Mais de 17 mil produtores e cooperativas da região Nordeste podem se beneficiar com a MP 1.376

Produtores rurais e cooperativas da região Nordeste já podem procurar o Banco do Brasil para renegociar operações de crédito rural por meio das condições previstas na Medida Provisória nº 1.376/2026. Na região, cerca de 17,5 mil clientes possuem operações potencialmente elegíveis às condições da medida, que representam um volume de até R4 10,4 bilhões em financiamentos.

A MP autorizou a criação de linhas especiais para composição de dívidas de produtores e cooperativas que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. O objetivo é apoiar a recuperação da capacidade produtiva, contribuir para a regularização financeira dos empreendimentos rurais e dar condições para que os produtores retomem seu fluxo de caixa com maior previsibilidade.

“A MP 1.376 traz uma oportunidade relevante para que produtores do Nordeste reorganizem sua situação financeira e retomem seus projetos com mais segurança, especialmente após os impactos causados por eventos climáticos que comprometeram safras, receitas e a geração de renda em diversas localidades. O Banco do Brasil está mobilizado para oferecer atendimento especializado e soluções adequadas às necessidades de cada cliente, considerando as particularidades da região. Além de favorecer a regularização das operações, a medida contribui para a recuperação da capacidade produtiva, a recomposição da renda das famílias rurais e o fortalecimento da atividade agropecuária nordestina”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

A carteira agro do BB possui cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis às condições previstas na MP, representando um volume de até R$ 100 bilhões. Desse total, 36% correspondem a operações inadimplentes, enquanto o restante contempla operações adimplentes que foram prorrogadas ou renegociadas.

Os produtores que fizeram o pré-cadastro nas agências e os clientes interessados já podem comparecer às unidades do Banco do Brasil. A contratação está sujeita à análise de enquadramento e à apresentação do laudo técnico que comprove perdas na produção ou redução da renda bruta agropecuária esperada.

Mais informações estão disponíveis em bb.com.br/agro.

Uma em cada quatro pessoas idosas sofre queda em um ano; exercício pode ajudar a preservar capacidade funcional

Para o especialista Jauan Anselmo, dados da Fiocruz reforçam a importância de estratégias individualizadas para manutenção da força, equilíbrio e autonomia para quem entra a quem está na terceira idade.

Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a prática de exercícios físicos ganha importância principalmente para a manutenção da força, da mobilidade e da independência. O desafio, segundo o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, é adaptar a prescrição à realidade de um corpo que passa por mudanças progressivas, em vez de simplesmente reproduzir protocolos desenvolvidos para pessoas mais jovens.

A necessidade de um planejamento individualizado se torna ainda mais evidente diante dos riscos associados à perda de força e às quedas. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 25,1% dos idosos brasileiros residentes em áreas urbanas sofreram ao menos uma queda em um período de 12 meses, o equivalente a uma em cada quatro pessoas.

Para Jauan, envelhecer não significa abandonar exercícios de força ou reduzir a atividade física a caminhadas. O que muda é a necessidade de controlar melhor variáveis como volume, intensidade, frequência, recuperação e complexidade dos movimentos.

“O corpo que envelhece continua respondendo ao treinamento e precisa dele. O erro está em acreditar que podemos manter indefinidamente a mesma carga, o mesmo volume e a mesma frequência que utilizávamos aos 20 ou 30 anos. A prescrição precisa acompanhar as mudanças do indivíduo. Em muitos casos, reduzir o volume e aumentar a qualidade do estímulo é justamente o que permite treinar por mais tempo, com segurança e funcionalidade”, explica.

Força para combater a perda muscular

A preocupação também passa pela sarcopenia, caracterizada pela redução de massa, força e função muscular. Segundo estudo publicado em 2024 na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, da Universidade de São Paulo (USP), aponta prevalência de 5% a 13% entre pessoas com 65 anos ou mais, podendo chegar a 50% após os 80 anos.

Treinar para envelhecer bem é entender qual estímulo aquele corpo consegue receber, assimilar e recuperar. A pessoa precisa desenvolver força suficiente para subir uma escada, levantar de uma cadeira, carregar uma sacola ou reagir a um desequilíbrio. O objetivo final é preservar a autonomia”, afirma o especialista em fisiologia do exercício.

Nesse cenário, o exercício físico é uma das ferramentas para preservar a capacidade funcional. Uma pesquisa longitudinal publicada em 2025 na Ageing International, com dados do UK Biobank, acompanhou 1.918 adultos de meia-idade e identificou que níveis maiores de atividade física de intensidade moderada a vigorosa estiveram associados a menor risco de desenvolvimento de sarcopenia.

Excesso também pode ser um problema

Se a ausência de atividade favorece a perda de capacidade física, o excesso de treinamento sem recuperação adequada também pode comprometer a evolução. A síndrome de overtraining, por exemplo, está associada a queda de desempenho, fadiga persistente, alterações musculares e imunológicas e maior ocorrência de problemas relacionados à recuperação.

Por isso, segundo Jauan – que atua na área de forma personalizada –, a lógica do treinamento para pessoas mais velhas deve considerar não apenas o exercício realizado, mas também sono, recuperação, histórico de lesões, doenças preexistentes, nível de condicionamento e resposta individual aos estímulos.

Tentar combater o envelhecimento com uma lógica de treinamento que não respeita o próprio envelhecimento é um perigo. A pessoa que quer continuar ativa aos 60, 70 ou 80 anos precisa pensar em consistência, não em provar todos os dias quanto consegue suportar. Uma prescrição inteligente é aquela que permite que você continue treinando amanhã, no próximo mês e nos próximos anos”, conclui.

Novas regras da Polícia Federal para formação de vigilantes exigem atenção das empresas, alerta Sindesp-CE 

Portaria em vigor desde 3 de agosto revisa conteúdos e planos de cursos de formação, aperfeiçoamento e atualização dos profissionais de segurança privada

As regras para formação, aperfeiçoamento e atualização dos profissionais de segurança privada passaram por mudanças neste mês. Desde 3 de agosto, está em vigor a Portaria nº 22-CGCSP/DPA/PF, de 15 de junho de 2026, da Polícia Federal, que estabelece novos planos de curso, conteúdos programáticos, cargas horárias e requisitos para a qualificação dos profissionais do setor. A norma substitui a Portaria nº 16/2024 e adequa a formação às disposições atuais da segurança privada. 

Para Carlos Gualter, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Ceará (Sindesp-CE), a atualização exige atenção das empresas e dos profissionais que atuam no segmento, principalmente diante da incorporação de novas tecnologias e da criação de funções previstas na regulamentação. 

Entre as alterações está a reorganização dos cursos destinados aos profissionais de segurança privada. A nova regulamentação estabelece conteúdos específicos para diferentes atividades e atualiza os parâmetros de formação, aperfeiçoamento e atualização. A medida também prevê conteúdos relacionados ao uso de tecnologias aplicadas à segurança privada, acompanhando a diversificação das atividades exercidas pelo setor. 

A regulamentação também trata de funções específicas, como a de operador de sistema eletrônico de segurança e vigilante supervisor, com conteúdos próprios para a formação desses profissionais. A Polícia Federal disponibilizou os respectivos planos de curso no conjunto de materiais relacionados à nova regulamentação. Outra mudança está na possibilidade de ensino semipresencial. A Portaria nº 24-CGCSP/DPA/PF, de 10 de junho de 2026, regulamenta a modalidade nas escolas de formação e estabelece os parâmetros que devem ser observados para sua oferta. A norma também entrou em vigor em 3 de agosto.

A atualização ocorre em um momento de reorganização regulatória da segurança privada no país. Em junho, a Polícia Federal também publicou normas relacionadas ao credenciamento de instrutores, ao registro do gestor de segurança privada e à formação dos profissionais. As medidas integram a regulamentação do novo marco legal do setor, instituído pela Lei nº 14.967/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 13.012/2026.

No Ceará, o setor reúne cerca de 19,5 mil vigilantes, segundo dados do Sindesp-CE. Esses profissionais atuam em diferentes segmentos que contratam segurança privada, como empresas, condomínios, instituições financeiras, estabelecimentos comerciais, eventos e outros espaços que demandam proteção patrimonial e controle de acesso. 

“Essa transformação precisa ser acompanhada por uma formação compatível com as atividades que serão desempenhadas. Para as empresas, conhecer os novos requisitos e manter as equipes regularmente habilitadas é uma questão de conformidade e também de planejamento operacional”, afirma Carlos Gualter.

Tecnologia passa a integrar novos conteúdos de formação

A presença de sistemas eletrônicos, monitoramento e ferramentas digitais na segurança privada também aparece na nova regulamentação. A Polícia Federal estabeleceu formação específica para o operador de sistema eletrônico de segurança, profissional relacionado às atividades que envolvem tecnologias de monitoramento e proteção.

A medida acompanha a diversificação das atividades do setor e exige das empresas atenção à composição das equipes e às qualificações necessárias para cada função. A formação deixa de ser tratada de maneira uniforme para diferentes atividades e passa a considerar atribuições específicas dentro da segurança privada.

FEBRABAN TECH 2026: Somapay aponta IA, segurança e pagamentos como pilares do mercado financeiro

CEO da Somapay Conta Digital, Nayana Branco, e presidente do Grupo Somapay, Fernando Gurgel, analisam os avanços que devem impactar empresas e consumidores

A inteligência artificial, a segurança digital e a evolução dos meios de pagamento estão entre os principais temas que devem definir os próximos passos do mercado financeiro. Essa é a avaliação da Somapay a partir das discussões da FEBRABAN TECH 2026, realizada em São Paulo, de 24 a 26 de agosto. O evento colocou a automação no centro do debate e mostrou que a IA já avança da  experimentação para aplicações práticas dentro das instituições financeiras.

Dados apresentados durante o evento apontam que os bancos brasileiros devem investir cerca de R$ 3 bilhões em Inteligência Artificial, Analytics e Big Data em 2026. A pesquisa também mostra que 92% das instituições consideram o ganho de velocidade em tarefas rotineiras um dos principais benefícios da IA.

Para Nayana Branco, CEO da Somapay, o momento marca uma mudança na forma como a tecnologia será incorporada aos serviços financeiros. “A discussão já não é mais sobre quando a inteligência artificial chegará ao setor financeiro. Ela já chegou. O desafio agora é transformar essa tecnologia em soluções que simplifiquem a jornada do cliente, aumentem a eficiência e mantenham segurança e confiança como prioridades”, afirma.

Na avaliação de Fernando Gurgel, presidente do Grupo Somapay, a transformação também passa pela evolução dos pagamentos. “Os pagamentos estão deixando de ser apenas uma etapa da operação financeira para se integrar cada vez mais à gestão das empresas. A combinação entre dados, automação e inteligência pode reduzir processos manuais e dar mais agilidade à tomada de decisões”, destaca.

Além da inteligência artificial, a FEBRABAN TECH 2026 colocou em pauta temas como cibersegurança, Open Finance, cloud, real-time banking, Drex e finanças embarcadas.