Habitação popular impulsiona mercado da construção civil no Ceará

Programa habitacional aquece cadeia produtiva do setor no estado

O Minha Casa Minha Vida deixou de ser apenas um programa de habitação popular e se tornou um dos principais motores da construção civil no Ceará. Levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) mostrou que o programa respondeu por 56,37% de todos os imóveis comercializados na Grande Fortaleza no primeiro trimestre de 2026. Foram 2.234 unidades vendidas pelo MCMV no período, sendo 1.418 em Fortaleza e 816 na Região Metropolitana — volume 30% superior ao registrado por todos os demais segmentos do mercado somados.

Esse crescimento tem impulsionado a cadeia produtiva do setor, com reflexos que vão além da venda das unidades e alcançam diferentes elos da construção civil. Fornecedores de insumos do segmento já registram esse reflexo. Segundo Eduardo Pacheco, CEO do Grupo Hiperferro, a alta do programa auxilia no aquecimento do setor no estado.

“O Minha Casa Minha Vida funcionou neste primeiro trimestre como um dos principais indutores de vendas da construção civil no Ceará. Quando o programa cresce nessa velocidade, ele não movimenta apenas o mercado imobiliário, movimenta toda a cadeia produtiva ao seu redor, como incorporadoras que lançam mais empreendimentos, construtoras que aceleram cronogramas de obra e, consequentemente, fornecedores que precisam ampliar sua capacidade de atendimento. É um efeito em cadeia que beneficia muitos empreendimentos”, afirma Pacheco.

“O crescimento não ficou restrito à capital. Os números do Sinduscon-CE mostram avanço também na Região Metropolitana, o que é significativo para o setor. O aquecimento puxado pelo programa se distribui por toda a Grande Fortaleza, e não se concentra em um único polo”, completa o CEO do Grupo Hiperferro. 

Agilidade na regularização impulsiona novos empreendimentos

A velocidade com que novos empreendimentos chegam ao mercado é um dos fatores que sustentam o crescimento do Minha Casa Minha Vida. Nesse cenário, acelerar etapas essenciais do processo, desde a aquisição do terreno até as fases posteriores à entrega do empreendimento, se torna um trunfo estratégico.

“A agilidade na regularização imobiliária impacta diretamente o ritmo de novos lançamentos. Quando conseguimos acelerar processos desde a aquisição do terreno até o pós-obra, contribuímos para que os empreendimentos cheguem ao mercado com mais rapidez e segurança. A tecnologia aliada ao olhar técnico especializado torna esse fluxo mais eficiente e beneficia toda a cadeia da construção civil”, explica Lara Praça, CEO da Readi, empresa especializada em regularização documental de imóveis.

Um dos marcos desse processo é o registro de incorporação, procedimento realizado em cartório que autoriza o início da comercialização de um empreendimento após a análise da documentação exigida pela legislação. Esse registro atesta que o projeto atende aos requisitos legais para ser ofertado ao mercado. Em 2025, a Readi foi responsável por 40% dos registros de incorporação dos empreendimentos do Minha Casa Minha Vida lançados em Fortaleza.

“Esses números demonstram como a regularização imobiliária assume um papel estratégico para o desenvolvimento do setor. Quanto mais eficiente é esse processo, maior é a capacidade de viabilizar novos empreendimentos e acompanhar o ritmo de expansão de programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida”, afirma Lara Praça.

Compartilhe nas redes sociais!