19ª Corrida Unimed Fortaleza reúne mais de 4 mil pessoas e reforça compromisso com a sustentabilidade

Evento contou com mais de 3.800 atletas, 22 patrocinadores e 17 ativações, além de iniciativas voltadas à responsabilidade socioambiental

A 19ª Corrida Unimed Fortaleza movimentou o calendário esportivo cearense no último domingo (18), reunindo milhares de pessoas no estacionamento do Shopping Iguatemi Bosque. Com mais de 3.800 atletas inscritos e público geral de 4.500 pessoas na arena, o evento reafirmou seu papel como uma das iniciativas da cooperativa voltadas à promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida. A programação contou com percursos de 5 km, 10 km e 21 km, além de experiências para os participantes e ações alinhadas às práticas de sustentabilidade.

A arena reuniu 21 patrocinadores e promoveu 17 ativações, com destaque para ações que movimentaram o público, como distribuição de picolés e brindes, sessões de massagem, degustações e sorteios. Em alusão ao Dia do Médico, a corrida também contou com um lounge exclusivo para estes profissionais, proporcionando um ambiente dedicado à convivência e à integração durante o evento. 

Para o presidente da Unimed Fortaleza, Dr. Flávio Ibiapina, a corrida representa o compromisso da cooperativa com a promoção da saúde para além da assistência médica, incentivando hábitos saudáveis e aproximando a marca da comunidade. “A Corrida Unimed Fortaleza traduz, na prática, aquilo em que acreditamos: a saúde deve estar presente em todas as fases da vida e ser estimulada por meio de escolhas e experiências que promovam o bem-estar. Chegar à 19ª edição, reunindo milhares de pessoas em torno do esporte, é motivo de orgulho e demonstra a força dessa iniciativa. Também avançamos ao incorporar práticas sustentáveis à realização do evento, reforçando nossa responsabilidade com as pessoas e com o meio ambiente”, diz.

Sustentabilidade em foco

A agenda socioambiental foi um dos destaques da edição. Pelo terceiro ano consecutivo, a organização eliminou o uso de embalagens plásticas na entrega das camisas. Outra iniciativa foi o reaproveitamento de mantas cirúrgicas na confecção das sacolas utilizadas no guarda-volumes, por meio de um projeto desenvolvido pelo setor de Responsabilidade Socioambiental da cooperativa.

O evento contou com descarte adequado de resíduos, em parceria com a Marquise Ambiental, e atividades de conscientização. A largada ocorreu sem o uso de fumaça ou de materiais que gerassem resíduos tóxicos, contribuindo para reduzir os impactos ambientais e proporcionar uma experiência mais segura aos participantes. 

Além dos desafios esportivos, a Arena Unimed Fortaleza ofereceu mais de cinco horas de programação, com apresentação musical da Banda São 2 e ativações dos patrocinadores, que proporcionaram experiências ao público, incluindo degustações, distribuição de brindes, massagens, sorteios e outras ações.

O percurso contou com estrutura de segurança e pontos de hidratação a cada 2,5 km. A estrutura também disponibilizou guarda-volumes gratuito e estacionamento sem custo até as 10h. Ao todo, 22 patrocinadores participaram do evento: Sescoop, Sicredi, São Luiz Supermercado, Frosty, Economy Energy, Granja Regina, Santa Clara, 3 Corações Power, Instituto Cardio Performance, Somapay, Allcare, Grupo Marquise, Jungle, Mood, Universidade Christus, Rapid Fuse, Emape, Naturágua, Sellene, Urbmidia e Nosso Meio, com apoio do Shopping Iguatemi Bosque. Todos os atletas que concluíram seus percursos receberam medalhas de participação, enquanto os primeiros colocados das categorias geral e médico, masculino e feminino, foram reconhecidos com troféus e premiação em dinheiro. 

Experiência que incentiva a prática esportiva

Entre os participantes, a corredora Adriana da Silva, de 41 anos, destacou a organização e a paixão pela corrida, atividade que faz parte de sua rotina e proporciona momentos de superação e satisfação pessoal. “Eu amo correr, e participar de uma prova como essa torna a experiência ainda mais especial. A organização foi ótima, com uma estrutura que permite aproveitar cada momento, desde a largada até a chegada. É muito gratificante estar em um evento que incentiva a prática esportiva, reúne tantas pessoas com o mesmo propósito e nos motiva a continuar buscando novos desafios”, afirma.

Já a estreante Luiza Lis, médica cooperada da Unimed Fortaleza, destacou a corrida como um incentivo para retomar a prática de atividades físicas após um longo período parada. “Foi minha primeira participação na corrida e fiquei muito feliz com a experiência. Estava há bastante tempo sem praticar atividade física e o evento foi um incentivo para retomar esse cuidado com a saúde e o bem-estar. Com certeza, estarei de volta no próximo ano!”, afirmou. 

Mais sobre a Unimed Fortaleza

Fundada em 9 de janeiro de 1978 por 23 médicos que se uniram por meio do cooperativismo, a Unimed Fortaleza integra o Sistema Nacional Unimed. Atualmente, é a 11ª maior singular, em relação às outras Unimeds, em número de beneficiários, com mais de 380 mil clientes e mais de 4 mil médicos cooperados, incluindo pessoas físicas e jurídicas.

A Unimed dispõe de ampla rede credenciada e uma rede própria que conta com o Hospital Unimed, que tem nível máximo de Acreditação Hospitalar na metodologia Qmentum, concedida pela Quality Global Alliance (QGA), sendo o maior hospital privado do Ceará em número de leitos (330) e o maior do sistema Unimed no Brasil; e com o Hospital Unimed Sul, que possui serviços de emergência pediátrica e obstétrica, internação obstétrica, adulta e pediátrica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e oncologia pediátrica, além de um centro cirúrgico moderno, com atendimento a cirurgias eletivas. A rede própria conta também com 11 laboratórios, cinco Clínicas Unimed, oito Clínicas de Saúde Integral, além de programas como a Medicina Preventiva.

Em 2025, a Unimed Fortaleza tornou-se a primeira rede de saúde privada do mundo acreditada com nível Diamante no padrão internacional Qmentum 360º, concedido pela Quality Global Alliance (QGA), representante da Health Standards Organization (HSO), do Canadá.

Inteligência Artificial e Segurança: especialista explica como identificar e se proteger das deepfakes

Rodrigo Piloni, Diretor Comercial da HowBe, alerta para golpes com vídeos, imagens e áudios falsificados e destaca a importância da checagem antes de compartilhar ou tomar decisões

Vídeos de pessoas dizendo coisas que nunca disseram, áudios reproduzindo vozes reais e imagens de situações que jamais aconteceram já fazem parte dos desafios trazidos pela evolução da Inteligência Artificial (IA). As chamadas deepfakes utilizam recursos tecnológicos para criar ou alterar conteúdos digitais de forma cada vez mais convincente, aumentando os riscos de golpes, fraudes, desinformação e danos à reputação.

Segundo Rodrigo Piloni, Diretor Comercial da HowBe, a principal dificuldade está justamente no nível de realismo alcançado por essas tecnologias. “Não existe mais uma regra simples para identificar uma deepfake. É preciso observar o conjunto: movimentos faciais, sincronização entre fala e imagem, iluminação, expressões e até pequenos detalhes do cenário. Ainda assim, a principal recomendação é não confiar apenas no que os olhos estão vendo”, afirma.

A origem da informação deve ser um dos primeiros pontos analisados pelo usuário. Publicações feitas por perfis desconhecidos, conteúdos sem contexto ou materiais que não apresentam uma fonte verificável exigem atenção redobrada. “Uma informação impactante não deve ser compartilhada imediatamente. O ideal é verificar quem publicou, buscar a mesma informação em fontes confiáveis e confirmar se existem outros registros daquele acontecimento”, explica Piloni.

Os riscos também envolvem a clonagem de voz, que pode ser utilizada em tentativas de engenharia social. Um criminoso pode, por exemplo, utilizar uma voz artificialmente reproduzida para se passar por um familiar, funcionário ou executivo e fazer um pedido urgente de transferência de dinheiro ou compartilhamento de informações. “Se houver um pedido inesperado envolvendo dinheiro, senhas, códigos ou dados sensíveis, é fundamental interromper a ação e confirmar a identidade por outro meio de comunicação”, alerta o executivo.

Para Piloni, a melhor defesa passa pela combinação entre tecnologia e comportamento. “As ferramentas de IA estão evoluindo muito rapidamente, e os conteúdos falsificados tendem a ficar cada vez mais difíceis de distinguir dos reais. Por isso, empresas e usuários precisam desenvolver uma cultura de verificação, segurança da informação e conscientização. A tecnologia pode ajudar a identificar ameaças, mas a atenção das pessoas continua sendo uma camada essencial de proteção”, ressalta.

Sobre a HowBe

A HowBe é uma empresa de tecnologia especializada no desenvolvimento de soluções sob medida em Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Videomonitoramento e Segurança Cibernética.

Com DNA cearense e operação nacional abrangendo Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Brasília e Pará, a companhia gerencia cerca de 10.000 dispositivos inteligentes e conta com uma equipe de especialistas focados em transformar dados e imagens em soluções estratégicas para o sucesso empresarial e governamental.

Cia Giradança leva arte inclusiva, espetáculos gratuitos e oficinas à 10ª Bienal Internacional de Dança do Ceará 

“Companhia potiguar de dança contemporânea leva a Fortaleza os espetáculos”Graça ” e”Feche os Olhos”, além de oficinas, seminários e intercâmbios entre os dias 26 e 30 de outubro. As apresentações ocorrem no Theatro José de Alencar, com acesso gratuito.”

Entre os dias 26 e 30 de outubro, a capital cearense recebe a Cia Giradança, reconhecida companhia de dança contemporânea sediada em Natal (RN). A trupe desembarca em Fortaleza como parte da programação oficial da 10ª Bienal Internacional de Dança do Ceará, trazendo duas de suas mais recentes montagens — “Graça” e “Feche os Olhos” —, além de uma série de ações formativas voltadas a artistas, pesquisadores e ao público em geral.

As apresentações ocorrem no Theatro José de Alencar, com entrada gratuita, ingressos disponíveis para retirada na bilheteria do teatro.

O grupo tem sua estreia marcada para o dia 26 (segunda-feira), às 20h30, com o espetáculo “Graça”. Fruto do encontro entre a Giradança e a coreógrafa Elisabete Finger, a obra propõe uma estrutura coreográfica circular na qual três performers tensionam e desafiam arquétipos históricos de beleza, fertilidade e êxtase. O trabalho escava camadas de erotismo e memória corporal, operando na fronteira entre a continuidade e a dissolução.

Na quarta-feira (28/10), às 18h, a companhia leva ao palco “Feche os Olhos”. Inspirado no pensamento do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, o trabalho é um convite poético à desaceleração e à ampliação do campo sensível. O espetáculo propõe estar presente no tempo de maneira mais profunda e sutil. O projeto “Giradança 20 anos – Caravana acessível em dança” é realizado com fomento da Fundação Nacional de Artes (Funarte), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) do Governo Federal.

Formação, Acessibilidade e Troca de Saberes

Além da agenda de espetáculos, a passagem da Cia Giradança por Fortaleza é marcada por uma sólida programação formativa que visa descentralizar o conhecimento e promover o intercâmbio com a cena artística local. No dia 27/10 (terça-feira), das 14h às 17h, a Cia realiza o seminário “Acessibilidade Estética”, reunindo a Cia Giradança, Eduardo Fukushima e Daina Leyton. Já no dia 29/10 (quinta-feira), acontece a Oficina Laboratório de Danças, dividida em dois momentos: pela manhã na APADA, das 9h às 12h, e à tarde na UFC, das 14h às 17h. Finalizando as ações formativas e a passagem do grupo pelo Ceará, no dia 30/10 (sexta-feira), ocorre o intercâmbio artístico entre a Cia Giradança e a bailarina e pesquisadora cearense Rosa Primo, das 9h às 12h.

Sobre a Cia Giradança

Fundada em Natal (RN) em 2005, a Companhia Giradança consolidou-se no cenário das artes cênicas brasileiras como uma plataforma de pesquisa e criação focada nas relações tensionais e poéticas entre corpos com e sem deficiência. Com mais de duas décadas de trajetória, o grupo possui mais de 14 espetáculos em seu repertório e já circulou por 15 estados brasileiros e cinco países, acumulando prêmios e convites para importantes festivais nacionais e internacionais. Em reconhecimento ao seu impacto artístico e social, a companhia foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural pelo Governo do Brasil. 

SERVIÇO:

Cia Giradança na 10ª Bienal Internacional de Dança do Ceará

Data: De 26 a 30 de outubro

Local: Theatro José de Alencar, UFC e espaços parceiros.

Ingressos: Acesso gratuito – Retirada de ingressos para os espetáculos na bilheteria do Theatro José de Alencar.

Energia solar ganha espaço nos condomínios cearenses e exige planejamento para reduzir custos

Avanço da geração fotovoltaica no Ceará amplia as possibilidades de economia, mas escolha do modelo exige avaliação técnica e planejamento financeiro

A busca por alternativas para reduzir as despesas com energia elétrica tem levado condomínios a avaliar diferentes formas de aproveitar a energia solar. Entre as opções estão a contratação de energia por assinatura, com créditos provenientes de usinas externas, e a instalação de painéis fotovoltaicos no próprio empreendimento. Enquanto a primeira modalidade dispensa obras e equipamentos no edifício, a segunda permite gerar energia no local. A escolha depende das características do condomínio, dos custos envolvidos e do potencial de economia de cada modelo.

De acordo com levantamento da Solfácil, com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores residenciais representam 92,2% dos projetos de geração distribuída no Ceará. Nesse cenário, a tecnologia também surge como alternativa para reduzir os gastos dos condomínios com o consumo de energia nas áreas comuns, como iluminação, elevadores e bombas d’água.

Ainda segundo dados da Aneel, o Ceará soma 144.626 sistemas solares instalados em residências e estabelecimentos comerciais, ocupando a terceira posição entre os estados do Nordeste, atrás da Bahia e de Pernambuco. Em 2025, o número de sistemas cresceu 9% em relação ao ano anterior e 36% na comparação com 2023, evidenciando a expansão da tecnologia no estado.

O avanço acompanha a tendência nacional. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a capacidade instalada de micro e minigeração distribuída no Brasil passou de 36,2 gigawatts (GW), em 2024, para 45 GW, em 2025. O país também alcançou 7,2 milhões de consumidores vinculados a essa modalidade.

Para George Melo, presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Ceará (Adconce), o interesse pela energia solar está relacionado à busca por maior controle das despesas condominiais. No entanto, a adoção da tecnologia exige uma análise que considere as particularidades de cada empreendimento, os custos envolvidos e as condições de aproveitamento da energia.

“A energia solar pode ser uma alternativa interessante para os condomínios que buscam mais eficiência na gestão dos gastos, principalmente no consumo das áreas comuns. Mas a decisão precisa considerar as características de cada empreendimento, os custos envolvidos e o potencial de economia. O planejamento é fundamental para que a escolha seja compatível com a realidade financeira do condomínio”, afirma George Melo.

Assinatura de energia solar dispensa instalação de painéis

Na modalidade por assinatura, a energia é gerada em uma usina externa, e os créditos correspondentes podem ser destinados à unidade consumidora contratante, conforme as regras do modelo e da regulamentação do setor elétrico. Dessa forma, o condomínio pode aproveitar os benefícios da geração solar sem precisar instalar painéis no telhado ou realizar obras no edifício.

A alternativa pode ser interessante para empreendimentos que não dispõem de espaço adequado ou preferem evitar o investimento inicial em equipamentos. Antes da contratação, porém, é importante verificar as condições do serviço, os prazos de permanência, as regras de cancelamento e reajuste e o desconto efetivo oferecido. A assinatura também não elimina necessariamente a conta da distribuidora, pois podem permanecer cobranças relativas ao consumo não compensado e a outros componentes tarifários.

Instalação exige avaliação técnica e financeira

Para os condomínios que optam por um sistema próprio, a primeira etapa é verificar se a estrutura comporta os painéis, considerando área disponível, incidência solar, condições do telhado e capacidade da instalação elétrica. O planejamento também deve contemplar o investimento inicial, a manutenção e a eventual substituição de componentes.

A Lei nº 14.300/2022 estabeleceu o marco legal da microgeração e minigeração distribuída e regras para o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), que permite compensar energia excedente injetada na rede, conforme as condições regulatórias aplicáveis a cada projeto.

A avaliação de viabilidade deve considerar a capacidade de geração do sistema, as condições de conexão à rede, as regras de compensação e o retorno financeiro estimado. Comparar propostas e analisar os custos operacionais ajuda a dimensionar a economia possível e evitar expectativas que não correspondam à realidade do empreendimento.

Custos e benefícios precisam ser planejados

Independentemente do modelo escolhido, a administração deve avaliar como a contratação ou o investimento será custeado e qual será o impacto no orçamento do condomínio. No sistema próprio, é necessário definir as responsabilidades pela manutenção e os critérios de distribuição dos custos e benefícios. Na assinatura, a análise deve incluir os pagamentos à fornecedora, as cobranças que permanecem na fatura da distribuidora e as condições previstas em contrato.

As decisões devem ser apresentadas com transparência aos condôminos, respeitando a convenção condominial, as normas aplicáveis e as deliberações da assembleia, quando cabíveis.

“É importante apresentar os custos, explicar como a energia será aproveitada e deixar claras as responsabilidades envolvidas. Quando essas questões são discutidas previamente, a administração tem melhores condições de conduzir a decisão com transparência e planejamento”, ressalta George Melo.

A redução das despesas não é automática. O resultado depende do consumo do condomínio, das condições de contratação ou instalação, do volume de energia compensado ou produzido e dos custos que permanecem. Por isso, a análise técnica e financeira é essencial para identificar a alternativa mais adequada à realidade de cada empreendimento.