o calendário anual da AJE Fortaleza reafirmando o compromisso da associação com o fortalecimento do empreendedorismo jovem e com a construção de um ambiente cada vez mais conectado, participativo e representativo para seus membros.

“Eu quero que a OAB se dane”: o que esperar da magistratura?

*Por Hervelt César

A frase atribuída a uma magistrada — “Eu quero que a OAB se dane” — não é apenas um deslize retórico ou um momento de destempero pessoal. Trata-se de uma declaração grave, simbólica e institucionalmente danosa, que expõe uma postura incompatível com os deveres funcionais da magistratura e com os pilares do Estado Democrático de Direito. Quando pronunciada por quem exerce o poder de julgar, essa fala transcende o plano individual e atinge a própria credibilidade do Poder Judiciário.

A Ordem dos Advogados do Brasil não é um ente qualquer. A OAB possui estatura constitucional (art. 133 da CF), sendo a advocacia reconhecida como função essencial à Justiça. Desprezar a OAB é, em última análise, desprezar a advocacia como um todo e, por consequência, a própria estrutura do sistema de Justiça, que se sustenta na atuação harmônica — ainda que naturalmente tensionada — entre magistratura, Ministério Público, advocacia e defensoria pública.

Urbanidade: o mínimo que se espera de quem julga

A urbanidade não é um favor, tampouco um traço opcional de personalidade. É dever funcional. O Código de Ética da Magistratura Nacional impõe ao juiz comportamento digno, cortês e respeitoso no trato com advogados, partes, membros do Ministério Público e servidores. A linguagem utilizada por um magistrado deve refletir equilíbrio, sobriedade e respeito institucional.

Uma fala agressiva e desdenhosa rompe com esse dever básico e compromete a imagem de imparcialidade e serenidade que se espera de quem decide conflitos. O juiz não é apenas um técnico do Direito; é um agente institucional que simboliza o próprio Estado-juiz. Quando esse símbolo se expressa com desprezo, a mensagem transmitida à sociedade é de autoritarismo e intolerância.

Cooperação processual: um princípio ignorado

O processo civil contemporâneo — e, por extensão, todo o sistema processual — é regido pelo princípio da cooperação. Juiz e advogados não são inimigos; são sujeitos processuais que, a partir de papéis distintos, cooperam para a realização da justiça, da decisão justa e efetiva.

Uma postura hostil em relação à advocacia revela não apenas desconhecimento ou desprezo por esse princípio, mas uma visão ultrapassada e verticalizada do poder jurisdicional, na qual o juiz se coloca acima dos demais atores do sistema, como se não estivesse igualmente vinculado à Constituição, às leis e às regras de convivência institucional.

Desrespeito às prerrogativas: ataque ao direito de defesa

As prerrogativas da advocacia não existem para proteger advogados enquanto indivíduos, mas para garantir o direito de defesa do cidadão. Quando um magistrado desdenha da OAB, sinaliza, ainda que implicitamente, desprezo por essas garantias institucionais.

Esse tipo de postura gera um ambiente de intimidação, fragiliza a atuação técnica e independente do advogado e compromete a paridade de armas no processo. Não há processo justo onde o defensor é tratado como obstáculo ou inimigo. Há apenas decisões formalmente válidas, mas materialmente injustas.

O que esperar da magistratura?

Diante de episódios como esse, a pergunta se impõe com força: o que esperar da magistratura? Espera-se compromisso com a Constituição, respeito às instituições, autocontenção no exercício do poder e consciência de que a autoridade do juiz não decorre da força da caneta, mas da legitimidade de sua conduta.

A magistratura deve ser exemplo de civilidade, equilíbrio e respeito institucional, especialmente em tempos de crescente descrédito das instituições. Quando um juiz verbaliza desprezo por uma entidade constitucionalmente relevante, não é apenas a advocacia que é atingida, mas a confiança da sociedade no Judiciário.

Mais do que punições individuais, episódios assim exigem reflexão institucional profunda. O silêncio conivente normaliza o abuso; a crítica responsável, ao contrário, reafirma os limites do poder e a centralidade do Estado de Direito.

Respeitar a OAB é respeitar a advocacia. Respeitar a advocacia é respeitar o direito de defesa. E respeitar o direito de defesa é condição inegociável para que a magistratura continue merecendo o respeito da sociedade.

*Hervelt César é jornalista e advogado, pós-graduado em direito público

Fortaleza consolida liderança econômica no Nordeste e ABIH-CE destaca o papel do turismo nesse resultado

Dados divulgados nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam: Fortaleza segue como a maior economia do Nordeste. Com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 86,93 bilhões (dados consolidados de 2023), a capital cearense mantém o posto de principal força econômica da região, superando importantes capitais como Salvador (R$ 76,69 bi), Recife (R$ 66,35 bi) e São Luís (R$ 42,38 bi).

Para a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), este resultado é o reflexo de um ecossistema econômico dinâmico, onde o setor de serviços e a indústria do turismo figuram como pilares fundamentais.

O Turismo é um dos motores da riqueza. A participação de Fortaleza no PIB nacional é de 0,8%. A capital cearense demonstra uma resiliência econômica baseada em sua vocação turística e de serviços. Para a presidente da ABIH-CE, Ivana Bezerra “A liderança de Fortaleza no Nordeste não é um dado isolado; ela é construída diariamente através da atração de eventos, do fortalecimento do hub aéreo e da excelência da nossa rede hoteleira. Cada turista que nos visita impacta mais de 50 cadeias produtivas, ajudando a manter Fortaleza no topo da economia regional”.

O PIB de R$ 86,93 bilhões coloca Fortaleza em um patamar de destaque, mas também acende o alerta para a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura e promoção do destino.

Dezembro também exige cuidado com o diabetes

A farmacêutica e docente da Estácio Ceará, Marília Vasconcelos, alerta para os cuidados com o diabetes no fim do ano.

O mês de dezembro é tradicionalmente marcado por férias, viagens e mudanças significativas na rotina, o que pode representar um desafio extra para pessoas que convivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Segundo a farmacêutica e docente do curso de Farmácia da Estácio Ceará, Marília Vasconcelos, esse período exige atenção redobrada para evitar descompensações glicêmicas e intercorrências que podem comprometer a saúde.

De acordo com a especialista, horários irregulares, alimentação fora da rotina e longos deslocamentos favorecem o esquecimento de medicamentos, atrasos na aplicação de insulina e a redução da frequência da monitorização da glicemia. Além disso, sintomas de hipoglicemia ou hiperglicemia muitas vezes acabam sendo confundidos com cansaço, estresse ou efeitos do calor, o que pode retardar a identificação do problema.

Outro ponto de alerta, especialmente durante o verão, é o armazenamento correto das insulinas e de outros medicamentos. As altas temperaturas podem comprometer a eficácia desses produtos, tornando indispensável o uso de bolsas térmicas e o cuidado para evitar exposição ao sol ou a locais sem controle de temperatura, como porta-luvas de carros ou bagagens despachadas. Marília reforça que as insulinas devem ser transportadas sempre na bagagem de mão, bem acondicionadas, preferencialmente com dispositivos que auxiliem no resfriamento. Fora do processo de refrigeração, a insulina pode ser mantida em temperatura ambiente por até 28 dias, desde que protegida do calor e da luz, sendo fundamental anotar a data de início e término desse período.

A prevenção de emergências, segundo a farmacêutica, também depende de organização e planejamento. Pessoas com diabetes tipo 1 devem viajar com um kit completo, incluindo medicamentos, insulinas extras, glicosímetro, tiras reagentes, lancetas e fontes rápidas de glicose. Para quem utiliza bomba de insulina, é importante levar conjuntos de infusão adicionais, insulinas de ação rápida e basal e sistemas alternativos de monitorização, como o Libre, caso ocorra falha no equipamento. Durante viagens longas, especialmente de avião, recomenda-se atenção redobrada ao uso de tecnologias, já que a variação de pressão na subida e descida pode interferir no funcionamento da bomba de infusão, aumentando o risco de hipoglicemia, principalmente em crianças.

Marília Vasconcelos destaca ainda a importância de levar lanches adequados na bagagem de mão para auxiliar no controle glicêmico ao longo do trajeto, manter uma hidratação adequada e estar atento a sinais como tontura, tremores, suor frio ou confusão mental, que podem indicar hipoglicemia, assim como sede intensa e cansaço excessivo, possíveis sinais de hiperglicemia.

Nesse contexto, o farmacêutico exerce um papel fundamental ao orientar sobre o uso correto dos medicamentos, revisar o tratamento e reforçar práticas de autocuidado antes das viagens. “Dezembro é tempo de descanso, mas também de responsabilidade com a saúde. Com informação, organização e acompanhamento profissional, é possível aproveitar o período com mais segurança e tranquilidade”, conclui Marília.