Obrigatoriedade de câmeras em condomínios entra em debate no Congresso

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê a obrigatoriedade da instalação de câmeras de monitoramento em áreas comuns de condomínios urbanos. Embora a proposta ainda esteja em tramitação e ainda não seja uma lei, a medida já provoca reflexos no debate sobre segurança, privacidade e até planejamento financeiro nos condomínios brasileiros.

Hoje, o uso de sistemas de segurança eletrônica já é uma realidade em grande parte do país. Segundo levantamento da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), cerca de 12 milhões de imóveis no Brasil, o que inclui casas, empresas e condomínios, contam com algum tipo de monitoramento eletrônico, o que mostra o crescimento na demanda por soluções voltadas à segurança e ao controle de acesso em imóveis. 

No caso dos condomínios, a discussão vai além da segurança em si. A proposta em tramitação prevê critérios técnicos para instalação, regras de armazenamento de imagens, acesso restrito aos registros e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso exige não apenas investimento financeiro, mas também organização administrativa e decisões bem fundamentadas em assembleia.

Raphael Fontoura, CEO da MyBlue e especialista na área condominial, destaca que iniciativas como a implantação ou modernização de câmeras de monitoramento são ótimas melhorias estruturais e de segurança, mas precisam ser feitas com cautela visando a saúde monetária. “Esse tipo de investimento exige planejamento financeiro para que a instalação seja viabilizada sem comprometer o caixa ou gerar aumento de taxas. Quando bem planejadas, essas melhorias não apenas elevam o nível de segurança, mas também contribuem diretamente para a valorização do patrimônio e para uma gestão mais eficaz ao longo do tempo”, afirma.

Enquanto a proposta segue em análise no Congresso, a discussão já serve de alerta para síndicos e condôminos sobre a importância de antecipar decisões relacionadas à segurança coletiva. Em um cenário de ampliação do uso de tecnologias de monitoramento, compreender regras, custos e responsabilidades envolvidas torna-se parte essencial do planejamento dos condomínios, independentemente do avanço ou não do projeto de lei.

Patrimônio seguro em tempos de incerteza

A recorrência de episódios que colocam em xeque a solidez de determinadas instituições financeiras reacende um debate que nunca deveria sair do radar dos investidores: onde, de fato, está a segurança patrimonial no longo prazo?

Em contextos como esse, é natural observar uma migração de atenção e capital para ativos menos expostos a decisões corporativas, riscos de gestão ou oscilações abruptas de confiança. Nesse cenário, o imóvel volta a ocupar um papel central nas estratégias de proteção e preservação patrimonial.

Diferentemente de produtos financeiros que dependem diretamente da reputação de uma instituição ou de variáveis macroeconômicas altamente voláteis, o imóvel é um ativo real, finito e intrinsecamente ligado à dinâmica urbana. Ele não desaparece, não sofre bloqueios operacionais e não está sujeito a eventos que comprometam sua existência jurídica ou física. Por isso, ao longo da história, o patrimônio imobiliário sempre refletiu não apenas a riqueza individual, mas também o nível de desenvolvimento e prosperidade de uma nação.

Mais do que uma lógica tradicional de rentabilidade, o imóvel exerce um papel essencial de proteção patrimonial. Mesmo em períodos de ajuste econômico, empreendimentos bem localizados, inseridos em regiões com infraestrutura consolidada e potencial de crescimento, tendem a preservar valor e, muitas vezes, a se valorizar justamente quando o capital busca segurança.

Outro aspecto frequentemente subestimado é a relativa independência do imóvel em relação a decisões externas. Enquanto investimentos financeiros podem ser impactados por mudanças regulatórias, políticas internas ou impasses de governança, o patrimônio imobiliário responde sobretudo a fatores estruturais: crescimento populacional, desenvolvimento urbano, mobilidade, oferta de serviços e qualidade de vida. São fundamentos construídos ao longo do tempo, e não resultados de movimentos especulativos de curto prazo.

Isso não significa ignorar riscos, mas compreendê-los. A segurança patrimonial no setor imobiliário está diretamente associada à escolha criteriosa do ativo — projetos com qualidade construtiva, conceito bem definido, localização estratégica e alinhamento às novas demandas urbanas. É essa análise técnica, aliada a uma visão de longo prazo, que sustenta a capacidade do imóvel de atravessar ciclos econômicos com consistência.

É nesse contexto que grupos empresariais sólidos, com histórico, governança e atuação responsável, tornam-se ainda mais relevantes. A Brasal, com décadas de atuação e presença consistente no desenvolvimento urbano, representa essa segurança em um momento em que investidores e famílias buscam ativos reais, confiáveis e alinhados ao futuro das cidades.

Em cenários de incerteza, o imóvel reafirma seu papel histórico: ser um instrumento de preservação, diversificação e continuidade patrimonial. Mais do que uma decisão emocional, investir em imóveis é uma escolha racional, ancorada em ativos reais, duráveis e diretamente conectados à geração de riqueza e estabilidade ao longo do tempo.

Chapa única é eleita e diretoria é reconduzida para novo biênio no Ideal Clube

Fernando Esteves segue na presidência e Amarílio Cavalcante Jr. permanece à frente do Conselho Deliberativo para o período 2026–2028

O Ideal Clube confirmou, nesta terça-feira (24/02), a recondução da atual diretoria para o biênio 2026–2028. A eleição foi realizada no Salão Macambira e transcorreu com tranquilidade, consolidando a vitória da “Chapa Humberto Cavalcante”, única inscrita no pleito.

Fernando Esteves foi reeleito presidente da instituição, enquanto Amarílio Cavalcante Jr. seguirá na presidência do Conselho Deliberativo. Foram 288 votos (287 na chapa e apenas um nulo).

A manutenção da chapa representa o respaldo do quadro social ao trabalho desenvolvido nos últimos dois anos e sinaliza continuidade administrativa e estabilidade institucional.

Entre os principais pontos destacados pela gestão que se encerra estão a organização financeira do clube, intervenções estruturais e o fortalecimento da programação social, cultural e esportiva. As iniciativas, segundo a diretoria, contribuíram para ampliar a convivência entre os associados e reforçar a tradição do Ideal Clube no cenário social de Fortaleza.

Para Fernando Esteves, o resultado do pleito reforça a confiança dos sócios no projeto apresentado pela atual administração. “Recebemos essa vitória com senso de responsabilidade e compromisso renovado. Nosso objetivo é dar continuidade ao que foi construído e avançar em melhorias que mantenham o Ideal como referência de convivência e tradição em Fortaleza”, afirmou.

Amarílio Cavalcante Jr. também destacou o significado da eleição em chapa única. “Essa recondução demonstra união e maturidade institucional. Seguiremos trabalhando com diálogo, transparência e respeito à história do clube, fortalecendo o papel do Conselho Deliberativo e contribuindo para decisões que garantam sustentabilidade e crescimento ao Ideal”, declarou.

Com a nova composição definida, a gestão inicia mais um ciclo voltado ao planejamento estratégico, à valorização do quadro social e à preservação da história de uma das instituições mais tradicionais da capital cearense.

Crateús recebe lançamento da 5ª fase do projeto “No Clima da Caatinga” com programação aberta ao público

Associação Caatinga promove atividades voltadas à conservação e educação ambiental nesta quinta-feira (26)

Nesta quinta-feira (26), a partir das 17h, a população de Crateús e região está convidada a celebrar a Caatinga, único bioma 100% brasileiro, durante o lançamento da 5ª fase do projeto “No Clima da Caatinga” (NCC). A iniciativa é realizada pela Associação Caatinga em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. O evento acontecerá em frente ao Teatro Rosa Moraes, no Centro de Crateús, com programação gratuita.

Aberta ao público e com a presença de autoridades municipais, o evento reúne atividades voltadas à conservação ambiental e à educação socioambiental, promovendo conhecimento e engajamento da comunidade com o bioma. Entre as atrações estão jogos educativos para todas as idades, pinturas, brincadeiras, teatro de fantoches, distribuição de brindes, além da exposição e entrega de sementes de espécies nativas da Caatinga.

A abertura do evento ficará por conta da banda municipal de Crateús. Também integra a programação a feira de mulheres empreendedoras No Clima da Caatinga, reunindo participantes que passaram por oficinas de empreendedorismo promovidas pela iniciativa, fortalecendo a geração de renda e o protagonismo feminino na região.

Um dos destaques do lançamento será o tour virtual pela Reserva Natural Serra das Almas, área de conservação gerida pela Associação Caatinga e localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). A experiência permitirá ao público conhecer de forma imersiva a biodiversidade e a importância da preservação do bioma.

Saiba mais sobre o projeto No Clima da Caatinga

Com duração de quatro anos, a quinta fase do projeto visa reduzir os impactos do aquecimento global por meio de ações integradas que abrangem a conservação do bioma, a adaptação climática de comunidades rurais, a proteção de recursos hídricos, da biodiversidade e o fortalecimento da sociobiodiversidade, reconhecendo a importância das comunidades locais na manutenção dos ecossistemas.

“Uma das estratégias fundamentais será dar continuidade à promoção do desenvolvimento local sustentável das comunidades rurais, visando aumentar sua resiliência frente às mudanças climáticas e à semiaridez”, destaca Daniel Fernandes, diretor executivo da Associação Caatinga. “Haverá também um incremento no apoio à pesquisa e proteção da biodiversidade, incluindo espécies ameaçadas de extinção, que pertencem aos Planos de Ação para Conservação de Espécies Ameaçadas (PANs). O tatu-bola, símbolo do bioma Caatinga é uma das espécies mais vulneráveis, terá atenção especial nesta nova etapa”, complementa Daniel.

Criado em 2011, o No Clima da Caatinga atua em oito municípios do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, com incidência direta em sete microbacias hidrográficas localizadas em Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). A base de atuação é a Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Ceará, com 6.285 hectares de Caatinga preservada e reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Caatinga. Gerida pela Associação Caatinga e abrangendo também o Piauí, a RNSA beneficia diretamente cerca de 4 mil famílias de 40 comunidades rurais.

As ações do projeto estão organizadas em sete eixos estratégicos: criação e gestão de áreas protegidas, restauração florestal, incidência em políticas públicas ambientais, disseminação de tecnologias sociais para adaptação climática, educação ambiental, comunicação e fomento à pesquisa. Crianças de 0 a 6 anos, mulheres e jovens estão entre os públicos prioritários, reforçando o compromisso com o desenvolvimento local sustentável.

Daniel explica que entre as novidades desta fase estão a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que promovem o uso sustentável do solo e a recuperação de áreas degradadas, e biodigestores, tecnologia que transforma resíduos orgânicos em energia limpa e fertilizante natural. “Além disso, o projeto intensifica o foco na educação ambiental voltada a jovens, incentivando o protagonismo e a consciência socioambiental das novas gerações”, destaca o profissional.

Conectado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), à Década da Restauração de Ecossistemas (2021-2030) e ao Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, o NCC reforça o papel estratégico da Caatinga no enfrentamento das mudanças climáticas. O projeto adota ainda o Modelo Integrado de Conservação, que alia prioridades ambientais e sociais. “Mais do que conservar a biodiversidade de fauna e flora, buscamos valorizar a sociobiodiversidade, reconhecendo o papel essencial das comunidades tradicionais na manutenção do equilíbrio do ecossistema”, conclui Daniel Fernandes.

Destaques da quinta fase do projeto “No Clima da Caatinga”

• Plantio de 8 mil mudas: 4 mil destinadas à Reserva Natural Serra das Almas (RNSA) e 4 mil às áreas de instalação dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), priorizando espécies nativas da Caatinga e frutíferas. Prioritariamente, as mudas terão raízes de até 1 metro, técnica que aumenta a taxa de sobrevivência de 30% para 70%.

• Conservação e gestão de Unidades de Conservação: incluindo a Reserva Natural Serra das Almas, a maior do Ceará, e outras sete RPPNs criadas em fases anteriores do projeto, que juntas somam 6.459,55 hectares.

• Tecnologias sociais: distribuição de SAFs, cisternas de placas, fogões ecoeficientes, canteiros biosépticos, biodigestores e incentivo à meliponicultura (criação de abelhas nativas da Caatinga).

• Educação ambiental: formação de professores e famílias, com acompanhamento psicopedagógico.

• Pesquisa científica: proteção de espécies ameaçadas, como o tatu-bola, onça-parda, periquito cara-suja e monitoramento da fauna e flora da Caatinga.

• Fomento a políticas públicas: incentivo ao Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e apoio à criação de novas Unidades de Conservação.

• Comunicação e engajamento social: campanhas que fortalecem a imagem da Caatinga como bioma exclusivamente brasileiro.

• Mitigação de impactos climáticos: o projeto prevê a redução estimada de 2.390 toneladas de CO₂ por ano e proteção de 6.459,55 hectares de Caatinga.

• Impacto social: benefícios diretos e indiretos para mais de 7.900 pessoas, com fortalecimento do ecoturismo e geração de renda sustentável para as comunidades locais.

Principais números do projeto desde a sua implantação, em 2011

• 33.309 pessoas diretamente atendidas

• 117.409 pessoas impactadas por ações de educação ambiental

• 1.038 tecnologias sociais disseminadas

• 40 comunidades rurais beneficiadas

• 80 escolas envolvidas nas ações do projeto

• 117.760 mudas de espécies nativas plantadas

• 6.442,53 hectares de Caatinga preservados

• 6 unidades de conservação criadas

• 1.647.245 toneladas de carbono estocado na Serra das Almas

• 15 espécies ameaçadas de extinção protegidas

• 03 prêmios nacionais e 02 tecnologias sociais certificadas pela Fundação Branco do Brasil

• 4,7 bilhões de litros de água produzidos anualmente por meio de escoamento evitado a partir da proteção da Reserva Natural Serra das Almas.

Sobre a Associação Caatinga

A Associação Caatinga é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. Desde 1998, atua na proteção da Caatinga e no fomento ao desenvolvimento local sustentável, incrementando a resiliência de comunidades rurais à semiaridez e aos efeitos do aquecimento global.

Maranguape recebe 3ª edição do Pedalando com as Mulheres no dia 29 de março

A Prefeitura de Maranguape, por meio da Secretaria de Representação da Mulher, realiza no próximo dia 29 de março a 3ª edição do “Pedalando com as Mulheres”. A iniciativa gratuita integra a programação do Março Mulher e tem como objetivo promover integração, incentivo à prática de atividade física e fortalecimento dos vínculos entre as mulheres do município.

Consolidado no calendário oficial da cidade, o evento reuniu cerca de 800 participantes na edição anterior. Para 2026, a expectativa é ampliar esse público, reforçando a proposta de ocupação dos espaços públicos e de estímulo a ações que aliem saúde, convivência e cidadania.

As inscrições começam no dia 9 de março e serão realizadas presencialmente em dois pontos: na Secretaria da Mulher, das 8h às 14h, e no Supermercado Compre Certo, das 18h às 21h. Para confirmar a participação, é necessária a doação de 2 kg de alimento não perecível. Em contrapartida, as participantes receberão um voucher para retirada da blusa oficial do evento.

Os alimentos arrecadados serão destinados ao Abrigo dos Idosos de Maranguape e às mulheres atendidas pela Casa da Mulher Maranguapense. 

“O evento já se destaca como um espaço de convivência, cuidado com a saúde e fortalecimento da participação das mulheres na cidade. É uma ação que une atividade física, solidariedade e ocupação qualificada dos espaços públicos”, reforça o prefeito Átila Câmara.

A programação completa do evento, incluindo local de concentração e horários, será divulgada nos canais oficiais da Prefeitura nos próximos dias.

North Shopping Jóquei realiza evento temático “Guerreiras do K-pop” no domingo

O North Shopping Jóquei promove, no dia 1º de março, o evento “Guerreiras do K-pop”, a partir das 17h, na praça de alimentação, em Fortaleza. A programação é inspirada no fenômeno global da música pop sul-coreana e contará com performances e ambientação temática voltadas para fãs do gênero e público em geral.

A iniciativa busca oferecer uma experiência interativa, reunindo elementos característicos do K-pop, como coreografias e referências visuais ligadas ao movimento cultural que conquistou jovens em diferentes países.

Ação promocional

Durante o evento, o público poderá resgatar brindes exclusivos por meio do programa de benefícios da Ancar, o aMais. Para participar, os clientes devem seguir as regras estabelecidas pela plataforma. 

O evento é aberto ao público e a distribuição dos brindes está sujeita a condições e à disponibilidade.

Serviço

Evento: Guerreiras do K-pop
Data: Domingo (1) 
Horário: 17h
Local: Praça de Alimentação – North Shopping Jóquei
Brinde: Por meio do aMais, conforme regras