Dormir não é o mesmo que descansar: por que pessoas acordam cansadas?

_Neurologista explica como a qualidade do sono interfere na disposição e alerta para sinais que podem indicar distúrbios como a apneia_

O despertador toca depois de sete ou oito horas de sono, mas a sensação é de que a noite praticamente não serviu para descansar. O corpo continua cansado, levantar da cama exige esforço e, ao longo do dia, sonolência, dificuldade de concentração e esquecimentos costumam ser recorrentes. Para algumas pessoas, essa rotina acaba sendo atribuída ao excesso de trabalho ou ao estresse. Mas nem sempre essa é a única explicação.

Dormir durante várias horas não significa, necessariamente, ter um sono reparador. A qualidade do descanso vai depender do organismo conseguir passar adequadamente pelas diferentes fases do sono, sem interrupções frequentes. Distúrbios que fragmentam esse processo podem fazer com que uma pessoa durma a quantidade aparentemente necessária e, ainda assim, acorde exausta.

Segundo o neurologista da Hapvida, Paulo Henrique Silva, observar como a pessoa se sente ao despertar e durante o dia pode trazer informações tão importantes quanto contar quantas horas ela passou na cama. “Não devemos avaliar o sono apenas pela quantidade de horas. Uma pessoa pode dormir sete ou oito horas e ter várias interrupções ao longo da noite, algumas delas sem sequer perceber. Quando o sono é fragmentado e não cumpre adequadamente sua função restauradora, é comum acordar cansado e apresentar sonolência, dificuldade de concentração e esquecimentos durante o dia”, explica.

Roncar é normal? Um dos sinais que merecem atenção durante a avaliação do sono é o ronco, especialmente quando ele é intenso, frequente e acompanhado de pausas na respiração, engasgos ou sensação de sufocamento durante a noite.

O ronco acontece pela vibração dos tecidos das vias aéreas durante a passagem do ar e nem toda pessoa que ronca apresenta apneia obstrutiva do sono. Entretanto, quando é persistente ou vem acompanhado de outros sintomas, pode ser um sinal de que é preciso investigar. “Não significa que todo indivíduo que ronca tenha apneia, mas o ronco habitual não deve simplesmente ser normalizado, principalmente quando a família percebe pausas respiratórias ou engasgos durante o sono. A presença de roncos enquanto dorme juntamente com sonolência durante o dia ou à sensação de sono não reparador é um sinal importante para buscar avaliação”, alerta Paulo Henrique.

O que acontece na apneia do sono? Na apneia obstrutiva do sono, a passagem de ar pelas vias respiratórias é bloqueada repetidamente enquanto a pessoa dorme. Essas interrupções podem reduzir os níveis de oxigênio e provocar pequenos despertares ao longo da noite.

Muitas vezes, o próprio paciente não percebe esses episódios. Para ele, a impressão é de que dormiu a noite inteira. O organismo, porém, precisou interromper repetidamente o sono para restabelecer a respiração. “O cérebro reage a essas interrupções como um mecanismo de proteção. A pessoa pode ter microdespertares sucessivos sem se lembrar deles pela manhã. O resultado é um sono fragmentado, que pode não ser reparador mesmo quando houve um número aparentemente adequado de horas de descanso”, explica o neurologista.

Apneia pode trazer consequências para todo o organismo: As consequências da apneia vão além do cansaço e da sonolência do dia seguinte. Quando não diagnosticado e tratado adequadamente, o distúrbio está associado ao aumento do risco de diferentes problemas de saúde.

Segundo Paulo Henrique, pessoas com apneia do sono não tratada podem apresentar maior risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), além de associação com obesidade e outras comorbidades.

O neurologista também chama atenção para os possíveis impactos cognitivos a longo prazo. Alterações recorrentes na oxigenação e a fragmentação do sono têm sido relacionadas a prejuízos cognitivos, e estudos apontam associação entre distúrbios respiratórios do sono e maior risco de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. “A apneia não deve ser vista apenas como uma questão de ronco ou de dormir mal. Quando não tratada adequadamente, ela pode aumentar o risco de condições importantes, como infarto, AVC, obesidade e outras comorbidades, além de estar associada a maior risco de Alzheimer. Por isso, reconhecer os sinais e buscar o diagnóstico é fundamental”, destaca Paulo Henrique.

Quem tem maior risco? Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver apneia obstrutiva do sono. Excesso de peso, aumento da circunferência do pescoço, idade e características anatômicas das vias aéreas estão entre eles. O consumo de bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir também pode favorecer ou agravar a obstrução das vias aéreas durante o sono.

As mulheres também merecem atenção especial após a menopausa, período em que o risco de apneia aumenta. Além disso, os sintomas nem sempre aparecem da mesma maneira em todas as pessoas, o que pode contribuir para que alguns casos permaneçam sem diagnóstico. “Existem fatores de risco conhecidos, mas não devemos imaginar que exista um único perfil de paciente. Pessoas que não se encaixam naquela imagem clássica associada à apneia também podem apresentar o distúrbio. É o conjunto de sintomas, histórico e avaliação clínica que vai orientar a investigação”, explica o neurologista.

Crianças também podem ter apneia: Embora seja frequentemente associada aos adultos, a apneia obstrutiva do sono também pode ocorrer na infância. Ronco frequente, respiração pela boca, sono agitado e pausas respiratórias percebidas pelos familiares merecem avaliação.

Nas crianças, os reflexos durante o dia podem ser diferentes daqueles observados nos adultos. Em vez de apenas sonolência, podem aparecer alterações de comportamento, irritabilidade e dificuldades de atenção. “Por isso, roncar de forma habitual não deve ser automaticamente considerado uma característica normal da criança”, ressalta o médico.

Quando o cansaço merece investigação? Uma noite mal dormida eventualmente pode deixar qualquer pessoa indisposta. O alerta surge quando os sintomas passam a fazer parte da rotina. 

De acordo com Paulo Henrique Silva, alguns sinais são especialmente importantes: presença de roncos, sonolência excessiva durante o dia, sensação frequente de sono não reparador e esquecimentos. Quando aparecem de maneira persistente, principalmente de forma associada, merecem avaliação médica. “Esses são sinais que não devem ser normalizados. Se a pessoa dorme, mas acorda com a sensação de que não descansou, apresenta sonolência durante o dia, ronca frequentemente ou começa a perceber esquecimentos, é importante investigar a qualidade desse sono e verificar se existe algum distúrbio por trás desses sintomas”, orienta o neurologista.

Como é feito o diagnóstico? A investigação começa pela avaliação clínica e pelo histórico do paciente, incluindo hábitos de sono, sintomas durante a noite e repercussões durante o dia. Informações fornecidas por quem dorme ao lado também podem ser importantes, principalmente quando existem relatos de ronco, engasgos ou pausas respiratórias.

Dependendo do caso, pode ser indicada a polissonografia, exame que monitora diferentes parâmetros durante o sono e auxilia no diagnóstico de distúrbios como a apneia.

O tratamento depende da causa e da gravidade do problema. Mudanças de hábitos e controle de fatores de risco podem fazer parte da abordagem. Em determinados pacientes, dispositivos que mantêm as vias aéreas abertas durante o sono, aparelhos intraorais ou tratamentos direcionados a alterações anatômicas também podem ser indicados após avaliação especializada.

Para Paulo Henrique Silva, o principal é não considerar o cansaço permanente uma consequência inevitável da rotina. “Dormir bem é uma necessidade do organismo. Se a pessoa reserva tempo suficiente para o sono, mas continua apresentando ronco, sonolência diurna, sono não reparador ou esquecimentos, é importante procurar avaliação. Identificar e tratar adequadamente um distúrbio do sono é também uma forma de cuidar da saúde a longo prazo”, conclui.

No fim, contar as horas no relógio é apenas uma parte da equação. Mais importante do que simplesmente dormir por oito horas é saber se, durante esse período, o organismo realmente conseguiu descansar.

Hapvida.

Foto: Divulgação

GWM Newhouse recebe prêmios de vendas no Festival de Interlagos e destaque em evento nacional de marketing

Equipe comercial cearense venceu o Desafio Interlagos GWM, enquanto as estratégias de comunicação da concessionária foram reconhecidas pela montadora durante encontro nacional.

A GWM Newhouse, operação do Grupo New, participou do Festival de Interlagos ao lado de representantes da alta diretoria da GWM Brasil. A comitiva local foi liderada pelo diretor da GWM Newhouse, Bruno Vasconcelos, e contou com a presença do CEO da GWM Brasil, Diego Fernandes; do diretor nacional de vendas, Alexandre Oliveira; do gerente de coordenação comercial, Dimitri Castiglia; e do gerente regional, Leonardo Silveira.

Durante a programação, a equipe cearense foi premiada por seus resultados operacionais. O gerente de vendas Saulo Parente, o vendedor Audivan Bezerra e o entregador Gabriel Guimarães foram os vencedores do “Desafio Interlagos GWM”. A premiação avalia o desempenho dos profissionais nas etapas de negociação e entrega dos veículos.

Reconhecimento no 3º Encontro de Marketing da GWM Brasil 2026

Na mesma semana do Festival, a montadora realizou o 3º Encontro de Marketing da GWM Brasil 2026. Durante a convenção, o departamento  de marketing do Grupo New, representado por Nelson Gurgel, diretor de CRM e Marketing e Mário Matos, gerente de Marketing também foi premiado.

O trabalho desenvolvido pela equipe cearense foi apontado como destaque pela gerência regional da GWM Brasil, validando a execução das estratégias de comunicação e o posicionamento da marca no mercado local.

“Receber essas premiações em uma agenda que reúne a diretoria nacional da GWM atesta a maturidade da nossa operação. O resultado no Desafio Interlagos e o destaque no Encontro de Marketing mostram que nossas equipes atuam com foco técnico e eficiência, entregando resultados estruturados tanto na linha de frente comercial quanto na gestão da marca”, avalia Bruno Vasconcelos, diretor da GWM Newhouse.

O resultado conjunto nos setores de vendas e marketing consolida a operação da GWM Newhouse no Ceará e reforça o alinhamento da gestão do Grupo New com as diretrizes da montadora no país

Maria da Penha e Socorro França são homenageadas durante a II Conferência da Mulher Advogada

As homenagens marcaram o  início da programação voltada ao protagonismo feminino durante a X Conferência Estadual da Advocacia Cearense e celebrou os 20 anos da Lei Maria da Penha. 

Vinte anos após a implementação da lei que leva o seu nome e se tornou um dos principais marcos no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, Maria da Penha foi homenageada, nesta quinta-feira (27/08), durante a abertura da II Conferência Estadual da Mulher Advogada. O momento, realizado dentro da programação da X Conferência Estadual da Advocacia Cearense, reuniu lideranças da advocacia, autoridades, acadêmicas e profissionais do Direito em uma celebração à trajetória da ativista e à luta coletiva pelos direitos das mulheres.

Mais do que um reconhecimento pessoal, a homenagem, segundo Maria da Penha, representa todas as mulheres que contribuíram e continuam contribuindo para o avanço da legislação e para o enfrentamento às diferentes formas de violência.

“Ao longo desses 20 anos, compreendi que não sou só eu que recebo essa homenagem. Também recebem as mulheres que vieram antes de mim e as advogadas que lutam pelos nossos direitos. A Lei Maria da Penha não pode ser apenas celebrada. Ela precisa ser trabalhada e aperfeiçoada todos os dias. A advocacia possui um papel importante nessa construção”, afirmou.

Um dos momentos mais simbólicos da programação foi a homenagem conduzida pelo poeta e músico Tião Simpatia aos 20 anos da Lei Maria da Penha. Por meio da arte e da poesia, ele revisitou a importância da legislação na proteção das mulheres e no enfrentamento à violência de gênero, emocionando o público presente e reforçando a necessidade de manter viva a luta por uma sociedade mais justa, segura e livre de violência contra as mulheres. 

A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE), Christiane Leitão, destacou que a abertura da II Conferência Estadual da Mulher Advogada representa um dos momentos mais significativos da programação da X Conferência Estadual da Advocacia Cearense. Em sua fala, a presidente ressaltou a trajetória de conquistas das mulheres na sociedade e o compromisso permanente da Ordem com a valorização e o fortalecimento da advocacia feminina.

“A carta que trouxe a paridade foi escrita aqui em Fortaleza, durante a Conferência Nacional da Mulher Advogada. Eu sou filha da paridade, nasci no movimento de comissões e ousei ser advogada e presidente da nossa casa. Nós temos um lema: honrar a mulher advogada e honrar a sua trajetória, garantindo sempre mais condições para que possamos exercer a nossa profissão”, afirmou.

No Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento à violência contra a mulher, Christiane também chamou atenção para a presença feminina na programação do evento. Mais de 70% dos participantes são mulheres, entre professoras, advogadas, acadêmicas e profissionais de diferentes áreas.

Para a presidente da OAB-CE, a presença majoritária das mulheres também reflete a proposta da Conferência de ampliar os debates sobre os novos desafios e caminhos da advocacia.

“A escolha dessa programação reforça a discussão sobre os novos caminhos da advocacia. Celebramos o encontro de mulheres processualistas, acadêmicas e grandes profissionais e temos a honra de receber uma mulher que é exemplo de dignidade, luta e respeito: Maria da Penha. Hoje, nós quisemos celebrar essa história”, destacou.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada (CMA) da OAB-CE, Eliene Bezerra, destacou a importância da continuidade das conquistas alcançadas pelas mulheres e lembrou que a luta pela igualdade exige a preservação e a ampliação dos espaços conquistados.

“A paridade abriu portas. Agora, nosso compromisso é fazer com que essas portas continuem abertas. É nesse contexto que recebemos uma mulher que transformou a sua história em uma causa coletiva. Há 20 anos, ela mostrou ao país que a violência contra a mulher não é um problema privado. Obrigada por transformar a dor em coragem e a coragem em luta. A sua história abriu caminhos, e cabe a nós continuar caminhando”, afirmou.

Também presente à solenidade, a presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada da OAB, Dione Almeida, ressaltou a responsabilidade do Estado diante das falhas no enfrentamento à violência contra a mulher e destacou a força da trajetória de Maria da Penha na construção de uma luta que transformou uma história individual em mobilização coletiva. A advogada também chamou atenção para as diferentes formas de violência enfrentadas pelas mulheres e para a necessidade de fortalecer, permanentemente, os mecanismos de proteção e garantia de direitos.

Mulheres no Processo

A solenidade também contou com uma homenagem à secretária dos Direitos Humanos do Estado do Ceará, Socorro França, em reconhecimento à sua trajetória e à contribuição prestada à sociedade e à defesa dos direitos humanos durante o XII Congresso Mulheres no Processo, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP) e organizado pelo Projeto Mulheres no Processo, com apoio da OAB-CE e da Escola Superior de Advocacia do Ceará (ESA-CE).

O encontro reuniu grandes nomes do Direito Processual para discutir temáticas atuais da área, promover a troca de experiências e fortalecer a presença e a produção das mulheres no universo jurídico.

Ao receber a homenagem, Socorro destacou a emoção de participar de um encontro que celebra a trajetória, a força e as contribuições das mulheres para o Direito e para a sociedade. Em sua fala, ela também ressaltou a importância dos vínculos familiares na construção das histórias e fez uma homenagem especial à família da presidente da OAB-CE, Christiane Leitão, dirigindo-se à sua mãe, presente na solenidade.

Socorro França ressaltou a trajetória construída por Christiane e destacou o significado de poder compartilhar aquele momento com sua família, reconhecendo a presença e o apoio daqueles que acompanham e contribuem, muitas vezes de forma silenciosa, para a construção das mulheres que ocupam espaços de liderança.

A secretária também celebrou a realização do XII Congresso Mulheres no Processo e a oportunidade de integrar uma programação dedicada ao conhecimento, ao fortalecimento da presença feminina e à valorização das mulheres que vêm transformando diferentes espaços do Direito.

A II Conferência Estadual da Mulher Advogada segue integrando a programação da X Conferência Estadual da Advocacia Cearense, com debates voltados à liderança feminina, igualdade de gênero, enfrentamento à misoginia e aos desafios das mulheres na advocacia contemporânea.–

Professores do Ceará recebem formação para estimular empreendedorismo entre jovens

Capacitação na metodologia da JA Ceará instrumentaliza professores para levar a experiência de criação e gestão de uma empresa estudantil a alunos da rede pública estadual

A sala de aula ganha uma nova dinâmica quando os estudantes deixam de apenas aprender sobre negócios e passam a experimentar, na prática, como uma empresa funciona. É essa proposta que a Junior Achievement Ceará (JA Ceará) leva a professores de municípios cearenses durante a formação do componente curricular eletivo Jovem Empreendedor II – Módulo V – Miniempresa, realizada neste mês.

As capacitações presenciais ocorrem em Fortaleza, Maracanaú, Brejo Santo, Crato, Sobral, Crateús, Icó, Tauá, Russas e Senador Pompeu abrangendo às Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação – CREDEs 01, 06, 11, 13, 14, 15, 17, 18 e 20  e integram a parceria da JA Ceará com a Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) para ampliar a educação empreendedora na rede pública estadual. Os encontros reúnem profissionais mentores e professores que serão responsáveis por multiplicar a metodologia durante o semestre letivo.

A proposta é preparar os educadores para conduzir os estudantes em uma experiência prática de criação e gestão de uma miniempresa. Durante a formação, os jovens entram em contato com temas como planejamento, organização, trabalho em equipe, tomada de decisões, educação financeira e empreendedorismo. Mais do que conhecer conceitos, a iniciativa busca desenvolver competências que podem ser aplicadas tanto no mundo do trabalho quanto na construção de projetos pessoais e profissionais.

A ação faz parte de uma expansão da JA Ceará que, neste ano, alcança 202 Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, distribuídas em 115 municípios cearenses. Com a ampliação, mais estudantes da rede pública passam a ter acesso a experiências de aprendizagem voltadas ao protagonismo e à preparação para o futuro. “Nosso compromisso não termina com a formação. Ao longo do ano letivo, a JA Ceará permanece ao lado dos professores, oferecendo suporte pedagógico e metodológico para que eles possam aplicar os programas com segurança e transformar a sala de aula em um espaço de experiências que estimulem o protagonismo e preparem os jovens para o futuro”, destaca Ana Lúcia Teixeira, diretora executiva da JA Ceará. 

A formação do Módulo V – Miniempresa reforça, assim, uma proposta de aprendizagem baseada na experiência, aproximando os estudantes do universo dos negócios e estimulando criatividade, iniciativa, colaboração e capacidade de tomada de decisão.

SOBRE A JUNIOR ACHIEVEMENT CEARÁ

Parte de uma rede global presente em mais de 120 países, a Junior Achievement atua no Brasil desde 1983, com programas baseados na metodologia “aprender-fazendo”. A organização conecta educação, empreendedorismo e inovação social, contribuindo para o desenvolvimento de competências essenciais e alinhando suas ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da , especialmente nas áreas de educação de qualidade e trabalho decente.

No Ceará, a organização social foi fundada em abril de 2005, com sede em Fortaleza. A atuação integrada entre o setor público, educadores e a iniciativa privada tem consolidado a educação empreendedora como uma importante política de formação para jovens, ampliando oportunidades e preparando novas gerações para os desafios de uma economia em constante transformação.

A Júnior Achievement (Brasil) foi nomeada 4 vezes ao Prêmio Nobel da Paz. E a JA Ceará atende a 8 das 17 ODS, que são os Objetivos Globais das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. 

Gastronomia afetiva: por que bares tradicionais continuam relevantes em Fortaleza?

Boteco do Ciço mostra como memória, culinária regional e histórias compartilhadas ajudam a manter os bares tradicionais no roteiro de moradores e turistas

Em uma cidade que muda rapidamente, alguns endereços permanecem reconhecíveis por aquilo que não muda: o sabor de uma receita conhecida, o jeito de receber, as histórias contadas à mesa e a sensação de voltar a um lugar que já faz parte da própria memória. Em Fortaleza, essa relação ajuda a explicar por que bares tradicionais continuam ocupando espaço na vida gastronômica da cidade, mesmo com a chegada constante de novos conceitos e experiências.

É a chamada gastronomia afetiva, conceito que vai além da comida servida. Ela envolve lembranças, vínculos, hábitos e experiências construídas ao longo do tempo. Um prato pode lembrar a infância, uma mesa pode marcar encontros familiares e um bar pode se tornar ponto de referência para diferentes gerações.

O Boteco do Ciço é um exemplo dessa conexão. A história do estabelecimento começou em 1984, quando funcionava como Bar do Ciço. Décadas depois, em 2016, passou a se chamar Boteco do Ciço, sob o comando de Marcelio de Souza e Viviane Ferreira. A mudança de nome acompanhou uma nova fase do negócio, mas preservou a essência de um endereço construído ao longo de anos de convivência com o público.

Essa permanência ajuda a entender uma característica importante do consumo contemporâneo: a busca por novidades convive com o desejo de reencontrar aquilo que já é conhecido. Em bares tradicionais, a experiência não depende apenas de tendências gastronômicas. O ambiente, o atendimento, os sabores e as histórias acumuladas também fazem parte do produto que chega à mesa.

Quando o bar vira memória da cidade

Fortaleza possui uma relação histórica com bares, botecos e restaurantes que funcionam como pontos de encontro. São lugares onde aniversários são comemorados, amizades são construídas, famílias se reúnem e visitantes conhecem sabores associados à cultura local.

Para o público que retorna ao mesmo endereço durante anos, a experiência pode estar ligada tanto ao prato pedido quanto à lembrança de quem estava sentado à mesa. Para turistas, esses espaços oferecem uma oportunidade de conhecer uma Fortaleza vivida pelos moradores, com referências culinárias e culturais que não aparecem apenas nos roteiros convencionais.

Tradição não significa ficar parado

A permanência de um bar tradicional também exige capacidade de acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor. O público atual pesquisa restaurantes nas redes sociais, valoriza ambientes compartilháveis, presta atenção à apresentação dos pratos e procura experiências que possam ser registradas e recomendadas. 

Ao mesmo tempo, existe espaço para aquilo que transmite autenticidade. É justamente nessa combinação que estabelecimentos tradicionais encontram uma possibilidade de renovação: preservar elementos que construíram sua identidade enquanto incorporam novas formas de se relacionar com o público.

Lucro de bares e restaurantes atinge melhor resultado desde dezembro

O percentual de bares e restaurantes que registraram lucro chegou a 42% em julho, segundo pesquisa da Abrasel. O resultado é o melhor desde dezembro de 2025, quando o índice alcançou 47% — maior patamar dos últimos dois anos. Em relação a junho, houve avanço de sete pontos percentuais.

No mesmo período, 20% dos estabelecimentos registraram prejuízo e 37% ficaram em equilíbrio. 1% não responderam. O resultado positivo acompanha a evolução do faturamento: para 46% dos negócios, as receitas de julho foram maiores do que as registradas no mês anterior. Outros 25% mantiveram o nível, enquanto 28% tiveram faturamento menor.

O desempenho também está alinhado aos dados do Índice Abrasel-Stone, que registrou crescimento de 5,6% nas vendas do setor entre junho e julho. Na comparação anual, o avanço foi de 12,1%, marcando o décimo mês consecutivo de alta.

Preços avançam, mas empresários evitam perder clientes

A melhora da atividade ocorre em meio a uma política de preços ainda marcada pela cautela. De acordo com a pesquisa da Abrasel, 57% dos estabelecimentos fizeram reajustes conforme ou abaixo da inflação. Outros 7% conseguiram elevar os preços acima da inflação, enquanto 36% afirmaram não estar conseguindo reajustar os valores.

O movimento mostra que os empresários vêm buscando recompor parte dos custos, mas sem transferir toda a pressão para o consumidor. Em um setor diretamente dependente da frequência dos clientes, aumentos mais elevados podem comprometer o próprio movimento que sustenta a recuperação.

Contas em atraso ainda pesam sobre o setor

A melhora dos indicadores de atividade ainda não se traduz em folga financeira para todos os negócios. 37% dos estabelecimentos pesquisados afirmaram ter pagamentos em atraso em julho. Entre os principais débitos estão os impostos federais (75%), os impostos estaduais (51%) e os empréstimos bancários (32%).

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, a melhora na lucratividade é especialmente relevante porque ocorre em um cenário no qual os empresários ainda precisam administrar com cuidado a relação entre custos, preços e consumo.

“O lucro é o que dá ao empresário condições de olhar para o negócio além do mês seguinte. Quando ele consegue vender mais e ainda preservar uma margem, volta a existir espaço para pagar dívidas, renovar equipamentos, contratar e investir. Julho mostra que estamos avançando nessa direção, mas ainda há uma parcela importante das empresas que continua sem conseguir repassar todos os seus custos e ainda carrega contas em atraso”, afirma.

Mais de 17 mil produtores e cooperativas da região Nordeste podem se beneficiar com a MP 1.376

Produtores rurais e cooperativas da região Nordeste já podem procurar o Banco do Brasil para renegociar operações de crédito rural por meio das condições previstas na Medida Provisória nº 1.376/2026. Na região, cerca de 17,5 mil clientes possuem operações potencialmente elegíveis às condições da medida, que representam um volume de até R4 10,4 bilhões em financiamentos.

A MP autorizou a criação de linhas especiais para composição de dívidas de produtores e cooperativas que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. O objetivo é apoiar a recuperação da capacidade produtiva, contribuir para a regularização financeira dos empreendimentos rurais e dar condições para que os produtores retomem seu fluxo de caixa com maior previsibilidade.

“A MP 1.376 traz uma oportunidade relevante para que produtores do Nordeste reorganizem sua situação financeira e retomem seus projetos com mais segurança, especialmente após os impactos causados por eventos climáticos que comprometeram safras, receitas e a geração de renda em diversas localidades. O Banco do Brasil está mobilizado para oferecer atendimento especializado e soluções adequadas às necessidades de cada cliente, considerando as particularidades da região. Além de favorecer a regularização das operações, a medida contribui para a recuperação da capacidade produtiva, a recomposição da renda das famílias rurais e o fortalecimento da atividade agropecuária nordestina”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

A carteira agro do BB possui cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis às condições previstas na MP, representando um volume de até R$ 100 bilhões. Desse total, 36% correspondem a operações inadimplentes, enquanto o restante contempla operações adimplentes que foram prorrogadas ou renegociadas.

Os produtores que fizeram o pré-cadastro nas agências e os clientes interessados já podem comparecer às unidades do Banco do Brasil. A contratação está sujeita à análise de enquadramento e à apresentação do laudo técnico que comprove perdas na produção ou redução da renda bruta agropecuária esperada.

Mais informações estão disponíveis em bb.com.br/agro.

Uma em cada quatro pessoas idosas sofre queda em um ano; exercício pode ajudar a preservar capacidade funcional

Para o especialista Jauan Anselmo, dados da Fiocruz reforçam a importância de estratégias individualizadas para manutenção da força, equilíbrio e autonomia para quem entra a quem está na terceira idade.

Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a prática de exercícios físicos ganha importância principalmente para a manutenção da força, da mobilidade e da independência. O desafio, segundo o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, é adaptar a prescrição à realidade de um corpo que passa por mudanças progressivas, em vez de simplesmente reproduzir protocolos desenvolvidos para pessoas mais jovens.

A necessidade de um planejamento individualizado se torna ainda mais evidente diante dos riscos associados à perda de força e às quedas. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 25,1% dos idosos brasileiros residentes em áreas urbanas sofreram ao menos uma queda em um período de 12 meses, o equivalente a uma em cada quatro pessoas.

Para Jauan, envelhecer não significa abandonar exercícios de força ou reduzir a atividade física a caminhadas. O que muda é a necessidade de controlar melhor variáveis como volume, intensidade, frequência, recuperação e complexidade dos movimentos.

“O corpo que envelhece continua respondendo ao treinamento e precisa dele. O erro está em acreditar que podemos manter indefinidamente a mesma carga, o mesmo volume e a mesma frequência que utilizávamos aos 20 ou 30 anos. A prescrição precisa acompanhar as mudanças do indivíduo. Em muitos casos, reduzir o volume e aumentar a qualidade do estímulo é justamente o que permite treinar por mais tempo, com segurança e funcionalidade”, explica.

Força para combater a perda muscular

A preocupação também passa pela sarcopenia, caracterizada pela redução de massa, força e função muscular. Segundo estudo publicado em 2024 na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, da Universidade de São Paulo (USP), aponta prevalência de 5% a 13% entre pessoas com 65 anos ou mais, podendo chegar a 50% após os 80 anos.

Treinar para envelhecer bem é entender qual estímulo aquele corpo consegue receber, assimilar e recuperar. A pessoa precisa desenvolver força suficiente para subir uma escada, levantar de uma cadeira, carregar uma sacola ou reagir a um desequilíbrio. O objetivo final é preservar a autonomia”, afirma o especialista em fisiologia do exercício.

Nesse cenário, o exercício físico é uma das ferramentas para preservar a capacidade funcional. Uma pesquisa longitudinal publicada em 2025 na Ageing International, com dados do UK Biobank, acompanhou 1.918 adultos de meia-idade e identificou que níveis maiores de atividade física de intensidade moderada a vigorosa estiveram associados a menor risco de desenvolvimento de sarcopenia.

Excesso também pode ser um problema

Se a ausência de atividade favorece a perda de capacidade física, o excesso de treinamento sem recuperação adequada também pode comprometer a evolução. A síndrome de overtraining, por exemplo, está associada a queda de desempenho, fadiga persistente, alterações musculares e imunológicas e maior ocorrência de problemas relacionados à recuperação.

Por isso, segundo Jauan – que atua na área de forma personalizada –, a lógica do treinamento para pessoas mais velhas deve considerar não apenas o exercício realizado, mas também sono, recuperação, histórico de lesões, doenças preexistentes, nível de condicionamento e resposta individual aos estímulos.

Tentar combater o envelhecimento com uma lógica de treinamento que não respeita o próprio envelhecimento é um perigo. A pessoa que quer continuar ativa aos 60, 70 ou 80 anos precisa pensar em consistência, não em provar todos os dias quanto consegue suportar. Uma prescrição inteligente é aquela que permite que você continue treinando amanhã, no próximo mês e nos próximos anos”, conclui.

Novas regras da Polícia Federal para formação de vigilantes exigem atenção das empresas, alerta Sindesp-CE 

Portaria em vigor desde 3 de agosto revisa conteúdos e planos de cursos de formação, aperfeiçoamento e atualização dos profissionais de segurança privada

As regras para formação, aperfeiçoamento e atualização dos profissionais de segurança privada passaram por mudanças neste mês. Desde 3 de agosto, está em vigor a Portaria nº 22-CGCSP/DPA/PF, de 15 de junho de 2026, da Polícia Federal, que estabelece novos planos de curso, conteúdos programáticos, cargas horárias e requisitos para a qualificação dos profissionais do setor. A norma substitui a Portaria nº 16/2024 e adequa a formação às disposições atuais da segurança privada. 

Para Carlos Gualter, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Ceará (Sindesp-CE), a atualização exige atenção das empresas e dos profissionais que atuam no segmento, principalmente diante da incorporação de novas tecnologias e da criação de funções previstas na regulamentação. 

Entre as alterações está a reorganização dos cursos destinados aos profissionais de segurança privada. A nova regulamentação estabelece conteúdos específicos para diferentes atividades e atualiza os parâmetros de formação, aperfeiçoamento e atualização. A medida também prevê conteúdos relacionados ao uso de tecnologias aplicadas à segurança privada, acompanhando a diversificação das atividades exercidas pelo setor. 

A regulamentação também trata de funções específicas, como a de operador de sistema eletrônico de segurança e vigilante supervisor, com conteúdos próprios para a formação desses profissionais. A Polícia Federal disponibilizou os respectivos planos de curso no conjunto de materiais relacionados à nova regulamentação. Outra mudança está na possibilidade de ensino semipresencial. A Portaria nº 24-CGCSP/DPA/PF, de 10 de junho de 2026, regulamenta a modalidade nas escolas de formação e estabelece os parâmetros que devem ser observados para sua oferta. A norma também entrou em vigor em 3 de agosto.

A atualização ocorre em um momento de reorganização regulatória da segurança privada no país. Em junho, a Polícia Federal também publicou normas relacionadas ao credenciamento de instrutores, ao registro do gestor de segurança privada e à formação dos profissionais. As medidas integram a regulamentação do novo marco legal do setor, instituído pela Lei nº 14.967/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 13.012/2026.

No Ceará, o setor reúne cerca de 19,5 mil vigilantes, segundo dados do Sindesp-CE. Esses profissionais atuam em diferentes segmentos que contratam segurança privada, como empresas, condomínios, instituições financeiras, estabelecimentos comerciais, eventos e outros espaços que demandam proteção patrimonial e controle de acesso. 

“Essa transformação precisa ser acompanhada por uma formação compatível com as atividades que serão desempenhadas. Para as empresas, conhecer os novos requisitos e manter as equipes regularmente habilitadas é uma questão de conformidade e também de planejamento operacional”, afirma Carlos Gualter.

Tecnologia passa a integrar novos conteúdos de formação

A presença de sistemas eletrônicos, monitoramento e ferramentas digitais na segurança privada também aparece na nova regulamentação. A Polícia Federal estabeleceu formação específica para o operador de sistema eletrônico de segurança, profissional relacionado às atividades que envolvem tecnologias de monitoramento e proteção.

A medida acompanha a diversificação das atividades do setor e exige das empresas atenção à composição das equipes e às qualificações necessárias para cada função. A formação deixa de ser tratada de maneira uniforme para diferentes atividades e passa a considerar atribuições específicas dentro da segurança privada.

FEBRABAN TECH 2026: Somapay aponta IA, segurança e pagamentos como pilares do mercado financeiro

CEO da Somapay Conta Digital, Nayana Branco, e presidente do Grupo Somapay, Fernando Gurgel, analisam os avanços que devem impactar empresas e consumidores

A inteligência artificial, a segurança digital e a evolução dos meios de pagamento estão entre os principais temas que devem definir os próximos passos do mercado financeiro. Essa é a avaliação da Somapay a partir das discussões da FEBRABAN TECH 2026, realizada em São Paulo, de 24 a 26 de agosto. O evento colocou a automação no centro do debate e mostrou que a IA já avança da  experimentação para aplicações práticas dentro das instituições financeiras.

Dados apresentados durante o evento apontam que os bancos brasileiros devem investir cerca de R$ 3 bilhões em Inteligência Artificial, Analytics e Big Data em 2026. A pesquisa também mostra que 92% das instituições consideram o ganho de velocidade em tarefas rotineiras um dos principais benefícios da IA.

Para Nayana Branco, CEO da Somapay, o momento marca uma mudança na forma como a tecnologia será incorporada aos serviços financeiros. “A discussão já não é mais sobre quando a inteligência artificial chegará ao setor financeiro. Ela já chegou. O desafio agora é transformar essa tecnologia em soluções que simplifiquem a jornada do cliente, aumentem a eficiência e mantenham segurança e confiança como prioridades”, afirma.

Na avaliação de Fernando Gurgel, presidente do Grupo Somapay, a transformação também passa pela evolução dos pagamentos. “Os pagamentos estão deixando de ser apenas uma etapa da operação financeira para se integrar cada vez mais à gestão das empresas. A combinação entre dados, automação e inteligência pode reduzir processos manuais e dar mais agilidade à tomada de decisões”, destaca.

Além da inteligência artificial, a FEBRABAN TECH 2026 colocou em pauta temas como cibersegurança, Open Finance, cloud, real-time banking, Drex e finanças embarcadas.