Ventos fortes no Ceará elevam risco de alergias e doenças respiratórias
O especialista do Instituto de Educação Médica destaca que, além dos ventos, o clima seco favorece o ressecamento das vias aéreas e agrava quadros de rinite, asma, sinusite e infecções virais
Com a chegada da temporada dos ventos, as rajadas mais intensas, associadas ao tempo mais seco, colocam em circulação poeira, pólen, fumaça, vírus e até outras partículas que podem irritar as vias respiratórias e desencadear ou agravar diferentes problemas de saúde. O clínico geral e docente do Instituto de Educação Médica (Idomed), Dantas Júnior, explica que os sintomas mais comuns nesta época incluem espirros, coriza, nariz entupido, coceira nos olhos e na garganta, tosse e irritação das vias aéreas.
“Rinite, sinusite, crises de asma e bronquite estão entre os problemas que podem se intensificar. Além disso, o ressecamento das mucosas pode provocar desconforto e tornar os sintomas respiratórios mais frequentes”, afirma o especialista destacando que pessoas com doenças crônicas, crianças e idosos exigem atenção especial nesse período.
No Ceará, especialmente, outro fator que merece atenção nessa época do ano é a floração do cajueiro. O pólen, carregado pelos ventos, pode provocar reações em pessoas predispostas a alergias. “Espirros repetidos, olhos lacrimejantes, coceira e congestão nasal são alguns dos sinais mais comuns. O quadro pode se agravar principalmente em quem é asmátivo”, detalha.
Prevenção
A prevenção, segundo o Dr. Dantas Júnior, começa dentro de casa. “O ideal é evitar o acúmulo de poeira, fazer a limpeza com pano úmido e manter ventiladores e aparelhos de ar-condicionado sempre higienizados. A hidratação também é fundamental, porque ajuda a reduzir o ressecamento das mucosas”, afirma o especialista.
Outra recomendação é lavar frequentemente as mãos, evitar compartilhar copos e talheres e manter a vacinação em dia ajudam a reduzir o risco de pegar doenças. Para pessoas mais sensíveis, o indicado é fazer a lavagem nasal como aliado para evitar as contaminações. “Em caso de sintomas persistentes ou agravamento, a orientação é procurar atendimento médico. Falta de ar, chiado intenso, febre persistente e piora do estado geral são sinais que não devem ser ignorados”, alerta o médico.

