Crédito fundiário do BNB cresce 219% e possibilita que mais de 800 famílias adquiram imóveis rurais

O Banco do Nordeste (BNB) beneficiou 830 famílias com liberação de R$ 184 milhões em crédito fundiário em 2025 para aquisição de imóveis rurais. Com isso, esses produtores familiares passaram a ser donos de cerca de 11.190 hectares, permitindo-lhes acesso a uma unidade produtiva própria, capaz de gerar renda, fortalecer a produção e garantir condições dignas de vida no campo. As operações ocorreram no âmbito do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), no qual o Banco atua como agente repassador dos recursos.

Segundo dados do BNB, o número de famílias atendidas pelo programa saltou de 388 em 2024 para 830 no ano passado. Um crescimento de 114%. Em volume de crédito contratado, o crescimento foi ainda maior: de R$ 57,6 milhões para R$ 184,4 milhões de um ano para o outro. Alta de 219%.

Com mais famílias sendo atendidas, foi possível realizar a aquisição de mais imóveis rurais. Em 2024, foram 6.155 hectares de terras adquiridas. Em 2025, a área foi 81,8% maior. Para se ter ideia, os 11.190 hectares comprados no ano passado correspondem a 110 km² – o equivalente a um terço da área total de Fortaleza (CE).

Para o presidente do BNB, Wanger de Alencar, o PNCF é uma importante política de desenvolvimento porque beneficia a população que mais precisa de instrumento para sua produção. “O imóvel rural é muito mais do que um lugar para morar, o que já é uma importante conquista para qualquer pessoa. No caso da agricultura familiar, esse terreno representa área de plantio e criação que vão impulsionar o desenvolvimento econômico e social dessas pessoas”, afirma.

No Ceará, as contratações do PNCF somaram quase R$ 30 milhões que beneficiaram 178 famílias. Em área adquirida, o impacto foi de 3.750 hectares.

Quem pode contratar

Agricultores familiares que desejam adquirir imóveis rurais ou realizar benfeitorias em seus bens podem solicitar o crédito fundiário do Governo Federal. O Programa é operacionalizado por meio de quatro linhas de financiamento: PNCF Social, PNCF Jovem, PNCF Mais e PNCF Empreendedor, de acordo com o perfil dos beneficiários. Para solicitar os recursos, o agricultor precisa apresentar a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), Cadastro de Agricultor Familiar (CAF) ou outra forma de cadastro que atenda o Regulamento Operativo do Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

Os financiamentos abrangem 100% do valor do bem adquirido, com teto de até R$ 293 mil. A taxa de juros varia de 0,5% a 4% ao ano . O prazo das operações é determinado em função da capacidade de pagamento do mutuário, de acordo com o cronograma apresentado na proposta, sendo de até 25 anos, incluídos até 36 meses de carência. Os recursos são do Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

Segundo o superintendente de Agronegócio e Agricultura Familiar do BNB, Luiz Sérgio Farias Machado, o principal objetivo da linha é dar condições ao agricultor de ter sua propriedade rural. “A aquisição do imóvel rural traz dignidade ao homem e à mulher do campo. Muitas vezes, essa família não possui sua própria terra para produzir. O Governo Federal vem melhorando os programas e o Banco do Nordeste é parceiro nessa estratégia para agilizar a inclusão produtiva das famílias e solucionar conflitos agrários, além de aumentar a produção de alimentos saudáveis produzidos de forma sustentável”, afirma.

Como contratar

O superintendente esclarece que os interessados no crédito fundiário precisam apresentar um projeto, que é feito pelo agricultor com ajuda de uma entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), devidamente credenciada para operacionalizar o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). O Governo Federal disponibiliza o sistema Obter Crédito Fundiário, que é um serviço público digital que facilita o pedido do financiamento e permite o acompanhamento das etapas de análises, aprovações, envio de documentos, correção de pendências e solicitações.

A proposta de financiamento é encaminhada à Unidade Técnica Estadual de Crédito Fundiário com todos os documentos exigidos, que após análise de viabilidade é encaminhada para análise do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Depois de aprovado pelas análises estadual e federal, cabe ao banco checar documentação, efetuar cadastro e instrumento de crédito e realizar o desembolso. Para facilitar o processo, o BNB criou uma cartilha que explica o “passo a passo”, a qual está disponível no portal do Banco do Nordeste e pode ser acessada no endereço: www.bnb.gov.br/pncf-social.

Tecer Terminais amplia atuação estratégica e consolida protagonismo logístico em 2025

A Tecer Terminais consolidou, ao longo de 2025, uma atuação estratégica no setor logístico e portuário brasileiro, com participação ativa em eventos nacionais e internacionais, ampliação de operações e fortalecimento de parcerias comerciais. A empresa esteve presente na Intermodal South America 2025, principal feira de logística da América Latina, onde discutiu tendências, oportunidades de cabotagem e soluções integradas para o comércio exterior.

Entre os destaques do ano estão os avanços nas negociações para a cabotagem de blocos entre os estados do Ceará e Espírito Santo, além do fortalecimento do hub voltado à movimentação de produtos siderúrgicos e fertilizantes, impulsionado pelo crescimento no número de clientes e pela entrada de novos importadores.

“Nosso foco foi fortalecer uma atuação cada vez mais estratégica, conectada às transformações do setor logístico e às demandas do comércio exterior. A participação em eventos nacionais e internacionais nos permitiu ampliar diálogos, identificar oportunidades e consolidar parcerias importantes para o crescimento sustentável das operações”, destaca o diretor comercial da Tecer Terminais, Carlos Alberto Nunes.

A agenda institucional também incluiu participação no Congresso Aço Brasil 2025, que analisou os impactos do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre o mercado siderúrgico, além da presença ativa em câmaras técnicas da Adece, como a CS Comex e a CS Log, representando a Aecipp. A Tecer ainda integrou a Comissão de Logística da ABM 2025, ao lado das principais siderúrgicas do país.

No cenário internacional, executivos da empresa realizaram visitas técnicas à China, com armadores e fornecedores estratégicos, reforçando relações comerciais e explorando novas oportunidades. “Avançamos em discussões relevantes sobre cabotagem, ampliamos a movimentação de cargas e reforçamos nossa presença institucional em fóruns técnicos. Essa atuação integrada é fundamental para aumentar a competitividade logística e acompanhar a evolução das cadeias globais”, completa Carlos Alberto.

A atuação operacional incluiu exportações de minério de ferro, produtos químicos, pás eólicas, além da movimentação de cargas do agronegócio e da importação de novos equipamentos. A presença em eventos como a Expolog 2025, o Cresce Ceará e o Fórum de Logística da Aecipp reforça o compromisso da Tecer com o desenvolvimento do setor e com a integração da logística cearense ao comércio global.

Esquentanejo movimenta noite de quinta-feira na Cervejaria Turatti Varjota

As noites de quinta-feira em Fortaleza ganham um reforço na programação musical com o Esquentanejo, projeto semanal realizado pela Cervejaria Turatti Varjota. A iniciativa integra música sertaneja ao ambiente gastronômico da casa e passa a compor a agenda cultural regular do espaço, a partir das 20h.

A proposta do Esquentanejo é dedicar a noite ao repertório do sertanejo tradicional, reunindo apresentações ao vivo ao longo da noite. A programação musical começa às 20h com Lucas Abreu e segue às 22h com Ramirez Alves, garantindo sequência de shows que acompanham o ritmo do público presente.

Com atuação consolidada no mercado cervejeiro brasileiro, a Cervejaria Turatti acumula mais de 120 premiações nacionais e internacionais, com reconhecimentos em concursos como Brasil Beer Cup, Bolívia Beer Cup, Brazilian Beer Awards e o Concurso Brasileiro de Cervejas. Entre os rótulos premiados estão a Premium Lager, além de estilos como Lambic, Noite Apimentada, Mousse de Caju e Lagoa Gose.

A marca também integra o selo Top 50 Best Breweries Brasil Beer Cup, que reúne as 50 cervejarias mais bem avaliadas do país, reforçando sua relevância no cenário nacional da cerveja artesanal.

Serviço
Esquentanejo – Cervejaria Turatti

Endereço: Rua Ana Bilhar, 1178, Varjota – Fortaleza-CE
Data: Todas as quintas-feiras
Programação:

  • 20h: Lucas Abreu
  • 22h: Ramirez Alves
    Disk Chope: (85) 98222-2829
    Instagram: @cervejariaturatti
    Site: cervejariaturatti.com.br
Janeiro Branco: Exposição na CAIXA Cultural Fortaleza destaca a importância da arte e do afeto para a saúde mental 

A campanha Janeiro Branco, que surgiu no Brasil e inspirou iniciativas em outros países, evidencia, com ações ao longo de um mês dedicado ao tema, a atenção que se deve dar à saúde mental. Referência no assunto por revolucionar práticas terapêuticas ao valorizar o afeto e a arte como formas de cuidado, a psiquiatra Nise da Silveira (1905–1999) tem seu legado celebrado na exposição “Nise – A Revolução pelo Afeto”. 

Pela primeira vez no Nordeste, a exposição está em cartaz na Caixa Cultural Fortaleza após circular por oito cidades brasileiras e receber mais de 300 mil visitantes. Desde sua abertura na capital cearense realizada em novembro de 2025, a exposição já recebeu cerca de 7 mil pessoas e segue aberta ao público até o dia 1º de março. A visitação é gratuita, de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 10h às 19h.

A exposição celebra os 120 anos do nascimento da médica alagoana, que rejeitou práticas violentas no tratamento da saúde mental, apostando em abordagens humanas. Em 1952, Nise da Silveira fundou, no Centro Psiquiátrico Nacional, no bairro Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, o Museu de Imagens do Inconsciente, valorizando a arte como caminho de cura e autoconhecimento.

Dividida em três partes que exploram a vida e o trabalho da psiquiatra, a exposição apresenta pinturas, desenhos, fotografias, gravuras e esculturas, somando 157 obras de 11 artistas, que evidenciam a potência da expressão artística como instrumento de cuidado, escuta e inclusão. São expostos também documentos históricos e publicações pertencentes ao Museu de Imagens do Inconsciente. 

Serviço:

[Artes Visuais] Exposição Nise – A Revolução pelo Afeto”

CAIXA Cultural Fortaleza – Avenida Pessoa Anta, 287 – Praia de Iracema

Visitação: até 1º de março de 2026

Horários: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h

Entrada gratuita

Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Informações: Site: CAIXA Cultural | Instagram: @caixaculturalfortaleza

Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil

Supesp e Sepa lançam Painel Dinâmico de Proteção Animal nesta terça-feira

Em mais uma iniciativa para coibir, denunciar e ampliar o planejamento de ações estratégicas contra a criminalidade, a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) lança, na próxima terça-feira (13/01), às 10h, o Painel Dinâmico de Proteção Animal.

Em parceria com a Secretaria de Proteção Animal (Sepa), o objetivo é dispor para autoridades, associações em defesa dos animais e o público em geral, dados que possibilite maior monitoramento de ocorrências e maus tratos contra animais silvestres e domésticos. 

O lançamento acontecerá no auditório do Centro Integrado da Segurança Pública (Cisp), bloco II, e contará com a presença do secretário Executivo de Inteligência e Defesa Social da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Alzir Dias Chaves, da superintendente da Supesp, Juliana Barroso, diretores, do secretário da Sepa, Erich Douglas Chaves, além de representantes de entidades que atuam na defesa dos animais no estado do Ceará.

Essa política de transparência dos indicadores criminais e a sua ampliação aos grupos vulneráveis e causas estratégicas e sensíveis, que requer uma atuação do estado cada vez maior, tem todo acolhimento por parte do Governo do Ceará, segundo a superintendente Juliana Barroso. 

“Somente nos últimos dois anos lançamos cinco painéis com dados detalhados das ocorrências, do Feminicídio, Crimes da Lei Maria da Penha, Povos Indígenas, Igualdade Racial, e agora de Proteção Animal, além do aperfeiçoamento de outros painéis já existentes como do Corpo de Bombeiros”, explicou Juliana. 

Para o secretário de Proteção Animal, Erich Douglas, esse painel marca um avanço essencial na política de proteção animal no Ceará. “Pela primeira vez, teremos dados consolidados que permitirão agir com mais precisão, transparência e rapidez no enfrentamento aos maus-tratos. É uma ferramenta que salva vidas, fortalece as ações da Sepa e aproxima ainda mais o poder público das entidades que defendem nossos animais,” enfatiza Erich.

Lei de Maus Tratos

A lei de maus-tratos a animais no Brasil é a Lei9.605/1998, que classifica como crime a prática de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais, com penas de detenção de três meses a um ano e multa. 

A legislação abrange animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é agravada para cães e gatos, passando para reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda, com aumento da pena caso o crime resulte na morte do animal. 

A Estratégia de Inteligência: Painel Dinâmico de Combate à Violência Animal

Em um movimento para transformar dados em políticas públicas mais eficazes, a Sepa firmou um importante alinhamento com a Supesp. O foco da parceria é a criação do Painel Dinâmico de Combate à Violência Contra os Animais. Este instrumento estratégico reunirá dados abrangentes sobre:

– Ocorrências de crimes contra a fauna no Ceará, com um histórico de registros de 2019 a 2024;

– Compilado das denúncias registradas junto à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops); e

– Mapeamento detalhado dos casos por município.

Serviço:

Lançamento do Painel Dinâmico de Proteção Animal / Supesp e Sepa

Dia 13 de janeiro de 2026

Local: auditório do Cisp, avenida Aguanambi, 2600, Aeroporto, bloco II, térreo

Horário: 10h

Natal Popular do Cariri reúne 720 brincantes e celebra a força da cultura tradicional no Cortejo Cultural do Crato

Programação reafirmou o Cariri como território vivo de saberes, memória e tradição popular

O Natal Popular do Cariri confirmou, mais uma vez, sua relevância como um dos maiores encontros da cultura popular do Ceará. Realizado no dia 4 de janeiro de 2026, o Cortejo Cultural do Crato transformou as ruas da cidade em um grande palco a céu aberto, reunindo cerca de 720 brincantes, 30 grupos do ciclo natalino e uma equipe de 30 pessoas na organização, em uma celebração coletiva marcada por fé, tradição e alegria compartilhada.

Desde as primeiras horas da concentração, na Praça do Obelisco, já era possível sentir o clima de encontro e integração entre mestres, mestras, músicos, dançarinos e brincantes. Reisados, guerreiras, bandas cabaçais, bacamarteiros, pastoris e mamulengos seguiram juntos em cortejo até a Praça da Sé, em um percurso tomado por cores, sons, cantos e símbolos que atravessam gerações e mantêm viva a cultura tradicional do Cariri.

Mais do que apresentações, o cortejo foi um exercício de convivência e troca entre os grupos. A alegria de brincar em conjunto, de dividir o espaço, o ritmo e o canto, reforçou o sentido coletivo que sustenta as tradições populares. Cada grupo levou sua identidade, mas o que se viu foi um grande corpo cultural em movimento, celebrando o Menino Deus e a força dos saberes populares.

Além do impacto simbólico e cultural, o Natal Popular do Cariri também cumpriu seu papel social ao valorizar mestres e mestras da cultura, fortalecer a circulação dos grupos e contribuir para a geração de renda e a visibilidade dos fazedores e fazedoras de cultura da região.

Como parte da programação, o evento promoverá três terreiradas nos municípios do Crato e Juazeiro do Norte, levando os grupos para seus próprios territórios de origem. As ações acontecem nos terreiros dos mestres, fortalecendo o vínculo com as comunidades, a transmissão direta dos saberes tradicionais e a vivência da cultura popular em seus espaços cotidianos.

As terreiradas serão realizadas nos seguintes locais:

  • Mestre Tico Barbosa – Sítio Leite, em Juazeiro do Norte, dia 16 de janeiro;
  • Mestre Aldenir – Escola de Reisado, bairro Bela Vista, no Crato, dia 17 de janeiro;
  • Mestre Luiz – Rua Marcelo Piancó Júnior, 69, bairro Pedrinhas/Aeroporto, em Juazeiro do Norte (ponto de referência: próximo ao CEUs), dia 18 de janeiro.

Ao longo dessas vivências, o público acompanhou apresentações de reisados, lapinhas, bandas cabaçais, bacamarteiros e o Coco Frei Damião, da mestra Marinês, reafirmando a diversidade e a força das expressões do ciclo natalino no Cariri.

O Natal Popular do Cariri é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Grendene, apoio da Secretaria da Cultura do Crato, realização do Movimento e produção da Lumiar Consultoria e Betha Produções.


SERVIÇO (realizado)

Natal Popular do Cariri – Cortejo Cultural do Crato
📅 Data: 04 de janeiro de 2026
📍 Local: Ruas do Crato (Praça do Obelisco à Praça da Sé)
🎭 Participação: 30 grupos do ciclo natalino
👥 Público envolvido: 720 brincantes

Terreiradas do Natal Popular do Cariri
📅 16 de janeiro
📍 Mestre Tico Barbosa – Sítio Leite, Juazeiro do Norte

📅 17 de janeiro
📍 Mestre Aldenir – Escola de Reisado, bairro Bela Vista, Crato

📅 18 de janeiro
📍 Mestre Luiz – Rua Marcelo Piancó Júnior, 69, bairro Pedrinhas/Aeroporto, Juazeiro do Norte
(Ponto de referência: próximo ao CEUs)

Resiliência é o talento necessário para liderar o jogo em 2026

Raul Corrêa da Silva*

O mundo atual é definido por uma volatilidade inédita. Entre guerras, disputas fiscais e um ambiente regulatório em constante transformação, a previsibilidade dos negócios tornou-se um luxo. Para o líder de hoje, e especialmente para o líder brasileiro – um verdadeiro gestor de crises desde sempre –, a resiliência não é uma qualidade, mas uma estratégia de sobrevivência e crescimento.

Afinal, como eu sempre digo, o dinheiro não some, ele só troca de lado. E é papel da liderança identificar onde estão as novas oportunidades. A esse cenário global e regulatório, somam-se as incertezas políticas internas, sobretudo em anos de eleições presidenciais. No Brasil, esse ciclo eleitoral sempre traz consigo um período de cautela e hesitação nos investimentos, com empresas e mercados aguardando a definição do futuro econômico e ao ambiente de negócios do país. 

O líder resiliente entende que esse é mais um fator de risco cíclico a ser planejado, não paralisado. É fundamental manter a serenidade, focar nos fundamentos do negócio e se antecipar a diferentes cenários macroeconômicos, em vez de suspender decisões estratégicas. 

Em um cenário de incertezas, o maior risco que uma organização pode enfrentar é a perda da coesão cultural. Uma empresa forte é aquela com uma cultura forte, e essa cultura é a âncora que impede o crescimento de se tornar fragilidade.

Acredito que a cultura é o nosso jeito de fazer as coisas, de cuidar das pessoas e dos clientes. É a identidade de cada organização. E isso não se transmite por e-mail ou por meio de um manual cheio de regras. Por isso, sou um grande defensor do trabalho híbrido em uma escala que permite o contato pessoal, o “olho no olho”. É nesse espaço físico que transmitimos história, valores, e garantimos o treinamento eficaz. Quando o turnover diminui e a performance cresce, sabemos que a cultura está sendo assimilada e que nossos colaboradores compartilham dos mesmos valores. 

Há 20 anos e hoje, o maior desafio de um líder segue sendo inspirar e gerir pessoas. No nosso setor, isso é ainda mais crítico. Nosso trabalho exige profundo conhecimento técnico, regulatório e de mercado, algo que leva tempo e não se aprende apenas na faculdade. O desafio reside na gestão da expectativa de ascensão rápida das gerações mais jovens, que estão acostumadas à velocidade da informação. É fundamental trabalhar essa ansiedade e, ao mesmo tempo, aprender com eles. 

Aprendemos que a nova geração não busca apenas um emprego, busca propósito. Ter valores claros e ser uma firma sólida é um diferencial poderoso. Para reter esses talentos, é importante investir em formação da base para cima, mantendo padrões que permitam crescer sem perder qualidade e respeitando o tempo de maturação necessário para consolidar processos e fortalecer valores.

A verdadeira resiliência nasce da capacidade do líder de gerir mundos distintos. A chave está em delegar bem, confiar nas equipes e estabelecer rotinas claras. Construir equipes autônomas e comprometidas, que permitam ao líder focar sua atuação no que é mais estratégico deve sempre ser o foco. 

A liderança resiliente em 2026 não é sobre sobreviver a crises, mas sobre utilizar a crise como combustível para o crescimento. É sobre ter a cabeça no lugar para identificar oportunidades, enquanto se fortalece o ativo mais valioso de qualquer negócio: a confiança construída com as pessoas, sustentada por uma cultura forte e por líderes que dão o exemplo. 

*Raul Corrêa da Silva, Chairman e CEO da BDO

IA não roubará empregos, mas será preciso preparar equipes e lideranças

O avanço da Inteligência Artificial (IA) tem despertado dúvidas recorrentes no mercado de trabalho, especialmente em relação ao impacto da tecnologia sobre os empregos. A grande questão gira em torno do medo e da incerteza sobre a extinção de empregos e postos de trabalho com o advento da IA. Entretanto, o professor Lacier Dias, empresário, especialista em estratégia, tecnologia e transformação digital, doutorando pela Fundação Dom Cabral e fundador e CEO da B4Data, afirma que a IA não irá roubar empregos, mas evidenciar o nível de preparo e maturidade de pessoas e empresas para lidar com essas novidades.

A discussão ainda gira em torno de extremos: de um lado, previsões alarmistas sobre o fim do trabalho humano; de outro, discursos que vendem a IA como solução automática para todos os problemas organizacionais. No meio desse cenário, a tecnologia acaba sendo vista como um atalho para compensar falhas estruturais de gestão, o que tende a gerar frustrações e resultados limitados. “Na prática, a IA não elimina postos de trabalho de forma automática. O que ela faz é evidenciar a falta de maturidade de pessoas e empresas”, ressalta o professor.

De acordo com Lacier, ferramentas de inteligência artificial funcionam como amplificadores. “Quando aplicadas em organizações com processos claros, boa gestão de dados e critérios bem definidos, aumentam produtividade e eficiência. Em ambientes desorganizados, porém, tendem a ampliar falhas, improvisos e decisões equivocadas.” Embora seja consenso que algumas funções repetitivas e mal estruturadas tendem a ser automatizadas, esse fenômeno não é novo. Movimentos semelhantes ocorreram durante a Revolução Industrial e com a popularização da internet.

O especialista alerta que o erro mais comum será tentar substituir pessoas antes de corrigir problemas de estrutura, processos e liderança. “A presença humana segue sendo essencial para as empresas, não por uma questão emocional, mas por pragmatismo organizacional. A IA não assume responsabilidades, não sustenta cultura corporativa e não constrói relações de confiança. Esses papéis continuam sendo exercidos por pessoas, especialmente em ambientes que exigem tomada de decisão, pensamento crítico e compreensão de contexto”, diz.

Empresas que investem na capacitação de seus profissionais para o uso estratégico da IA, na avaliação de Lacier, têm registrado ganhos reais de produtividade, melhor gestão do tempo e redesenho mais eficiente de funções e cargos. Já organizações que implementam a tecnologia sem preparar suas equipes enfrentam aumento de ruído interno, resistência, insegurança e pressão por cortes de custos. “Diante desse cenário, o maior risco não está na adoção da Inteligência Artificial, mas na falta de preparo das lideranças para utilizá-la com critério. O caminho apontado é a formação contínua de pessoas e a construção de modelos de gestão híbridos, nos quais tecnologia e capital humano atuem de forma complementar.”

Tramontina apresenta e-book gratuito sobre iluminação LED

A iluminação exerce papel direto no conforto visual, na segurança e na valorização dos ambientes residenciais, comerciais e corporativos. Diante da consolidação da tecnologia LED como padrão no mercado, a Tramontina apresenta um e-book gratuito com orientações técnicas voltadas à escolha, aplicação e descarte adequado de produtos de iluminação LED.

O material foi desenvolvido para apoiar eletricistas, projetistas, arquitetos, especificadores, profissionais do setor e clientes, reunindo informações claras e objetivas sobre o uso correto da tecnologia. O conteúdo aborda desde conceitos básicos até orientações práticas para o dia a dia das instalações elétricas, sempre com atenção à eficiência energética e à sustentabilidade.

Entre os temas tratados no e-book estão critérios para a escolha do LED adequado a cada ambiente, cálculo da quantidade de luz necessária, dicas de aplicação conforme o uso do espaço, cuidados para garantir maior vida útil dos produtos e orientações para o descarte responsável, em conformidade com as boas práticas ambientais.

O guia também apresenta o papel da iluminação LED na redução do consumo de energia, seu impacto na sustentabilidade e a aplicação de soluções smart, que ampliam o controle, a praticidade e a eficiência dos sistemas de iluminação em diferentes tipos de projeto.

Com linguagem acessível e abordagem técnica, o e-book integra as iniciativas da Tramontina voltadas à disseminação de conhecimento e ao apoio à qualificação dos profissionais do setor elétrico, contribuindo para instalações mais seguras, eficientes e alinhadas às demandas atuais do mercado.

O e-book Iluminação LED Tramontina está disponível gratuitamente para download no link:

https://s3.amazonaws.com/prd-assets-portal.tramontina.com/E_Book_Iluminacao_LED_Tramontina_6a9b5ea0d3.pdf

Sobre a Tramontina

A empresa brasileira fundada em 1911, com mais de 22 mil itens no portfólio, mantém produção em oito unidades fabris – seis no Rio Grande do Sul, uma em Belém (PA) e outra em Recife (PE). Atualmente, conta com mais de 10 mil funcionários e exporta seus produtos, todos com a marca Tramontina, para mais de 120 países. No portfólio estão utensílios e equipamentos para cozinha, porcelanas, eletros, ferramentas para agricultura, jardinagem, manutenção industrial e automotiva, construção civil, materiais elétricos, veículos utilitários, móveis de madeira e plástico.

Comprometida com o propósito de crescer para transformar vidas e criar laços para evoluirmos juntos, a Tramontina segue expandindo sua atuação de forma sustentável, apoiando e criando projetos que têm como foco a educação enquanto propulsora do desenvolvimento, a promoção do direito à alimentação e a criação de oportunidades para crescimento pessoal e profissional das pessoas e das comunidades em que está inserida.

Sobre a fábrica de materiais elétricos da Tramontina

Fundada em 1976, na cidade de Carlos Barbosa (RS), a fábrica de materiais elétricos da Tramontina é reconhecida pela segurança, design e soluções técnicas em materiais para instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais. Nos últimos anos, a empresa tem aplicado sua expertise na expansão do seu portfólio, com investimentos direcionados para o desenvolvimento e lançamento de linhas de produtos voltadas para projetos de elétrica e iluminação. Além disso, oferece peças injetadas de alumínio sob encomenda, contribuindo para aumentar a presença da marca em diversos segmentos. Seu moderno parque fabril ocupa uma área construída com mais de 50 mil m². No local, são fabricados mais de 7 mil itens dentro dos mais altos padrões de qualidade e precisão, sempre com matérias-primas certificadas. Desempenho, segurança e estética estão alinhados em todos os materiais elétricos produzidos pela Tramontina.

Saúde mental deixa o campo simbólico e avança na gestão empresarial

O ano virou e, com isso, o início de um calendário simbólico que ganhou espaço nas agendas corporativas brasileiras. A começar pela campanha Janeiro Branco, dedicada à saúde mental, que propõe uma reflexão mais ampla sobre bem-estar psicológico no ambiente de trabalho, indo além de campanhas pontuais e de ações reativas. Em um cenário de transformação regulatória e pressão por resultados sustentáveis, o tema passa a ocupar posição estratégica nas empresas.

Essa campanha trata da saúde mental de forma integral. A proposta envolve equilíbrio emocional, qualidade de vida e condições organizacionais que permitam relações de trabalho mais saudáveis. Para a psicóloga Bruna Antonucci, consultora em gestão de processos e pessoas, o desafio está em superar a lógica de campanhas obrigatórias e avançar para uma abordagem estruturante.

“Ao longo do ano, as empresas seguem uma pauta colorida que muitas vezes se transforma em um calendário automático de ações para o RH. O Janeiro Branco precisa ser entendido como um convite à reflexão sobre a saúde mental como um todo, não como um evento isolado”, afirma.

O debate ganha relevância adicional em 2026, com a intensificação da aplicação da Norma Regulamentadora nº 1, que reforça a responsabilidade das organizações na identificação e no gerenciamento de riscos psicossociais. Nesse contexto, falar de saúde mental deixa de ser apenas uma iniciativa de comunicação interna e passa a integrar a agenda de governança e conformidade.

“Em um ano em que a NR1 começa a valer de forma mais concreta, iniciar o ano discutindo saúde mental é essencial. Isso exige olhar para a cultura organizacional e entender se a empresa, de fato, dissemina a ideia de equilíbrio emocional e bem-estar”, diz Bruna.

Segundo a especialista, a abordagem adequada não deve buscar soluções definitivas ou discursos de cura. A saúde mental, explica, está associada a equilíbrio contínuo e à capacidade da organização de criar condições favoráveis ao trabalho sustentável. “Não falar de cura quando se fala em saúde mental. Existe equilíbrio, qualidade de vida e bem-estar. É um processo permanente, que depende das escolhas institucionais feitas todos os dias, ao invés de cura é imprescindível se falar do preconceito, medo e receio que as pessoas possuem em relação ao tema.

Para que o Janeiro Branco tenha impacto real, Bruna defende que empresas, lideranças e áreas de recursos humanos façam uma avaliação honesta do ambiente interno. Isso envolve analisar cargas de trabalho, relações hierárquicas, práticas de gestão e coerência entre discurso e prática. “É preciso avaliar como está essa balança dentro dos times e da cultura organizacional. Só assim falamos de saúde mental de forma concreta.”

A discussão também dialoga com estudos recentes que apontam o aumento dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, segundo dados da Previdência Social. O avanço desses indicadores reforça a necessidade de políticas preventivas e integradas, que não se limitem a ações sazonais.

“Quando a empresa assume esse diagnóstico com seriedade, a NR1 deixa de ser apenas uma exigência legal e passa a fazer sentido na prática. É nesse ponto que a saúde mental se torna parte da estratégia e não apenas do calendário”, conclui Bruna Antonucci.