Entre Amigos inaugura unidade em Fortaleza no Shopping RioMar Papicu

Cardápio reúne sabores regionais e experiências para diferentes públicos

O restaurante Entre Amigos inaugura oficialmente sua unidade em Fortaleza, a primeira fora de Pernambuco, no dia 11 de março, no Shopping RioMar Papicu. A abertura marca a chegada da marca ao mercado cearense, apresentando ao público local um espaço que reúne gastronomia regional nordestina, estrutura ampla e um cardápio que transita do sertão ao litoral.

Com investimento estimado em R$ 6 milhões, a nova unidade ocupa uma área de 1.600 m² e tem capacidade para receber cerca de 400 pessoas. O restaurante foi projetado para atender diferentes perfis de público, com ambientes voltados para eventos corporativos, refeições em família, encontros entre amigos e momentos de lazer, além de brinquedoteca.

Reconhecido pela valorização da culinária regional, o Entre Amigos tem como identidade um cardápio que reúne pratos afetivos da cozinha nordestina, frutos do mar frescos e opções contemporâneas. Em Fortaleza, o menu apresenta uma curadoria dos principais itens das quatro casas do grupo em Recife, incluindo a unidade do RioMar Recife, além do tradicional rodízio de sushi, característica já consolidada da marca.

Entre os pratos apresentados ao público cearense está a peixada pernambucana, que combina arroz de coco, pirão de peixe e farofa de banana da terra. A receita simboliza o conceito “do sertão ao litoral”, adotado pelo restaurante, que valoriza ingredientes e sabores característicos da cultura nordestina, dialogando com diferentes paladares.

“O início das operações em Fortaleza representa um momento importante para o grupo. É a consolidação de um projeto pensado para oferecer ao público uma experiência completa, unindo boa comida, conforto e acolhimento”, afirma Raimundo Dantas, sócio-fundador do Entre Amigos.

O projeto arquitetônico da unidade combina elementos da cultura nordestina com soluções contemporâneas de design, adequadas ao ambiente de shopping. Segundo Eduardo Farias, sócio do grupo, o espaço foi pensado para refletir a identidade da marca, mantendo suas raízes e acompanhando as novas dinâmicas de consumo. “Criamos um restaurante que preserva nossa essência, mas dialoga com um público diverso e com o contexto urbano de Fortaleza”, destaca.


Sobre o Entre Amigos

Com mais de 30 anos de história consolidada em Recife (PE), o Entre Amigos é um patrimônio da gastronomia regional que nasceu de um sonho simples: uma antiga banca de revistas que reunia amigos transformada em referência no sabor nordestino.

Fundado em 1994  por Raimundo Dantas, Roberto Farias e suas respectivas esposas, Najara Dantas e Joana Farias, conquistou espaço ao apostar na carne de carneiro e de bode como sua identidade central, sem abrir mão de pratos afetivos da culinária pernambucana, frutos do mar frescos, sabores contemporâneos e atenção irrestrita à qualidade e ao acolhimento.

Ao longo de sua trajetória, o Grupo Entre Amigos cresceu com solidez e atualmente opera três unidades em Recife: a histórica matriz em Boa Viagem, a elegante casa do Espinheiro e o sofisticado Entre Amigos Praia à beira-mar.

Agora, em 2025, expande sua trajetória ao se preparar para abrir sua primeira unidade fora de Pernambuco, levando a tradição, regionalidade e excelência gastronômica ao público do Ceará — reforçando seu compromisso com o sabor autêntico, o atendimento caloroso e o orgulho das raízes nordestinas.

Gestão de riscos nas empresas expõem fragilidades técnicas e operacionais

Por Sylvio Sobreira Vieira, CEO & Head Consulting da SVX Consultoria

Nunca a complexidade digital e a sofisticação das ameaças cibernéticas foram tão altas quanto atualmente. Só no ano passado, o país registrou 315 bilhões de tentativas de ataque cibernético – 84% de todas as investidas na América Latina. Mesmo assim, muitos negócios ainda se apoiam em modelos de gestão de riscos que pararam no tempo, completamente desalinhados da evolução dessas ameaças.

Essa defasagem entre um cenário de risco cada vez mais complexo e práticas antiquadas de gerenciamento não é mera teoria; de acordo com especialistas, o nível de exposição digital das empresas cresce em velocidade superior à capacidade de resposta da maioria das organizações. Isso se traduz em vulnerabilidades concretas no dia a dia das organizações. Tecnologicamente, sistemas críticos permanecem expostos por falta de atualização e vigilância; operacionalmente, episódios recentes evidenciaram que as defesas corporativas evoluem em ritmo bem mais lento do que as táticas dos atacantes.

Prova disso é que, embora 79% das empresas brasileiras reconheçam estar mais expostas a ataques cibernéticos, somente 44% das altas administrações estão diretamente envolvidas no tema. Ou seja, a liderança muitas vezes não assume para si a questão, mantendo um descompasso entre a percepção do risco e a ação estratégica sobre ele. O resultado é uma gestão calcificada em práticas ultrapassadas – auditorias anuais protocolares, matrizes de risco estáticas e checklists de conformidade – incapaz de reagir a um cenário onde as ameaças evoluem dia após dia.

Pontos cegos na infraestrutura

Um dos pontos críticos é a falta de visibilidade real em ambientes híbridos cada vez mais complexos. Hoje, infraestrutura local convive com múltiplas nuvens públicas, aplicações SaaS e uma infinidade de integrações via APIs – um ecossistema fragmentado em que muitas organizações não conseguem enxergar todos os seus pontos de vulnerabilidade. A principal dificuldade nesses ambientes híbridos é justamente a ausência de visibilidade e controle unificado.

Cada novo serviço em nuvem ou conexão externa adiciona camadas de complexidade e potenciais brechas de segurança. Segundo o relatório State of API Security 2025, 91% das empresas admitiram não ter plena visibilidade das integrações e APIs conectadas ao seu ambiente – e mais de 60% sofreram incidentes envolvendo APIs no último ano.

Há “pontos cegos” na rede corporativa que passam despercebidos pela segurança até que se convertam em incidentes. Quando a TI opera às escuras, torna-se impossível gerir riscos de forma eficaz. Ambientes multi-nuvem e híbridos exigem monitoramento constante e ferramentas que consolidem alertas, mas muitas empresas ainda não evoluíram suas práticas para atingir esse nível de vigilância abrangente.

Somando-se a isso, vemos decisões de TI sendo tomadas sem a devida análise de impacto no negócio. Seja ao adotar uma nova tecnologia, migrar sistemas críticos para a nuvem ou mesmo ao cortar custos em infraestrutura, empresas têm cometido o erro de não envolver as áreas de negócio e de risco no processo. O resultado são surpresas desagradáveis: dependências ocultas que são descobertas apenas quando um sistema cai, planos de contingência inexistentes e perda de receita por indisponibilidade de serviços que ninguém previu.

Cortes ou mudanças “a olho” na TI, sem critério estratégico, costumam gerar efeitos colaterais graves: perda de produtividade, aumento de falhas operacionais, brechas de segurança e até interrupções completas do negócio. Em outras palavras, quando a TI opera isolada, o risco de decisões tecnológicas mal calibradas ricochetearem na operação é altíssimo.

Muitas empresas ainda tratam projetos de tecnologia como algo apartado – e percebem tarde demais que aquela “simples atualização de software” podia, na verdade, parar uma linha de produção ou deixar um serviço indisponível nacionalmente.

Todos esses fatores apontam para uma desconexão entre o risco mapeado no papel e o risco real correndo solto no dia a dia. Muitas empresas podem exibir orgulhosamente suas matrizes de riscos coloridas e relatórios anuais de auditoria, mas na prática não estão capturando o que realmente pode derrubá-las. Há um fosso entre o risco “oficial”, documentado, e o risco vivo, emergente nos ambientes digitais.

Enquanto o mapa de riscos permanece quase inalterado de um ano para o outro, o cenário tecnológico ao redor se transforma em alta velocidade – novas ameaças, novos ativos, novas interdependências. Protocolos formais e checklists não capturam a dinâmica caótica atual, em que um incidente pode se originar em qualquer ponto obscuro: uma API esquecida, um fornecedor negligenciado, uma decisão tomada sem consulta.

Superar essas fragilidades exige uma mudança de postura imediata. Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que riscos tecnológicos e operacionais são, hoje, riscos estratégicos do negócio. A cibersegurança e a continuidade digital deixaram de ser assuntos restritos à equipe de TI – tornaram-se temas centrais de planejamento estratégico, governança corporativa e até de responsabilidade do Conselho de Administração.

Órgãos reguladores já sinalizam essa expectativa: no final de 2025, o Banco Central atualizou normas (Resolução CMN 5.274) exigindo que instituições financeiras tratem risco cibernético como risco operacional relevante, atrelado à estabilidade do negócio, e cobrou envolvimento direto da alta administração na supervisão desse risco.

Isso significa que o risco digital entrou de vez na pauta de conselhos e comitês executivos. Perguntas como “qual nosso nível real de exposição?” ou “nossa dependência de terceiros está sob controle?” devem guiar discussões de alto nível.

Em conclusão, a transformação digital trouxe oportunidades enormes, mas também revelou que velhos métodos de controle já não bastam para domar os novos perigos. As empresas que não revisarem sua abordagem de risco – incorporando visibilidade total dos ambientes híbridos, monitoramento contínuo de fornecedores, governança proativa de TI e revisão constante dos cenários de ameaça – continuarão expostas a choques inesperados e perdas potencialmente devastadoras.

Sobre a SVX Consultoria

A SVX é uma consultoria especializada em tecnologia, governança de Inteligência Artificial e compliance regulatório. Atuando com foco na implementação estratégica de soluções tecnológicas avançadas, a SVX auxilia empresas de diversos setores a alcançar resultados mais assertivos, seguros e éticos com o uso da IA. Com uma equipe técnica multidisciplinar altamente qualificada, a SVX oferece auditorias detalhadas, treinamentos especializados e estratégias personalizadas, garantindo que seus clientes estejam preparados para enfrentar desafios regulatórios, éticos e tecnológicos em um cenário digital cada vez mais complexo.

Para mais informações, acesse: https://svxconsultoria.com.br

Portaria do MTE sobre trabalho em feriados entra em vigor em 1º de março

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) prorrogou para 1º de março a entrada em vigor da Portaria MTE nº 3.665/2023, que trata das regras para o trabalho em feriados no setor do comércio. A medida foi anunciada após sucessivos adiamentos e está vinculada ao entendimento de que, para o comércio em feriados, é necessária autorização prevista em convenção coletiva, além da observância da legislação municipal aplicável.

Publicada originalmente em novembro de 2023, a portaria revoga a autorização ampla que havia sido dada a determinadas atividades por norma anterior e retoma o parâmetro previsto na Lei nº 10.101/2000, alterada pela Lei nº 11.603/2007, segundo o qual o funcionamento do comércio em feriados depende de negociação coletiva e regras locais.

No caso da alimentação fora do lar, contudo, a mudança não altera o funcionamento de bares, restaurantes, cafés, confeitarias, sorveterias e similares, que seguem autorizados a operar aos domingos e feriados sem necessidade de convenção coletiva ou autorização municipal específica nos termos já previstos. A autorização permanente para essas atividades permanece contemplada na regulamentação vigente.

“A manutenção da permissão para bares e restaurantes operarem aos domingos e feriados, sem a necessidade de convenção coletiva ou autorização municipal específica, assegura previsibilidade para o planejamento dos negócios e preserva a continuidade operacional do setor”, afirma Luiz Henrique do Amaral, advogado e consultor jurídico da Abrasel.

Mesmo sem alteração para o segmento, a entrada em vigor da norma em 1º de março de 2026 mantém o tema em acompanhamento por empresas e entidades setoriais, especialmente no que diz respeito às regras trabalhistas aplicáveis a jornadas em domingos e feriados, como pagamento em dobro ou folga compensatória, conforme a legislação vigente.

Suplementos e produtos proteicos consolidam nutrição esportiva nas prateleiras dos supermercados

Crescimento acelerado do consumo de alimentos funcionais no Ceará reflete mudança de hábitos e amplia a presença desta categoria no varejo alimentar

A busca por um estilo de vida mais ativo e saudável no Ceará tem se refletido nas prateleiras dos supermercados do estado, com uma expansão visível na oferta de produtos “fitness”, como suplementos alimentares, barras proteicas e itens com proteína adicionada. O movimento acompanha uma tendência nacional de crescimento no setor de nutrição esportiva e especialidades alimentares.

Estudos de mercado apontam que supermercados e hipermercados já representam uma das principais vias de distribuição de produtos desta categoria na América do Sul, com cerca de 35% da participação em 2025, sendo o Brasil responsável por mais de 80% desse mercado na região.

Segundo a consultoria Close-Up International, a venda de suplementos em farmácias, canal próximo ao varejo alimentar, cresceu de R$187 milhões em 2021 para R$723 milhões em 2025, quase quatro vezes mais em quatro anos. A alta foi especialmente acentuada nos últimos dois anos, com 49,4% de crescimento de 2023 para 2024 e 66,6% de 2024 para 2025, impulsionada por produtos como creatina, proteínas e barras energéticas, que representaram cerca de 93% das vendas no período mais recente analisado.

No varejo tradicional, redes de supermercados no Ceará têm ampliado seus corredores de produtos funcionais, incluindo itens com maior valor agregado e apelo esportivo, com destaque para pré-treinos, colágenos, suplementos de proteína e opções de lanches rápidos focados em performance física.

“Nos últimos dois anos percebemos um salto enorme na procura por produtos com proteína adicionada, pré-treinos e suplementos diversos. Hoje, além de whey protein e creatina, nossos clientes buscam snacks proteicos, bebidas funcionais e opções de alimentos que auxiliam na recuperação pós-treino. Isso mudou a forma como montamos nossas gôndolas e as categorias que priorizamos”, afirma Fátima Pinheiro, diretora administrativa das lojas Baratão Supermercado, localizadas em Fortaleza.

Segundo especialistas do varejo, esse movimento vai além do público tradicional de atletas e frequentadores de academias. Consumidores que adotaram hábitos saudáveis, como treino funcional, corrida e yoga, também estão migrando para supermercados na hora de buscar soluções práticas para sua nutrição, o que aumenta a demanda por produtos com apelo funcional diretamente nas lojas de bairro.

Para Léa Porto, vice-presidente da associação supermercadista Rede Uniforça, a expansão da oferta nesses pontos de venda tem reflexo em uma atmosfera de mercado mais diversificada, onde suplementos alimentares e alimentos voltados à performance convivem com as linhas tradicionais de produtos.

“Com esse cenário, os supermercados não apenas acompanham a tendência nacional, mas também fomentam um ambiente de consumo que estimula escolhas alimentares mais alinhadas ao estilo de vida ativo, um sinal indiscutível de que os hábitos de consumo estão evoluindo de forma consistente no nosso estado”, afirma a dirigente.