Economia circular representa 5,8% dos empregos no mundo, com 142 milhões de profissionais

Os debates em torno da “economia circular” e dos efeitos da transição profissional na escalada global vêm preocupando autoridades internacionais. Com o mercado aquecido, aproximadamente 142 milhões de profissionais já estão empregados no modelo sustentável – o que corresponde a 5,8% da taxa de empregos global, à exceção do setor agrícola. 

O assunto ganhou novos desdobramentos no último relatório em conjunto da Circle EconomyGrupo Banco MundialOrganização Internacional do Trabalho (OIT) e Parceria das Nações Unidas para Ação em Economia Verde (UN-PAGE). O estudo, intitulado “Emprego na Economia Circular”, revela que a transição para uma ‘economia circular’ representa oportunidades para a geração de empregos em patamar mundial

Desde artesãos e catadores de resíduos a big corps e multinacionais, que adotaram modelos de negócios circulares, a escalada no número de profissionais é um alento após as taxas globais de circularidade caírem de 9% em 2018 para 6,9% em 2025. Contra a maré, as regiões do Pacífico, Ásia e Américas foram as que apresentaram maior taxa de empregos circulares (em até 6,4%), reconfigurando todo o território internacional.

O Brasil e a região Nordeste como protagonistas da “economia circular”

Citado no relatório pelas iniciativas que integram ‘catadores de resíduos’ aos moldes formais, o Brasil tem dado o pontapé em iniciativas voltadas à “economia circular”, como o Plano Nacional de Economia Circular (2025–2034); o Projeto de Lei nº 5.662 que institui a Política Nacional de Economia Circular; além do Plano de Transformação Ecológica ‘Novo Brasil’, do Ministério da Fazenda

Entre as regiões, o Nordeste tem alcançado o protagonismo sustentável, através de iniciativas que posicionam os 9 estados como ‘polos itinerantes de sustentabilidade’, com o triênio do ‘Fórum Nordeste de Economia Circular’ (FNEC). Realizado pela LB Cultura Circular e instância articuladora do Instituto Reinventando Futuros, a embaixadora Liu Berman é uma das responsáveis por coordenar uma plataforma de alcance internacional, conectando territórios a estratégias sustentáveis e políticas públicas. 

“O FNEC se consolidou como uma plataforma permanente de articulação territorial no Nordeste, especialmente com a nova edição em Fortaleza (CE). Temos orgulho de contribuir para esse movimento histórico do fortalecimento da economia circular no país. A região nordestina vem se posicionando como protagonista nos eixos de sustentabilidade e da geração de empregos circulares, mesmo diante dos desafios impostos por uma das maiores faixas semiáridas do Brasil. Isso demonstra a capacidade do território de transformar o modelo ‘extrair-produzir-descartar’ em soluções regenerativas, baseadas em inovação, cooperação e impacto social”, comenta Liu Berman

O Fórum é responsável por dialogar com comunidades internacionais, trazendo 200 delegações somente na edição do Ceará. Para Berman, o contato das comunidades e autoridades mundiais com lideranças locais (indígenas, femininas, empreendedor periférico, jovens e territórios tradicionais) orienta decisões e define prioridades estratégicas da conferência. 

A decisão é pré-estabelecida desde a fundação do Fórum, em 2023, mas encontrou conformidade com o estudo “Emprego na Economia Circular”. Isso porque mais de 74 milhões de trabalhadores atuais seguem empregados na economia informal e necessitam de estratégias que combinem proteção do setor público-privado, para combater condições de trabalho precárias. Nesse cenário, Berman reforça que as ações de ‘Diversidade e Inclusão’ (D&I) são essenciais para um olhar sensível e estratégico feito a partir de grupos historicamente marginalizados da base produtiva.

‘Diversidade e Inclusão’ (D&I) como pilar da escalada da ‘economia verde’ 

A consolidação da economia circular como vetor de emprego exige enfrentar a informalidade e ampliar a participação de grupos historicamente sub-representados. Indo além do campus corporativo, as estratégias de ‘Diversidade e Inclusão’ (D&I) ganharam destaque na economia circular, por articular grupos sub-representados à frente das agendas ambientais e econômicas.Pessoas negras, LGBTQIAPN+, mulheres, PCDs, lideranças indígenas, jovens, catadores e outras comunidades estão na vanguarda das articulações do Fórum Nordeste de Economia Circular e no impacto acerca dos nove estados no Brasil

Tendo em vista que apenas as mulheres representam 26% dos trabalhadores da economia circular, segundo o relatório “Emprego na Economia Circular”, a Coordenadora do GT de ‘Diversidade e Inclusão’ do FNEC e Diretora de Projetos do Instituto ‘Reinventando Futuros’, Priscilla Arantes, destaca a necessidade de conversar com diferentes comunidades na formulação de soluções estruturantes. “O D&I integra o DNA do FNEC desde sua primeira edição, em Salvador (BA), entendendo que a ‘economia circular’ só é possível quando há equidade territorial, justiça social e inclusão produtiva”, comenta. 

Na edição em Fortaleza (CE), essa atuação é consolidada por meio do ‘Grupo de Trabalho (GT) de Diversidade e Inclusão’ e do ‘Edital de Juventudes’, que atuam de maneira transversal na curadoria, governança, mobilização, construção metodológica das atividades e na linguagem institucional. 

Ainda segundo Priscilla Arantes, a consolidação da economia circular como força global de geração de emprego dependerá não apenas de metas ambientais e crescimento de mercado, mas da capacidade de transformar a ‘Diversidade e Inclusão’ em estratégias estruturantes“Dessa forma, garantimos uma transição sustentável e justa, representativa, socialmente transformadora. O legado que já atravessa 142 milhões de pessoas só tende a crescer, e queremos posicionar o Brasil e o Nordeste no centro dessas negociações”, conclui. 

SERVIÇO 

[Ano III do Fórum Nordeste de Economia Circular]
Quando:  de 25 a 27 de março (as atividades do dia 26 de março, pela manhã, são reservadas a convidados)
Onde:
Hub Cultural Porto Dragão: rua Bóris, 90 C – Centro, Fortaleza – CE, 60060-190
KUYA — Centro de Design do Ceará: rua Sen. Jaguaribe, 323 – Mousa Brasil, Fortaleza – CE, 60010-010
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura: rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, Fortaleza – CE, 60060-390
Evento gratuito 

Santander reúne empresários na loja GAC Fortaleza

O Santander reuniu um grupo de empresários e investidores cearenses para falar sobre investimentos, construção e proteção de patrimônio, além de inovação e tecnologia. O encontro ocorreu na concessionária da GAC em Fortaleza.

Os empresários presentes, entre eles o CEO da GAC Fort, Wellington Júnior, e sua esposa, a empresária Renata Holanda, puderam acompanhar os especialistas do Banco observando os cenários econômicos do país, com possíveis reflexos no Ceará, e estratégias importantes para quem deseja investir e reforçar seu patrimônio.

“Reunimos clientes em um ambiente de relacionamento e conteúdo qualificado, falando sobre investimentos, construção e proteção de patrimônio, além de inovação e tecnologia. Conectamos o futuro do mercado financeiro à expertise e sofisticação dos carros GAC”, comentou Rafael Fernandes, head do Santander Select no Ceará, que esteve à frente do evento, na quinta-feira passada, juntamente com Nayane Tíssia, líder Select Santander Fortaleza.

Insight.360 reúne líderes empresariais e profissionais de marketing em encontro estratégico em Fortaleza

O evento Insight.360 reuniu gestores empresariais e profissionais de marketing na noite de 27 de fevereiro, em Fortaleza, com o objetivo de promover a troca qualificada de experiências sobre estratégia, criatividade e construção de marcas. A iniciativa foi idealizada pela Being Marketing, Brif Studio Criativo, DIV e Numeratti, e contou com participação de convidados.

Realizado em formato exclusivo, o encontro marcou o Dia do Publicitário e foi direcionado a tomadores de decisão interessados em discutir, de forma prática e aplicada, os desafios atuais do marketing, o papel da estratégia na geração de valor e os caminhos para o fortalecimento de marcas em ambientes competitivos.

A programação incluiu palestra conduzida por Bosco Couto, consultor de marketing e estratégia e sócio da Being Marketing. Durante sua apresentação, o especialista abordou tendências do setor, mudanças no comportamento do consumidor e a importância do alinhamento entre posicionamento, comunicação e objetivos de negócio.

O evento também contou com a apresentação de cases, por meio de estandes de marcas desenvolvidas pelas empresas organizadoras. Entre os projetos apresentados, estiveram La Paleta, Vovó Branca e Duboi Black, permitindo aos convidados conhecer, na prática, processos de criação de identidade, posicionamento e execução estratégica.

Honda Nossamoto promove mutirão com mais de 100 vagas de emprego em Fortaleza e Região Metropolitana

A Honda Nossamoto, concessionária do Grupo Carmais, realiza, no próximo sábado, 7 de março, um mutirão de recrutamento com mais de 100 oportunidades de emprego destinadas às suas unidades em Fortaleza e na Região Metropolitana. A ação ocorre das 8h às 16h, na loja matriz da concessionária, localizada na Avenida Imperador, nº 1676, no bairro Farias Brito.

As vagas contemplam as lojas Matriz, Caucaia, Conjunto Ceará e Siqueira, com oportunidades para os cargos de consultor de veículos de showroom e consórcio, além de posições nos setores de pós-venda e CRM. A iniciativa busca reforçar o quadro de colaboradores para atender à demanda operacional das unidades.

Os candidatos poderão iniciar o processo seletivo de forma online pelo link https://matchvagasdeemprego.lovable.app, escolhendo a vaga desejada e inserindo as informações solicitadas. No dia do evento o atendimento será por ordem de chegada e os candidatos devem comparecer munidos de currículo atualizado e documentação pessoal com foto. De acordo com a empresa, a seleção seguirá um formato ágil e organizado, com foco na transparência das etapas.

Serviço
Mutirão de Vagas – Honda Nossamoto

Data: 7 de março
Horário: das 8h às 16h
Local: Avenida Imperador, 1676 – Farias Brito, Fortaleza
Vagas: mais de 100 oportunidades
Cargos: Consultor de Veículos (Showroom e Consórcio), Pós-venda e CRM
Inscrições online: https://matchvagasdeemprego.lovable.app 

Dia Mundial da Obesidade: Casos crescem 118% no Brasil e em Fortaleza condição atinge um em cada quatro pessoas

Levantamento do Vigitel aponta que 62% dos brasileiros têm excesso de peso; na capital cearense, 23,1% da população adulta têm obesidade

O número de pessoas com obesidade aumentou 118% nas últimas duas décadas no Brasil, segundo dados mais recentes do Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde. Atualmente, mais de 62% dos brasileiros apresentam excesso de peso (condição que engloba sobrepeso e obesidade), consolidando o problema como um dos principais desafios de saúde pública do país.

Em Fortaleza, o cenário é ainda mais preocupante e exige ação imediata. De acordo com o último levantamento, a obesidade atinge 23,1% da população adulta, cerca de um em cada quatro fortalezenses. Além disso, 59,5% dos adultos apresentam excesso de peso, seis em cada dez pessoas. 

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – Capítulo Ceará, Dr. Paulo Campelo, os números confirmam que o problema é estrutural e acendem um alerta. “A obesidade é uma doença crônica, complexa, progressiva e multifatorial, relacionada a fatores genéticos, metabólicos, ambientais e comportamentais. O paciente precisa de acompanhamento médico adequado, assim como ocorre com qualquer outra doença. Não se pode fechar os olhos e normalizar a obesidade”, afirma.

O especialista ressalta que a condição é tratável, mas o atraso na busca por atendimento aumenta o risco de complicações como doenças cardiovasculares, apneia do sono, câncer e diabetes tipo 2. “Não se trata apenas de emagrecer por estética ou aceitação social, mas de tratar uma condição que compromete a saúde ao longo dos anos. O acompanhamento especializado é fundamental para definir a melhor abordagem”, explica.

Conscientização e acesso ao tratamento

Dr. Paulo Campelo salienta que há casos em que a obesidade atinge um grau de complexidade metabólica que não responde mais apenas a dietas e exercícios físicos. “Para esses pacientes, o tratamento clínico com medicamentos específicos ou a cirurgia bariátrica deixam de ser alternativas e passam a ser indicações. A proposta não é substituir hábitos saudáveis, mas oferecer uma ferramenta eficaz quando mudanças isoladas no estilo de vida já não são suficientes para que a pessoa chegue a um peso compatível com sua saúde e reduza riscos associados”. 

O especialista reitera que nenhum tratamento funciona de forma isolada. “Os resultados duradouros só acontecem quando há mudança real de hábitos e acompanhamento médico contínuo. Isso envolve reeducação alimentar, prática regular de atividade física, controle do sono e suporte psicológico. Sem esse cuidado permanente, o organismo tende a recuperar peso ao longo do tempo, já que a obesidade envolve mecanismos hormonais e metabólicos”, destaca.

Celebrado em 4 de março, o Dia Mundial da Obesidade reforça a importância da prevenção e do acesso ao tratamento adequado. Para o Dr. Paulo Campelo, a data é um chamado à ação. “Estamos falando de reduzir o risco de infarto, AVC, diabetes e diversas outras doenças graves. O combate à obesidade não é uma luta individual, mas um esforço coletivo. Sociedade, profissionais de saúde e poder público precisam atuar juntos para fortalecer políticas públicas e garantir acesso a tratamento e suporte adequados”, conclui.

Uma voz feminina na linha de frente da cannabis medicinal no Brasil

Da dor crônica à liderança em um mercado em transformação, Michele Farran potencializa empreendedorismo, informação e ativismo em prol dos pacientes

Curitiba, março de 2026 – Aos 22 anos, Michele Farran recebeu um diagnóstico que mudou o rumo da sua vida: artrite reumatoide. Jovem, criativa, estudante universitária e cheia de planos, ela passou a conviver com dores diárias, inflamações persistentes e limitações que não combinavam com sua energia inquieta. A rotina deixou de ser apenas produtiva — tornou-se também um exercício constante de resistência.

Vieram os tratamentos convencionais, as consultas, as medicações e as tentativas sucessivas de estabilizar a doença. Vieram, também, as frustrações. Viver com uma condição autoimune significava adaptar sonhos, reorganizar o corpo e aceitar que nem sempre o protocolo médico entregaria qualidade de vida. A virada começou quando Michele conheceu o canabidiol como alternativa terapêutica. “Não foi uma decisão impulsiva, mas fruto de pesquisa, orientação e necessidade. Aos poucos, os efeitos apareceram: redução das dores, melhora da mobilidade, mais disposição. Pela primeira vez em muito tempo, senti que recuperava o protagonismo sobre a minha própria história”, destaca Michelle.

A experiência pessoal despertou uma inquietação maior. Se o tratamento havia transformado sua qualidade de vida, por que ainda era tão difícil acessá-lo? Entre burocracias, desinformação e estigmas, Michele percebeu que o caminho para a cannabis medicinal no Brasil ainda é complexo — especialmente para pacientes em situação de vulnerabilidade. Foi dessa constatação que nasceu a Cannabis Company, em Curitiba (PR). “Mais do que um empreendimento, o negócio carrega um propósito claro: ampliar o acesso, oferecer informação responsável e acolher pacientes que chegam fragilizados, muitas vezes depois de uma longa jornada de tentativas frustradas”, destaca a empreendedora.

A Cannabis Company é uma farmácia que trabalha exclusivamente com cannabis medicinal, criada com o propósito de ampliar o acesso seguro, regulamentado e responsável a tratamentos à base de canabinoides. Com produtos à pronta entrega e atuação alinhada às normas sanitárias brasileiras, oferece orientação, informação qualificada e suporte aos pacientes que buscam alternativas terapêuticas com prescrição médica. Mais do que um ponto de venda, a Cannabis Company se posiciona como um espaço de acolhimento e educação, contribuindo para desmistificar o tema e fortalecer o uso consciente e científico da cannabis medicinal no país.

Hoje, aos 37 anos, Michele é sócia da farmácia e também uma voz ativa nas discussões sobre regulamentação e regulação da cannabis medicinal no Brasil. Acompanha o cenário legislativo, participa de debates e defende políticas públicas que garantam segurança jurídica, qualidade dos produtos e acesso mais democrático ao tratamento. No Brasil, a cannabis medicinal é permitida, mas ainda enfrenta regras restritivas. Com a nova regulamentação da Anvisa em 2026, o país passou a ter normas mais claras para cultivo, produção e comercialização, ampliando a oferta nacional, reduzindo a dependência de importados e garantindo mais segurança jurídica, além de incentivar pesquisa e ampliar o acesso dos pacientes aos tratamentos. “Essas mudanças fortalecem a base técnica e sanitária do setor, possibilitando maior acesso terapêutico, incentivo à pesquisa e desenvolvimento nacional, e contribuindo para que tratamentos com canabinoides sejam mais acessíveis”, explica Michele.

Formada em Cinema, Design de Moda e Design Gráfico, e fundadora da Agência de Design Cidadã, Michele destaca que sempre buscou profundidade em seus projetos, e isso torna-se ainda mais intenso quando a vida de outras pessoas está em discussão. “A ideia de transformar narrativas superficiais em experiências com intenção agora se reflete na forma como conduzo um negócio na área da saúde. Escuta, responsabilidade e base científica são tópicos indispensáveis”, reflete Michele.

Neurodivergente e convivendo há cerca de uma década com doenças autoimunes, Michele conhece de perto a vulnerabilidade que acompanha um diagnóstico crônico. “Essa vivência moldou minha forma de empreender. Cada decisão carrega a memória da jovem que buscava respostas para a própria dor, e que hoje trabalha para que outras pessoas encontrem caminhos mais curtos, mais seguros e mais humanos”, destaca a especialista. Entre desafios pessoais e barreiras regulatórias, Michele Farran construiu mais do que uma empresa; ela construiu uma ponte entre informação e acesso, entre ciência e acolhimento e transformou sua própria batalha em movimento coletivo. “Tenho muito orgulho em minha história refletida em um trabalho que pode beneficiar a vida de milhões de brasileiros”, completa Michelle.