A mídia tradicional está morrendo?

Especialista explica que ser visto não significa, necessariamente, ser lembrado

A sensação da publicidade estar em toda parte nunca foi tão forte. Publicações patrocinadas, anúncios de casas de apostas, aplicativos de desconto, roletas de prêmios e pop-ups disputam a atenção do consumidor a todo momento. Paralelamente, um levantamento divulgado pelo Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário (CENP-Meios) mostra que os investimentos em publicidade continuam migrando para o ambiente digital. Já as mídias tradicionais, como televisão, rádio, jornais e revistas, registram retração. 

Apesar desse movimento, os dados também revelam o crescimento da mídia Out-of-Home (OOH). Essa categoria reúne outdoors, painéis digitais, mobiliário urbano e anúncios em transportes públicos. De acordo com esse cenário, mais do que abandonar determinados canais, o mercado tem buscado diversificar as formas de comunicação. Diante desse contexto, surge uma dúvida comum entre empresários: onde investir? 

Para Gabriel Santiago, publicitário e docente do curso de Publicidade e Propaganda do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Juazeiro do Norte, a resposta depende menos do meio escolhido e mais da estratégia construída antes da campanha. “Isso não quer dizer que outras mídias estão mortas ou a melhor escolha passa a ser a internet. Apesar desse meio alcançar um grande público, com poucas barreiras de entrada e diferentes formatos de comunicação, cada mensagem ainda é influenciada por um ‘algoritmo invisível’. Estar nas redes sociais, por si só, não garante resultados”, explica. 

Segundo o especialista, a rápida expansão das ferramentas de Inteligência Artificial e a facilidade de produzir conteúdo também contribuíram para ampliar um problema recorrente da publicidade contemporânea: a distância entre planejamento e execução. Na tentativa de acompanhar tendências e manter presença constante nas redes sociais, muitas empresas acabam priorizando a quantidade de publicações ao invés da construção de uma estratégia consistente. 

Embora a Inteligência Artificial tenha tornado mais ágil a produção de cartazes, vídeos, ilustrações e peças gráficas, Gabriel alerta que criatividade e tecnologia não substituem o planejamento. Sem objetivos claros, o excesso de conteúdo pode gerar fadiga no público e comprometer os resultados das campanhas. 

Na avaliação do docente, esse desafio também pode ser observado em empresas do Cariri. Muitas vezes, o investimento na estética das campanhas acaba recebendo mais atenção do que a definição de objetivos, público-alvo e posicionamento de marca. 

“A ideia nasce no planejamento. Sem ele, a publicidade perde sua razão de existir, não alcança seus objetivos e acaba presa ao efêmero. Vemos isso com frequência nas redes sociais: campanhas visualmente bonitas, mas que desaparecem rapidamente. A publicidade não é apenas produzir peças criativas. É desenvolver soluções capazes de atender aos objetivos de comunicação e marketing de cada cliente”, conclui. 

Relatório da OMS e do Unicef mostra aumento da vacinação infantil no Brasil

País reduziu de 360 mil para 50 mil o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente, uma queda de cerca de 90% entre 2023 e 2025, e passou a figurar entre os países com maior redução desse indicador

ados divulgados nesta terça-feira (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil.

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.  

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.  

O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.  

Cenário internacional  

Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.  

O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.  

Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.  

Destaque nas Américas  

Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.  

Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.  

As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil. 

Ação da Unifor destina 183 kg de garrafas PET à Associação Peter Pan

Na manhã desta quinta-feira (16), a Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição da Fundação Edson Queiroz, doou 183 kg de garrafas PET (cerca de 12200 unidades) à Associação Peter Pan, referência no acolhimento de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. A iniciativa, coordenada pelo Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), teve como objetivo incentivar a responsabilidade socioambiental e contribuir com as ações desenvolvidas pela entidade.

De acordo com o professor Oyrton Azevedo, o material foi arrecadado durante grandes eventos promovidos pela Unifor, como a Feira de Profissões, a Semana da Internacionalização e o Dia T, entre outras iniciativas. O docente destacou ainda a importância de ações como essa para fortalecer a consciência ambiental e ampliar o impacto social.

“Coletamos o material e definimos um dia para fazer a entrega a uma instituição, garantindo a destinação correta desse resíduo. Essas instituições utilizam o material para gerar renda e financiar suas ações. Neste semestre, a Associação Peter Pan foi a escolhida e veio à Universidade para recolher os resíduos, que vão contribuir para a manutenção de um trabalho tão importante”, ressaltou o professor.

O coordenador de Mobilização e Comunicação da Associação Peter Pan, Diego Monteiro, destacou o papel da instituição na promoção da saúde e frisou que a sustentabilidade também faz parte das ações desenvolvidas pela entidade. Segundo ele, parcerias como a firmada com a Unifor ampliam o impacto social do trabalho realizado.

Prof Unifor e coordenador Peter Pan.jpg

Diego Monteiro e professor Oyrton Azevedo durante entrega das garrafas PET (Foto: Ares Soares)

Diego explicou que a Associação mantém parceria com fornecedores credenciados para assegurar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos coletados. A comercialização desse material gera recursos que ajudam a financiar os 16 programas de manutenção à saúde da organização, ao mesmo tempo em que contribui para a preservação do meio ambiente.

“A gente reutiliza diversos tipos de materiais, desde roupas, calçados, acessórios e móveis, eletrônicos, que são destinados ao nosso bazar solidário. Por isso, entendemos a importância do reuso, e uma dessas formas é a reciclagem. Recebemos materiais como plástico, alumínio e outros resíduos desse tipo. Então, você pode ajudar de várias formas. Ao fazer essa doação para a Associação Peter Pan, contribui para a preservação do meio ambiente e os recursos gerados com esse material são destinados ao Hospital Peter Pan”, sublinhou o coordenador.

Vale ressaltar que ações como essa reforçam o compromisso da Unifor com a responsabilidade social e a sustentabilidade, valores que orientam suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Ao promover ações que unem conscientização ambiental, participação da comunidade acadêmica e apoio a instituições sociais, a Unifor fortalece seu papel na formação cidadã dos estudantes e amplia o impacto positivo de suas ações junto à sociedade.

Sobre a Associação Peter Pan

Fundada em 1996, a Associação Peter Pan é referência no atendimento oncológico pediátrico no Ceará, contribuindo para a transformação do tratamento de crianças e adolescentes com câncer por meio de uma assistência mais eficiente e humanizada.

Associação Peter Pan fachada.jpg

A Associação Peter Pan é referência no atendimento oncológico pediátrico no Ceará (Foto: Ares Soares)

Com atuação reconhecida no Norte e Nordeste, a entidade oferece suporte integral aos pacientes e suas famílias, contemplando desde o diagnóstico precoce até o acompanhamento durante o tratamento. Atualmente, a Associação atende mais de 1.300 famílias por mês e desenvolve ações voltadas à promoção da saúde, acolhimento e qualidade de vida dos assistidos.

Entre os números que refletem o impacto do trabalho realizado pela instituição estão 1.877 pacientes em tratamento, 1.481 diagnósticos precoces, 9.150 cestas distribuídas e 65.688 assistências realizadas em 2025.

Interessados em realizar doações podem entrar em contato por meio do número 4008-4109 para agendar a coleta dos materiais.

Regata de Jangadas da Caponga é lançada em Águas Belas com autoridades, patrocinadores e apresentações culturais

Evento apresentou a programação oficial da XXVIII Regata de Jangadas da Caponga – Praia Esportiva, que acontece nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, em Cascavel

O lançamento da XXVIII Regata de Jangadas da Caponga – Praia Esportiva reuniu convidados, autoridades, patrocinadores, parceiros institucionais, comerciantes, representantes da comunidade e profissionais de imprensa na Barraca Delícias da Jangada, na Praia de Águas Belas, em Cascavel.

O evento marcou a apresentação oficial da programação da regata, que será realizada nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, reunindo esporte, cultura, turismo, lazer, gastronomia, música e valorização da tradição jangadeira no litoral leste do Ceará.

A noite de lançamento contou com show musical e apresentação de integrantes da Quadrilha Junina Fogueira da Paixão, com performances de manipulação de fogo, exibições pirotécnicas e truques com chamas. A programação cultural reforçou a proposta da regata de valorizar as manifestações populares, a identidade pesqueira e a relação histórica entre a comunidade e o mar.

XXVIII Regata de Jangadas da Caponga – Praia Esportiva é realizada pela Assetuc – Associação dos Empreendedores de Turismo, Artesanato e Cultura de Cascavel. O evento conta com patrocínio da Enel, do Banco do Nordeste e do Governo do Ceará, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Ceará.

A iniciativa também tem apoio da Prefeitura de Cascavel e da Rota das Falésias, além de parcerias institucionais do Sistema FecomércioSescSenac e COPPAAC.

Para a presidente da Assetuc, Katiuce Rodrigues, a regata deixa um legado concreto para as comunidades, especialmente por meio da prática esportiva.

“A gente deixa um legado para as comunidades, trazendo toda a prática esportiva para dentro do evento. A gente traz campeonatos de surf, beach tennis, futevôlei e vem valorizando muito a prática de kitesurf no Litoral Leste. Teremos um downwind saindo da Praia de Águas Belas até a Praia da Caponga. E o que a gente deixa para as comunidades? A gente deixa arena esportiva montada, quadras, bolas e toda a estrutura para que as pessoas possam viver o esporte, a educação e a convivência comunitária”, destacou Katiuce Rodrigues.

O diretor da Assetuc e organizador da Regata de Jangadas da Caponga, Mamede Rebouças, ressaltou que a realização do evento é resultado de articulação, captação de recursos, participação em editais e apoio de parceiros públicos e privados.

“O grande desafio é a captação. A gente busca os convênios, participa de editais e faz uma luta grande para conseguir realizar o evento. O mais fácil é fazer o evento porque você tem a ajuda da comunidade e dos parceiros. Hoje, nós temos um grande parceiro que é a Enel, a Prefeitura de Cascavel, que tem ajudado muito nessa construção, e o Governo do Estado, que abre os editais e a gente participa”, afirmou Mamede Rebouças.

O deputado federal Eduardo Bismarck destacou a importância da Rota das Falésias e o crescimento da regata como evento turístico e cultural.

“A Associação aqui da Rota das Falésias faz desse um grande destino, que traz pessoas de todo o Ceará e de todo o Brasil. Vai fazer, junto com a Colônia de Pescadores, uma regata ainda maior, mais robusta, com mais barcos vindo de outras regiões. É uma regata tradicional, que movimenta toda a localidade e a região”, afirmou o parlamentar.

A prefeita de Cascavel, Ana Afif, ressaltou o impacto econômico e cultural da regata para o município.

“O impacto é imenso na rede hoteleira, na venda das barracas, na movimentação nas praias, nos autônomos. Todo mundo cresce. Tem quem vem passar o final de semana para curtir os três dias da regata e tem também quem vem passar o dia ou a noite. Então, tem o impacto econômico, o impacto no turismo e também o impacto cultural, que é manter a nossa história viva e a relação com o mar, com a praia e com o pescador”, destacou Ana Afif.

Comerciantes da Praia da Caponga também projetam crescimento no movimento durante os três dias de programação. Para o vendedor de drinks Marcos Roberto Sousa, a regata representa uma das melhores oportunidades do ano.

“A Regata ajuda muito. Vem gente de tudo quanto é cidade, de outros estados e até de outros países. A expectativa é das vendas subirem com a Regata. Tem que estar com o preparo físico lá em cima porque é muita caipirinha e muito drink pra preparar. As vendas crescem quatro ou cinco vezes mais durante a regata”, afirmou.

O balconista Francisco Evandro Fernandes também reforçou a importância do evento para o comércio local.

“É uma das melhores do litoral do Ceará. O turista já gosta da Praia da Caponga e com esses eventos fica melhor ainda. Falta é mesa pra atender tanta gente”, disse.

Já o pescador e carpinteiro João Lopes destacou o clima de integração entre jangadeiros e visitantes.

“Eu participei uma vez numa jangada. É muito interessante. Vem gente de todas as praias. E é todo mundo na paz”, contou.

A programação oficial começa na sexta-feira, 31 de julho, na Praia do Balbino, com atividades esportivas durante o dia voltadas a estudantes das escolas municipais. À noite, haverá apresentações de Zumba, às 18hRepentilha, às 19hSedusamba, às 21h; e Banda Coda, às 23h.

No sábado, 1º de agosto, a programação acontece simultaneamente nas praias da Caponga e do Balbino, com aulas de surfe, campeonato de surfe, apresentações de kitesurf, passeios de jangada, atividades esportivas e ações de integração comunitária. À noite, a Praia da Caponga recebe shows de Zumba, às 18hLeste Waves, às 19hBorogodó, às 21h; e Brasilis, às 23h.

O ponto alto do evento será no domingo, 2 de agosto, com a tradicional 28ª Regata de Jangadas da Praia da Caponga. Após a competição, a programação será encerrada com shows de Belinho, às 12hCarlinhos Nação, às 14h; e da banda nacional Ponto de Equilíbrio, às 16h.

Consolidada como uma das manifestações culturais e esportivas mais tradicionais do litoral leste do Ceará, a Regata de Jangadas da Caponga fortalece o turismo, movimenta bares, restaurantes, pousadas, barracas, mercantis, ambulantes, autônomos e prestadores de serviços.

Ao unir competição, música, esporte, ações sociais, gastronomia e tradição pesqueira, o evento reafirma a importância da Caponga no calendário turístico, esportivo e cultural do Ceará.

Serviço

XXVIII Regata de Jangadas da Caponga – Praia Esportiva
Data: 31 de julho, 1º e 2 de agosto
Local: Praia da Caponga, Praia do Balbino e Praia de Águas Belas, Cascavel/CE

Realização: Assetuc – Associação dos Empreendedores de Turismo, Artesanato e Cultura de Cascavel

Patrocínio: Enel, Banco do Nordeste e Governo do Ceará, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Ceará

Apoio: Prefeitura de Cascavel e Rota das Falésias

Parcerias institucionais: Sistema Fecomércio, Sesc, Senac e COPPAAC

Programação musical

31 de julho – Zumba, Repentilha, Sedusamba e Banda Coda
1º de agosto – Zumba, Leste Waves, Borogodó e Brasilis
2 de agosto – Belinho, Carlinhos Nação e Ponto de Equilíbrio

Programação esportiva e cultural

Regata de jangadas, campeonatos de surfe, beach tennis, futevôlei, vôlei de praia, futebol de areia, slackline, kitesurf, downwind de Águas Belas à Caponga, passeios de jangada, ações com estudantes, apresentações culturais e atividades comunitárias

Eduardo Bismarck reforça apoio à criação da Comenda Padre Cícero de Desenvolvimento Regional

O deputado federal Eduardo Bismarck (PV-CE) reforçou seu apoio ao Projeto de Resolução (PRC) 34/2026, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que institui a Comenda Padre Cícero Romão Batista de Desenvolvimento Regional. A proposta prevê a concessão anual da homenagem a personalidades e instituições que contribuam para o desenvolvimento econômico, social e regional do Nordeste.

Ao defender a aprovação da matéria, Bismarck destacou a importância de reconhecer o legado de Padre Cícero como uma das maiores referências históricas, religiosas e sociais da região Nordeste, especialmente para o povo cearense.

“A gente tem uma comenda com o nome do Padre Cícero que, para nós, cearenses, possui uma relevância muito grande. Além de homenagear o desenvolvimento regional, ela eterniza o nome de Padre Cícero na história do Brasil”, afirmou o parlamentar.

Segundo Eduardo Bismarck, Padre Cícero desempenhou papel decisivo no desenvolvimento do Cariri cearense, contribuindo para a integração e o fortalecimento econômico e social da região. Para o deputado, a criação da comenda representa o reconhecimento de um legado que ultrapassa a dimensão religiosa e permanece como símbolo do desenvolvimento regional.

O PRC 34/2026 propõe que a homenagem seja concedida anualmente pela Câmara dos Deputados a pessoas e instituições que se destacam pela contribuição ao desenvolvimento do Nordeste brasileiro.

PAX esclarece atuação na Expocrato e afirma que tecnologia é utilizada para apoiar investigações policiais

A empresa PAX, por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou esclarecimentos sobre sua participação na Expocrato 2026 e rebateu informações que, segundo a companhia, podem gerar interpretações equivocadas acerca de sua atuação e de sua tecnologia de inteligência artificial aplicada à segurança pública.

De acordo com a empresa, a PAX é uma empresa brasileira especializada em inteligência artificial voltada ao apoio das forças de segurança pública, estando presente em mais de 50 cidades distribuídas em três estados. Conforme a companhia, sua tecnologia já contribuiu para a elucidação de mais de 2.500 casos policiais no Brasil somente neste ano.

Em nota, a empresa afirma que não existe qualquer decisão que suspenda suas operações nos locais onde atua. Segundo a PAX, as denúncias apresentadas contra a empresa decorreram do contexto eleitoral e foram propostas por representantes de partidos políticos, sendo que, de acordo com a companhia, esses questionamentos vêm sendo esclarecidos e arquivados pelos órgãos competentes.

Sobre o contrato firmado em São Paulo, a empresa informa que o Ministério Público arquivou o pedido de investigação relacionado ao contrato com a Prodesp. Conforme destacado pela PAX, o órgão concluiu que não havia elementos concretos e minimamente consistentes que justificassem a continuidade da apuração, não sendo admissível a investigação baseada apenas em conjecturas ou divergências interpretativas desacompanhadas de indícios objetivos de irregularidade.

Em relação ao Estado de Goiás, a empresa esclarece que houve uma decisão liminar sobre a expansão do programa IA Contra o Crime, sem análise do mérito da ação. Segundo a PAX, essa decisão foi posteriormente cassada pelo Tribunal de Justiça goiano, permitindo a continuidade da expansão da iniciativa.

Quanto ao Paraná, a companhia afirma que a suspensão determinada pelo Tribunal de Contas do Estado refere-se exclusivamente a um pregão específico integrante do Programa Olho Vivo, procedimento do qual a PAX sustenta não ter participado. Ainda segundo a empresa, sua tecnologia continua sendo utilizada normalmente no programa para auxiliar as atividades das forças policiais.

Sobre sua participação na Expocrato 2026, a PAX informa que sua atuação ocorre por meio de um acordo de cooperação firmado com o poder público e tem caráter de teste de campo. Segundo a empresa, a iniciativa busca avaliar o emprego da tecnologia como ferramenta de apoio à segurança pública no Ceará, dentro de modelos de cooperação já utilizados pela Administração Pública.

A empresa ressalta, por fim, que a experiência na Expocrato tem como objetivo demonstrar o potencial da tecnologia para auxiliar as forças de segurança na prevenção e investigação de crimes, reforçando que sua participação no evento observa os parâmetros estabelecidos no acordo de cooperação celebrado para a realização do projeto-piloto.

São João de Maracanaú se torna case de sucesso em segurança inteligente com uso de IA

Tecnologia desenvolvida pela cearense HowBe integrou Inteligência Artificial, videomonitoramento e análise em tempo real para reforçar a segurança de um dos maiores festejos juninos do Brasil

O São João de Maracanaú, um dos maiores eventos juninos do país, tornou-se um exemplo de como a Inteligência Artificial pode transformar a segurança de grandes eventos. Responsável pela operação tecnológica do festejo, a cearense HowBe implementou uma plataforma integrada de videomonitoramento inteligente, análise de imagens em tempo real e apoio à tomada de decisão, reforçando a atuação das forças de segurança e elevando o padrão de proteção ao público durante toda a programação.

A operação foi estruturada para oferecer monitoramento contínuo de áreas estratégicas, utilizando recursos de Inteligência Artificial capazes de identificar padrões de comportamento, analisar imagens em tempo real e ampliar a capacidade de resposta das equipes envolvidas na segurança do evento. A integração entre tecnologia e operação permitiu uma atuação mais preventiva, eficiente e coordenada.

Para o CEO da HowBe, Salim Bayde, o case demonstra que a Inteligência Artificial já deixou de ser uma tendência para se consolidar como uma ferramenta essencial na gestão da segurança pública e privada.

“Grandes eventos exigem respostas rápidas, inteligência operacional e decisões baseadas em dados. A tecnologia permite que as equipes atuem de forma mais estratégica, antecipando situações de risco e aumentando a eficiência das operações. O São João de Maracanaú mostra que a Inteligência Artificial é uma aliada fundamental para tornar eventos desse porte mais seguros”, afirma.

Mais do que fornecer equipamentos, a HowBe desenvolveu uma arquitetura tecnológica personalizada para atender às necessidades do evento, integrando câmeras inteligentes, sistemas de videomonitoramento e ferramentas avançadas de análise em uma única plataforma operacional.

Especializada em soluções de Tecnologia da Informação, Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), videomonitoramento inteligente e controle de acesso, a empresa possui atuação nacional e experiência em projetos de alta complexidade voltados tanto para o setor público quanto para o mercado corporativo.

“O nosso diferencial é compreender a realidade de cada operação. Cada evento possui desafios específicos e exige uma estratégia tecnológica própria. Desenvolvemos soluções personalizadas que unem inovação, inteligência e eficiência operacional para apoiar quem está na linha de frente da segurança”, destaca Salim Bayde.

O case do São João de Maracanaú reforça o potencial da tecnologia desenvolvida no Ceará para atender operações de grande escala e consolida a HowBe como referência em soluções inteligentes para segurança de grandes eventos, demonstrando como a Inteligência Artificial pode contribuir para ambientes mais seguros, conectados e eficientes.

Sobre a HowBe 

A HowBe é uma empresa de tecnologia especializada no desenvolvimento de soluções sob medida em Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Videomonitoramento e Segurança Cibernética. 

Com DNA cearense e operação nacional abrangendo Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Brasília e Pará, a companhia gerencia cerca de 8.000 dispositivos inteligentes e conta com uma equipe de 300 especialistas focados em transformar dados e imagens em soluções estratégicas para o sucesso empresarial e governamental. 

Lanlink apoia órgão do Judiciário estadual na modernização do monitoramento de TI

Projeto centralizou ambientes, atualizou ferramentas e ampliou a visibilidade operacional da infraestrutura tecnológica que sustenta serviços digitais essenciais

A Lanlink conduziu um projeto de modernização de monitoramento de TI de um órgão estadual na esfera judiciária, com foco em fortalecer a governança e reduzir riscos associados à gestão descentralizada da infraestrutura tecnológica. A atuação envolveu a atualização das ferramentas utilizadas, centralização dos ambientes em uma única instância, revisão dos ativos monitorados e a capacitação das equipes internas, contemplando o aperfeiçoamento das plataformas Zabbix, solução de monitoramento de infraestrutura, e do Grafana, voltada à construção de dashboards operacionais. 

Anteriormente, a instituição atuava com múltiplas instâncias de monitoramento sem comunicação entre si, ferramentas desatualizadas e grupo de ativos fora do acompanhamento oficial, cenário que dificultava a visão consolidada do ambiente e reduzia a capacidade de antecipar falhas ou eventos críticos. 

Após a implantação, a instituição passou a contar com um ambiente de monitoramento mais integrado, com dashboards mais claros, maior controle sobre os ativos e redução de ruídos operacionais, como falsos positivos. A nova estrutura também contribuiu para uma rotina de acompanhamento mais eficiente e para uma gestão mais estratégica da infraestrutura de TI.

Com impacto direto na capacidade de sustentação dos serviços digitais, a maturidade do monitoramento de TI em órgãos públicos ajuda nas respostas a eventos com mais precisão, mantendo a continuidade de processos essenciais à operação e contribuindo na prestação de serviços à sociedade. 

Sobre a Lanlink

Com mais de 37 anos de história, a Lanlink é uma empresa especializada em infraestrutura de TI, nuvem, dados & IA, produtividade digital e segurança da informação, reconhecida como a empresa brasileira com maior número de especializações avançadas Microsoft, incluindo a certificação Azure MSP Expert. Parceira de líderes globais como Microsoft, IBM, Lenovo e Oracle, conta com cerca de 1300 colaboradores, mais de 1000 certificações técnicas e um histórico de 66 prêmios internacionais. No portfólio de clientes, estão nomes de relevância no mercado, como Amaggi, Grupo Edson Queiroz, M Dias Branco e Café 3 Corações.

Tecnologia da Expocrato é de empresa investigada que busca apresentar sistema ao Governo

A segurança da Expocrato 2026, realizada entre os dias 11 e 19 de julho, no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti, no Crato, conta com sistema de videomonitoramento baseado em tecnologia da empresa Paladium Corp, atualmente denominada Pax. A utilização da plataforma ganha relevância porque a companhia, que acumula investigações, suspensões e questionamentos em contratos públicos nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás, busca agora apresentar sua tecnologia ao Governo do Ceará por meio de uma Prova de Conceito (POC) — uma demonstração técnica destinada exclusivamente à avaliação do sistema, sem que isso represente contratação ou operação da empresa no Estado.

Atualmente, a Pax não possui operação de videomonitoramento em funcionamento no Ceará. O que existe é a intenção de realizar uma Prova de Conceito, procedimento utilizado para que gestores públicos conheçam o desempenho da tecnologia antes de qualquer eventual decisão administrativa.

A demonstração ocorre em um momento em que a empresa deixou de operar projetos que estiveram no centro de controvérsias em outras unidades da Federação, tornando a possível apresentação da tecnologia ao Ceará um tema acompanhado com atenção por especialistas em segurança pública, transparência administrativa e proteção de dados.

Expocrato utiliza tecnologia da Pax

Durante a Expocrato 2026, uma das maiores feiras agropecuárias e eventos culturais do Nordeste, o sistema de videomonitoramento empregado na segurança do evento utiliza tecnologia desenvolvida pela antiga Paladium Corp, hoje denominada Pax.

Embora a participação no evento seja distinta de eventual contratação para a segurança pública estadual, o uso da tecnologia coloca novamente a empresa em evidência justamente quando ela busca apresentar sua solução tecnológica ao Governo do Ceará por meio da fase de testes conhecida como Prova de Conceito.

Serviço é prestado gratuitamente na Expocrato como demonstração tecnológica

Segundo informações obtidas pela reportagem, a tecnologia disponibilizada pela Pax para a Expocrato 2026 está sendo fornecida sem custos para a organização do evento, caracterizando uma demonstração operacional da plataforma, semelhante ao modelo de Prova de Conceito (POC), utilizado para permitir que potenciais clientes avaliem o desempenho da solução antes de eventual negociação comercial.

O que é a Prova de Conceito

A Prova de Conceito (POC) consiste em uma demonstração operacional destinada a permitir que a administração pública avalie o desempenho de determinada solução tecnológica antes de decidir se há interesse em futura contratação.

Trata-se de uma etapa de avaliação técnica. Sua realização, por si só, não significa contratação da empresa nem implantação definitiva do sistema, mas pode subsidiar futuras decisões administrativas.

Contrato milionário é investigado em São Paulo

Em São Paulo, a antiga Paladium Corp é alvo de investigação conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) sobre contrato de R$ 475,8 milhões relacionado ao programa Muralha Paulista.

O procedimento apura possíveis irregularidades na contratação da tecnologia sem licitação.

Segundo representações apresentadas ao tribunal pelo advogado Dorival Assis Júnior e pelo deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) teria sido utilizada como intermediária na contratação da empresa privada.

A investigação busca esclarecer se o modelo adotado observou as exigências legais para contratação pública.

Mudança de marca manteve a mesma estrutura e levanta debate sobre conflito de interesses

A empresa investigada em São Paulo é a mesma que atualmente atua sob a marca Pax.

Registrada como Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda., a companhia promoveu apenas uma mudança de identidade comercial, permanecendo inalterados o CNPJ, a estrutura societária e seus administradores.

A empresa pertence ao empresário cearense David Peixoto e tem como diretor Sandro Caron, ex-superintendente da Polícia Federal e ex-secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.

A participação de um ex-chefe da segurança pública estadual na direção da empresa que pretende apresentar sua tecnologia ao Governo do Ceará acrescenta um componente de sensibilidade institucional ao processo e suscita discussões sobre eventual conflito de interesses. Isso porque Sandro Caron ocupou um dos principais cargos estratégicos da área de segurança do Estado, mantendo, durante sua gestão, interlocução com órgãos responsáveis pela formulação e execução de políticas públicas de segurança.

Especialistas em governança pública costumam apontar que, em situações envolvendo ex-agentes públicos em posições de direção de empresas interessadas em contratar com o Poder Público, é recomendável que todos os atos administrativos sejam conduzidos com ampla publicidade, fundamentação técnica e mecanismos de controle, de modo a afastar qualquer dúvida quanto à lisura do procedimento. A existência desse debate evidencia a importância do acompanhamento pelos órgãos de controle e pela sociedade.

Questionamentos também alcançaram Paraná e Goiás

No Paraná, a empresa participou da operação tecnológica do programa Olho Vivo, posteriormente alvo de questionamentos envolvendo transparência contratual, acesso a bases de dados sensíveis e cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou a suspensão de novas contratações relacionadas ao programa enquanto analisa as representações apresentadas.

Em Goiás, a Justiça suspendeu contrato de R$ 304,8 milhões firmado sem licitação entre o governo estadual e a Pax AI para implantação de sistema de videomonitoramento com inteligência artificial.

A decisão atendeu pedido do Ministério Público de Goiás, que apontou indícios de direcionamento na contratação, determinando a suspensão dos efeitos do contrato até nova deliberação judicial.

Demonstração no Ceará ocorre sob atenção

Diante do histórico da empresa em outros estados, a intenção de apresentar sua tecnologia ao Governo do Ceará por meio de uma Prova de Conceito tende a ser acompanhada com atenção por especialistas e órgãos de controle.

O debate envolve não apenas a eficiência das ferramentas de inteligência artificial e videomonitoramento, mas também aspectos relacionados à transparência, proteção de dados, governança, planejamento técnico e observância das regras aplicáveis às futuras contratações públicas.

Caso a demonstração técnica avance para etapas posteriores, eventuais processos de contratação deverão observar os requisitos legais, a ampla publicidade, os princípios da administração pública e os mecanismos de fiscalização previstos na legislação.

PAX presta esclarecimentos sobre a reportagem

A Pax é uma empresa brasileira de inteligência artificial dedicada a apoiar forças de segurança pública a resolver mais crimes, com mais eficiência. A empresa está presente em mais de 50 cidades em três estados e a tecnologia oferecida já ajudou a Polícia a resolver mais de 2.500 casos no país neste ano.

É preciso fazer alguns esclarecimentos a respeito de pontos colocados na reportagem que podem causar julgamentos equivocados sobre a atuação da empresa. Inicialmente, não há nenhuma decisão suspendendo as operações da Pax em qualquer lugar onde a empresa tem atuado. Ao contrário, as poucas denúncias apresentadas – todas motivadas pelo contexto eleitoral e de autoria de representantes de partidos políticos – vêm sendo pouco a pouco esclarecidas e extintas. Especificamente:

Em São Paulo, o Ministério Público já arquivou o pedido de investigação sobre o contrato com a Prodesp, afirmando que a investigação não poderia seguir por não estar “amparada em elementos concretos e minimamente consistentes, não sendo admissível a continuidade de apuração fundada exclusivamente em conjecturas ou em divergências interpretativas desacompanhadas de indícios objetivos de ilicitude, hipótese observada nos presentes autos”.

Em Goiás, houve uma liminar concedida sem análise de mérito sobre a expansão do programa IA Contra o Crime, imediatamente cassada pelo Tribunal de Justiça do estado. A expansão da iniciativa segue em curso.

No Paraná, a suspensão determinada pelo TCE-PR refere-se a um pregão específico dentro do Programa Olho Vivo, uma etapa da qual a Pax não teve qualquer relação ou participação. O uso da tecnologia da empresa no âmbito do programa segue ativa, apoiando o trabalho da polícia.

Quanto à Expocrato, a participação da empresa no evento está respaldada por acordo de cooperação e ocorre dentro de parâmetros já utilizados pela Administração Pública, servindo como um teste de campo para avaliar o uso desta tecnologia em apoio à segurança pública no Ceará.

Jurídico estratégico ganha espaço nas decisões e fortalece a gestão de riscos nas empresas

Durante muito tempo, as empresas enxergaram o departamento jurídico como uma área dedicada à solução de conflitos e acompanhamento de litígios. Contudo, esse panorama tem se transformado. Através da crescente complexidade regulatória e exigência de uma gestão de riscos eficaz, os profissionais do Direito atuam ativamente nas decisões que definem os rumos das organizações.

Para Marcelo Camargo, sócio da Agrifoglio Vianna, especialista em Direito Securitário e com MBA em Direito Empresarial Econômico na FGV, essa transformação é especialmente evidente no mercado de seguros, onde o planejamento jurídico influencia diretamente a sustentabilidade do negócio.

“O jurídico interno deixou de ser apenas um apoio ao gestor, um custo decorrente da gestão de demandas que chegam ou que precisam ser ajuizadas, bem como a gestão dos prestadores terceirizados. Agora o interno precisa atuar de forma estratégica junto à alta gestão, no sentido de antecipar necessidades e situações de risco, identificar gargalos internos, e acima de tudo projetar o custo judicial de modo amplo e no longo prazo, especialmente no mercado de seguros em que as companhias atuam de modo regulado, precisam fazer o provisionamento das ações judiciais junto à Susep.”

Conforme apontado por Marcelo, às empresas que mantêm o departamento atuando de forma puramente reativa tendem a enfrentar dificuldades no ritmo das transformações do mercado.

“O risco é o de estar sempre no modo responsivo, aquela sensação de estar apagando incêndio todo o dia. O ideal é ter uma atuação estratégica e alinhada com as demais áreas, antecipando situações, tudo conforme a estratégia da empresa para os próximos anos. Se a previsão é o crescimento das vendas, diversificação de produtos, o jurídico precisa estar preparado para um aumento de demandas. Se a estratégia envolve a aquisição de outras empresas, o jurídico precisa estar preparado para fazer o acompanhamento da due diligence. Acima de tudo, precisa conhecer o negócio e a cultura da empresa.”

Essa proximidade permite que o conhecimento jurídico seja incorporado desde o início das decisões estratégicas, e não apenas na etapa final dos projetos.”A atuação ideal envolve a participação direta do jurídico como um conselheiro permanente da gestão. Muitas vezes uma nova iniciativa chega ao departamento apenas para saber se ela é legalmente possível. Mas, se o jurídico estivesse presente desde a concepção da ideia, poderia contribuir com soluções, reduzir riscos e até acelerar o desenvolvimento do projeto.”

Buscando ilustrar essa mudança de mentalidade, o especialista relembra uma frase que ouviu de um executivo: “Certa vez, ouvi de um CEO de uma importante empresa do ramo imobiliário: ‘Não chamo o advogado para saber se posso fazer, mas, sim, para saber como.'” 

Due diligence ganha protagonismo

Outro movimento observado por Camargo é o crescimento da atuação jurídica em operações de fusões e aquisições (M&A), especialmente diante da necessidade de identificar riscos ocultos antes da conclusão dos negócios.

“A atuação especializada nesse mercado é indispensável. Ainda vemos aquisições em que a fase de diligência não consegue identificar riscos importantes, sejam judiciais ou operacionais. Já houve casos em que empresas adquiridas tiveram toda a operação comprometida por falhas em sistemas essenciais, como emissão de boletos, gerando meses de paralisação e prejuízos expressivos.”

A presença na mesa de decisões estratégicas é um diferencial de mercado, superando o status de mera tendência corporativa. O envolvimento da área desde a fase de planejamento permite mitigar contingências, além de conferir segurança, agilidade e sustentabilidade ao crescimento das companhias.

Sobre a Agrifoglio Vianna:

A Agrifoglio Vianna é um escritório de advocacia com 34 anos de experiência e tradição para seguradoras e corretoras de seguro. Possui atuação em todo o território nacional e alta performance em ações estratégicas e de volume, contencioso e administrativo.