PROJETO GRANDES DEBATES DE ABRIL TRAZ COMO TEMA “SEGURANÇA PÚBLICA E A OCUPAÇÃO DOS TERRITÓRIOS: COMO ENFRENTAR?”

A violência urbana é uma realidade nos centros urbanos brasileiros e tem se tornado uma preocupação não somente nas grandes cidades e áreas metropolitanas, mas também nas cidades médias e pequenas de várias regiões do país. Esse fenômeno se intensificou a partir da segunda metade do século XX, quando o crescimento das áreas urbanas passou a acontecer de maneira acelerada em função da modernização no campo e do avanço da industrialização. 

O índice de assassinatos por 100 mil habitantes do país – indicador usado internacionalmente para medir a violência – caiu, passando de 20,3 em 2022, para 19,4em 2023, de acordo com o Atlas da Violência produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Apesar da melhora, o país ainda tem um dos maiores índices mundiais de homicídios (em 2021, tínhamos a maior do mundo, segundo um estudo da Organização das Nações Unidas divulgado em 2023), e grandes desafios regionais no combate à violência.

O Ceará foi o quinto estado do Brasil com maior número absoluto de assassinatos no primeiro semestre de 2023, com 1.377 homicídios registrados. Em relação ao mesmo período de 2022, houve diminuição de 7,1% nos assassinatos, de acordo com dados do Monitor da Violência. Levando em conta a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, o Ceará ficou como o sexto estado mais violento do país e o quarto do Nordeste, no período, quando foram registrados 14,9 assassinatos a cada 100 mil pessoas. A taxa média do Brasil no mesmo período foi de 9,3.

Uma das plataformas estruturantes do crime organizado é o processo de urbanização excludente. O território em si mesmo não produz a violência, mas a ocupação territorial que resulta os chamados espaços-conteúdos, onde os ocupantes passam a ter um significado e desempenhar um papel social, é que promove o design da violência, pois é no território que a pobreza, a exclusão social, a omissão do estado, a violência e as carências tornam-se mais visíveis.

“Segurança pública e a ocupação dos territórios: como enfrentar?” é o tema do Projeto “Grandes Debates” deste mês de abril. Os convidados são o deputado estadual, Renato Roseno; Jacqueline Sinhoretto, mestre e doutora em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e Jacqueline Muniz, professora do Departamento de Segurança Pública do Instituto de Estudos Comparados de Administração de Conflitos (INEAC/UFF). O debate será exibido na terça-feira, 09 de abril, às 21h, pela TV Assembleia, Rádio Assembleia e redes sociais da casa, com mediação do jornalista Ruy Lima. A coordenação do “Grandes Debates” é do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos.

Tipos de violência urbana

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a violência em três tipos, os quais são muito utilizados nas análises a respeito do tema:

Violência autoinfligida: a violência que o indivíduo comete contra si mesmo, sem o envolvimento de terceiros. São exemplos desse tipo de violência o suicídio e a automutilação.

Violência interpessoal: a violência que o indivíduo comete contra outros indivíduos que são parte ou não do seu círculo social. No segundo caso, recebe o nome de violência comunitária. A violência doméstica, que é aquela que ocorre dentro de uma mesma família e cometida contra mulheres, crianças, idosos, os roubos seguidos de morte (latrocínio), os homicídios e os atos violentos que acontecem no trânsito são todos exemplos dessa categoria de violência.

Violência comunitária: a violência praticada por grupos sociais, políticos e também econômicos. A atuação de facções criminosas, os crimes de ódio e as disputas por territórios se encaixam nessa categoria.”

Consequências da violência urbana

A violência urbana é um problema que apresenta consequências não somente para as pessoas que são vítimas dela cotidianamente, mas também para a economia, para a estrutura do município e para a sua população em geral, que passa a conviver com um estado de medo e insegurança que resultam em uma piora na qualidade de vida.

Principais consequências da violência urbana:


Aumento no número de mortes, o que ocasiona uma mudança a longo prazo no perfil demográfico da população. No Brasil, por exemplo, as principais vítimas de homicídios são as pessoas negras e jovens.

Agravamento dos problemas estruturais já existentes, como as desigualdades socioeconômicas e territoriais.

Prejuízos econômicos para o comércio e o varejo, o que pode afetar o desenvolvimento econômico de um determinado município.

Desvalorização dos imóveis (residenciais e comerciais) nas áreas de maior recorrência da violência, isto é, de maior vulnerabilidade em função da insegurança.

Aumento do medo e da insegurança para circular na cidade e aproveitar o espaço urbano.

Deterioração da saúde física e mental dos habitantes das cidades que registram grandes índices de violência, levando ao desenvolvimento de quadros de ansiedade, angústia e até mesmo depressão.

Os convidados para debater o tema são:

RENATO ROSENO – Renato Roseno é advogado, militante socialista e deputado estadual pelo PSOL. Desde jovem, milita contra as diferenças de classe, gênero, etnia ou orientação sexual, as desigualdades sociais, a injustiça, especialmente contra crianças, adolescentes e jovens. Atuação feita sempre junto a coletivos que lutam em defesa dos direitos humanos, meio ambiente e poder popular. Há mais de vinte anos, atua no campo da defesa de direitos, contribuindo com movimentos por moradia e contra a violência policial. Foi membro do NAJUC – Núcleo de Assessoria Jurídica Comunitária (UFC), coordenou o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente no Ceará e a Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED), entidade que assessorou no monitoramento da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança.

JACQUELINE SINHORETTO – Tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1995), mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2001) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2007). É professora associada da Universidade Federal de São Carlos / Departamento de Sociologia e PPGS. Lidera o Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos da UFSCar. Professora visitante na Université de Toulouse Jean Jaurès, na Cátedra de Estudos sobre América Latina do IPEAT, (França, 2014). Pesquisadora Visitante da Chaire de recherche du Canada sur traditions juridiques et rationalité pénal, Faculdade de Ciências Sociais, Universidade de Ottawa (Canadá, 2019-2020) Tem experiência em Sociologia da Administração da justiça e Sociologia da Violência, atuando principalmente nos seguintes temas: administração institucional de conflitos, acesso à justiça, violência, segurança pública, sistema de justiça, prisões, controle estatal do crime. É pesquisadora do INCT Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos e Bolsista de Produtividade 1D do CNPq.

JACQUELINE MUNIZ – É graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui mestrado em Antropologia Social pelo Museu Nacional (UFRJ), doutorado em Ciência Política pelo IUPERJ e Pós-doutorado em Estudos Estratégicos pelo PEP-COPPE/UFRJ. É professora do Departamento de Segurança Pública – Instituto de Estudos Comparados de Administração de Conflitos (INEAC/UFF), Membro do Grupo de Estudos Estratégicos (GEE- COPPE/UFRJ), Sócia fundadora da Rede de Policiais e Sociedade Civil da América Latina e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Último livro publicado, com colaboração com Ana Paula Mendes de Miranda e Roberta de Mello Corrêa, é “Mapas de Percepção de Riscos: Metodologia multimétodo para análise de territorialidades afetadas pelo domínio armado” (Editora Autografia). Desenvolve pesquisas sobre Direitos Humanos, Segurança Pública, Organizações Policiais, Controle sociais e Juventudes, Domínios armados e criminalidade violenta e políticas públicas.

Projeto Costurando o Futuro abre inscrições para beneficiar 1.000 profissionais de costura com novas máquinas

A Prefeitura de Fortaleza abriu, por meio da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE), um edital de chamada pública para doação de mais 1.000 novas máquinas, ao longo de duas convocações (500 em cada).

Os profissionais de costura selecionados receberão capacitações gratuitas, além das máquinas de costura do tipo reta doméstica para fomento ao Projeto Costurando o Futuro. Inicialmente, os interessados devem se dirigir à Unidade de Atendimento do Desenvolvimento Econômico (localizada na avenida Santos Dumont, 2.500, loja 17 – Aldeota) para buscar a ficha de inscrição. No local, os pretendentes também poderão tirar dúvidas com relação ao processo e a documentação exigida.

Confira o edital (anexo)

Além de preencher a ficha de inscrição, é necessário ser maior de 18 anos, ser hipossuficiente em renda, apresentar cópia de documento oficial com foto, CPF, inscrição no Cadastro Único e comprovante de residência. Todo o processo de seleção é gratuito e destinado para moradores de Fortaleza. Os envelopes com as inscrições devem ser entregues na Central de Licitações da Prefeitura de Fortaleza (CLFor – endereço abaixo).

1ª convocação: 05 a 19 de abril de 2024. (500 máquinas do tipo reta)
2ª convocação: 03 a 20 de maio de 2024. (500 máquinas do tipo reta)

Serviço
Inscrições para edital de doação de 1.000 máquinas de costura
Inscrições: Unidade de Atendimento do Desenvolvimento Econômico (Av. Santos Dumont, 2500 – Aldeota – entrada pela Rua Tibúrcio Cavalcante)
Entrega de envelopes: Central de Licitações de Fortaleza (Avenida Heráclito Graça, 750 – Centro)
Informações: 0800 222 3656 ou pelo WhatsApp: (85) 9.8739-3052

Organizar as finanças pode ser chave para uma vida mais estável

Apesar de parecer um desafio, manter a vida financeira nos trilhos é essencial. Veja dicas de especialista.

À medida que o cenário econômico global segue enfrentando desafios, a importância de uma sólida educação financeira torna-se mais evidente. E é sempre tempo de se organizar para estabilizar as contas. Nesse contexto, por em prática estratégias que auxiliam a organizar a vida financeira de maneira eficiente, pode ser essencial para enfrentar o cotidiano da nossa economia. 

“Em um contexto de incertezas econômicas, é crucial criar e seguir um plano orçamentário inteligente. Analisar suas receitas e despesas, identificando áreas de corte e oportunidades de economia. Priorizar despesas essenciais e estabelecer metas realistas de poupança”, é o que diz Ana Beatriz Passos, head financeiro da Somapay Digital Bank.

Tema de extrema importância, a educação financeira ainda não é tão acessível para boa parte da população brasileira. Apesar da complexidade do tema, que envolve aspectos macro e microeconômicos, é possível discorrer de orientações básicas para conduzir com sobriedade as finanças pessoais. Sendo estas: 

  • Analisar com responsabilidade a atual situação

Se a pessoa está em momento complicado em suas finanças, é preciso sentar e elencar ponto a ponto as principais prioridades no orçamento. Separar as despesas entre fixas (águas, luz, internet, saúde e etc…) e variáveis (alimentação, assinaturas, parcelamentos e etc…). Isso lhe dará um panorama inicial de sua saúde financeira. 

  • Controlar gastos

Depois disso, é mais fácil identificar com o que se costuma gastar mais, então é possível estabelecer prioridades.  A partir disso, o autocontrole é crucial para ordenar os gastos. Uma dica é sempre se questionar se suas compras são realmente necessárias ou apenas gastos supérfluos.

  • Investimentos

Após compreender bem sua situação financeira e controlar adequadamente os gastos, é hora de gerar renda com os valores que conseguir poupar. Estudar um pouco sobre carteiras de investimentos e suas possibilidades é essencial para quem deseja aproveitar o dinheiro guardado para construir renda extra.

  • Planejamento 

Por fim, mas não menos importante, o planejamento financeiro precisa fazer parte do planejamento de vida. Estruturar um plano de metas é uma maneira para alcançar seus objetivos. Faz parte do processo de planejamento adequar suas receitas e rendimentos com seus objetivos e trabalhar para, a longo e médio prazo, conquistar novos horizontes.

Estabelecer metas e seguir seus objetivos é necessário para quem deseja dispor de uma condição financeira confortável a longo prazo. A gestão responsável de dívidas é fundamental em qualquer ambiente econômico. Avalie suas obrigações financeiras, renegocie os termos e, se necessário, concentre-se na quitação de dívidas de alto custo. Evitar novas dívidas superficiais contribuirá para sua estabilidade financeira. —

Sistema de Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos é regulamentado

O cidadão que deseja manifestar vontade de doar órgãos poderá formalizar o pedido junto ao Cartório de Notas do município onde reside, por meio de documento oficial digital. A iniciativa foi regulamentada pelo Provimento nº 164/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e integra a campanha “Um só coração: Seja vida na vida de alguém”, lançada na última terça-feira, 02, e apoiada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).  

Para realizar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), o interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br, que é recepcionado pelo cartório de notas selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma videoconferência para identificar a pessoa e coletar a sua manifestação de vontade.  

Por fim, o solicitante e o notário assinam digitalmente a autorização, que ficará disponível para consulta pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes, via CPF do falecido. A plataforma está acessível 24 horas por dia, sete dias por semana, de qualquer dispositivo com acesso à internet. 

Pela legislação vigente, quem autoriza a doação, em caso de morte encefálica, é a família, que precisa estar ciente da intenção do parente em doar seus órgãos e/ou tecidos. Com a regulamentação do Sistema AEDO, a manifestação de vontade já fica registrada nessa base de dados para ser apresentada aos familiares no momento do óbito. 

Regulamentada pelo CNJ, a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos foi desenvolvida em parceria com o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) e a Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT). A emissão da AEDO é gratuita para o solicitante.  

LISTA DE ESPERA

No Brasil, mais de 42 mil pessoas estão na lista de espera para receber uma doação de órgãos, em sua maioria homens com idade entre 50 e 64 anos. Por estado, o número de pessoas alcança 1.780. Hoje, com o avanço da medicina e a facilitação dos processos de doação, tornou-se mais fácil e seguro manifestar sua vontade de ser um doador e salvar vidas. 

Governo do Ceará e Prefeitura de Caucaia entregam 24 km de estradas pavimentadas na zona rural do município

Moradores da zona rural de Caucaia serão beneficiados com a entrega da nova pavimentação de 24 quilômetros de estradas vicinais, nesta segunda-feira, 08, às 16h. A obra é uma parceria do Governo do Ceará com a Prefeitura de Caucaia. O governador Elmano de Freitas e o prefeito Vitor Valim participarão da solenidade.

O investimento neste trecho foi superior a R$ 8 milhões e está dentro do Programa Bora Pavimentar, que tem melhorado as estradas vicinais da zona rural do município. Ao todo, o programa está levando mais de 140 quilômetros de nova pavimentação.

Serviço

Entrega da nova pavimentação das estradas vicinais, em Caucaia
Data: segunda-feira, 8 de abril
Horário: 16h
Local: Assentamento Santa Bárbara, Capine, Caucaia-CE – em frente à Escola Nossa Senhora da Conceição

Tribunal promove mutirão de conciliação para renegociação de dívidas envolvendo o BNB

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) realizará um Mutirão de Negociação de Processos de Execução de Título Extrajudicial para promover a conciliação de clientes que contrataram operações de crédito com recursos do Fundo Constitucional de Financiamentos do Nordeste (FNE). A mobilização ocorrerá entre os dias 15 e 19 de abril, conforme Portaria Conjunta 01/2024, assinada pela Presidência do TJCE e pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), publicada no Diário da Justiça Eletrônico Administrativo da sexta-feira, 05.

Os interessados em participar têm até o dia 12 de abril para se inscrever por meio do formulário disponível AQUI. Os clientes poderão indicar o melhor horário e dia para a audiência e receberão, posteriormente, o link para o atendimento virtual. Também será disponibilizado um espaço físico para auxiliar aqueles que, porventura, necessitem de maior apoio nesse sentido.

Nessa quinta-feira (04/04), integrantes dos Núcleos de Cooperação Judiciária (NCJ) e Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Numepec) do Tribunal e representantes do Banco do Nordeste (BNB) estiveram reunidos no Fórum Clóvis Beviláqua para discutir detalhes do evento.

“Estamos iniciando aqui uma parceria importante, sobretudo para os cidadãos. Sabemos da função social do banco para o fomento da economia no nosso Estado entendemos que a conciliação é instrumento fundamental para a resolução desses conflitos. Contem com o Núcleo de Cooperação para o que precisarem”, afirmou o desembargador Everardo Lucena Segundo, supervisor do NCJ.

A supervisora do Nupemec, desembargadora Vanja Fontenele, destacou que o Núcleo tem esse objetivo de promover o diálogo para as partes construam, juntas, uma solução para o problema. “Costumo dizer que o futuro do sistema jurídico do país é a mediação e a conciliação. Através dessas oportunidades, as pessoas aprendem que existe algo muito além da litigiosidade”.

De acordo com o assessor da superintendência estadual do BNB, Franzé Silveira, a parceria está em conformidade com a Lei 14.554/2023, que regulamentou a renegociação de dívidas com os fundos constitucionais de financiamento. “Essa lei abrange as operações que a ainda não tivemos a oportunidade de conciliar. Nessa reta final, a parceria junto ao TJCE é de suma importância porque vai mobilizar especialmente aqueles mutuários do Banco do Nordeste que têm alguma dificuldade na liquidação dessas dívidas. É o momento de conciliarmos com nossos clientes para que eles possam ter acesso às condições que a lei oferece”.

A Lei em questão tem como objetivo beneficiar clientes que contrataram operações com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) há mais de sete anos e que têm parcelas em atraso com o BNB desde 31 de outubro de 2021. A medida concede descontos de até 90% para os casos de quitação da dívida e bônus de adimplência de até 50% sobre o valor principal para as situações de renegociação. Ainda conforme o assessor do BNB, mesmo após o prazo estipulado pela norma, que termina no próximo dia 24 de abril, há interesse do banco em fortalecer outros moldes de cooperação com o Judiciário.

Participaram do encontro as juízas Ana Paula Oliveira, coordenadora do Nupemec, e Maria Anita Araruna, integrante do NCJ, bem como a analista judiciária e a assistente de apoio técnico do Nupemec, Kilma de Oliveira e Mariana Mont’alverne, respectivamente, e a secretária do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Fortaleza (Cejusc), Janaína Marques. Pelo BNB, estiveram presentes os gerentes executivos Lamec de Freitas e Eduardo Régis.

SERVIÇO
Mutirão de atendimento BNB
Formulário de inscrições AQUI
Até 12 de abril de 2024
Atendimento
Entre os dias 15 e 19 de abril de 2024

Acrisio Sena deixa Centec para concorrer ao cargo de vereador de Fortaleza

|”Com a proximidade das eleições municipais para vereador e prefeito, comunico que, enquanto presidente do Centec, associação de natureza privada e sem fins lucrativos, regida por Estatuto e Regimento Interno, não integrando, portanto, a Administração Pública Direta ou Indireta, nem mesmo como entidade vinculada, não há necessidade de desincompatibilização conforme previsão do art. 1º, II, “a”, 9º, da LC 64/90.

Embora pacificado tal entendimento no âmbito do TSE, reforçando a confiança do Instituto Centro de Ensino Tecnológico – CENTEC na atuação transparente e comprometida com o Estado Democrático de Direito, a Diretoria Executiva do Instituto, reunida na última sexta-feira, dia 5 de abril, deliberou que o Diretor Presidente se licenciaria do cargo a partir de 04 de junho, a fim de concorrer às eleições municipais de 2024″.

Acrísio Sena
Presidente do Centec

OAB-CE propõe a isenção de custas para a execução de honorários

A OAB Ceará durante reunião com o presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Abelardo Benevides Moraes, propôs a elaboração de um Projeto de Lei (PL) que garanta a isenção de custas para a execução de honorários advocatícios. O encontrou aconteceu na última terça-feira, 02/04. Com a aprovação pelo Órgão Especial, o próximo passo é o envio do projeto à Assembleia Legislativa do Ceará.

O presidente da OAB Ceará, Erinaldo Dantas, pontua que os honorários advocatícios têm natureza alimentar e a proposta de lei visa impulsionar a categoria. “Os advogados e advogadas são colegas de trabalho do poder judiciário, a única classe do poder judiciário que não é remunerada com salário. Nada mais do que justo de, quando for impontualidade de um cliente, o advogado não tivesse que pagar custas, já que essas custas vêm para remunerar o serviço da Justiça”, informou.

Em resposta, o Tribunal ficou de avaliar o pleito da Ordem Cearense.

Jornalista André Ítalo Rocha ministra palestra na Unifor

O evento acontece em comemoração ao Dia do Jornalista

No dia 10 de abril, o curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza — instituição de ensino da Fundação Edson Queiroz — vai realizar um momento comemorativo ao Dia do Jornalista, data criada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), celebrada em 7 de abril. O evento, que acontecerá às 9h, no auditório A4, vai contar com a participação do  jornalista e escritor André Ítalo Rocha. 

Egresso de Jornalismo da Unifor, André é referência nacional na cobertura de economia e política. No momento, atua como subeditor do Popline, site de negócios do Valor Econômico. Além disso, ganha destaque como escritor pelo lançamento de um livro-reportagem sobre a trajetória da bancada evangélica, que o rendeu a conquista do Prêmio Todavia de Não Ficção, em 2021. 

Na ocasião, o jornalista vai compartilhar com os participantes um pouco da sua longa experiência e trajetória na área, com foco nos segmentos de jornalismo econômico, político e investigativo. Além disso, ele vai debater a atuação jornalística no Ceará e no Brasil, explorando os desafios, avanços e o futuro da profissão. 

* As inscrições serão realizadas no local do evento, valendo certificação como atividades complementares. 

Sobre o palestrante 

Egresso de Jornalismo da Unifor, André Ítalo Rocha trabalha há 14 anos na cobertura de economia e política. Passou pelas redações do Diário do Nordeste e da Agência Estado (a agência de notícias do Estadão) e, no momento, atua como subeditor do Popline, site de negócios do Valor Econômico. É especialista em mercado financeiro pela B3 e em Ciência Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Em 2021, conquistou o Prêmio Todavia de Não Ficção. 

Serviço

Evento comemorativo ao Dia do Jornalista – Palestra André Ítalo Rocha 
Data: 10 de abril
Horário: 9h
Local: Auditório A4

Mais informações: (85) 3477.3372

Número de bares e restaurantes operando em prejuízo atinge o maior índice desde março de 2023

Pesquisa da Abrasel realizada em março acende sinal de alerta para o setor de bares e restaurantes em 2024. Ainda lutando para se livrar de dívidas acumuladas, 31% das empresas operaram no vermelho em fevereiro – pior índice desde março do ano passado. Além disso, outros 38% dos estabelecimentos trabalharam em equilíbrio e 31% tiveram lucro, o que representa uma queda de quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

Ainda segundo a pesquisa, três dos principais fatores responsáveis pelo desempenho negativo das empresas que operaram em prejuízo foram a queda das vendas no mês (76%), redução do número de clientes (66%) e custo de alimentos e bebidas (42%).

Quanto a inflação no setor, os estabelecimentos seguem com dificuldades de ajustar os preços do cardápio acima do índice geral: 19% reajustaram o cardápio abaixo da inflação; 35% reajustaram, mas somente para acompanhar a inflação; 37% não conseguiram reajustar os preços e apenas 9% reajustaram acima do índice.

“Os números recentes revelados pela pesquisa são preocupantes para o setor de bares e restaurantes. Com 31% das empresas operando no vermelho, enfrentamos desafios significativos. Em janeiro houve queda nas vendas, com ligeira recuperação em fevereiro por causa do carnaval, mas que não foi percebida como uma retomada pelos estabelecimentos. Além disso, a dificuldade em ajustar os preços do cardápio para recuperar perdas é um desafio adicional, junto com o alto endividamento, já que quase 40% do setor tem dívidas atrasadas”, diz Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

O presidente da Abrasel revela a construção de um plano para resgate do setor, em função dos problemas crônicos que persistem desde a pandemia: “contratamos um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que vai se aprofundar nas causas das dificuldades que o setor vem enfrentando, já propondo caminhos e medidas que podem ser tomadas para resolvê-las de vez. Esperamos poder apresentar estas propostas o mais breve possível às autoridades e à sociedade. Só com o trabalho em conjunto podemos retomar os trilhos”, completa Solmucci.

A pesquisa indicou que 39% das empresas têm dívidas em atraso. Os impostos federais lideram a lista de pagamentos atrasados (72%), seguido de impostos estaduais (50%), empréstimos bancários (37%), encargos trabalhistas/previdenciários (29%), serviços públicos (29%), fornecedores de insumos (24%), taxas municipais (23%), aluguel (18%), fornecedores de equipamentos e serviços (11%), e empregados (5%).

Reforço da mão de obra

Apesar dos desafios enfrentados pelos estabelecimentos, um quarto dos empreendedores pretendem contratar no primeiro semestre do ano (25%); 51% vão manter o quadro de funcionários e apenas 16% devem demitir. A tendência é de que essas novas vagas visam suprir a alta demanda das duas datas mais rentáveis para o setor: Dia dos Namorados e Dia das Mães.

Dados recentes da PNAD – índice do IBGE que mede os empregos formais e informais no país – indicou que, só nos últimos três meses (dez-jan-fev), os bares e restaurantes geraram cerca de 70 mil novos empregos, com crescimento de 1,3% em relação ao trimestre anterior. O resultado está na contramão do índice nacional, que apresentou redução de 0,3% no número de pessoas ocupadas.