Assembleia Legislativa e UECE iniciam curso de capacitação de artesãs cearenses no litoral Norte

O Projeto Renda Gera Renda, que visa, nesta fase, capacitar 225 artesãs cearenses nos municípios de Acaraú, Jijoca de Jericoacoara, Cruz, Camocim e Barroquinha, terá início na próxima segunda-feira, 16, com aulas presenciais de segunda a sexta-feira, com quatro horas diárias. Fruto de uma parceria entre a Assembleia Legislativa, por meio do Comitê de Responsabilidade Social, do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos e da UNIPACE; Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Ceará Credi, o projeto está sendo financiado pelo programa federal Mil Mulheres/Pronatec. O curso, que contará com carga horária total de 160 horas/aula, qualificará rendeiras que já atuam, além de formar novas profissionais, a partir de disciplinas como marketing digital, prática de crochê, design, empreendedorismo e precificação.

Segundo a secretária executiva do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Alece, Luiza Martins, a capacitação tem como público alvo mulheres que frequentam a Educação de Jovens e Adultos (EJA), as jovens consideradas nem-nem (as que não estudam e não trabalham) e as beneficiárias do Programa de Atenção Integral à Família (PAIF) e do Programa de Proteção e Atendimento Especializado à Famílias e Indivíduos, de modo a criar oportunidade de formação profissional em artesanias para esses grupos. “A capacitação é voltada para o público feminino, especialmente em situação de vulnerabilidade social, proporcionando não apenas capacitação técnica, mas também a inclusão social e econômica dessas mulheres. A ideia de realizar essa capacitação surgiu ao ouvir as demandas em todas as regiões do Estado por cursos de artesanias”, explica.

O artesanato cearense movimenta uma economia de grande atividade no estado. O turismo atrelado à grande rede de artesãos gera emprego e renda para aqueles que trabalham diretamente e indiretamente no ramo, além de promover a imagem cultural do Ceará no mundo. As peças usadas pelas rendeiras cearenses usando a almofada, linha, bilros e tecido são responsáveis pelo sustento de famílias inteiras. Luiza ressalta que as pessoas que trabalham com atividades ligadas ao artesanato local dispõem de poucas condições de inserção na economia ativa, seja pelas dificuldades inerentes à construção da cadeia produtiva até a identificação de mercados consumidores, seja porque é uma população com baixa escolaridade. “Nossa ideia, ao final da capacitação, é propor a criação de uma escola de artesania para o estado do Ceará”, adianta.

Os municípios envolvidos no Projeto “Renda Gera Renda” realizaram uma seleção prévia das alunas, que irão agora participar da capacitação. Luiza Martins ressalta que um dos requisitos para participação no curso é ter a escolaridade mínima do ensino fundamental incompleto. Aos municípios cabe ainda o transporte das alunas, a disponiblização das salas de aula e a indicação de um coordenador local, que acompanhará todo o desenvolvimento do curso. “Essa iniciativa, além de um curso de capacitação é também, sem sombra de dúvidas, uma grande ação de combate à fome, diagnóstico territorial e inclusão das mulheres”, finaliza.

 

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