Mercado consolida retomada do trabalho presencial e vê potencial em salas comerciais

Com a volta de grande parte das pessoas para o trabalho presencial, a Helbor Empreendimentos S/A decidiu expandir o seu planejamento e estratégia para o segmento de offices e salas comerciais. A companhia, que tem 46 anos de tradição, está disponibilizando espaços em 9 empreendimentos em capitais e cidades de grande porte para atender uma demanda aquecida do mercado.

Em sintonia com esta movimentação, a ampliação de espaços de escritórios, salas comerciais e consultórios vêm ganhando força com a retomada do trabalho presencial. Muitos profissionais liberais como médicos, dentistas, advogados e esteticistas vem buscando espaços para a instalação de seus negócios para atendimento do crescimento da clientela. E, para isso, a Helbor conta com opções de salas comerciais em São Vicente, Rio de Janeiro e na capital paulista.

Segundo a Lello Imóveis, tradicional imobiliária da capital paulista houve um aumento de 16% no número de novos contratos comerciais entre janeiro e setembro deste ano assinados na cidade de São Paulo em relação ao mesmo período de 2022. A alta foi puxada principalmente pelo incremento de 79,4% nas locações em salas e conjuntos comerciais.

Raphael Sylvester, diretor de locação da Lello Imóveis, analisa que esta é uma tendência que veio para ficar. “Estamos observando um movimento de aquecimento nesse setor, que deve se consolidar ao longo de 2024. As empresas agora fazem o movimento contrário e buscam valorizar a cultura e a unificação de seus times, por isso a busca por um local se intensificou”, disse.

Os offices e salas comerciais da Helbor estão em localizações estratégicas nas cidades instaladas e em zonas de amplo crescimento corporativo. Cada empreendimento, pensado para atender às necessidades dos empreendedores foi desenvolvido de forma exclusiva para cada região.

Com sua arquitetura contemporânea e recursos avançados, são oferecidos espaços adequados para instalações de escritórios, consultórios, e salas comerciais, aliando conforto, mobilidade e localização privilegiada.

“Buscamos entregar em nossos espaços voltados ao profissional liberal uma experiência que enriqueça a experiência do trabalho e ao mesmo tempo impulsionar os negócios, tudo isso aliado a localizações privilegiadas. E a facilidade é que o empreendimento já está pronto, o que dá praticidade para quem precisa de um espaço que possa atender as suas necessidades sem ter de esperar a construção do prédio. E, quem quiser conhecer mais sobre nossos empreendimentos em que ainda temos unidades em estoque, visite o nosso site para conhecer esses e outros projetos nossos”, diz Marcelo Bonanata, diretor de Vendas da Helbor.

Governo envia PL ao Congresso para modernização do parque industrial

O governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei (PL) que prevê incentivos fiscais para modernização do parque industrial brasileiro. Na primeira fase, em 2024, serão destinados R$ 3,4 bilhões para o programa. A mensagem ao parlamento foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União do último sábado, 30.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o programa visa aumentar a eficiência das indústrias do país e também atrair investimentos. “[De um lado] renovar o parque industrial e de outro lado estimular investimento. Eu vou estimular trocar máquinas e equipamentos, estimular fábricas. Então vem ao encontro desses dois objetivos, aumentar investimento e aumentar a produtividade”, disse em conversa com a imprensa neste domingo (31).

Conforme o governo, a medida pode contribuir para aumentar o fluxo de caixa das empresas e a chamada Formação Bruta de Capital Fixo – que mede a capacidade produtiva futura com a aquisição de maquinário. Além disso, a expectativa é aumentar a taxa de investimentos no setor em relação ao Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país). “Essa taxa está hoje em torno de 18%, desempenho considerado insuficiente para alavancar o crescimento sustentável e de longo prazo da economia brasileira”, explicou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em comunicado.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que as máquinas e equipamentos usados pela indústria brasileira têm, em média, 14 anos de idade, sendo que 38% deles estão próximos ou já ultrapassaram o ciclo de vida ideal. Segundo a entidade, isso afeta a competitividade das empresas e exigem maiores custos de manutenção e gerenciamento dos equipamentos.

“Nós precisamos agir nas causas dos problemas e não só nos efeitos para poder ter o crescimento econômico mais forte e sustentável. O nosso problema é baixo investimento e baixa produtividade. Então, nós precisamos agir para aumentar investimento e aumentar a produtividade. É a chamada neoindustrialização, uma nova indústria com inovação e verde, sustentável”, disse Alckmin.

Segundo o vice-presidente, a maioria dos setores industriais será beneficiada com a medida. Eles serão definidos após a tramitação do PL no Congresso, por meio de decreto presidencial. Além disso, uma segunda fase poderá ser lançada de acordo com as disponibilidades orçamentárias.

Pelo projeto, o governo fica autorizado a utilizar o instrumento da depreciação acelerada para estimular setores econômicos a investirem em máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos. A medida valerá para as aquisições feitas de 1º de janeiro até 31 de dezembro de 2024.

A depreciação acelerada é um mecanismo que funciona como antecipação de receita para as empresas. Quando um bem de capital é adquirido, a indústria pode abater seu valor nas declarações futuras de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Em condições normais, esse abatimento é gradual, feito em até 25 anos, conforme o bem vai se depreciando. Segundo o governo, com a depreciação prevista no PL, o abatimento das máquinas adquiridas em 2024 poderá ser feito em apenas duas etapas: 50% no primeiro ano e 50% no segundo. 

Compensação

Em comunicado, o governo ressaltou que não se trata de isenção tributária, mas de uma antecipação no abatimento a que o empresário tem direito. Ainda assim, as regras fiscais exigem que se defina fontes de recursos orçamentários para aplicação do benefício. 

A fonte será a recomposição tarifária da importação de painéis solares e aerogeradores. Em 12 de dezembro, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) restabeleceu a tributação para células fotovoltaicas e equipamentos de energia eólica comprados no exterior.

No caso da energia solar, a Camex decidiu pelo fim da redução da tarifa de importação dos painéis montados, já que existe produção similar no Brasil, e pela revogação de 324 ex-tarifários desse mesmo produto que tinham redução a zero da tarifa.

Assim, a compra dos módulos no exterior voltará a recolher imposto de importação pela Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, que será de 10,8% a partir de 1º de janeiro de 2024. Para os ex-tarifários revogados, a medida começa a valer dentro de 60 dias.

Para que o mercado tenha tempo de se adaptar às novas regras, o comitê gestor da Camex estabeleceu também cotas de importação a 0%, em valores decrescentes até 2027. As cotas serão de: US$ 1,13 bilhão entre janeiro e junho de 2024; US$ 1,01 bilhão entre julho de 2024 e junho de 2025; US$ 717 milhões entre julho de 2025 e junho de 2026; e US$ 403 milhões entre julho de 2026 e junho de 2027.

Agência Brasil