Política não é dona do jogo

O mercado entrou em pânico com o resultado das urnas, mas a economia real segue gerando emprego e renda. O recado para quem empreende é um só: faça a sua parte

A eleição presidencial terminou com uma virada com relação ao primeiro turno e o mercado respondeu do jeito que sabe, entrou em pânico com o resultado das urnas. O Ibovespa caiu 13,88%, o circuit breaker foi acionado pela primeira vez desde março de 2020 e o dólar subiu mais de 8%, a maior alta diária desde janeiro de 1999.

Vi muita gente nervosa ou esperando o nome do próximo ministro da Fazenda para decidir se contrata, se investe, se abre a filial. Entendo a ansiedade. Mas quero falar com quem toca empresa de verdade: o seu negócio não pode depender de quem se senta na cadeira do Planalto.

A economia que não pede licença

Olhe os números que não viram manchete em dia de pânico. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre e 2,0% sobre o mesmo período de 2025, segundo o IBGE. O agro avançou 6,8% em um ano. O investimento produtivo cresceu 1,2% no trimestre.

No emprego, o quadro é ainda mais claro. O desemprego ficou em 5,3% no trimestre até agosto, o mais baixo da série do IBGE. São 103,5 milhões de pessoas ocupadas, mais de 1 milhão a mais que um ano antes. A renda média real subiu 3,7% no mesmo período.

Isso aconteceu em ano eleitoral, com juros altos e um debate fiscal que não sai do lugar. Quem segurou esse resultado não foi Brasília, foi o produtor que plantou, a indústria que ajustou custo, o comerciante que se reinventou, o prestador de serviço que buscou cliente novo.

Não estou dizendo que a política não importa. Importa, e muito. Juros, impostos e segurança jurídica pesam no caixa de todo mundo. Os próprios economistas do Boletim Focus reduziram a projeção de crescimento de 2026 para 1,83%. O que estou dizendo é que a política é uma variável do jogo, não o dono do jogo.

Arregaçar as mangas

Além de empresário sou atleta e, no rally, aprendi uma coisa simples: você não escolhe o terreno. Chove, a trilha some, o carro quebra no meio do nada. Quem fica reclamando da estrada perde a prova. Quem lê o terreno, ajusta o plano e acelera na hora certa chega na frente. Com empresa é igual, instabilidade política é terreno ruim, não é fim de prova. Ficar chorando por falta de mudança não muda nada. Quem gera emprego, paga imposto em dia e entrega serviço bem-feito está fazendo mais pelo país do que muito discurso de campanha.

Na prática, quando o cenário fecha o bom empresário cuida do caixa antes de tudo. Dívida cara e capital de giro apertado são o que quebra empresa em crise, não a manchete do dia. Outro ponto é olhar para o cliente, não para o noticiário. Demanda real existe e o Brasil tem mais gente empregada e com mais renda do que um ano atrás. Além disso é importante escolher bem com quem anda. Sócio, parceiro e equipe valem mais em tempo ruim.

Patrimônio sem fronteira

Fazer a sua parte aqui não significa colocar todos os ovos na mesma cesta. Na segunda-feira pós-eleição, quem tinha todo o patrimônio em real e em ativos brasileiros viu o valor encolher em poucas horas. Quem tinha parte fora sentiu o golpe de outro jeito.

Invisto em vários países justamente por isso. Não é falta de confiança no Brasil, é gestão de risco. Ter uma parte do patrimônio em países com moeda forte, regras estáveis e Justiça previsível protege a família e dá fôlego para aproveitar oportunidades aqui quando os preços caem.

O caminho exige seriedade, estrutura bem montada, tudo declarado à Receita Federal e ao Banco Central, além da assessoria de quem conhece a lei dos dois lados. Internacionalizar não é fugir, mas evitar a dependência de um único país, de um único governo, de uma única moeda.

O recado

Eleição passa a cada quatro anos, mas empresa bem feita fica por décadas. O mercado vai continuar oscilando até o novo governo mostrar a que veio. Enquanto isso, há cliente para atender, gente para contratar e negócio para fechar. Prefiro resultado a holofote. E o resultado, no fim, é o que cada um de nós constrói, com ou sem ajuda de Brasília. 

Entre o foco e o afeto: especialista alerta para os riscos do desgaste emocional na maratona do ENEM e propõe equilíbrio para os jovens

A preparação de alto rendimento para o vestibular não precisa e nem deve significar o cancelamento da juventude e do convívio familiar.

O cenário educacional cearense é amplamente reconhecido no país pela excelência pedagógica e pelos resultados históricos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A dedicação das escolas e a disciplina dos estudantes abrem portas anualmente para as universidades mais concorridas do Brasil. No entanto, à medida que as provas se aproximam, a alta exigência cognitiva e o ritmo de simulados e aulas em tempo integral cobram seu preço: a exaustão emocional e a sensação de isolamento dos estudantes.

Diante desse contexto, o desafio contemporâneo não é diminuir o valor do mérito ou da ambição dos jovens, mas sim encontrar um equilíbrio sustentável. De acordo com a psicóloga, neuropsicóloga e educadora parental Sarah Rebeca Barreto, é fundamental que a busca pelo alto rendimento não anule as vivências essenciais da adolescência.

“A adolescência é uma fase de expansão, descoberta e construção de laços sociais. Quando a rotina de estudos sufoca os momentos de respiro, é natural que surja a exaustão e a ideia perigosa do ‘tudo ou nada’. Mas essa maratona não precisa ser percorrida no sofrimento. É perfeitamente possível manter o foco nos estudos e preservar a sanidade mental e a leveza que essa etapa da vida exige”, destaca a especialista.

O papel da família

Nesse ecossistema de alta cobrança, a neuropsicóloga e educadora parental reforça que a família desempenha um papel determinante. Em vez de atuarem como cobradores de metas, pais e responsáveis devem posicionar o lar como um ambiente de acolhimento e descompressão, onde o estudante possa se despir da figura de “vestibulando” para ser apenas filho, irmão e jovem.

Para transformar essa jornada em um processo saudável de amadurecimento, a psicóloga defende que a família deve atuar como um porto seguro, adotando práticas cotidianas. Isso envolve incentivar pausas sem culpa, lembrando o jovem de que momentos de lazer e descanso são investimentos estratégicos para a saúde mental e o aprendizado, já que o cérebro precisa desopilar para fixar o conhecimento.

Paralelamente, é fundamental proteger os rituais de convivência, mantendo refeições livres de conversas sobre notas, simulados ou concorrência para priorizar diálogos leves e afetivos. Por fim, torna-se essencial desconstruir a cultura do ‘tudo ou nada’, reafirmando com clareza que o amor, o orgulho e o valor do estudante dentro de casa não dependem do resultado de um gabarito, mostrando que existem múltiplos caminhos e muita vida além do mês de novembro.  

SOBRE A ESPECIALISTA

Sarah Rebeca Barreto é psicóloga, neuropsicóloga e educadora parental. Atua no acompanhamento do desenvolvimento emocional e cognitivo de adolescentes e famílias, promovendo estratégias de saúde mental, orientação de pais e alta performance com equilíbrio emocional no contexto escolar.

Dia Mundial da Osteoporose: silenciosa, doença atinge 10 milhões de brasileiros e apenas 1 em cada 3 tem diagnóstico precoce

Com taxas de mortalidade de até 24% no primeiro ano após fraturas de quadril, condição exige rastreio por Densitometria Óssea antes do surgimento dos primeiros sintomas

Comemorado em outubro, o Dia Mundial da Osteoporose alerta para uma das doenças crônicas mais prevalentes e subnotificadas da medicina atual. A condição é caracterizada pela perda progressiva de massa óssea e pela degradação da microarquitetura do tecido, o que reduz a resistência dos ossos e eleva o risco de fraturas mesmo diante de traumas mínimos.

Dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) apontam que cerca de 10 milhões de pessoas vivem com osteoporose no Brasil. No entanto, a subnotificação é alta: apenas 1 em cada 3 pacientes é diagnosticado antes de sofrer a primeira fratura.

Em âmbito global, levantamentos da International Osteoporosis Foundation (IOF) indicam a dimensão do impacto epidemiológico da doença: estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos sofrerão uma fratura por fragilidade óssea ao longo da vida, resultando em um registro de fratura osteoporótica a cada três segundos no mundo. Entre as ocorrências, as fraturas de quadril são consideradas as mais graves, apresentando uma taxa de mortalidade alarmante entre 20% e 24% no primeiro ano subsequente ao evento. 

Assintomática e progressiva

A ausência de sintomas nas fases iniciais é o principal obstáculo para a detecção precoce. Na maioria dos casos, a dor ou a incapacidade física surgem apenas quando o comprometimento ósseo já está avançado.

“A osteoporose não apresenta sinais clínicos prévios e costuma ser identificada apenas no momento da fratura. O rastreio profilático é o único meio de intervir precocemente. O exame de Densitometria Óssea é o método padrão-ouro para essa avaliação: trata-se de um procedimento rápido, não invasivo e de baixa radiação, capaz de diagnosticar a osteopenia, estágio inicial da perda óssea, antes que ocorra a ruptura do osso”, explica Dr. Itallo Rêgo, ortopedista do hospital Oto Santos Dumont.

Embora o envelhecimento e a queda estrogênica na pós-menopausa sejam fatores de risco não modificáveis, o progresso da perda de massa óssea relaciona-se diretamente a hábitos de vida e condições metabólicas.

As diretrizes médicas para a manutenção da saúde óssea incluem:

  1. Adequação de Cálcio e Vitamina D: Consumo regular de alimentos ricos em cálcio e exposição solar controlada para síntese de vitamina D, recorrendo à suplementação quando indicado por avaliação laboratorial;
  2. Exercícios de Impacto e Resistência: Atividades físicas com carga estimulam a remodelagem óssea e o fortalecimento da musculatura de suporte;
  1. Cessação do Tabagismo e Controle do Álcool: Ambos os fatores aceleram a reabsorção óssea e prejudicam a absorção de nutrientes essenciais;
  2. Adequação Ambiental: Adaptação de ambientes frequentados por idosos para diminuição de riscos de queda (iluminação adequada, eliminação de superfícies escorregadias e instalação de suportes).

Para mais informações sobre o diagnóstico, formas de prevenção e os exames de acompanhamento da saúde óssea, é importante consultar profissionais médicos ou acessar os portais das entidades oficiais de saúde, como a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). 

Sobre a Rede Oto

A Rede Oto é referência em atendimento médico de excelência e alta complexidade em Fortaleza, dispondo de estrutura tecnológica moderna, suporte em diagnósticos neurológicos de alta precisão e corpo clínico especializado no manejo de doenças raras e neurodegenerativas.

Seletividade alimentar infantil: como pais e responsáveis podem fazer para ampliar a variedade de alimentos? 

Nutricionista da Hapvida explica como identificar sinais de alerta e apresenta estratégias para tornar as refeições mais tranquilas 

Recusar determinados alimentos, não querer experimentar algo novo ou apresentar preferência por sabores e preparações específicas podem fazer parte do desenvolvimento infantil. A chamada neofobia alimentar, caracterizada pela resistência a experimentar comidas novas ou desconhecidas, é especialmente comum entre os 2 e 5 anos. O cuidado deve estar em perceber quando essa resistência deixa de ser apenas uma fase e começa a limitar de forma significativa a nutrição da criança. 

Segundo Talita Bittencourt, nutricionista da Hapvida, uma das principais diferenças está no grau de restrição. Uma criança que não gosta de determinado alimento, mas mantém uma alimentação variada, vive uma situação diferente daquela que apresenta um repertório alimentar muito reduzido ou forte resistência a experimentar novas opções. 

“É importante observar o grau de restrição e o impacto que ela causa. A seletividade merece mais atenção quando passa a comprometer a qualidade da nutrição, o crescimento, o desenvolvimento ou a própria rotina da criança”, explica a especialista. 

Quando a seletividade é mais intensa 

A experiência de Paula Martinez, mãe de Helena, de 4 anos, mostra como a seletividade pode representar um desafio significativo para algumas famílias. Helena é diagnosticada com TEA e, segundo a mãe, apresenta uma resistência intensa a novos alimentos. 

“A rigidez dela com certeza é o maior desafio, pois ela não aceita nem provar os alimentos. Helena só come iogurte, tem seletividade severa”, relata Paula. 

Diante de uma restrição alimentar tão importante, o acompanhamento profissional passa a ter um papel fundamental. Helena é acompanhada pela nutricionista Amanda, profissional que, segundo a mãe, tem sido importante nesse processo. 

“Somos atendidas maravilhosamente bem pela Amanda. Ela é uma profissional excepcional. Só tenho a agradecer desde o primeiro contato dela com minha filha. Ela é maravilhosa e tem muito amor e paciência com a minha filha”, conta Paula. 

Como os pais podem ajudar? 

Para os pais, uma das principais orientações é evitar transformar a alimentação em uma disputa. Obrigar a criança a comer, utilizar comida como recompensa ou punição e pressioná-la diante de um alimento recusado podem tornar a experiência das refeições ainda mais negativa. 

Confira algumas estratégias: 

1. Ofereça sem obrigar: a criança pode recusar, mas o alimento pode ser apresentado novamente em outras ocasiões. 

2. Tenha paciência com alimentos novos: algumas crianças precisam de várias oportunidades para se familiarizar com uma comida antes de aceitá-la. 

3. Faça pequenas mudanças: alimentos que a criança já aceita podem servir de ponto de partida para apresentar novos sabores, cores e texturas. 

4. Respeite as características sensoriais: textura, cheiro, temperatura e aparência podem influenciar a aceitação. 

5. Coma junto com a criança: o exemplo dos adultos também participa da construção dos hábitos alimentares. 

6. Evite pressão e chantagem: transformar a comida em recompensa ou punição pode criar uma relação negativa com as refeições. 

7. Mantenha uma rotina: horários organizados e um ambiente tranquilo podem favorecer uma relação mais positiva com a alimentação. 

8. Observe os sinais de alerta: repertório alimentar muito reduzido, exclusão de grupos alimentares, dificuldade para mastigar ou engolir, perda ou estagnação de peso e sofrimento frequente durante as refeições são motivos para buscar avaliação profissional. 

Talita ainda ressalta que assumir que toda seletividade alimentar é um diagnóstico é um erro. “Existem diferentes níveis de dificuldade alimentar, e a avaliação profissional é importante justamente para entender quando estamos diante de uma preferência ou de uma situação que está causando prejuízos para a criança”, destaca a nutricionista. 

A orientação é que os responsáveis tenham paciência durante o processo e procurem ajuda profissional quando a restrição for intensa ou estiver afetando a saúde e a rotina da criança. O objetivo não é obrigá-la a comer, mas criar, aos poucos, experiências mais positivas e ampliar sua relação com os alimentos. 

Sobre o Grupo Hapvida    

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.    

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.    

Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

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