Dia Mundial da Osteoporose: silenciosa, doença atinge 10 milhões de brasileiros e apenas 1 em cada 3 tem diagnóstico precoce

Com taxas de mortalidade de até 24% no primeiro ano após fraturas de quadril, condição exige rastreio por Densitometria Óssea antes do surgimento dos primeiros sintomas

Comemorado em outubro, o Dia Mundial da Osteoporose alerta para uma das doenças crônicas mais prevalentes e subnotificadas da medicina atual. A condição é caracterizada pela perda progressiva de massa óssea e pela degradação da microarquitetura do tecido, o que reduz a resistência dos ossos e eleva o risco de fraturas mesmo diante de traumas mínimos.

Dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) apontam que cerca de 10 milhões de pessoas vivem com osteoporose no Brasil. No entanto, a subnotificação é alta: apenas 1 em cada 3 pacientes é diagnosticado antes de sofrer a primeira fratura.

Em âmbito global, levantamentos da International Osteoporosis Foundation (IOF) indicam a dimensão do impacto epidemiológico da doença: estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos sofrerão uma fratura por fragilidade óssea ao longo da vida, resultando em um registro de fratura osteoporótica a cada três segundos no mundo. Entre as ocorrências, as fraturas de quadril são consideradas as mais graves, apresentando uma taxa de mortalidade alarmante entre 20% e 24% no primeiro ano subsequente ao evento. 

Assintomática e progressiva

A ausência de sintomas nas fases iniciais é o principal obstáculo para a detecção precoce. Na maioria dos casos, a dor ou a incapacidade física surgem apenas quando o comprometimento ósseo já está avançado.

“A osteoporose não apresenta sinais clínicos prévios e costuma ser identificada apenas no momento da fratura. O rastreio profilático é o único meio de intervir precocemente. O exame de Densitometria Óssea é o método padrão-ouro para essa avaliação: trata-se de um procedimento rápido, não invasivo e de baixa radiação, capaz de diagnosticar a osteopenia, estágio inicial da perda óssea, antes que ocorra a ruptura do osso”, explica Dr. Itallo Rêgo, ortopedista do hospital Oto Santos Dumont.

Embora o envelhecimento e a queda estrogênica na pós-menopausa sejam fatores de risco não modificáveis, o progresso da perda de massa óssea relaciona-se diretamente a hábitos de vida e condições metabólicas.

As diretrizes médicas para a manutenção da saúde óssea incluem:

  1. Adequação de Cálcio e Vitamina D: Consumo regular de alimentos ricos em cálcio e exposição solar controlada para síntese de vitamina D, recorrendo à suplementação quando indicado por avaliação laboratorial;
  2. Exercícios de Impacto e Resistência: Atividades físicas com carga estimulam a remodelagem óssea e o fortalecimento da musculatura de suporte;
  1. Cessação do Tabagismo e Controle do Álcool: Ambos os fatores aceleram a reabsorção óssea e prejudicam a absorção de nutrientes essenciais;
  2. Adequação Ambiental: Adaptação de ambientes frequentados por idosos para diminuição de riscos de queda (iluminação adequada, eliminação de superfícies escorregadias e instalação de suportes).

Para mais informações sobre o diagnóstico, formas de prevenção e os exames de acompanhamento da saúde óssea, é importante consultar profissionais médicos ou acessar os portais das entidades oficiais de saúde, como a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). 

Sobre a Rede Oto

A Rede Oto é referência em atendimento médico de excelência e alta complexidade em Fortaleza, dispondo de estrutura tecnológica moderna, suporte em diagnósticos neurológicos de alta precisão e corpo clínico especializado no manejo de doenças raras e neurodegenerativas.

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