SENAI Ceará é 1º do Brasil em Desempenho no Programa de Eficiência da Gestão

O SENAI Ceará, entidade da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, alcançou uma conquista histórica: tornou-se líder nacional por pontuação em Desempenho, segundo o Programa de Eficiência da Gestão (PEG), do Departamento Nacional do SENAI, monitorado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Em seu grupo, onde constam outras federações, o Ceará ficou em primeiro lugar, com 205 pontos. O resultado foi anunciado durante a Reunião de Diretores Regionais do SENAI, realizada em Brasília.

O Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, ressaltou a importância da conquista. “Hoje é um momento muito alegre e esta é uma conquista de todos. O Paulo André Holanda tem feito um trabalho espetacular, no SENAI e no SESI, trabalhando com muita responsabilidade, mas também tendo uma equipe absurdamente espetacular. Agradeço à CNI, com todo o apoio do Presidente Ricardo Alban, bem como a toda a Diretoria. Agradeço também aos industriais que confiam no que estamos fazendo. Estamos apresentando o nosso trabalho que está sendo aceito pela sociedade, e isso nos deixa muito felizes”, disse.

E, falando diretamente aos colaboradores do SENAI Ceará, complementou: “Agradeço a Deus e a cada um de vocês, pois ninguém faz nada sozinho. Acredito que só fazemos as coisas juntos e de mãos dadas. Viva o SENAI Ceará!”.

Qualificar as pessoas está na essência do Sistema FIEC, como corrobora o Diretor Regional do SENAI Ceará e Superintendente do SESI Ceará, Paulo André Holanda. “Para atingirmos essa alta performance, houve um forte investimento na Política de Desenvolvimento de Pessoas para os nossos colaboradores”, cita ele.

Ao alcançar a meta de excelência nos 14 indicadores do PEG referentes a 2025, o Ceará somou 205 pontos e se posicionou na dianteira, não apenas dentro de seu grupo de Departamentos Regionais, mas como líder entre todos os estados.

Ceará já conta com pontos de coleta para exame genético de doenças raras no SUS

No estado, as coletas serão realizadas nos hospitais Infantil Albert Sabin e Universitário Walter Cantídio

Ceará está entre as 11 unidades federativas contempladas pelo projeto-piloto do Ministério da Saúde que passa a ofertar no SUS um exame genético inovador e de alta tecnologia para a confirmação do diagnóstico de doenças raras. Trata-se do Sequenciamento Completo do Exoma (WES), capaz de atender até 90% dos pacientes que precisam do laudo em tempo oportuno no país.

O exame enfrenta um dos principais gargalos vividos pelas famílias: a demora na confirmação diagnóstica. Com a nova oferta, o resultado será entregue em até seis meses (antes a espera podia chegar a sete anos). A redução é de 93% no tempo de espera. No Ceará, as coletas serão realizadas nos hospitais Infantil Albert Sabin e Universitário Walter Cantídio.

As amostras coletadas nos estados serão enviadas para dois laboratórios públicos no Rio de Janeiro, responsáveis pela realização dos exames: o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), que opera em fase piloto desde outubro de 2025; e a Fiocruz, cuja estrutura deve estar concluída até o fim de maio.

Alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera no SUS, a iniciativa terá capacidade para atender 100% da demanda nacional pelo exame, o equivalente a 20 mil diagnósticos por ano.

Pelo projeto Piloto, o laboratório do INC já recebe amostras de 13 serviços habilitados em 10 estados e no Distrito Federal: Bahia, Rio de Janeiro, Goiás, Pará, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, Ceará, São Paulo e Mato Grosso. O projeto registra taxa de sucesso de 99% nas coletas e já emitiu 175 laudos.

Nos meses de março e abril, outros 23 serviços serão habilitados, contemplando também Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. A previsão é que, até o fim de 2026, os dois laboratórios operem em plena capacidade, garantindo atendimento a todas as famílias elegíveis.

Como funciona o exame

Fundamental para confirmar o diagnóstico de doenças raras genéticas, o Sequenciamento Completo do Exoma analisa regiões do DNA onde se concentram a maioria das mutações genéticas, a partir de amostras de sangue ou saliva.

O exame também contribui para a confirmação diagnóstica de doenças identificadas no teste do pezinho (triagem neonatal), como fibrose cística, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, outras hemoglobinopatias e hiperplasia adrenal congênita.

Diagnóstico precoce traz mais qualidade de vida

Além de proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes, o diagnóstico precoce permite a indicação de tratamentos mais adequados e personalizados, aumentando as chances de melhores desfechos clínicos.

No caso da fibrose cística, por exemplo, além da ampliação do diagnóstico precoce, o SUS oferta, desde 2023, medicamento específico para o tratamento da doença, reforçando a linha de cuidado e o acesso à terapia inovadora.

Com a confirmação diagnóstica, mais pessoas poderão acessar terapias disponíveis na rede pública, garantindo tratamento oportuno, redução de complicações e melhora na expectativa e na qualidade de vida.

Ampliação da rede especializada

Nessa quinta-feira (26), o ministro da Saúde também anunciou que a rede especializada do SUS voltada ao tratamento de doenças raras será ampliada em 120%. Para isso, foram destinados R$ 44 milhões para habilitar mais 11 novos serviços em quatro regiões do país.

Com a expansão, o número de serviços especializados passará de 23, em 2022, para 51 unidades em hospitais públicos e filantrópicos.

“Com a ampliação para 51 serviços especializados, vamos mais que dobrar a rede existente e consolidar a maior rede pública de diagnóstico e cuidado de doenças raras do mundo. É o Estado brasileiro assumindo a responsabilidade de garantir acesso perto de onde as pessoas vivem”, afirmou Alexandre Padilha.

O investimento federal assegura estrutura adequada, equipes multiprofissionais e atendimento contínuo aos pacientes.