Eduardo Bismarck reforça apoio à criação da Comenda Padre Cícero de Desenvolvimento Regional

O deputado federal Eduardo Bismarck (PV-CE) reforçou seu apoio ao Projeto de Resolução (PRC) 34/2026, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que institui a Comenda Padre Cícero Romão Batista de Desenvolvimento Regional. A proposta prevê a concessão anual da homenagem a personalidades e instituições que contribuam para o desenvolvimento econômico, social e regional do Nordeste.

Ao defender a aprovação da matéria, Bismarck destacou a importância de reconhecer o legado de Padre Cícero como uma das maiores referências históricas, religiosas e sociais da região Nordeste, especialmente para o povo cearense.

“A gente tem uma comenda com o nome do Padre Cícero que, para nós, cearenses, possui uma relevância muito grande. Além de homenagear o desenvolvimento regional, ela eterniza o nome de Padre Cícero na história do Brasil”, afirmou o parlamentar.

Segundo Eduardo Bismarck, Padre Cícero desempenhou papel decisivo no desenvolvimento do Cariri cearense, contribuindo para a integração e o fortalecimento econômico e social da região. Para o deputado, a criação da comenda representa o reconhecimento de um legado que ultrapassa a dimensão religiosa e permanece como símbolo do desenvolvimento regional.

O PRC 34/2026 propõe que a homenagem seja concedida anualmente pela Câmara dos Deputados a pessoas e instituições que se destacam pela contribuição ao desenvolvimento do Nordeste brasileiro.

PAX esclarece atuação na Expocrato e afirma que tecnologia é utilizada para apoiar investigações policiais

A empresa PAX, por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou esclarecimentos sobre sua participação na Expocrato 2026 e rebateu informações que, segundo a companhia, podem gerar interpretações equivocadas acerca de sua atuação e de sua tecnologia de inteligência artificial aplicada à segurança pública.

De acordo com a empresa, a PAX é uma empresa brasileira especializada em inteligência artificial voltada ao apoio das forças de segurança pública, estando presente em mais de 50 cidades distribuídas em três estados. Conforme a companhia, sua tecnologia já contribuiu para a elucidação de mais de 2.500 casos policiais no Brasil somente neste ano.

Em nota, a empresa afirma que não existe qualquer decisão que suspenda suas operações nos locais onde atua. Segundo a PAX, as denúncias apresentadas contra a empresa decorreram do contexto eleitoral e foram propostas por representantes de partidos políticos, sendo que, de acordo com a companhia, esses questionamentos vêm sendo esclarecidos e arquivados pelos órgãos competentes.

Sobre o contrato firmado em São Paulo, a empresa informa que o Ministério Público arquivou o pedido de investigação relacionado ao contrato com a Prodesp. Conforme destacado pela PAX, o órgão concluiu que não havia elementos concretos e minimamente consistentes que justificassem a continuidade da apuração, não sendo admissível a investigação baseada apenas em conjecturas ou divergências interpretativas desacompanhadas de indícios objetivos de irregularidade.

Em relação ao Estado de Goiás, a empresa esclarece que houve uma decisão liminar sobre a expansão do programa IA Contra o Crime, sem análise do mérito da ação. Segundo a PAX, essa decisão foi posteriormente cassada pelo Tribunal de Justiça goiano, permitindo a continuidade da expansão da iniciativa.

Quanto ao Paraná, a companhia afirma que a suspensão determinada pelo Tribunal de Contas do Estado refere-se exclusivamente a um pregão específico integrante do Programa Olho Vivo, procedimento do qual a PAX sustenta não ter participado. Ainda segundo a empresa, sua tecnologia continua sendo utilizada normalmente no programa para auxiliar as atividades das forças policiais.

Sobre sua participação na Expocrato 2026, a PAX informa que sua atuação ocorre por meio de um acordo de cooperação firmado com o poder público e tem caráter de teste de campo. Segundo a empresa, a iniciativa busca avaliar o emprego da tecnologia como ferramenta de apoio à segurança pública no Ceará, dentro de modelos de cooperação já utilizados pela Administração Pública.

A empresa ressalta, por fim, que a experiência na Expocrato tem como objetivo demonstrar o potencial da tecnologia para auxiliar as forças de segurança na prevenção e investigação de crimes, reforçando que sua participação no evento observa os parâmetros estabelecidos no acordo de cooperação celebrado para a realização do projeto-piloto.

São João de Maracanaú se torna case de sucesso em segurança inteligente com uso de IA

Tecnologia desenvolvida pela cearense HowBe integrou Inteligência Artificial, videomonitoramento e análise em tempo real para reforçar a segurança de um dos maiores festejos juninos do Brasil

O São João de Maracanaú, um dos maiores eventos juninos do país, tornou-se um exemplo de como a Inteligência Artificial pode transformar a segurança de grandes eventos. Responsável pela operação tecnológica do festejo, a cearense HowBe implementou uma plataforma integrada de videomonitoramento inteligente, análise de imagens em tempo real e apoio à tomada de decisão, reforçando a atuação das forças de segurança e elevando o padrão de proteção ao público durante toda a programação.

A operação foi estruturada para oferecer monitoramento contínuo de áreas estratégicas, utilizando recursos de Inteligência Artificial capazes de identificar padrões de comportamento, analisar imagens em tempo real e ampliar a capacidade de resposta das equipes envolvidas na segurança do evento. A integração entre tecnologia e operação permitiu uma atuação mais preventiva, eficiente e coordenada.

Para o CEO da HowBe, Salim Bayde, o case demonstra que a Inteligência Artificial já deixou de ser uma tendência para se consolidar como uma ferramenta essencial na gestão da segurança pública e privada.

“Grandes eventos exigem respostas rápidas, inteligência operacional e decisões baseadas em dados. A tecnologia permite que as equipes atuem de forma mais estratégica, antecipando situações de risco e aumentando a eficiência das operações. O São João de Maracanaú mostra que a Inteligência Artificial é uma aliada fundamental para tornar eventos desse porte mais seguros”, afirma.

Mais do que fornecer equipamentos, a HowBe desenvolveu uma arquitetura tecnológica personalizada para atender às necessidades do evento, integrando câmeras inteligentes, sistemas de videomonitoramento e ferramentas avançadas de análise em uma única plataforma operacional.

Especializada em soluções de Tecnologia da Informação, Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), videomonitoramento inteligente e controle de acesso, a empresa possui atuação nacional e experiência em projetos de alta complexidade voltados tanto para o setor público quanto para o mercado corporativo.

“O nosso diferencial é compreender a realidade de cada operação. Cada evento possui desafios específicos e exige uma estratégia tecnológica própria. Desenvolvemos soluções personalizadas que unem inovação, inteligência e eficiência operacional para apoiar quem está na linha de frente da segurança”, destaca Salim Bayde.

O case do São João de Maracanaú reforça o potencial da tecnologia desenvolvida no Ceará para atender operações de grande escala e consolida a HowBe como referência em soluções inteligentes para segurança de grandes eventos, demonstrando como a Inteligência Artificial pode contribuir para ambientes mais seguros, conectados e eficientes.

Sobre a HowBe 

A HowBe é uma empresa de tecnologia especializada no desenvolvimento de soluções sob medida em Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Videomonitoramento e Segurança Cibernética. 

Com DNA cearense e operação nacional abrangendo Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Brasília e Pará, a companhia gerencia cerca de 8.000 dispositivos inteligentes e conta com uma equipe de 300 especialistas focados em transformar dados e imagens em soluções estratégicas para o sucesso empresarial e governamental. 

Lanlink apoia órgão do Judiciário estadual na modernização do monitoramento de TI

Projeto centralizou ambientes, atualizou ferramentas e ampliou a visibilidade operacional da infraestrutura tecnológica que sustenta serviços digitais essenciais

A Lanlink conduziu um projeto de modernização de monitoramento de TI de um órgão estadual na esfera judiciária, com foco em fortalecer a governança e reduzir riscos associados à gestão descentralizada da infraestrutura tecnológica. A atuação envolveu a atualização das ferramentas utilizadas, centralização dos ambientes em uma única instância, revisão dos ativos monitorados e a capacitação das equipes internas, contemplando o aperfeiçoamento das plataformas Zabbix, solução de monitoramento de infraestrutura, e do Grafana, voltada à construção de dashboards operacionais. 

Anteriormente, a instituição atuava com múltiplas instâncias de monitoramento sem comunicação entre si, ferramentas desatualizadas e grupo de ativos fora do acompanhamento oficial, cenário que dificultava a visão consolidada do ambiente e reduzia a capacidade de antecipar falhas ou eventos críticos. 

Após a implantação, a instituição passou a contar com um ambiente de monitoramento mais integrado, com dashboards mais claros, maior controle sobre os ativos e redução de ruídos operacionais, como falsos positivos. A nova estrutura também contribuiu para uma rotina de acompanhamento mais eficiente e para uma gestão mais estratégica da infraestrutura de TI.

Com impacto direto na capacidade de sustentação dos serviços digitais, a maturidade do monitoramento de TI em órgãos públicos ajuda nas respostas a eventos com mais precisão, mantendo a continuidade de processos essenciais à operação e contribuindo na prestação de serviços à sociedade. 

Sobre a Lanlink

Com mais de 37 anos de história, a Lanlink é uma empresa especializada em infraestrutura de TI, nuvem, dados & IA, produtividade digital e segurança da informação, reconhecida como a empresa brasileira com maior número de especializações avançadas Microsoft, incluindo a certificação Azure MSP Expert. Parceira de líderes globais como Microsoft, IBM, Lenovo e Oracle, conta com cerca de 1300 colaboradores, mais de 1000 certificações técnicas e um histórico de 66 prêmios internacionais. No portfólio de clientes, estão nomes de relevância no mercado, como Amaggi, Grupo Edson Queiroz, M Dias Branco e Café 3 Corações.

Tecnologia da Expocrato é de empresa investigada que busca apresentar sistema ao Governo

A segurança da Expocrato 2026, realizada entre os dias 11 e 19 de julho, no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti, no Crato, conta com sistema de videomonitoramento baseado em tecnologia da empresa Paladium Corp, atualmente denominada Pax. A utilização da plataforma ganha relevância porque a companhia, que acumula investigações, suspensões e questionamentos em contratos públicos nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás, busca agora apresentar sua tecnologia ao Governo do Ceará por meio de uma Prova de Conceito (POC) — uma demonstração técnica destinada exclusivamente à avaliação do sistema, sem que isso represente contratação ou operação da empresa no Estado.

Atualmente, a Pax não possui operação de videomonitoramento em funcionamento no Ceará. O que existe é a intenção de realizar uma Prova de Conceito, procedimento utilizado para que gestores públicos conheçam o desempenho da tecnologia antes de qualquer eventual decisão administrativa.

A demonstração ocorre em um momento em que a empresa deixou de operar projetos que estiveram no centro de controvérsias em outras unidades da Federação, tornando a possível apresentação da tecnologia ao Ceará um tema acompanhado com atenção por especialistas em segurança pública, transparência administrativa e proteção de dados.

Expocrato utiliza tecnologia da Pax

Durante a Expocrato 2026, uma das maiores feiras agropecuárias e eventos culturais do Nordeste, o sistema de videomonitoramento empregado na segurança do evento utiliza tecnologia desenvolvida pela antiga Paladium Corp, hoje denominada Pax.

Embora a participação no evento seja distinta de eventual contratação para a segurança pública estadual, o uso da tecnologia coloca novamente a empresa em evidência justamente quando ela busca apresentar sua solução tecnológica ao Governo do Ceará por meio da fase de testes conhecida como Prova de Conceito.

Serviço é prestado gratuitamente na Expocrato como demonstração tecnológica

Segundo informações obtidas pela reportagem, a tecnologia disponibilizada pela Pax para a Expocrato 2026 está sendo fornecida sem custos para a organização do evento, caracterizando uma demonstração operacional da plataforma, semelhante ao modelo de Prova de Conceito (POC), utilizado para permitir que potenciais clientes avaliem o desempenho da solução antes de eventual negociação comercial.

O que é a Prova de Conceito

A Prova de Conceito (POC) consiste em uma demonstração operacional destinada a permitir que a administração pública avalie o desempenho de determinada solução tecnológica antes de decidir se há interesse em futura contratação.

Trata-se de uma etapa de avaliação técnica. Sua realização, por si só, não significa contratação da empresa nem implantação definitiva do sistema, mas pode subsidiar futuras decisões administrativas.

Contrato milionário é investigado em São Paulo

Em São Paulo, a antiga Paladium Corp é alvo de investigação conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) sobre contrato de R$ 475,8 milhões relacionado ao programa Muralha Paulista.

O procedimento apura possíveis irregularidades na contratação da tecnologia sem licitação.

Segundo representações apresentadas ao tribunal pelo advogado Dorival Assis Júnior e pelo deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) teria sido utilizada como intermediária na contratação da empresa privada.

A investigação busca esclarecer se o modelo adotado observou as exigências legais para contratação pública.

Mudança de marca manteve a mesma estrutura e levanta debate sobre conflito de interesses

A empresa investigada em São Paulo é a mesma que atualmente atua sob a marca Pax.

Registrada como Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda., a companhia promoveu apenas uma mudança de identidade comercial, permanecendo inalterados o CNPJ, a estrutura societária e seus administradores.

A empresa pertence ao empresário cearense David Peixoto e tem como diretor Sandro Caron, ex-superintendente da Polícia Federal e ex-secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.

A participação de um ex-chefe da segurança pública estadual na direção da empresa que pretende apresentar sua tecnologia ao Governo do Ceará acrescenta um componente de sensibilidade institucional ao processo e suscita discussões sobre eventual conflito de interesses. Isso porque Sandro Caron ocupou um dos principais cargos estratégicos da área de segurança do Estado, mantendo, durante sua gestão, interlocução com órgãos responsáveis pela formulação e execução de políticas públicas de segurança.

Especialistas em governança pública costumam apontar que, em situações envolvendo ex-agentes públicos em posições de direção de empresas interessadas em contratar com o Poder Público, é recomendável que todos os atos administrativos sejam conduzidos com ampla publicidade, fundamentação técnica e mecanismos de controle, de modo a afastar qualquer dúvida quanto à lisura do procedimento. A existência desse debate evidencia a importância do acompanhamento pelos órgãos de controle e pela sociedade.

Questionamentos também alcançaram Paraná e Goiás

No Paraná, a empresa participou da operação tecnológica do programa Olho Vivo, posteriormente alvo de questionamentos envolvendo transparência contratual, acesso a bases de dados sensíveis e cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou a suspensão de novas contratações relacionadas ao programa enquanto analisa as representações apresentadas.

Em Goiás, a Justiça suspendeu contrato de R$ 304,8 milhões firmado sem licitação entre o governo estadual e a Pax AI para implantação de sistema de videomonitoramento com inteligência artificial.

A decisão atendeu pedido do Ministério Público de Goiás, que apontou indícios de direcionamento na contratação, determinando a suspensão dos efeitos do contrato até nova deliberação judicial.

Demonstração no Ceará ocorre sob atenção

Diante do histórico da empresa em outros estados, a intenção de apresentar sua tecnologia ao Governo do Ceará por meio de uma Prova de Conceito tende a ser acompanhada com atenção por especialistas e órgãos de controle.

O debate envolve não apenas a eficiência das ferramentas de inteligência artificial e videomonitoramento, mas também aspectos relacionados à transparência, proteção de dados, governança, planejamento técnico e observância das regras aplicáveis às futuras contratações públicas.

Caso a demonstração técnica avance para etapas posteriores, eventuais processos de contratação deverão observar os requisitos legais, a ampla publicidade, os princípios da administração pública e os mecanismos de fiscalização previstos na legislação.

PAX presta esclarecimentos sobre a reportagem

A Pax é uma empresa brasileira de inteligência artificial dedicada a apoiar forças de segurança pública a resolver mais crimes, com mais eficiência. A empresa está presente em mais de 50 cidades em três estados e a tecnologia oferecida já ajudou a Polícia a resolver mais de 2.500 casos no país neste ano.

É preciso fazer alguns esclarecimentos a respeito de pontos colocados na reportagem que podem causar julgamentos equivocados sobre a atuação da empresa. Inicialmente, não há nenhuma decisão suspendendo as operações da Pax em qualquer lugar onde a empresa tem atuado. Ao contrário, as poucas denúncias apresentadas – todas motivadas pelo contexto eleitoral e de autoria de representantes de partidos políticos – vêm sendo pouco a pouco esclarecidas e extintas. Especificamente:

Em São Paulo, o Ministério Público já arquivou o pedido de investigação sobre o contrato com a Prodesp, afirmando que a investigação não poderia seguir por não estar “amparada em elementos concretos e minimamente consistentes, não sendo admissível a continuidade de apuração fundada exclusivamente em conjecturas ou em divergências interpretativas desacompanhadas de indícios objetivos de ilicitude, hipótese observada nos presentes autos”.

Em Goiás, houve uma liminar concedida sem análise de mérito sobre a expansão do programa IA Contra o Crime, imediatamente cassada pelo Tribunal de Justiça do estado. A expansão da iniciativa segue em curso.

No Paraná, a suspensão determinada pelo TCE-PR refere-se a um pregão específico dentro do Programa Olho Vivo, uma etapa da qual a Pax não teve qualquer relação ou participação. O uso da tecnologia da empresa no âmbito do programa segue ativa, apoiando o trabalho da polícia.

Quanto à Expocrato, a participação da empresa no evento está respaldada por acordo de cooperação e ocorre dentro de parâmetros já utilizados pela Administração Pública, servindo como um teste de campo para avaliar o uso desta tecnologia em apoio à segurança pública no Ceará.

Jurídico estratégico ganha espaço nas decisões e fortalece a gestão de riscos nas empresas

Durante muito tempo, as empresas enxergaram o departamento jurídico como uma área dedicada à solução de conflitos e acompanhamento de litígios. Contudo, esse panorama tem se transformado. Através da crescente complexidade regulatória e exigência de uma gestão de riscos eficaz, os profissionais do Direito atuam ativamente nas decisões que definem os rumos das organizações.

Para Marcelo Camargo, sócio da Agrifoglio Vianna, especialista em Direito Securitário e com MBA em Direito Empresarial Econômico na FGV, essa transformação é especialmente evidente no mercado de seguros, onde o planejamento jurídico influencia diretamente a sustentabilidade do negócio.

“O jurídico interno deixou de ser apenas um apoio ao gestor, um custo decorrente da gestão de demandas que chegam ou que precisam ser ajuizadas, bem como a gestão dos prestadores terceirizados. Agora o interno precisa atuar de forma estratégica junto à alta gestão, no sentido de antecipar necessidades e situações de risco, identificar gargalos internos, e acima de tudo projetar o custo judicial de modo amplo e no longo prazo, especialmente no mercado de seguros em que as companhias atuam de modo regulado, precisam fazer o provisionamento das ações judiciais junto à Susep.”

Conforme apontado por Marcelo, às empresas que mantêm o departamento atuando de forma puramente reativa tendem a enfrentar dificuldades no ritmo das transformações do mercado.

“O risco é o de estar sempre no modo responsivo, aquela sensação de estar apagando incêndio todo o dia. O ideal é ter uma atuação estratégica e alinhada com as demais áreas, antecipando situações, tudo conforme a estratégia da empresa para os próximos anos. Se a previsão é o crescimento das vendas, diversificação de produtos, o jurídico precisa estar preparado para um aumento de demandas. Se a estratégia envolve a aquisição de outras empresas, o jurídico precisa estar preparado para fazer o acompanhamento da due diligence. Acima de tudo, precisa conhecer o negócio e a cultura da empresa.”

Essa proximidade permite que o conhecimento jurídico seja incorporado desde o início das decisões estratégicas, e não apenas na etapa final dos projetos.”A atuação ideal envolve a participação direta do jurídico como um conselheiro permanente da gestão. Muitas vezes uma nova iniciativa chega ao departamento apenas para saber se ela é legalmente possível. Mas, se o jurídico estivesse presente desde a concepção da ideia, poderia contribuir com soluções, reduzir riscos e até acelerar o desenvolvimento do projeto.”

Buscando ilustrar essa mudança de mentalidade, o especialista relembra uma frase que ouviu de um executivo: “Certa vez, ouvi de um CEO de uma importante empresa do ramo imobiliário: ‘Não chamo o advogado para saber se posso fazer, mas, sim, para saber como.'” 

Due diligence ganha protagonismo

Outro movimento observado por Camargo é o crescimento da atuação jurídica em operações de fusões e aquisições (M&A), especialmente diante da necessidade de identificar riscos ocultos antes da conclusão dos negócios.

“A atuação especializada nesse mercado é indispensável. Ainda vemos aquisições em que a fase de diligência não consegue identificar riscos importantes, sejam judiciais ou operacionais. Já houve casos em que empresas adquiridas tiveram toda a operação comprometida por falhas em sistemas essenciais, como emissão de boletos, gerando meses de paralisação e prejuízos expressivos.”

A presença na mesa de decisões estratégicas é um diferencial de mercado, superando o status de mera tendência corporativa. O envolvimento da área desde a fase de planejamento permite mitigar contingências, além de conferir segurança, agilidade e sustentabilidade ao crescimento das companhias.

Sobre a Agrifoglio Vianna:

A Agrifoglio Vianna é um escritório de advocacia com 34 anos de experiência e tradição para seguradoras e corretoras de seguro. Possui atuação em todo o território nacional e alta performance em ações estratégicas e de volume, contencioso e administrativo.

Dia de Proteção às Florestas destaca a importância da Caatinga para o equilíbrio ambiental

Associação Caatinga destaca o papel da Reserva Natural Serra das Almas na contribuição da conservação do bioma e na manutenção de serviços ambientais essenciais para as atuais e futuras gerações

No Dia de Proteção às Florestas, celebrado em 17 de julho, a Associação Caatinga reforça a importância da conservação da vegetação nativa para a proteção da biodiversidade, o equilíbrio climático e a manutenção dos serviços ecossistêmicos essenciais à sociedade. A data também evidencia a necessidade de ampliar os esforços voltados à preservação da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro.

Presente em cerca de 10% do território nacional e em mais da metade da região Nordeste, a Caatinga abriga aproximadamente 28 milhões de pessoas e reúne uma rica diversidade de espécies da fauna e da flora, muitas delas exclusivas desse ecossistema. Além de sua importância ambiental, o bioma contribui para a regulação do clima, a conservação do solo, o armazenamento de carbono e a manutenção dos recursos naturais.

Apesar de sua relevância, a Caatinga ainda é um dos biomas menos protegidos do Brasil. Cerca de 9% de sua área está inserida em Unidades de Conservação, sendo aproximadamente 2% de proteção integral. No Ceará, esse percentual é inferior a 1%, cenário que reforça a importância de iniciativas dedicadas à conservação e à recuperação de áreas naturais.

Um dos principais exemplos desse trabalho é a Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), gerida pela Associação Caatinga e localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). Com 6.245 hectares, a reserva é a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Ceará e protege uma das áreas mais representativas da Caatinga. Além da preservação da fauna e da flora, a unidade desenvolve pesquisas científicas, ações de educação ambiental e projetos voltados ao fortalecimento da convivência sustentável com o semiárido.

O trabalho da Associação Caatinga também contempla iniciativas junto às comunidades do entorno da reserva, promovendo educação ambiental, recuperação de áreas degradadas e disseminação de tecnologias sociais que contribuem para o uso sustentável dos recursos naturais e para a melhoria da qualidade de vida das populações locais.

“O Dia de Proteção às Florestas reforça que a Caatinga também é uma floresta e precisa ser valorizada e protegida. Conservar esse bioma significa preservar espécies únicas, fortalecer os serviços ecossistêmicos e promover um desenvolvimento mais sustentável para as comunidades que vivem no semiárido”, destaca Gilson Miranda, gestor da Reserva Natural Serra das Almas.

Visitação

A Reserva Natural Serra das Almas está aberta à visitação mediante agendamento prévio. Os interessados devem solicitar a visita com pelo menos quatro dias de antecedência pelo WhatsApp (88) 99955-6570. Também é possível conhecer a unidade por meio de um tour virtual, que reúne mais de 60 pontos de observação em imagens em 360 graus, apresentando a riqueza da fauna, da flora e das paisagens preservadas da maior RPPN do Ceará. O tour pode ser acessado em: https://www.acaatinga.org.br/serra-das-almas/

Sobre a Associação Caatinga

A Associação Caatinga é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. Desde 1998, atua na proteção da Caatinga e no fomento ao desenvolvimento local sustentável, incrementando a resiliência de comunidades rurais à semiaridez e aos efeitos do aquecimento global.

As férias passam num piscar de olhos  e o celular pode ser o principal responsável

O período de férias costuma ser associado ao descanso, ao lazer e ao tempo de qualidade com a família. Mas, para muita gente, os dias livres acabam sendo consumidos por horas seguidas diante da tela do celular, muitas vezes sem que a pessoa sequer perceba. A sensação de abrir uma rede social por alguns minutos e, quando olhar novamente para o relógio, descobrir que uma ou duas horas se passaram não é coincidência. Segundo especialistas, esse comportamento é resultado de estratégias desenvolvidas para prender a atenção do usuário, tornando cada vez mais difícil interromper o uso dos aplicativos.

De acordo com o professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Estácio, Luiz Fernando Campos, um dos principais mecanismos responsáveis por esse comportamento é o chamado fluxo infinito, recurso presente nas principais redes sociais e plataformas digitais. “O fluxo infinito é o excesso de rolagem de páginas e de informações disponibilizadas de forma constante. Isso torna a pessoa dependente da tecnologia quando não deveria acontecer. A tecnologia é que deve depender de você, e não o contrário”, explica.

Na prática, a estratégia elimina qualquer ponto natural de parada. Diferentemente de um livro, de um jornal ou mesmo de um programa de televisão, que possuem início, meio e fim, as redes sociais oferecem um conteúdo que nunca termina. Sempre existe um novo vídeo, uma nova postagem ou uma nova notícia esperando pelo próximo movimento do dedo na tela.

Segundo o especialista, essa dinâmica acaba extrapolando o ambiente virtual e passa a fazer parte da rotina das pessoas. “Nós vemos pessoas atravessando a rua olhando para o celular, dirigindo enquanto enviam mensagens ou escutam áudios, caminhando enquanto fazem chamadas de vídeo. Isso demonstra uma dependência da tecnologia”, afirma.

O problema, segundo ele, vai além da distração. O uso excessivo dos dispositivos já é tratado como um tema de saúde mental e tem mobilizado profissionais da psicologia. “Hoje existem terapias voltadas para tratar esse tipo de transtorno, porque essa dependência, seja da tecnologia ou de qualquer outra coisa, não é saudável”, destaca.

Outro recurso utilizado pelas plataformas é conhecido como recompensa intermitente, um mecanismo psicológico que ajuda a explicar por que tantas pessoas sentem necessidade de verificar constantemente o celular.

Na psicologia, esse conceito descreve situações em que uma recompensa acontece de forma imprevisível, fazendo com que o comportamento seja repetido na expectativa de receber um novo estímulo positivo. No ambiente digital, isso acontece por meio de curtidas, comentários, compartilhamentos e notificações. “A recompensa intermitente acontece o tempo todo através das redes sociais. A pessoa acaba precisando daquela curtida, daquele comentário ou daquele coraçãozinho para se sentir bem”, explica Luiz Fernando Campos.

Segundo ele, essa busca constante por aprovação pode criar um ciclo de dependência emocional e afetar diretamente o bem-estar psicológico. “A partir do momento em que ela deixa de receber esse retorno positivo ou passa por situações de rejeição, como críticas ou cancelamentos, isso pode impactar diretamente sua saúde emocional”, alerta.

Durante as férias, quando o tempo livre aumenta e a rotina fica menos estruturada, a tendência é que essas estratégias se tornem ainda mais eficazes. Por isso, especialistas recomendam estabelecer limites para o uso do celular, reservar momentos livres de telas e priorizar atividades presenciais, como encontros com amigos, passeios, prática de exercícios e momentos de descanso. Afinal, enquanto o conteúdo das redes sociais nunca acaba, o tempo das férias termina e ele não pode ser recuperado.