Vai correr uma meia maratona ou maratona? Ortopedista dá dicas para cuidar do corpo após a prova

Especialista explica como lidar com as dores depois de percursos longos e quais sinais indicam que o desconforto pode ser mais do que uma resposta normal ao esforço

Completar uma meia maratona ou uma maratona é um desafio que exige preparação e coloca o corpo diante de uma demanda física elevada. Nas horas e nos dias seguintes à prova, é comum o corredor sentir dores musculares, cansaço e rigidez, especialmente nas pernas. Mas nem todo desconforto deve ser interpretado da mesma forma, e saber diferenciar uma resposta esperada do organismo de sinais que podem indicar uma lesão é importante para uma recuperação adequada.

Segundo o ortopedista e cirurgião do joelho Dr. Jonatas Brito, dores musculares mais difusas depois de uma corrida longa são esperadas, principalmente em regiões como coxas, panturrilhas e glúteos. O problema está em confundir esse tipo de dor com sintomas que apresentam características diferentes, como uma dor articular localizada, inchaço ou dificuldade para apoiar o membro.

“Dor muscular generalizada depois de 21 ou 42 quilômetros é esperada. Dor articular localizada, com inchaço ou dificuldade para apoiar, merece outra atenção”, explica.

Recuperação também é parte do treino

Depois de cruzar a linha de chegada, a recomendação do especialista é não transformar a recuperação em uma busca por soluções milagrosas. Caminhar um pouco, hidratar-se, alimentar-se normalmente e descansar são medidas simples que fazem parte desse processo. O sono, em especial, deve receber atenção.

“Terminou a prova, não precisa inventar muita coisa. Caminhe um pouco, hidrate-se, alimente-se normalmente e descanse. Principalmente, durma bem”, orienta.

Também não há, segundo o médico, necessidade de realizar um alongamento agressivo imediatamente após uma meia maratona ou maratona com a expectativa de impedir as dores do dia seguinte. A mesma lógica vale para a tentativa de acelerar a recuperação por meio de uma série de procedimentos sem indicação específica.

“Na maioria das vezes, o organismo precisa principalmente de tempo”, afirma Dr. Jonatas.

No dia seguinte, também não existe obrigação de correr novamente para “soltar as pernas”. Quando há apenas uma dor muscular difusa, uma caminhada ou atividade leve pode fazer parte da retomada, enquanto os treinos devem ser retomados progressivamente, respeitando a recuperação do corpo.

Dor localizada e inchaço merecem atenção

O médico chama atenção, entretanto, para situações em que o padrão da dor é diferente. Um ponto específico do joelho que dói bastante, um tornozelo muito inchado, uma dor no pé que dificulta apoiar ou um joelho que começa a inchar depois da prova são exemplos de sinais que merecem outra avaliação.

Nessas circunstâncias, a tentativa de mascarar o sintoma para voltar rapidamente aos treinos pode ser um erro. “Se a dor é importante, está piorando ou continua limitando a pessoa nos dias seguintes, vale investigar”, destaca.

A orientação ganha relevância em um momento de crescimento das corridas de rua e de popularização das provas de longa distância. Em Fortaleza, por exemplo, a Track&Field Run Series – Etapa Shopping Del Paseo II será realizada no próximo domingo (20), com percursos de 5 km, 10 km e 21 km.

Outro ponto que costuma gerar preocupação entre corredores é a relação entre corrida e desgaste da cartilagem. Especialmente entre pessoas acima dos 40 ou 50 anos, não é incomum que um desconforto depois de uma prova seja interpretado como sinal de que a atividade teria provocado um dano permanente ao joelho.

Para Dr. Jonatas Brito, porém, essa relação não deve ser feita de forma automática. A corrida recreativa, quando existe preparação adequada, não deve ser encarada como uma atividade que inevitavelmente desgasta o joelho. As evidências científicas disponíveis também não sustentam a ideia de que simplesmente correr necessariamente leve ao desenvolvimento de artrose.

“Terminar uma prova dessas com algum desconforto e pensar que correr acabou com a cartilagem do joelho não é assim que funciona”, afirma.

Para o especialista, o mais importante depois de uma prova longa é compreender que recuperação também faz parte do treinamento. O corredor não precisa se assustar com uma dor muscular esperada, mas também não deve ignorar sintomas persistentes, localizados ou acompanhados de inchaço e limitação.

“Eu resumiria o pós-prova de uma forma bem simples: dor muscular generalizada depois de 21 ou 42 quilômetros é esperada. Dor articular localizada, com inchaço ou dificuldade para apoiar, merece outra atenção”, finaliza.

Hapvida amplia agenda de transformação com foco em eficiência, experiência do cliente e crescimento sustentável

CEO Luccas Adib destaca disciplina na alocação de capital, uso de dados e evolução da experiência dos clientes como pilares para o próximo ciclo de crescimento da companhia_

A Hapvida vem avançando no aprimoramento contínuo de sua operação, com foco em eficiência, disciplina na alocação de capital, uso estratégico de dados e evolução da experiência dos clientes. À frente da companhia desde abril, o CEO Luccas Adib conduz esse processo dando continuidade a iniciativas estruturantes e aprofundando frentes que contribuem para a sustentabilidade e a eficiência do negócio.

Segundo Luccas Adib, a companhia tem clareza sobre os desafios e as oportunidades de sua operação e vem avançando em uma agenda estruturada de evolução. O objetivo é ampliar ganhos de eficiência, aprimorar processos e fortalecer a capacidade de crescimento da Hapvida de forma sustentável, respeitando o tempo necessário para a maturação das iniciativas.

Uma das frentes desse movimento é o aprofundamento da análise de dados para apoiar decisões sobre a operação e a evolução dos negócios. A companhia trabalha com uma visão cada vez mais granular das diferentes regiões em que atua, considerando características de mercado, perfil dos clientes, dinâmica de atendimento e oportunidades de aprimoramento. O uso dessas informações permite uma gestão mais precisa e alinhada às necessidades de cada localidade.

Outro eixo importante é a evolução da experiência do cliente. A Hapvida estruturou uma área dedicada ao tema, com a missão de olhar de forma integrada para toda a jornada do usuário e identificar oportunidades de simplificação e aprimoramento dos diferentes pontos de contato com a companhia. A iniciativa amplia a integração das áreas envolvidas na experiência do cliente e reforça esse tema como uma das prioridades da companhia.

Adib também reforça a importância do modelo integrado da Hapvida, que combina operação de planos de saúde e rede própria de atendimento. Construído ao longo de décadas, esse modelo permanece como uma das bases da companhia e reúne aprendizados acumulados ao longo de sua trajetória, que contribuem para a evolução da operação em diferentes regiões do país.

O aprimoramento, segundo o executivo, é um processo contínuo e estruturado. A companhia trabalha para ampliar a eficiência operacional, fortalecer a rentabilidade e criar as condições necessárias para uma trajetória de crescimento sustentável, com decisões orientadas por dados e uma visão de longo prazo.

Sobre o Grupo Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.

Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Foto: Hapvida / Divulgação