“A Necessidade de Regulamentação Rigorosa para Garantir a Integridade das Pesquisas e da Opinião Pública”
*Mário Feitoza de Carvalho Freitas
Deveriam existir regras rigorosas, instrumentos de punição, multas severas e até prisão para crimes de adulteração, manipulação e distorção de resultados em qualquer pesquisa de mercado, especialmente aquelas com cunho eleitoral, que pudessem induzir a opinião pública a dúvidas ou, no mínimo, a insinuações tendenciosas. A culpabilidade direta deveria recair sobre as empresas de pesquisa, publicidade, consultoria política ou críticos políticos profissionais envolvidos.
Além disso, deveria ser proibido que formadores de opinião—como cantores, locutores esportivos, jogadores, apresentadores de programas, religiosos, atores, atrizes, poetas, escritores, professores e profissionais de saúde e liberais—fizessem pronunciamentos ou depoimentos públicos sobre questões políticas. O povo deve ter a liberdade de escolher seus representantes políticos com base em atos, conduta e histórico, avaliando a capacidade de gestão dos candidatos, sem ser induzido por influências externas.
Atualmente, vivemos em um cenário onde até os torcedores mais fanáticos podem ser comprados para apoiar causas ou candidatos contrários aos seus princípios, um fenômeno que representa uma grave ameaça à democracia e à integridade do processo eleitoral.
*Mário Feitoza é Engenheiro de Pesca, Administrador de Empresas, Economista, Empresário, Agropecuarista e Ex-Deputado Federal.
