A Prefeitura de Fortaleza segue com a realização de Feiras de Pequenos Negócios em vários pontos da cidade. Até 31 de outubro, as vendas acontecem nos terminais de ônibus (Siqueira, Papicu, Messejana, Antônio Bezerra, Parangaba, Lagoa e Conjunto Ceará), sempre das 8h às 18h.
O Projeto também conta com seis boxes localizados na Feirinha da Beira Mar, que contemplam beneficiários dos projetos Costurando o Futuro, Nossas Guerreiras e Feira de Pequenos Negócios. Os boxes funcionam todos os dias, sempre das 17h às 22h. “São espaços na melhor vitrine de Fortaleza, que é a nova Beira-Mar, para ajudar na renda de quem mais precisa”, enfatiza o secretário do Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Nogueira.
As feiras de pequenos negócios têm o objetivo de estimular a geração de emprego e renda para os pequenos empreendedores da cidade. Em funcionamento desde 2014, foram realizadas 3.153 feiras e cadastrados 2.535 artesãos, movimentando mais de R$ 8,6 milhões na economia de Fortaleza.
Os interessados em comercializar produtos nas feiras devem entrar em contato com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) pelo telefone 0800 081 4141. Para realizar o cadastro, basta apresentar RG, CPF, comprovante de endereço, além da amostra do produto.
Serviço: Programação das Feiras de Pequenos Negócios Data: até 31 de outubro de 2023
A Inteligência Artificial (IA) tem desempenhado um papel promissor no setor jurídico, revolucionando a maneira como o judiciário lida com processos e auxilia os profissionais na tomada de decisões. Com o avanço tecnológico contínuo, a IA está emergindo como uma ferramenta indispensável para otimizar o desenvolvimento do direito.
Atualmente, a IA no campo jurídico apoia advogados e magistrados em atividades como revisão de contratos, análise de decisões passadas, previsão de resultados e até mesmo na automação de tarefas rotineiras. Combinada com algoritmos avançados, a IA oferece percepções valiosas e que reduzem o tempo gasto em pesquisas e análises, possibilitando mais tempo para os profissionais concentrarem-se em questões estratégicas e de maior relevância.
Segundo o advogado André Menescal, “a introdução da IA no mundo jurídico é uma revolução indispensável. Ela permite ampliar a eficiência e a eficácia do setor, agilizando processos, melhorando os resultados e reduzindo os custos envolvidos. A IA também desempenha um papel crucial na redução de erros humanos, aumentando a precisão das análises.”
Com a capacidade de processar grandes quantidades de informações e identificar padrões ocultos, a IA é capaz de prever resultados e fornecer insights que auxiliam a estratégia jurídica, contribuindo para uma maior segurança nas tomadas de decisão e aumentando as chances de sucesso nos litígios.
Menescal também destaca que “os profissionais do direito devem abraçar a IA como uma aliada, e não como uma ameaça. Ao utilizar as tecnologias disponíveis, os advogados podem conquistar mais tempo livre, além de aprimorar a qualidade dos serviços prestados, proporcionando um atendimento mais personalizado e eficiente aos clientes.”
A implementação da IA no campo jurídico também traz benefícios para a população como um todo, como a melhoria do acesso à justiça. Com processos mais ágeis e eficientes, a IA contribui para a redução da sobrecarga do sistema judiciário, permitindo que mais casos sejam resolvidos em um espaço de tempo bem mais reduzido.
Dessa forma, mediante a crescente adoção da IA, é essencial que profissionais e instituições invistam em treinamento e atualização de processos para acompanhar a evolução tecnológica e compreender como utilizar essa ferramenta de maneira ética e eficiente.
Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que a depressão é quatro vezes mais comum entre idosos que relatam se sentirem sempre sozinhos, e o risco de desenvolver a doença dobra pelo simples fato de morar só. A psicóloga e professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Fametro (Unifametro), Maria Zelfa Oliveira, explica que as implicações trazidas pelo distanciamento social decorrente da pandemia de Covid-19 podem ter ocasionado uma maior correlação entre solidão e depressão.
De acordo com a psicóloga, a solidão diz respeito a um sentimento de abandono e tristeza, associados à percepção de isolamento social. Na velhice, é comum que esteja relacionada a perda de papéis, espaços e relações sociais.
“Devido às mudanças no modo de viver e aos estigmas socialmente colocados sobre a velhice, o indivíduo pode sentir que já não é útil ou produtivo como antes, que sua sexualidade não pode mais ser vivida e que algumas de suas potencialidades estão estagnadas. O mal-estar gerado daí fragiliza os laços sociais e pode contribuir para que, processualmente, os sujeitos se sintam mais entristecidos e, mesmo, deprimidos”, detalhou Maria Zelfa.
Outros fatores que atravessam o envelhecer, também podem contribuir para o desenvolvimento da depressão em idosos, segundo a especialista:
– O cenário atual de constituição de relações fluidas e aceleradas;
– A cobrança por um alto índice de produtividade;
– O uso das redes sociais, que podem promover novas redes de apoio, mas também distanciamentos;
– A exacerbação das práticas de consumo;
– A eleição da juventude como um valor;
– Alimentação e sono de baixa qualidade, ausência de hábitos saudáveis e exposição a vulnerabilidades.
O estudo, publicado na revista “Cadernos de Saúde Pública”, aponta, ainda, que é mais provável que mulheres com mais de 80 anos que nunca frequentaram a escola se sintam frequentemente sozinhas ou solitárias.
“A depender de características como raça, classe e gênero, os modos de envelhecer podem estar associados a dificuldades que vão além de impossibilidades físicas ou biológicas. Comprovadamente, há uma maior prevalência de sofrimento na velhice de sujeitos que fazem parte de minorias sociais, que historicamente têm sofrido diferentes modos de violências, como mulheres, negros, indígenas, pessoas LGBTQIAPN+, pobres, entre outros”, elucida Maria Zelda.
Para a psicóloga, lidar com os sofrimentos relacionados à solidão também implica a família, a comunidade e a sociedade. “Requer o fortalecimento dos laços sociais, a valorização do sujeito, a possibilidade de se encontrar em outros papéis sociais, a convivência com outras pessoas, o acesso a políticas públicas, comportamentos saudáveis, boa alimentação, sono de qualidade e acompanhamento de profissionais. Isso pode contribuir com a superação do sentimento de solidão e do mal-estar”, finaliza.
Sobre o curso de Psicologia da Unifametro
Ofertado nos campi de Fortaleza e Maracanaú, a estrutura curricular da graduação em Psicologia da Unifametro apoia-se na perspectiva de formação profissional com visão crítica e ética, postura criativa e voltada para a compreensão dos fenômenos da vida psíquica, com uma formação generalista e integrada, capaz de inserir no mercado de trabalho, e consequentemente na sociedade, profissionais competentes e aptos a atender às demandas sociais. O curso é ofertado na modalidade presencial, nos turnos manhã e noite, e tem duração de 10 semestres. Mais informações: http://www.unifametro.edu.br/graduacao/psicologia/
Em alusão ao Dia Mundial de Cuidados Paliativos, a ser comemorado no próximo domingo (8), a Unimed Fortaleza promoveu a sua VI Jornada de Cuidados Paliativos nos dias 29 e 30 de setembro. O evento teve por objetivo provocar discussões acerca do tema e sensibilizar a sociedade sobre a importância da assistência às pessoas que enfrentam doenças crônicas que ameaçam a continuidade de suas vidas.
No primeiro dia do evento foi realizada uma palestra sobre o Panorama dos Cuidados Paliativos no Brasil, conduzida pelo presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, Dr. Rodrigo Castilho. No dia 30, aconteceram outras palestras e mesa redonda com abordagem de temas como o Paciente no centro do cuidado; Adaptação alimentar em Cuidados Paliativos; e Evidências do uso de Cannabis* em Cuidados Paliativos.
Com uma equipe multiprofissional que trabalha para garantir conforto físico a pacientes que são acometidos de doenças que ameaçam a vida, a Unimed Fortaleza também dá suporte emocional a essas pessoas e suas famílias. “O serviço de Cuidados Paliativos da Unimed Fortaleza é um braço forte no cuidado de excelência prestado aos nossos pacientes. E a realização de um evento como esse, para fomentar o assunto na sociedade, é de extrema relevância para criarmos e sustentarmos uma cultura desse serviço para que todos entendam, essencialmente, a diferença que esse cuidado faz na vida das pessoas e suas famílias”, disse Dr. Marcos Aragão, presidente da Unimed Fortaleza.
15 anos dos Cuidados Paliativos
Neste ano, a Unimed Fortaleza também celebra 15 anos de existência do Serviço de Cuidados Paliativos, que foi o primeiro serviço de Cuidados Paliativos implantado no Ceará, em 2008, e um dos primeiros no Brasil.
Nesse período, 15.667 pacientes receberam assistência da área de Cuidados Paliativos da Unimed Fortaleza, com 15.667 famílias impactadas pela humanização que esse serviço proporciona durante o atendimento.
A Dra. Rita Fausto, coordenadora dos Cuidados Paliativos, falou sobre a importância do serviço e da data. “Celebrar 15 anos de serviço é afirmar o quão temos evoluído e o quão temos conquistado espaço na sociedade. Os números existem para respaldar esse fato e esse cuidado existe porque milhares de famílias são impactadas positivamente em meio a momentos de dor. É com o coração cheio de gratidão e alegria que celebramos os anos de existência do nosso serviço e realizamos mais uma Jornada de conscientização dos Cuidados Paliativos.”
Mais sobre a VI Jornada de Cuidados Paliativos
O evento foi direcionado a convidados da área da saúde de todo o Ceará e os participantes inscritos foram incentivados a doar fraldas geriátricas para contribuir com outra forma de cuidado, que é abraçando a causa social de ajudar instituições beneficentes.
Foram arrecadadas 2.200 fraldas em dois dias de evento, que serão doadas às instituições Toca de Assis e Amigos Voluntários em Ação (AVA).
Sobre Cuidados Paliativos
Cuidados Paliativos é a área assistencial que atua com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que não têm mais tratamento e que ameacem a continuidade da vida. Os cuidados são voltados para o alívio da dor física, emocional e espiritual.
*Cannabis refere-se a várias drogas psicoativas e medicamentos derivados de plantas do gênero Cannabis.
O Shopping Iguatemi Bosque promove, na noite desta segunda-feira (9), mais uma edição do projeto Momento de Oração. Aberto ao público, o encontro acontece às 20 horas, na Praça de Convivência da Expansão, e reúne clientes, lojistas e funcionários em uma grande cerimônia de comunhão, celebrada pelo pastor Davi Goes, do Ministério Canaã, de Fortaleza.
Wellington Oliveira, superintendente do Iguatemi Bosque, ressalta a importância de realizar estes encontros para os clientes. “O Momento de Oração tem sido incrível, é uma renovação plena da fé. As pessoas chegam buscando paz, conforto e saem revigoradas. O pastor Davi Goes participará, mais uma vez, propagando essa mensagem de esperança e gratidão”, destaca.
A Prefeitura de Fortaleza segue com inscrições abertas do concurso público para a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). O certame será realizado pelo Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh) e prevê um total de 128 vagas para o cargo de agente municipal de operação e fiscalização de trânsito.
Para concorrer, os interessados devem ter ensino médio completo com conhecimento específico na área de trânsito e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria “B”.
O concurso será realizado em seis etapas, constituído de prova objetiva, prova de avaliação psicológica, prova de capacidade física, curso de formação profissional, procedimento de heteroidentificação (para candidatos negros) e procedimento biopsicossocial (para candidatos com deficiência).
Os candidatos aprovados, após os processos de convocação e nomeação, serão lotados na AMC, obedecendo à ordem crescente de classificação final. A carga horária do agente de trânsito é de 240 horas mensais com remuneração no valor de R$ 5.561,89.
Mais informações Diretoria de Concursos e Seleções (Dices) Endereço: Av. João Pessoa, 5609 – Damas Telefone: 3433.2979
O TopBus+, um inovador serviço de transporte compartilhado sob demanda operando em Fortaleza, garantiu seu lugar na semifinal do Prêmio BRAZTOA de Sustentabilidade, promovido pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (BRAZTOA). Este prêmio está focado no setor do turismo e realça iniciativas que não apenas inspiram, mas também demonstram um compromisso sólido com o futuro sustentável do turismo nacional.
Atendendo a 33 bairros da maior capital do nordeste brasileiro, o TopBus+ surge como uma alternativa para enfrentar as constantes preocupações relacionadas à mobilidade urbana e sustentabilidade em uma cidade onde 1.207.453 veículos congestionam as vias, incluindo 619.840 automóveis, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O TopBus+ tem conveniência que a moderna conectividade nos proporciona com um transporte seguro e sustentável. Seguramente é aplicável a muitas outras cidades brasileiras que tenham empresas dispostas a enfrentar essa jornada de desbravamento e inovação que, apesar de árdua, é gratificante e recompensará no futuro não só a essas empresas, mas a toda a sociedade. Toda a equipe é orgulhosa de ter viabilizado essa iniciativa”, reforça Dimas Barreira, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus).
Além de seu impacto na mobilidade e na sustentabilidade, os veículos do TopBus+ também oferecem aos turistas que visitam a capital durante todo o ano uma opção confortável, acessível e segura para explorar a cidade.
O TopBus+ um serviço de transporte compartilhado, na modalidade especial, sem rota fixa, que atende ao chamado de clientes através de aplicativo. O propósito do serviço é priorizar o coletivo em prol da sustentabilidade e mobilidade urbana, promovendo viagens compartilhadas sob demanda, com conforto, segurança e preço justo.
Sobre o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade:
O Prêmio Braztoa de Sustentabilidade é o principal reconhecimento em turismo sustentável no Brasil. A premiação tem como objetivo reconhecer iniciativas que se destaquem como práticas de sustentabilidade no turismo.
A premiação é organizada pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, com o apoio do Ministério do Turismo (MTur) e tem como objetivo reconhecer iniciativas que se destaquem como práticas de sustentabilidade no turismo.
A 23 dias do início do Mês Nacional do Júri, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) já contabiliza 433 processos agendados para unidades da Capital e do Interior, um número que deve ainda crescer, tendo em vista processos que poderão entrar em pauta. A pauta de agendamentos para este ano supera em 43% o número de júris marcados em 2022, que teve um total de 303 processos. O Mês Nacional do Júri ocorrerá no período de 1º a 30 de novembro.
Para o desembargador Francisco Eduardo Torquato Scorsafava, representante estadual da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), o aumento “demonstra o esforço de juízes, servidores, colaboradores, membros do Ministério Público, Defensoria Pública e OAB no que diz respeito a dar uma pronta e célere resposta ao julgamento de processos dessa natureza”.
O TJCE obteve o primeiro lugar entre os estados do Nordeste, e o sexto do Brasil, em sessões de julgamentos realizadas, conforme divulgado pelo Relatório Mês Nacional do Júri 2022, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O destaque apresentou-se em um contexto de retomada da mobilização do Poder Judiciário após dois anos de paralisação devido à pandemia da Covid-19. Para este ano, o gestor estadual do Enasp espera, igualmente, “obter resultados satisfatórios como forma de prestação de contas à sociedade cearense”.
A força-tarefa, instituída pelo CNJ, por meio da Portaria nº 69/2017, é uma iniciativa que envolve a definição de diretrizes e atividades para garantir a razoável duração dos processos e os meios que contribuam com a celeridade na tramitação, respeitando a legislação vigente e as normas internacionais de direitos humanos sobre a matéria.
JÚRIS NA UNIFOR
Devido a uma reforma que está sendo realizada nos salões do Fórum Clóvis Bevilaqua (FCB), o TJCE firmou parceria inédita com a Fundação Edson Queiroz, nessa quarta-feira (04/10), para realização de sessões de júri na Universidade de Fortaleza (Unifor). De acordo com a parceria, durante a reforma, a Unifor disponibilizará auditório para as sessões de julgamento, sob a responsabilidade das cinco Varas do Júri de Fortaleza, nos casos de réus que estejam respondendo aos processos em liberdade. Em casos de audiências de instrução, julgamentos de casos de maior complexidade ou com réus presos, as sessões continuarão acontecendo no próprio Fórum.
ENASP
Criada em fevereiro de 2010, a Enasp tem o objetivo de promover a articulação entre os órgãos responsáveis pela segurança pública, além de reunir e coordenar ações de combate à violência e traçar políticas na área. A Estratégia reúne representantes dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, do Ministério Público, da Advocacia pública e privada e da Defensoria Pública em âmbito federal e estadual. É coordenada por integrantes do CNJ, do Conselho Nacional do Ministério Público e do Ministério da Justiça.
Acaba de ser lançada a 2a edição do projeto Terra de Sabidos, que apresenta histórias inspiradoras da educação pública do Ceará, iniciativa do jornal Diário do Nordeste, que faz parte do Sistema Verdes Mares (SVM), maior grupo de comunicação do Nordeste. Com o tema “Escola de todos os tempos”, essa edição enfoca a educação em tempo integral e as transformações positivas geradas por esse modelo de ensino na vida de crianças, jovens e adultos.
A série especial de reportagens consiste em conteúdos audiovisuais e matérias, disponibilizadas gratuitamente no YouTube e no portal do Diário do Nordeste; com as produções do primeiro episódio acessíveis, respectivamente, via links https://youtu.be/OkKHeZxgeUU?si=DMaO_ggpnEihUsCr e
As histórias trazem relatos entusiasmados e emocionantes de alunos, ex-alunos e profissionais da educação. A série é produzida pela equipe coordenada por Karine Zaranza, com reportagens de Thatiany Nascimento e edição de Dahiana Araújo. “É uma chance de retratarmos mudanças estruturantes nesse campo, apresentar situações reais em distintos contextos nos quais a qualidade dessa educação tem melhorado e feito a diferença na vida de diferentes populações”, conta Thatiany. “Os impactos vão muito além das salas de aula. São transformações que chegam a famílias e também a comunidades, com mudanças que se fazem concretas”, observa Dahiana.
O projeto Terra de Sabidos tem como objetivo lançar luzes sobre o ensino público local como referência nacional e até mundial, com 87 das 100 escolas públicas mais bem ranqueadas do País e avaliado com a melhor nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), entre outros resultados de destaque. A primeira edição abordou histórias de estudantes cearenses que se destacaram em diferentes áreas dos estudos.
Essa edição conta com patrocínio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (ALECE) e apoio do Governo do Ceará.
O mercado de carbono foi criado para forçar as economias a reduzirem as emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), que são responsáveis pelo aquecimento da terra e impulsionam a atual crise climática marcada por eventos extremos de calor, chuvas e secas.
Os gases do efeito estufa lançados na atmosfera vêm aumentando desde a Revolução Industrial (séculos 18 e 19), principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis.
Essa é uma das principais preocupações de cientistas, sociedades e governos que vêm mobilizando os encontros sobre o clima desde a Eco 92, que ocorreu no Rio de Janeiro, passando pelo Protocolo de Quioto, em 1997, até o Acordo de Paris, de 2015.
Nesse último encontro, 195 países se comprometeram a combater o aquecimento global “em bem menos de 2º C acima dos níveis pré-industriais”. Já o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2030, em 43% a emissão dos gases do efeito estufa em relação aos níveis de 2005.
O mercado de carbono, portanto, faz parte da estratégia de mitigar os efeitos da mudança climática. Mas como ele faz isso?
O pesquisador Shigueo Watanabe Jr, do Instituto Talanoa, explicou que o mercado de carbono força a indústria a trocar seus equipamentos para máquinas que emitam menos carbono, ou não emitam. O Instituto Talanoa compõe o Observatório do Clima e trabalha com o tema das mudanças climáticas.
“Eu quero que alguém troque a sua caldeira a gás por uma caldeira elétrica. Mas ninguém é bonzinho. Então, a ideia do mercado de carbono é começar a cobrar pelas emissões de gases da maneira que esse preço vai subindo até que o industrial vai olhar e ver que está pagando mais pela emissão de carbono do que ele pagaria por uma caldeira nova”, explicou.
O mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa. Com isso, quem emitiu menos do que o permitido ganha créditos, que podem ser vendidos paras as empresas que ultrapassaram a meta.
Pesquisador Shigueo Watanabe Jr explica que mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa – Arquivo pessoal
Watanabe explicou que a venda de créditos de carbono é para induzir as indústrias a reduzirem as emissões para ganhar dinheiro. “Quem for mais eficiente e sair na frente vai ser mais barato porque ele vai poder ganhar um pouco de dinheiro com isso. O custo da transição energética toda acaba saindo mais barato para sociedade”, destacou.
Existem dois tipos de mercado de carbono, o voluntário, que depende da iniciativa própria das empresas, e o regulado, imposto por decisão dos Estados nacionais e considerado mais eficiente.
Agricultura e pecuária
Nesta semana, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou o projeto que cria o mercado de carbono regulado no Brasil, excluindo a agropecuária dos setores que serão obrigados a se submeter as regras desse mercado. O texto agora deve ser analisado pela Câmara dos Deputados.
Como a pecuária é responsável por 25% das emissões de gases de efeito estufa, segundo estudo da consultoria legislativa da Câmara dos Deputados, a exclusão do setor gerou críticas de ambientalistas.
O pesquisador do Instituto Talanoa, entretanto, argumentou que esses setores não estão incluídos nos mercados de carbono hoje regulados pelo mundo. Sobre a pecuária, sustentou que não tem como reduzir substancialmente as emissões sem reduzir o tamanho do rebanho.
“O cara não tem como trocar. Não tem vaca elétrica. O mercado de carbono não serve para a pecuária. Não é nenhum problema técnico, é que não tem como fazer essa substituição”, destacou. A emissão de metano da pecuária ocorre por meio dos gases que o gado libera.
Sobre a agricultura, Watanabe explicou que o setor emite carbono por dois mecanismos principais: por meio da aplicação de fertilizantes fósseis e devido às plantações alagadas de arroz, comuns no Rio Grande do Sul. Nesses casos, ele defende a adoção de medidas distintas que possam transformar essas práticas.
“O governo tem que arrumar meios e oferecer condições para que esses outros setores regulem suas emissões. É só que este mercado de carbono do projeto de lei não é um instrumento adequado para fazer isso”, concluiu.