Impulsionamento nas redes sociais exige atenção às regras da legislação eleitoral

Especialista alerta que publicidade paga na internet é permitida, mas possui restrições e deve seguir as normas da Justiça Eleitoral 

Com o avanço do calendário eleitoral, o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais volta ao centro das estratégias de campanha. Embora seja permitido pela legislação, o uso de publicidade paga na internet está sujeito a regras específicas e exige atenção de candidatos, partidos e equipes de comunicação.

Segundo o estrategista político Stênio Muniz, o impulsionamento é uma ferramenta importante para ampliar o alcance das mensagens, desde que utilizado dentro dos limites legais.

“O impulsionamento é um recurso legítimo da comunicação eleitoral, mas não pode ser tratado como uma ferramenta sem regras. É preciso observar quem pode contratar, em que período isso é permitido e quais conteúdos podem ser promovidos”, explica.

O estrategista complementa que o planejamento também faz diferença para o desempenho das campanhas no ambiente digital. “Não basta investir em anúncios. O impulsionamento funciona quando está aliado a uma estratégia de conteúdo, segmentação de público e produção de mensagens que façam sentido para o eleitor. A tecnologia amplia o alcance, mas é a comunicação que gera conexão”, afirma.

Stênio destaca ainda que o descumprimento das normas pode resultar em sanções pela Justiça Eleitoral, reforçando a necessidade de acompanhamento técnico durante todo o processo. “As campanhas digitais serão cada vez mais relevantes, mas precisam caminhar lado a lado com a legislação. Conhecer as regras é tão importante quanto saber comunicar”, conclui o estrategista.

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