Especialista alerta para sinais silenciosos de problemas nas patas dos pets

Calor, umidade e produtos de limpeza podem comprometer a saúde das patas, favorecendo o surgimento de alergias, infecções e ferimentos.

Lamber as patas com frequência pode parecer um comportamento comum em cães e gatos, mas também costuma ser um sinal de alerta para diferentes problemas de saúde. Ferimentos, alergias, infecções, dermatites e até situações de estresse e ansiedade podem afetar os coxins, estruturas localizadas na parte inferior das patas dos animais e popularmente conhecidas como “almofadinhas”. 

Os coxins são responsáveis pela proteção contra impactos, aderência em diferentes superfícies e auxílio na regulação da temperatura corporal. Eles são compostos por queratina e possuem diversas terminações nervosas, o que as tornam áreas bastante sensíveis. Por isso, fatores como pisos irregulares, espinhos, pedras e temperaturas extremas podem causar lesões e desconforto aos pets. 

De acordo com Anne Gabrielle Ferreira, veterinária e docente do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, em Juazeiro do Norte, os tutores devem observar atentamente qualquer alteração nas patas dos animais. “Os sintomas clínicos de que há algo errado com os coxins incluem mau cheiro, feridas, bolhas, descamação da pele, vermelhidão, sangramentos ou dificuldades para andar. Além disso, lamber excessivamente as patas também pode indicar que o animal está sentindo dor ou desconforto”, explica. 

Segunda a especialista, a aparência dos coxins pode variar de acordo com a rotina do pet. Animais que costumam passear com frequência tendem a apresentar uma textura mais áspera e resistente. Já aqueles que passam a maior parte do tempo dentro de casa normalmente possuem coxins mais macios e lisos.  

Além de fatores externos, a saúde dessas estruturas também pode ser comprometida por distúrbios metabólicos e nutricionais, doenças dermatológicas e infecções. Por isso, a prevenção é fundamental para evitar complicações. Entre os cuidados recomendados estão a escolha de horários mais adequados para passeios e a atenção à temperatura do piso. Uma orientação simples é aproximar a mão do chão antes de sair com o animal. Se o calor estiver desconfortável para o tutor, também pode representar um risco para as patas do pet. 

Locais excessivamente úmidos também merecem atenção, pois podem favorecer a proliferação de fungos e outros agentes causadores de infecções. Após o banho ou passeios em áreas molhadas, é importante secar bem as patas. A higienização pode ser feita com lenços adequados para animais, seguida da hidratação dos coxins com produtos específicos recomendados por profissionais. 

Outro cuidado envolve os produtos de limpeza utilizados em casa. Algumas substâncias podem provocar irritações, alergias e lesões. Nesses casos, os tutores devem observar sinais como coceira, vermelhidão e feridas nas patas ou em outras regiões do corpo. 

“O ideal é que o tutor não espere o aparecimento de sintomas mais graves para agir. A prevenção continua sendo a melhor forma de proteger a saúde dos animais. Em caso de dúvidas ou alterações nas patas, a orientação é procurar um médico-veterinário”, conclui a veterinária. 

*Imagem: *Magnific

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