O papel da liderança na Globalização 5.0

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. A frase pode parecer comum e já pouco original, levando em consideração que ganhou amplo reconhecimento por conta da popularidade do livro O Pequeno Príncipe. Apesar de ser uma obra com mais de 80 anos, seus trechos e ensinamentos práticos permanecem presentes no cotidiano da vida pessoal e, até mesmo, no ambiente corporativo.

Indo direto ao ponto, assim como um protagonista que “cativa” ao assumir o papel de liderar seu próprio território corporativo, o líder é o autor responsável por semear os sentimentos e as ações que definem a experiência, a união e o fortalecimento dos colaboradores e de todo o ecossistema ao qual pertencem. E, claro, quando olhamos para uma liderança sustentável em meio às novas etapas da globalização, essa sensibilidade torna-se indispensável.

Na Globalização 5.0, a tecnologia atua como alicerce dos negócios, mas o verdadeiro diferencial competitivo reside na responsabilidade socioambiental e em uma liderança capaz de compreender que o sucesso da marca é fruto de uma governança centrada na confiança e na valorização do ser humano. Exercer esse papel exige o compromisso de garantir que a inovação caminhe lado a lado com a ética, assegurando que o legado construído hoje floresça como um ambiente de trabalho conectado às demandas da sociedade e ao aprendizado contínuo.

O líder que unifica todo o ecossistema

Ao “cativar” a integração tecnológica no ambiente corporativo, a liderança assume o compromisso ético de supervisionar e garantir que o uso da inteligência artificial não resulte em degradação ambiental, exclusão de minorias ou problemas de conduta. Essa governança mais sólida pressupõe que o conselho monitore de perto a neutralidade e a responsabilidade dos sistemas, assegurando que a inovação caminhe lado a lado com a preservação dos valores humanos e a confiança de todos os stakeholders.

Essa nova governança precisa transcender o discurso da alta liderança para ser sentida na base da operação, especialmente em um cenário no qual a tecnologia dita as regras do jogo. Estudos recentes sobre a força de trabalho no Brasil, divulgados pela consultoria global de gestão organizacional Korn Ferry, mostram que a inteligência artificial já representa 74% de relevância para profissionais que desejam ingressar ou permanecer em uma empresa, sinalizando que o talento brasileiro está fortemente sintonizado com a inovação.

Nesse contexto, o líder que busca “cativar” seu time na era 5.0 deve encarar o investimento em capacitação não como um luxo, mas como uma das únicas estratégias realistas para evitar abismos de conhecimento e garantir que a evolução tecnológica promova união — e não exclusão interna.

No fim das contas, com a Globalização 5.0, o cenário exige que a conexão entre todos os níveis da empresa, do estagiário ao CEO, seja genuína e se torne uma pauta obrigatória, presente desde as reuniões de conselho até as interações mais informais do cotidiano. Por isso, a cultura organizacional deve ser fortalecida para garantir que, apesar do avanço tecnológico constante, todos saibam operar e “cativar” as novas ferramentas, incluir aqueles que enfrentam dificuldades e adotar práticas que minimizem, de forma efetiva, os impactos ambientais.

Sobre a Foundever

A Foundever é líder global no mercado de customer experience (CX). Com 150.000 colaboradores ao redor do mundo, somos o time por trás das melhores experiências para as maiores marcas globais digital-first. Nossas soluções inovadoras de CX, tecnologias e especialidades são projetadas para apoiar as operações dos clientes e oferecer uma experiência perfeita aos consumidores nos momentos que mais importam.

Oferecendo suporte a mais de 9 milhões de interações com clientes diariamente, em mais de 60 idiomas e em 45 países, a Foundever combina força e escala global com agilidade, uma abordagem empreendedora e uma cultura liderada por seus fundadores — permitindo que empresas de todos os portes e setores transformem sua experiência do cliente. Saiba mais em: www.foundever.com

Aceleradora Habitat Senai consolida legado de inovação e impacto industrial

A Aceleradora Habitat Senai consolida-se como um dos principais elos entre startups e indústria no Paraná. A celebração realizada na última quinta-feira, 26, marcou a trajetória da instituição, mas o protagonismo ficou, sobretudo, para os resultados construídos ao longo do tempo e para o impacto direto na competitividade industrial do estado.

Em 15 anos de atuação, mais de 50 startups residentes passaram pelo programa. Atualmente, mais de 35 seguem ativas e empregam juntas mais de 350 pessoas. Nesse período, foram realizados mais de 20 programas de inovação aberta e mais de 600 startups foram conectadas a indústrias, fortalecendo o ecossistema regional.

O gerente sênior de Tecnologia e Inovação, Fabiano Scheer Hainosz, destacou que a aceleradora do Senai completa 15 anos como a primeira iniciativa do gênero em âmbito nacional dentro da instituição. Hainosz também ressaltou que a aceleradora é a única da rede que alcança a internacionalização, conectando tanto startups estrangeiras ao ecossistema do Senai quanto empresas aceleradas ao mercado internacional.

O reconhecimento dessa trajetória também se traduz em credenciais institucionais. O Habitat é certificado no nível máximo do CERNE 4 (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos), metodologia desenvolvida pela Anprotec em parceria com o Sebrae. A certificação avalia o grau de maturidade de incubadoras e aceleradoras, promovendo a melhoria contínua dos processos e ampliando as chances de sucesso dos negócios apoiados. Alcançar o nível 4 — reservado a poucas instituições no país — atesta excelência em gestão, metodologia e impacto no ecossistema de inovação.

Suporte constante

A história da Já Entendi, primeira startup acelerada pelo programa, se confunde com a própria evolução do Habitat. Gladys Mariotto relembra que o ingresso ocorreu em um momento em que o ecossistema ainda estava se formando. “Foi muito importante começar aqui. A gente entrou há 15 anos, em um momento em que ainda não existia um processo estruturado e consolidado de apoio a startups como vemos hoje. Estávamos todos aprendendo”, conta.

Segundo ela, o suporte constante foi decisivo. “Sempre que surgia um problema, uma dúvida ou um desafio maior, a gente vinha para cá. E sempre havia alguém disposto a ouvir e orientar. Talvez, sem essa base, a gente não teria conseguido chegar tão longe”, diz. “Foi uma construção mútua. Não seríamos o que somos hoje sem a aceleradora.”

Para Ricardo Lie, conselheiro consultivo, ambientes como o Habitat aceleram a aplicação prática da inovação. “Muitas empresas sabem que precisam inovar, mas nem sempre sabem como acessar tecnologia ou por onde começar. O papel do Habitat é aproximar inovação e aplicação real, conectando startups às necessidades concretas da indústria”, explica.

Conexão direta e qualificada com a indústria

Ele destaca ainda o papel estratégico dos conselhos. “Adaptamos a expertise ao estágio da startup. É uma via de mão dupla: contribuímos com experiência, mas também aprendemos com a agilidade e a mentalidade inovadora das startups.”

Da perspectiva da indústria, o impacto é direto. Ana Weigert, Business Developer na Bosch, ressalta que a aceleradora facilita o acesso a soluções aderentes às necessidades reais do setor. “Ela cria uma conexão direta e qualificada com a indústria, focada nos desafios concretos das empresas. Isso agiliza muito a adoção de novas tecnologias.”

Sergio Roberto Scarpin, diretor de Engenharia na Lightera, reforça que a curadoria técnica reduz riscos. “Existe uma pré-seleção e uma validação das startups. Para quem está na indústria, isso já representa meio caminho andado. Você não começa do zero nem dá um tiro no escuro”, afirma. “É um ambiente em que todos ganham: a indústria, as startups e o ecossistema de inovação.”

Mais do que celebrar um marco temporal, a Aceleradora Habitat Senai evidencia, ao completar 15 anos, que seu maior legado é fortalecer pontes, transformando boas ideias em soluções aplicadas e impulsionando a indústria paranaense para um patamar mais competitivo e inovador.