Carnaval: especialista orienta como prevenir lesões durante a folia

Com a chegada do Carnaval e o aumento da participação em blocos, festas e desfiles, cresce também o número de queixas relacionadas a dores e lesões musculoesqueléticas. Longas horas em pé, caminhadas extensas, dança intensa e o uso de calçados inadequados estão entre os principais fatores de risco.

Segundo o fisioterapeuta e docente do curso de Fisioterapia da Estácio Ceará, Paulo Sérgio Oliveira, algumas lesões são bastante comuns nesse período. “Durante a folia, observamos muitos casos de entorses de tornozelo, distensões musculares, dores lombares, tendinites, além de bolhas e dores nos pés. Isso acontece porque o corpo é submetido a um esforço maior do que está acostumado, muitas vezes sem preparação adequada”, explica.

De acordo com o especialista, medidas simples podem reduzir significativamente o risco de problemas. “O ideal é usar tênis confortável e já amaciado, fazer alongamentos antes de sair, manter uma boa hidratação e alimentação adequada. Também é fundamental respeitar os sinais do corpo. Dor persistente é um alerta de que algo não vai bem”, orienta.

O fisioterapeuta reforça que é importante procurar atendimento profissional caso surjam sintomas mais intensos. “Dor forte, inchaço importante, dificuldade para apoiar o pé, hematomas grandes ou dor que não melhora após alguns dias são sinais de que é necessário buscar avaliação. Ignorar esses sintomas pode agravar a lesão”, alerta.

A recomendação é curtir a festa com responsabilidade e atenção aos limites do próprio corpo, garantindo que a diversão não termine em consultório ou pronto atendimento.

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