AJE Fortaleza reúne associados e parceiros em confraternização que celebra conquistas de 2025

A AJE Fortaleza realizou, na última quinta-feira, 18, uma confraternização que marcou o encerramento das atividades de 2025, reunindo associados e parceiros que participaram ativamente da trajetória da associação ao longo do ano. O encontro aconteceu no 5 Elementos Pub e simbolizou um momento de celebração, integração e reconhecimento pelas conquistas alcançadas pela comunidade empreendedora jovem da capital cearense.

O evento foi pensado como um espaço para valorizar os resultados construídos ao longo de 2025, ano que ficou marcado por ações estratégicas, fortalecimento institucional e ampliação da atuação da AJE Fortaleza junto ao ecossistema empresarial local. A presença de associados e parceiros reforçou o espírito colaborativo que norteou as iniciativas desenvolvidas pela entidade ao longo do período.

Para o coordenador geral da AJE Fortaleza, Tiago Guimarães, o momento foi de balanço positivo e de projeção para o futuro. Encerrar 2025 ao lado dos nossos associados e parceiros é a confirmação de um ano de muito trabalho, crescimento e entregas relevantes. Foi um período de amadurecimento da AJE Fortaleza, que nos prepara para um 2026 ainda mais desafiador, maior e com novas oportunidades de impacto para os jovens empresários da cidade”.

A confraternização encerrou o calendário anual da AJE Fortaleza reafirmando o compromisso da associação com o fortalecimento do empreendedorismo jovem e com a construção de um ambiente cada vez mais conectado, participativo e representativo para seus membros.

“Eu quero que a OAB se dane”: o que esperar da magistratura?

*Por Hervelt César

A frase atribuída a uma magistrada — “Eu quero que a OAB se dane” — não é apenas um deslize retórico ou um momento de destempero pessoal. Trata-se de uma declaração grave, simbólica e institucionalmente danosa, que expõe uma postura incompatível com os deveres funcionais da magistratura e com os pilares do Estado Democrático de Direito. Quando pronunciada por quem exerce o poder de julgar, essa fala transcende o plano individual e atinge a própria credibilidade do Poder Judiciário.

A Ordem dos Advogados do Brasil não é um ente qualquer. A OAB possui estatura constitucional (art. 133 da CF), sendo a advocacia reconhecida como função essencial à Justiça. Desprezar a OAB é, em última análise, desprezar a advocacia como um todo e, por consequência, a própria estrutura do sistema de Justiça, que se sustenta na atuação harmônica — ainda que naturalmente tensionada — entre magistratura, Ministério Público, advocacia e defensoria pública.

Urbanidade: o mínimo que se espera de quem julga

A urbanidade não é um favor, tampouco um traço opcional de personalidade. É dever funcional. O Código de Ética da Magistratura Nacional impõe ao juiz comportamento digno, cortês e respeitoso no trato com advogados, partes, membros do Ministério Público e servidores. A linguagem utilizada por um magistrado deve refletir equilíbrio, sobriedade e respeito institucional.

Uma fala agressiva e desdenhosa rompe com esse dever básico e compromete a imagem de imparcialidade e serenidade que se espera de quem decide conflitos. O juiz não é apenas um técnico do Direito; é um agente institucional que simboliza o próprio Estado-juiz. Quando esse símbolo se expressa com desprezo, a mensagem transmitida à sociedade é de autoritarismo e intolerância.

Cooperação processual: um princípio ignorado

O processo civil contemporâneo — e, por extensão, todo o sistema processual — é regido pelo princípio da cooperação. Juiz e advogados não são inimigos; são sujeitos processuais que, a partir de papéis distintos, cooperam para a realização da justiça, da decisão justa e efetiva.

Uma postura hostil em relação à advocacia revela não apenas desconhecimento ou desprezo por esse princípio, mas uma visão ultrapassada e verticalizada do poder jurisdicional, na qual o juiz se coloca acima dos demais atores do sistema, como se não estivesse igualmente vinculado à Constituição, às leis e às regras de convivência institucional.

Desrespeito às prerrogativas: ataque ao direito de defesa

As prerrogativas da advocacia não existem para proteger advogados enquanto indivíduos, mas para garantir o direito de defesa do cidadão. Quando um magistrado desdenha da OAB, sinaliza, ainda que implicitamente, desprezo por essas garantias institucionais.

Esse tipo de postura gera um ambiente de intimidação, fragiliza a atuação técnica e independente do advogado e compromete a paridade de armas no processo. Não há processo justo onde o defensor é tratado como obstáculo ou inimigo. Há apenas decisões formalmente válidas, mas materialmente injustas.

O que esperar da magistratura?

Diante de episódios como esse, a pergunta se impõe com força: o que esperar da magistratura? Espera-se compromisso com a Constituição, respeito às instituições, autocontenção no exercício do poder e consciência de que a autoridade do juiz não decorre da força da caneta, mas da legitimidade de sua conduta.

A magistratura deve ser exemplo de civilidade, equilíbrio e respeito institucional, especialmente em tempos de crescente descrédito das instituições. Quando um juiz verbaliza desprezo por uma entidade constitucionalmente relevante, não é apenas a advocacia que é atingida, mas a confiança da sociedade no Judiciário.

Mais do que punições individuais, episódios assim exigem reflexão institucional profunda. O silêncio conivente normaliza o abuso; a crítica responsável, ao contrário, reafirma os limites do poder e a centralidade do Estado de Direito.

Respeitar a OAB é respeitar a advocacia. Respeitar a advocacia é respeitar o direito de defesa. E respeitar o direito de defesa é condição inegociável para que a magistratura continue merecendo o respeito da sociedade.

*Hervelt César é jornalista e advogado, pós-graduado em direito público

Fortaleza consolida liderança econômica no Nordeste e ABIH-CE destaca o papel do turismo nesse resultado

Dados divulgados nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam: Fortaleza segue como a maior economia do Nordeste. Com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 86,93 bilhões (dados consolidados de 2023), a capital cearense mantém o posto de principal força econômica da região, superando importantes capitais como Salvador (R$ 76,69 bi), Recife (R$ 66,35 bi) e São Luís (R$ 42,38 bi).

Para a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), este resultado é o reflexo de um ecossistema econômico dinâmico, onde o setor de serviços e a indústria do turismo figuram como pilares fundamentais.

O Turismo é um dos motores da riqueza. A participação de Fortaleza no PIB nacional é de 0,8%. A capital cearense demonstra uma resiliência econômica baseada em sua vocação turística e de serviços. Para a presidente da ABIH-CE, Ivana Bezerra “A liderança de Fortaleza no Nordeste não é um dado isolado; ela é construída diariamente através da atração de eventos, do fortalecimento do hub aéreo e da excelência da nossa rede hoteleira. Cada turista que nos visita impacta mais de 50 cadeias produtivas, ajudando a manter Fortaleza no topo da economia regional”.

O PIB de R$ 86,93 bilhões coloca Fortaleza em um patamar de destaque, mas também acende o alerta para a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura e promoção do destino.

Dezembro também exige cuidado com o diabetes

A farmacêutica e docente da Estácio Ceará, Marília Vasconcelos, alerta para os cuidados com o diabetes no fim do ano.

O mês de dezembro é tradicionalmente marcado por férias, viagens e mudanças significativas na rotina, o que pode representar um desafio extra para pessoas que convivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Segundo a farmacêutica e docente do curso de Farmácia da Estácio Ceará, Marília Vasconcelos, esse período exige atenção redobrada para evitar descompensações glicêmicas e intercorrências que podem comprometer a saúde.

De acordo com a especialista, horários irregulares, alimentação fora da rotina e longos deslocamentos favorecem o esquecimento de medicamentos, atrasos na aplicação de insulina e a redução da frequência da monitorização da glicemia. Além disso, sintomas de hipoglicemia ou hiperglicemia muitas vezes acabam sendo confundidos com cansaço, estresse ou efeitos do calor, o que pode retardar a identificação do problema.

Outro ponto de alerta, especialmente durante o verão, é o armazenamento correto das insulinas e de outros medicamentos. As altas temperaturas podem comprometer a eficácia desses produtos, tornando indispensável o uso de bolsas térmicas e o cuidado para evitar exposição ao sol ou a locais sem controle de temperatura, como porta-luvas de carros ou bagagens despachadas. Marília reforça que as insulinas devem ser transportadas sempre na bagagem de mão, bem acondicionadas, preferencialmente com dispositivos que auxiliem no resfriamento. Fora do processo de refrigeração, a insulina pode ser mantida em temperatura ambiente por até 28 dias, desde que protegida do calor e da luz, sendo fundamental anotar a data de início e término desse período.

A prevenção de emergências, segundo a farmacêutica, também depende de organização e planejamento. Pessoas com diabetes tipo 1 devem viajar com um kit completo, incluindo medicamentos, insulinas extras, glicosímetro, tiras reagentes, lancetas e fontes rápidas de glicose. Para quem utiliza bomba de insulina, é importante levar conjuntos de infusão adicionais, insulinas de ação rápida e basal e sistemas alternativos de monitorização, como o Libre, caso ocorra falha no equipamento. Durante viagens longas, especialmente de avião, recomenda-se atenção redobrada ao uso de tecnologias, já que a variação de pressão na subida e descida pode interferir no funcionamento da bomba de infusão, aumentando o risco de hipoglicemia, principalmente em crianças.

Marília Vasconcelos destaca ainda a importância de levar lanches adequados na bagagem de mão para auxiliar no controle glicêmico ao longo do trajeto, manter uma hidratação adequada e estar atento a sinais como tontura, tremores, suor frio ou confusão mental, que podem indicar hipoglicemia, assim como sede intensa e cansaço excessivo, possíveis sinais de hiperglicemia.

Nesse contexto, o farmacêutico exerce um papel fundamental ao orientar sobre o uso correto dos medicamentos, revisar o tratamento e reforçar práticas de autocuidado antes das viagens. “Dezembro é tempo de descanso, mas também de responsabilidade com a saúde. Com informação, organização e acompanhamento profissional, é possível aproveitar o período com mais segurança e tranquilidade”, conclui Marília.