Ceará Credi tem juros zero em 2026 para novos contratos

O Governo do Ceará passa a adotar juros zero nos novos contratos do Programa de Microcrédito Produtivo e Orientado (Ceará Credi). O benefício é destinado a microempreendedores cearenses que mantiverem o pagamento das parcelas em dia e terá validade em operações contratadas a partir de fevereiro de 2026.

Atualmente, o Ceará Credi conta com R$ 319.564.554,82 contratados e com 127.996 beneficiários atendidos. Destes, 92.867 são mulheres. Ou seja, 73% do programa é direcionado para o público feminino que está empreendendo no estado.

A iniciativa dos juros zero utilizada pelo Governo do Ceará passa a vigorar tanto para o Programa Dinheiro na Mão, realizado em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), quanto para o Ceará Credi.

Até a última atualização, são 5.293 termos assinados com um valor contratado de R$ 39,9 milhões no Dinheiro na Mão.

Os programas

O Programa Ceará Credi é uma iniciativa do Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Trabalho, que visa ampliar oportunidades de trabalho e renda para microempreendedores, trabalhadores autônomos, formais e informais, e agricultores familiares, por meio da disponibilização de crédito produtivo orientado e capacitação empreendedora.

Desde julho de 2021, o programa é executado pela Adece em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT).

O Programa Estadual Dinheiro na Mão é uma iniciativa do Governo do Ceará, vinculada à Secretaria do Trabalho (SET) e ao FIMPCE, criada para fortalecer a Política Estadual de Microcrédito Produtivo e Orientado.

O objetivo é incentivar o empreendedorismo e a economia solidária, promovendo a geração de emprego e renda por meio de um subsídio financeiro exclusivo.

Modelo de ensino pode influenciar procrastinação e desempenho de estudantes, aponta especialista

O aumento de comportamentos como procrastinação, dificuldade de concentração e desorganização nos estudos tem gerado preocupação entre educadores e famílias. Embora frequentemente associados à falta de disciplina, esses sinais também podem refletir fatores mais amplos, relacionados tanto ao contexto social quanto à forma como o ensino é estruturado. 

Para o psicólogo Paulo Passos, do Colégio 7 de Setembro, a procrastinação deve ser compreendida para além de uma questão comportamental isolada. “Podemos iniciar falando que procrastinação não é uma causa, mas um sintoma diante de uma sociedade que vislumbra a performance da excelência e da ‘felicidade’”, afirma. Segundo ele, modelos pedagógicos mais tradicionais, distantes da realidade dos estudantes, tendem a intensificar esse cenário.

Abordagens centradas exclusivamente na transmissão de conteúdo, com pouca participação do aluno, podem dificultar o desenvolvimento da autonomia e reduzir o engajamento. Nesse contexto, o especialista destaca que momentos de transição escolar, como a chegada ao Ensino Médio, costumam evidenciar essas dificuldades, especialmente quando o estudante enfrenta inseguranças em relação ao próprio desempenho. 

Em contrapartida, metodologias que colocam o aluno como agente ativo no processo de aprendizagem têm demonstrado maior eficácia na construção do conhecimento e na formação de hábitos de estudo mais consistentes. Estratégias como debates, resolução de problemas, projetos interdisciplinares e atividades colaborativas contribuem para ampliar o envolvimento e tornar o aprendizado mais significativo. 

“Precisamos lembrar que o conhecimento formal disputa espaço com uma gama de atrativos visuais e imaginativos das redes sociais e essa disputa é um tanto desleal, visto que nossa tecnologia avança numa velocidade muito grande, enquanto a educação luta para sair do século passado. Importante que haja uma aprendizagem ativa, com participação constante. O aluno deixa de ser espectador”, ressalta. 

Além das práticas pedagógicas, o alinhamento entre escola e família também é apontado como fator decisivo. Comunicação frequente, expectativas claras e incentivo à autonomia progressiva contribuem para fortalecer a responsabilidade dos estudantes em relação ao próprio aprendizado e reduzir comportamentos como a procrastinação. 

OAB-CE orienta como destinar IR para projetos sociais que atendem crianças, adolescentes e idosos

A Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) lançou a campanha “Imposto do Bem”, com o objetivo de incentivar a população a destinar parte do Imposto de Renda devido para fundos que financiam projetos sociais voltados à garantia de direitos de crianças, adolescentes e pessoas idosas.

A iniciativa é coordenada pelas Comissões de Direito Tributário, de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, e da Pessoa Idosa da OAB-CE. A proposta é conscientizar os contribuintes sobre a possibilidade de direcionar até 6% do imposto devido, sendo 3% para o Fundo da Criança e do Adolescente e 3% para o Fundo da Pessoa Idosa.

Segundo a presidente da OAB-CE, Christiane Leitão, a campanha também reforça o compromisso da instituição com a sociedade. “A OAB Ceará atua como ponte entre a advocacia e a sociedade. Iniciativas como o Imposto do Bem aproximam ainda mais a população de ações concretas de transformação social, mostrando que é possível exercer cidadania de forma direta, com impacto real na vida de quem mais precisa”, afirma.

A presidente da OAB-CE destaca que a destinação é uma forma simples e segura de apoiar projetos sociais, sem custo adicional. Isso porque o valor doado já faz parte do imposto devido à União, podendo permanecer na própria região para financiar ações locais voltadas à inclusão social, à dignidade e ao acesso a direitos fundamentais.

Como fazer a destinação

A campanha também orienta os contribuintes sobre o passo a passo para realizar a doação diretamente na declaração do Imposto de Renda:

Modelo completo: a destinação é permitida apenas para quem opta pela declaração no modelo completo.
Ficha de doações: no programa da Receita Federal, acessar “Doações Diretamente na Declaração” e selecionar a opção “Criança e Adolescente” ou “Pessoa Idosa”.
Escolha do fundo: é possível optar por fundos nacionais, estaduais ou municipais, inclusive da própria cidade.
Definição do valor: o sistema calcula automaticamente o limite disponível para doação.
Pagamento do DARF: o programa gera um DARF específico, que deve ser pago até o prazo final da declaração.
Impacto no imposto: quem tiver imposto a pagar terá o valor reduzido; quem tiver restituição, verá o valor acrescido.

Grupo Manhattan consolida atuação no alto padrão e diversifica portfólio no Ceará

Com mais de 20 anos de atuação, o Grupo Manhattan vem consolidando sua presença no mercado imobiliário de alto padrão no Ceará ao mesmo tempo em que diversifica suas frentes de negócio. A estratégia inclui a expansão para segmentos como turismo imobiliário, acompanhando tendências de consumo e investimento no setor.

Fundada oficialmente em 2003, tendo como marco inicial o lançamento do Manhattan Center, em 2002, a empresa surgiu com a proposta de desenvolver projetos que elevassem o padrão construtivo em Fortaleza. Ao longo desse período, estruturou um portfólio pautado por soluções arquitetônicas funcionais e por referências urbanas internacionais, com presença relevante em áreas valorizadas da capital.

O portfólio do grupo reúne projetos que contribuem para a configuração urbana de Fortaleza e também empreendimentos em destinos turísticos do estado. Entre eles estão o Manhattan Beach Riviera, em Aquiraz; o Beverly Hills Residence, no Porto das Dunas; e o Sun City: Rota das Emoções, em Camocim, voltado ao segmento de turismo. Na capital, o New York Residence, no bairro Cocó, integra a atuação no segmento residencial. Fora do Ceará, o grupo também opera com o Manhattan River Center, em Teresina, ampliando sua presença regional.

Entre os diferenciais técnicos adotados pela empresa está o uso de soluções como o pé-direito duplo em plantas compactas, estratégia voltada a otimizar o aproveitamento de espaço e ampliar a percepção de conforto nos ambientes.

Para o presidente do Grupo Manhattan, Pedro Felipe Borges, a trajetória da empresa reflete um processo contínuo de adaptação às mudanças do setor. “Ao longo dos anos, ampliamos nossa atuação acompanhando as transformações do mercado imobiliário. Hoje, atuamos em diferentes segmentos, mantendo o foco em qualidade, inovação e experiência do cliente”, afirma.

Com olhar voltado para o futuro, o Grupo segue atento às oportunidades de expansão no Nordeste, especialmente em regiões com forte potencial turístico, consolidando sua estratégia de integrar moradia, investimento e experiência em seus projetos.

Infecção urinária pode afetar gravemente os rins; saiba identificar a pielonefrite 

Enquanto a cistite é restrita à bexiga e provoca sintomas locais, a infecção renal já apresenta sinais mais intensos e sistêmicos

A infecção urinária está entre as condições mais comuns na população, com maior incidência entre mulheres, mas também presente em homens, especialmente com o avanço da idade. Apesar de, na maioria das vezes, ser um quadro simples e restrito à bexiga, quando não tratada corretamente pode evoluir para uma condição mais grave: a pielonefrite, infecção que atinge os rins e pode levar à internação e a complicações mais sérias. 

De acordo com o nefrologista Victor Jordão, da Hapvida, a pielonefrite é uma infecção renal geralmente causada por bactérias que sobem pelo trato urinário. “A pielonefrite é uma inflamação dos rins provocada, na maioria dos casos, por bactérias que saem das vias urinárias mais baixas, como a bexiga, e ascendem até os rins”, explica. 

A principal diferença entre uma infecção urinária comum e a pielonefrite está na localização e na gravidade. Enquanto a cistite é restrita à bexiga e provoca sintomas locais, a infecção renal já apresenta sinais mais intensos e sistêmicos. “Na cistite, os sintomas são mais localizados, como dor ao urinar e desconforto na região inferior do abdômen. Já a pielonefrite costuma vir acompanhada de febre, dor lombar intensa e queda do estado geral, podendo se tornar uma infecção sistêmica”, destaca o médico. 

O caminho da infecção geralmente começa com bactérias presentes naturalmente no intestino, que colonizam a região genital e, por via ascendente, alcançam a uretra e a bexiga. A partir daí, podem chegar aos rins.  Alguns fatores favorecem essa progressão, como baixa ingestão de água, segurar a urina por longos períodos, relações sexuais e até o uso de duchas íntimas frequentes. “Beber pouca água reduz a frequência urinária, o que facilita a permanência e a multiplicação das bactérias. Já o hábito de segurar o xixi contribui para que essa bactéria tenha mais tempo para subir pelo trato urinário”, explica. 

Sinais de alerta e fatores de risco: Os principais sintomas que indicam o comprometimento dos rins são febre alta, dor lombar intensa e mal-estar generalizado. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico com urgência. Algumas pessoas apresentam maior risco de dar pielonefrite, como gestantes, idosos, diabéticos e indivíduos com imunidade comprometida. Mulheres também estão mais suscetíveis devido a fatores anatômicos. 

Além disso, o uso inadequado de antibióticos pode agravar o cenário. “O uso indiscriminado de antibióticos pode selecionar bactérias mais resistentes, dificultando o tratamento e favorecendo infecções mais graves”, alerta o especialista. 

Riscos e diagnóstico: Quando não tratada corretamente, a pielonefrite pode causar complicações importantes. “O principal risco são infecções de repetição, que podem provocar cicatrizes nos rins e, ao longo do tempo, levar à perda da função renal”, afirma Victor Jordão. 

O diagnóstico é feito a partir de exames laboratoriais, sendo o exame de urina essencial. Em todos os casos, é necessário também realizar a urocultura antes do início do antibiótico. “A urocultura permite identificar qual bactéria está causando a infecção e qual o antibiótico mais adequado para o tratamento”, explica. 

Tratamento: quando internar? O tratamento varia de acordo com a gravidade do quadro. Casos mais leves podem ser tratados com antibióticos orais, enquanto situações mais graves exigem internação. “Pacientes com pior estado geral, dor intensa, vômitos ou dificuldade para ingerir líquidos podem precisar de medicação intravenosa. Em alguns casos, a própria bactéria só responde a antibióticos administrados na veia”, destaca. 

Prevenção ainda é o melhor caminho: Para quem sofre com infecções urinárias recorrentes, a prevenção é fundamental. Medidas simples podem fazer a diferença no dia a dia. “Beber bastante água, não segurar a urina, urinar antes e após as relações sexuais e evitar duchas íntimas são estratégias importantes para reduzir o risco”, orienta. 

Um ponto importante é desmistificar a ideia de que apenas a ingestão de água resolve o problema durante uma crise. “Beber água ajuda na prevenção e na hidratação, mas não trata a infecção. A pielonefrite exige o uso de antibiótico adequado”, reforça. Atenção aos sinais: A pielonefrite é uma condição séria, mas que pode ser evitada e tratada com sucesso quando diagnosticada precocemente. Ignorar os sintomas ou adiar o tratamento pode trazer consequências duradouras para a saúde renal. “Manter hábitos preventivos e procurar atendimento ao primeiro sinal de infecção são as melhores formas de proteger os rins”, finaliza o nefrologista.

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