Anna Jéssica: a voz feminina que abriu caminhos nos eventos esportivos do Ceará

Com uma carreira marcada por pioneirismo, a locutora e apresentadora de eventos Anna Jéssica é hoje um dos principais nomes quando o assunto é condução de eventos esportivos no Ceará. Natural de Boa Viagem, no interior do Estado, ela construiu uma trajetória de 17 anos pautada pelo profissionalismo, emoção e presença de palco, tornando-se referência em cerimonial e apresentação.

Há dez anos, Jéssica entrou para a história cearense ao se tornar a primeira mulher a apresentar uma corrida de rua no Ceará, durante o Cross Urbano CAIXA. O feito representou mais do que um marco profissional: abriu espaço para a presença feminina em um segmento até então majoritariamente masculino. Pouco depois, também se destacou como a primeira mulher a apresentar a Corrida Unifor, consolidando seu protagonismo nas grandes provas do Estado.

“Aos poucos fui descobrindo que minha voz não era só um som, mas sim um propósito. Quando eu segurei o microfone para apresentar minha primeira corrida de rua, eu sabia que não estava ali apenas por mim. Eu estava representando muitas mulheres que também sonhavam ocupar esse espaço”, relembra Jéssica. “Foi um momento de responsabilidade e também de muita emoção.”

Anna Jéssica foi, também, a primeira mulher a apresentar uma prova de rally no Estado, com o Piocerá. Desde então, sua voz passou a embalar alguns dos principais eventos esportivos do calendário cearense, como o Circuito das Estações, a 21K Terra da Luz, Circuito Banco do Brasil, a corrida do Fortaleza Esporte Clube, entre outras. Jéssica, além de apresentadora, também criou eventos, como a Night Bike Maranguape e durante a pandemia, Live Vaquejada Diferente.

Natação, lutas, beach tennis e ciclismo são outras modalidades que Anna Jéssica já apresentou e fazem parte de um portfólio que demonstra versatilidade, energia e domínio técnico na condução de competições e grandes públicos.

Para ela, cada evento vai além do protocolo ou da programação. “Eu acredito que o apresentador é a ponte entre o evento e as pessoas. É nossa responsabilidade dar ritmo, energia e identidade à experiência que está sendo vivida”, afirma. Anna também reforça a importância da preparação e do respeito ao público: “Estudo cada evento, cada patrocinador e cada detalhe. O público percebe quando há uma entrega verdadeira, e isso faz toda a diferença”, explica.

Além do esporte

Paralelamente ao esporte, Anna Jéssica também construiu uma atuação consistente em locução de rádio e cerimonial. Iniciou sua carreira em 2007, como locutora da Rádio Asa Branca AM, em sua cidade natal, Boa Viagem, mas, já em Fortaleza, passou pela Rádio Verdes Mares – Programa João Inácio Jr, Jangadeiro FM, FM 93, e Rádio Expresso FM.

Eventos culturais também fazem parte do seu portfólio, como o Festival Mel, Chorinho e Cachaça, Festival do Humor de Maranguape, Caju Nordeste, Festival Costume Saudável etc. “A minha voz não é só técnica, ela é vivência, resistência e representatividade. Eu não apenas apresento eventos, eu conduzo emoções, conecto pessoas e transformo momentos em memórias. Nós, como mulheres, queremos ocupar espaços, não apenas apresentar eventos temáticos do universo feminino”, desabafa.

Como mestre de cerimônias do Governo do Estado do Ceará, conduz solenidades oficiais, lançamentos de programas e grandes eventos públicos com segurança e domínio de protocolo. Sua experiência inclui ainda trabalhos para o SEBRAE e diversos projetos corporativos e culturais, ampliando sua presença para além das arenas esportivas.

Fernando Esteves toma posse para novo mandato e reforça compromisso de fortalecer o Ideal Clube

O Ideal Clube realizou a solenidade de posse do presidente reeleito Fernando Antônio de Assis Esteves e dos demais membros da diretoria executiva para o biênio 2026-2028. A cerimônia aconteceu no Salão Nobre Edson Queiroz, na sede do clube, em Fortaleza, reunindo associados, conselheiros e convidados.

Reconduzido ao cargo após o primeiro mandato, Fernando Esteves fez, em seu discurso, um balanço das ações realizadas no biênio anterior, período marcado por melhorias estruturais, fortalecimento das atividades sociais e esportivas e pelo compromisso de valorização da história do clube.

Ao falar sobre o novo ciclo de gestão, o presidente destacou que o objetivo é dar continuidade ao processo de fortalecimento institucional e de integração entre os associados.

“Seguiremos trabalhando para fortalecer nossas atividades sociais, culturais e esportivas, preservar nosso patrimônio e valorizar aquilo que sempre foi o maior diferencial do Ideal: a convivência de qualidade entre pessoas que compartilham o mesmo espírito de pertencimento. O Ideal nasceu do sonho de visionários. Ao longo de décadas, foi construído por muitas mãos. E continuará a crescer com o compromisso de todos nós”, afirmou Fernando Esteves.

Durante a solenidade, o presidente do Conselho Deliberativo, Amarílio Cavalcante também destacou o significado do clube para seus associados e ressaltou a importância de manter viva a essência que marca a história da instituição.

“Queremos um clube pulsante, um clube vivo. Lembramos também de Humberto Cavalcante, nosso eterno presidente. O Ideal é um clube que é nosso, construído por todos”, declarou.

A nova diretoria assume com a missão de dar continuidade às melhorias estruturais, ampliar a programação social, cultural e esportiva e preparar o clube para os próximos desafios, mantendo o Ideal como um dos mais tradicionais espaços de convivência de Fortaleza.

Foto: Nilton Silva.

Unifor recebe exposição da Alemanha sobre transição energética global

O combate às mudanças climáticas, a proteção do meio ambiente e a garantia de fontes de energia seguras são os pilares da transição energética. Esse processo envolve ampliar o uso de recursos renováveis, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e a emissão de gases de efeito estufa.

Dentro dessa temática contemporânea, a Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição da Fundação Edson Queiroz, recebe, de 16 de março a 04 de maio, a exposição “Transição Energética – Energizando o Amanhã”. O evento é organizado pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI) e pela Vice-Reitoria de Extensão da Unifor (Virex) da Unifor, em parceria com o Consulado Geral da Alemanha para o Nordeste e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ). A abertura da exposição contará com a presença do cônsul geral da Alemanha para o Nordeste, Johannes Bloos, da cônsul honorária da Alemanha no Ceará, Piauí e Maranhão, Marlene Pinheiro Gonçalves, e da conselheira do projeto Diplomacia Pública em Transição Energética da GIZ, Paulina Brunn.

A mostra, sediada no Centro de Convivência da Unifor, convida os visitantes a explorar o cenário dinâmico da transição energética global. A experiência ocorre por meio de cinco cubos interativos, que abordam os desafios e oportunidades da transição energética sob a perspectiva da ciência, da sociedade, da política e da economia.

Para a Vice-Reitora de Extensão e Comunidade Universitária da Unifor, Adriana Helena Moreira, receber uma exposição como essa reafirma o compromisso da Unifor com temas urgentes e estratégicos para o futuro da sociedade. “A transição energética é um desafio global que exige diálogo, conhecimento e ação coletiva, e a Universidade tem o papel fundamental de promover esse debate de forma acessível e interdisciplinar. Por meio dessa mostra, queremos aproximar a comunidade acadêmica e a sociedade de reflexões e soluções sustentáveis, fortalecendo a consciência ambiental e incentivando práticas que contribuam para um amanhã mais responsável e equilibrado”, comenta.
Já para a cônsul honorária da Alemanha no Ceará, Piauí e Maranhão, Marlene Pinheiro Gonçalves, a exposição reforça a importância da cooperação internacional diante dos desafios globais da atualidade.

“A Alemanha vê o Ceará como um grande potencial, não apenas no cenário brasileiro, mas também regionalmente, aqui na América Latina, como um forte ator na área da transição energética para as energias renováveis. Isso é fundamental. Envolver a academia é essencial, porque as tecnologias são desenvolvidas, principalmente, dentro das universidades, por seus pesquisadores, estudantes e institutos. Ela está diretamente vinculada às novas tecnologias que surgem para aprimorar, cada vez mais, a eficiência energética.”, finaliza.

Serviço
Exposição “Transição Energética – Energizando o Amanhã”
Local: Universidade de Fortaleza – Centro de Convivência
Período: De 16 de março a 04 de maio de 2026

Abrasel alerta que tabelamento da taxa de entrega pode elitizar o delivery e afastar consumidores

A Abrasel manifesta preocupação com as propostas em discussão no Congresso que preveem o tabelamento da taxa de entrega no delivery. Para a entidade, a fixação de um valor mínimo obrigatório por entrega tende a encarecer o serviço, reduzir a demanda e manter o delivery restrito a uma parcela menor da população, especialmente afastando consumidores das classes B e C, que têm menor capacidade de absorver aumentos de preço.

O delivery brasileiro é baseado, em sua maioria, em pedidos de baixo valor e em entregas de curta distância. A imposição de uma taxa mínima nacional desconsidera essa lógica e cria um custo artificial que acaba sendo repassado diretamente ao consumidor. Na prática, o pedido fica mais caro e o serviço perde frequência, tornando-se cada vez mais elitizado. Esse movimento impacta bares e restaurantes, que dependem do delivery para uma parcela relevante do faturamento, e também os próprios entregadores, que passam a ter menos pedidos disponíveis.

Para a entidade, o debate sobre a renda dos entregadores precisa avançar por outro caminho. A Abrasel defende modelos que valorizem o ganho por hora trabalhada, com mais previsibilidade e proteção social, em vez do tabelamento por entrega, que afasta o consumidor e reduz o número de pedidos. “Quando se fixa um valor mínimo por entrega, o efeito imediato é encarecer o serviço e espantar quem pede. Isso diminui o movimento dos restaurantes e reduz a renda total dos entregadores. O caminho mais inteligente é pensar em remuneração por hora, que garante dignidade ao trabalhador sem elitizar o delivery”, afirma o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.

Segundo ele, o desafio é construir uma solução equilibrada, que proteja o entregador, preserve o acesso do consumidor e mantenha a sustentabilidade de milhares de pequenos negócios. “O delivery só funciona com volume. Se o preço sobe demais, o consumidor sai do jogo. E quando isso acontece, todos perdem”, conclui.

Pesquisas recentes com clientes de delivery reforçam esta noção que o consumidor reage rapidamente ao aumento da taxa de entrega. Uma parcela expressiva afirma que pretende reduzir ou até deixar de pedir comida por aplicativos caso o delivery fique mais caro. Esse comportamento reforça o risco de retração do mercado e ajuda a explicar por que aumentos de custo mal calibrados acabam reduzindo o volume total de pedidos, em vez de melhorar a renda ao longo da cadeia.

A Abrasel destaca ainda que o setor atravessa um momento de fragilidade financeira. Levantamento da entidade em fevereiro aponta piora na situação econômica dos bares e restaurantes no início do ano, com quase um quartos dos estabelecimentos trabalhando em prejuízo. A pesquisa também aponta dificuldades para recompor margens, honrar custos crescentes e manter investimentos. Nesse cenário, qualquer medida que pressione ainda mais o preço final ao consumidor tende a aprofundar a crise e reduzir a atividade.